imobilização ortopedica

imobilização ortopedica

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fundamental de: * Malha tubular, Algodão ortopédico, Atadura gessada, Água em temperatura ambiente e Instrumentos especiais

A malha tubular protege e proporciona também um melhor acabamento.

O algodão ortopédico deve ser colocado ao nível das

saliências ósseas, e em quantidade suficiente para evitar a

compressão.

As ataduras gessadas existem de diversos tamanhos que

devem ser escolhidos em função da região a ser imobilizada.

A água quente acelera a secagem do gesso

Vários instrumentos, como tesoura, bisturi, serras elétricas,

cortadores de gesso, etc; são utilizados tanto na confecção

como na retirada dos aparelhos gessados.

Regras gerais

Na confecção de uma imobilização, as seguintes regras

devem ser seguidas:

1. escolher, antes de iniciar a imobilização, qual material vai

usar, pois da pratica tira-se uma regra importante “após

terem sido postas as ataduras gessadas dentro da água,o

trabalho deve correr de modo único e sem improvisos.

2. colocar membro na posição requerida pelo tipo de

imobilização a ser realizada.

3. proteger com algodão ortopédico toda a extensão

cutânea do membro lesado, com especial interesse pelas

saliências ósseas.

4. colocar água dentro da pia ou bacia, enchendo-a de

modo que a atadura fique totalmente submersa quando

colocada dentro da bacia.

Técnica propriamente dita

Colocamos a atadura gessada totalmente submersa em

água e somente a retiramos quando cessar o borbulhamento.

Uma leve torção em suas extremidades e a atadura esta em

condições de envolver o membro, previamente acolchoado

pela malha tubular e pelo algodão ortopédico, a primeira de

diâmetro proporcional ao membro afetado e o segundo

cobrindo as saliências ósseas.

a) Devemos iniciar o aparelho pela sua extremidade distal,

pois isto facilita a sua execução e o retorno da circulação. b) A atadura gessada deve ser enrolada em espirais,

observando-se as mudanças no diâmetro do membro.

A compressão uniforme é condição fundamental. c) Em cada passagem da atadura devemos alisá-la para

facilitar a adaptação dos cristais com as camadas adjacentes. d) Após envolvemos totalmente o membro com as camadas

necessárias, inicia-se a fase de modelagem, de muita

importância, pois daremos ai estabilidade do gesso e do

segmento corpóreo comprometido.

e) O acabamento e feito com os recortes necessários,

tornando o aparelho de bom aspecto e boa função.

f) Devemos esclarecer o paciente da necessidade de

secagem completa do gesso para que possa ser dada

movimentação total ao membro, inclusive com carga nos

aparelhos gessados para marcha, salientando ainda a

observação da cor da pele, do edema, da dor, das alterações

de sensibilidade e mesmo da paralisia do membro

imobilizado, fatos estes que indicariam compressão pelo

aparelho e, conseqüentemente, a necessidade da sua abertura

e, por vez, de sua retirada. g) Na execução do aparelho deve-se evitar um gesso muito

fraco, que quebra-se com facilidade, um gesso muito pesado

que dificulta os movimentos e finalmente um gesso não

uniforme, apertado, garroteado ou amassado, o qual poderia

provocar escaras e prejuízos circulatórios. h) A retirada do gesso pode fazer-se com serra elétrica ou de

aparelho especiais que fendem totalmente o gesso, em duas

linhas opostas, tomando cuidado de evitar lesões da pele.

Complicações Em geral complicações conseqüentes a confecções

imperfeitas dos aparelhos gessados ou de sua utilização por

tempo indevido podem ser: Compressão leve (caracterizada por dor, edema, cianose,

hipotermia, etc.)

Compressão grave (contratura isquêmica de Volkman**)

Escaras (Massa de tecido necrosado)

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