Teoria e Contabilidade de Custos

Teoria e Contabilidade de Custos

(Parte 1 de 25)

TEORIA

E

CONTABILIDADE DE CUSTOS

APOSTILA

2º BIMESTRE

Prof. Roberto Martins

ÍNDICE

CAPÍTULO V

Departamentalização ............................................................................................

Exercícios de Auto avaliação................................................................................

04

17

CAPÍTULO VI

Pré-determinação dos Custos Indiretos de Fabricação ........................................

Exercícios de Auto Avaliação..............................................................................

27

33

CAPÍTULO VII

Classificação dos Custos quanto ao volume de produção e métodos de custeio..

Exercícios de Auto avaliação................................................................................

39

44

CAPÍTULO VIII

Relações de Custo/Volume/Lucro........................................................................

Exercícios de Auto Avaliação..............................................................................

47

58

GABARITO

Gabarito Comentado – Capítulo V ....................................................................

Gabarito Comentado – Capítulo VI ...................................................................

Gabarito Comentado – Capítulo VII...................................................................

Gabarito Comentado – Capítulo VIII..................................................................

66

85

95

102

BIBLIOGRAFIA

106

CAPÍTULO

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO DE TEORIA E CONTABILIDADE DE CUSTOS

CARGA

HORÁRIA

V

DEPARTAMENTALIZAÇÃO

  1. Departamentalização

5.1 Conceito

5.2 Centro de Custos

5.3 Objetivos da Departamentalização

5.4 O Processo de Departamentalização

5.5 Rateio dos Custos Indiretos de Fabricação

5.6 Métodos sugeridos para distribuição de Custos indiretos de Fabricação

5.7 Exemplo completo da apropriação dos CIF com a departamentalização

5.8 Exercícios de Auto avaliação

08

VI

PRÉ-DETERMINAÇÃO DOS CIF

  1. Pré-determinação dos CIF

6.1 Previsão da Taxa de Aplicação de CIF

6.2 Variação entre CIF aplicados e reais

6.3 Exercícios de Auto avaliação

04

VII

CLASSIFICAÇÃO DOS CUSTOS QUANTO AO VOLUME DE PRODUÇÃO E MÉTODOS DE CUSTEIO

  1. Classificação dos Custos quanto ao Volume de

Produção eMétodos de Custeio

7.1 Classificação dos Custos quanto ao Volume de Produção

7.1.1 Custo Fixo

7.1.2 Custo Variável

7.1.3 Custo Semifixo

7.1.4 Custo Semivariável

7.2 Métodos de Custeio

7.2.1 Custeio por Absorção

7.2.1.1 Apuração dos Custos dos Produtos Vendidos

7.2.2 Custeio Variável ou Custeio Direto

7.2.2.1 Margem de Contribuição

    1. Diferenças e Semelhanças entre Custeio por Absorção x Custeio Variável

7.4 Exercícios de Auto avaliação

08

VIII

RELAÇÕES DE CUSTO/VOLUME/LUCRO

8. Relações de Custo/Volume/Lucro

8.1 Ponto de Equilíbrio

8.1.1 Custos e Despesas Fixas

8.1.2 Custos e Despesas Variáveis

8.1.3 Custos e Despesas Totais

8.1.4 Receita Total

8.1.5 Gráfico do Ponto de Equilíbrio

    1. Margem de Segurança

    2. Alavancagem Operacional

8.3.1 Grau de Alavancagem Operacional

8.4 Exercícios de Auto avaliação

04

PROVA

04

VISTA DE PROVA

04

TOTAL

32

CAPÍTULO V

.5. Departamentalização

Os exemplos de apuração de custos desenvolvidos no capítulo IV tiveram o objetivo de tornar claras as etapas básicas necessárias para a identificação dos valores do CPV e do Estoque Final. Neste capítulo será tratado a apropriação dos Custos Indiretos de Fabricação via Departamentalização.

5.1. Conceito:

O processo de dividir a empresa em departamentos e de debitar todos os gastos neles incorridos é conhecido como Departamentalização.

Departamento: é a unidade mínima administrativa para a Contabilidade de Custos, representadas por homens e máquinas desenvolvendo atividades homogêneas, e na qual existe um responsável pelo seu resultado.

Os Departamentos da área produtiva são divididos em dois grandes grupos, onde são apurados o custo de produção em cada um deles.

  • Departamentos de Produção: são os departamentos que promovem qualquer tipo de modificação sobre o produto diretamente. Exemplo: departamento de corte, departamento de acabamento, departamento de montagem, etc.

  • Departamento de Serviços: são os departamentos cujo trabalho realizado tem como objetivo a prestação de um serviço para outros departamentos. Vivem basicamente para execução de serviços e não para atuação direta sobre o produto. Exemplo:

Almoxarifado: - guarda e distribui materiais necessários ‘a produção.

Segurança Industrial: - protege as instalações fabris., etc.

Os Departamentos de Produção ( também conhecidos como produtivos) têm seus custos apropriados diretamente aos produtos, já que estes passam fisicamente por eles.

Os Departamentos de Serviços ( também conhecidos como auxiliares) não podem apropriar seus custos diretamente aos produtos, já que esses, na maioria dos casos, não passam pelos departamentos de serviços.

