protocolo para tratamento de cefaleia aguda

protocolo para tratamento de cefaleia aguda

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–Orientar o paciente a adquirir sumatriptan (sumax, imigran) injetável, usando-o no início das próximas crises.

–Sumatriptan é contra-indicado em pacientes com hipertensão arterial descontrolada, coronariopatias ou outras arteriopatias.

4.4.CefalØia crônica diÆria, com abuso de medicamentos

ESQUEMA 1:

I. Internar. I. Hidratar, reposição hidro-eletrolítica. I.Medicação sintomática para vômitos, diarréia e hipertensão arterial.

IV.Descontinuar medicações analgésicas. V.Infundir SF 0,9%, 5 ml/Kg, pinça aberta. VI.Clorpromazina, 0,1 mg/Kg EV, em três minutos (ampola 25mg/5ml); manter infusão de SF 0,9%. Repetir de hora em hora, até três vezes, se necessário.

VII.Clorpromazina, 12 mg VO (12 gotas) de 6/6 h; a critério clínico, aumentar para 25 mg ou mais (até 50 mg); não se preocupar com sedação leve; a mesma, nesta situação, é benéfica (melhora os sintomas de abstinência).

VIII.Alternativamente à clorpromazina, podese usar levomepromazina (neozine), solução a 4%, 10 a 30 gotas de 6/6 horas.

IX.Prednisona, 1 mg/Kg, com retirada progressiva em dez (10) dias (usar sempre que não houver contra-indicação); alternativamente, usar dexametasona EV 10 mg, e 4 mg, 6/6 h a seguir, substituindo por prednisona, quando da alta.

X.Caso seja necessário aumentar a sedação, em casos graves, cujos sintomas de abstinência sejam intensos (taquicardia, agitação), usar lorazepam (lorax), 1 mg, a cada 2 h, até controle dos mesmos.

XI.Alta com profilático; se não houver contra-indicações, preferência para amitriptilina e valproato, drogas que parecem ser mais eficazes nesses casos.

Diversos estudos realizados em UE mostram que cefaléia responde, em média, por 1% a 3% dos atendimentos realizados nessas unidades(19,20). No ano de 1996, 0,9% dos atendimentos na UE-HC-RP foram devidos a esse sintoma, sendo que o gasto estimado para o hospital, em atendimento e tratamento

Assim, dado o impacto que a cefaléia acarreta, a demanda que gera sobre o Sistema Único de Saúde e os custos advindos de seu diagnóstico e tratamento, faz-se urgente a racionalização e padronização das medidas diagnósticas e terapêuticas. As drogas, disponíveis na UE para tratamento agudo das cefaléias, são eficazes, seguras e pouco dispendiosas. O roteiro apresentado propôs uma abordagem sistematizada de utilização das mesmas.

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ABSTRACT:Headache is one of the most common symptoms in the clinical practice and it is responsible for about 9% of the appointments in primary care units and for 1% to 3% in the emergency rooms, leading to a considerable economic impact in the public health care system.

Most of the emergency rooms in Brazil does not have drugs, like ergotics compounds and tryptans, used in other countries for the acute treatment of headache. The authors make a review of the diagnostic and therapeutic aspects of the acute primary headaches, suggesting protocols for its treatment in an emergency unit.

UNITERMS:Headache. Emergency Service Hospital. Clinical Protocols.

Tratamendo da cefalØia em unidade de emergŒncia

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Recebido para publicação em 2/07/9 Aprovado para publicação em 05/1/9

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