Por viverem esses departamentos para a prestação de serviços a outros departamentos, têm seus custos transferidos para os departamentos que recebem seus serviços, e depois quando todos os custos dos departamentos de serviços estiverem alocados nos departamentos produtivos são apropriados aos produtos.

5.2 Centro de Custos

Para a distribuição de custos indiretos, cada departamento possui um número-código que define seu Centro de Custos, ou seja, que acumula todos os gastos em que cada um deles incorreu. (unidade mínima de acumulação de custos).

Exemplo:

Centro de Custos Departamento

01 ....................................................................................................................... Área Administrativa

01.01 .................................................................................................................. Tesouraria

    1. ................................................................................................................. Contas a Receber

01.03 .................................................................................................................. Contas a Pagar

01.04 ................................................................................................................. de Pessoal

  1. ................................................................................................................ Área Comercial

02.01 ................................................................................................................. Administração de vendas

    1. ................................................................................................................ Vendas

  1. ................................................................................................................ Área Produtiva

03.01 ................................................................................................................. Almoxarifado

    1. ................................................................................................................. Manutenção

03.02.01 ............................................................................................................. Manutenção Mecânica

03.02.02 ............................................................................................................. Manutenção Elétrica

03.02.03 ............................................................................................................. Manutenção Civil

03.03 .................................................................................................................. Controle de Qualidade

Quando determinado departamento incorrer em um gasto, o valor correspondente será acumulado no respectivo Centro de Custos.

Nota-se que um departamento pode ter diversos Centros de Custos. É o caso, do Departamento de Manutenção, no exemplo acima. Há um único responsável pelo departamento, mas para se obter em termos contábeis o quanto se gastou com a manutenção mecânica, a elétrica ou a civil, estabeleceram-se centros de custos distintos.

Outro exemplo seria em um departamento que, apesar de desenvolver atividades homogêneas, são usadas máquinas de diversas capacidades produtivas e operadas por pessoal especializado. Nesse caso, para fins de melhor controle de custo, deve o Contador de Custos estabelecer um Centro de Custos para cada máquina.

Um Centro de Custos, portanto, é a unidade mínima de acumulação de Custos Indiretos de Fabricação, mas não é necessariamente uma unidade administrativa, só ocorrendo quando coincide com o próprio departamento.

É comum encontrar empresas com um “ Departamento de Custos Comuns “ onde estão incluídos Custos Indiretos tais como: aluguel da fábrica, seguros, energia (quando há um só medidor para toda a planta industrial) etc. na realidade, não existe esse departamento propriamente dito; antes é um Centro de Custos não existente fisicamente e que está sob o controle global do “ Departamento da Administração Geral “. Mas, ao invés de assim denominar e classificar, costuma a contabilidade de Custos proceder ‘a agregação desses Custos Indiretos de Fabricação e chamar de “ Departamento “ o seu conjunto.

Para fins didáticos, doravante, adotar-se-á a hipótese simplificadora de que o Departamento coincide com o Centro de Custos.

5.3 Objetivos da Departamentalização

  1. Melhor controle dos custos:

O objetivo de melhor controle dos custos é atingido porque a departamentalização torna a incorrência dos custos de produção no âmbito do Departamento como sendo de responsabilidadedo respectivo chefe ou supervisor.

  1. Determinação mais precisa do custo dos produtos:

A determinação mais precisa do custo dos produtos ocorre porque a departamentalização diminui a arbitrariedade dos critérios de rateio. Há basicamente dois motivos para esta maior precisão:

  1. Alguns custos, embora indiretos em relação aos produtos, são facilmente

identificados em relação aos departamentos.

Exemplos:

a) depreciação das máquinas e equipamentos: custo indireto em relação aos vários

tipos de produtos fabricados, mais facilmente identificado no departamento que

possui as máquinas e equipamentos.

b) Materiais indiretos usados no departamento

c) Mão-de-Obra Indireta utilizada no Departamento.

d) Energia elétrica consumida no departamento.

  1. Nem todos os produtos passam por todos os Departamentos e, caso passem, o fazem

em proporções diferentes

Isto pode ser visualizado através do exemplo da página seguinte:

A Indústria de Brinquedos Alvorada produz os bonecos Tico e Teca. Os custos indiretos de fabricação relativos ao ano 19X9 foram os seguintes:

DISCRIMINAÇÃO

VALOR

Mão-de-Obra Indireta (MOI)

200.000

Energia elétrica

120.000

Manutenção

80.000

Outros Custos Indiretos de Fabricação

100.000

TOTAL

500.000

Quanto aos Custos Diretos (MD e MOD) foram os seguintes:

PRODUTO

VALOR

Tico

400.000

Teça

600.000

TOTAL

1.000.000

Através da análise de custo, o contador verifica que os gastos com MOI representam 40% do CIF, decide ratear os CIF entre os produtos de acordo com o volume de horas trabalhadas pela Mão-de-Obra Direta ,que foram as seguintes:

PRODUTO

HORAS TRABALHADAS DE MOD

Tico

800

Teça

1200

TOTAL

2000

O CIF médio por hora de MOD trabalhada será:

$ 500.000

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