biossegurança em Enfermagem

biossegurança em Enfermagem

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BIOSSEGURANÇA EM ENFERMAGEM

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Conteúdo desta Apostila

1. INTRODUÇÃO

2. BIOSSEGURANÇA

3. CONTROLE DE GERMES

4. CUIDADOS COM BIOSSEGURANÇA

5. MANUAL DE BIOSSEGURANÇA

Dicas Importantes

1. Organize seus estudos por temas, vá dos mais fáceis aos mais difíceis.

2. Procure sempre estudar no mesmo horário, em local calmo e tranquilo.

3. Crie roteiros de estudo, dispondo tópicos para cada dia.

4. Faça resumos dos assuntos estudados e crie fichas sintéticas.

5. Faça um questionário sobre cada assunto estudado.

6. Selecione dúvidas num bloco de anotações para apresentá-las ao professor.

7. Você pode usar uma música relaxante e em baixo volume durante os estudos.

8. Evite o uso de lápis, procure usar canetas. Em caso de erros, risque o assunto, sem apagá-lo.

9. Divida seu tempo de forma a concentrar seus estudos onde você tem mais dificuldade.

10. Crie grupos de estudos para tirar dúvidas e treinar os assuntos que você domina.

11. Faça uma leitura do assunto a ser visto em sala, antes da aula.

12. Utilize gravador para ter um arquivo das aulas em sala.

13. Pesquise em livros e revistas os assuntos do concurso, não se limite à apostila.

14. Estabeleça metas diárias para o que você precisa estudar.

15. Cole cartazes em seu quarto sobre os assuntos mais importantes.

Bons Estudos,

Equipe Passe Por Aqui.

1. INTRODUÇÃO

A importância da educação como instrumento para que se consiga o cumprimento das normas de biossegurança tem sido bastante enfatizada. No entanto, será que quando se destaca a educação nestes estudos não se pensa basicamente em treinamento e transmissão de informação? Esta indagação é pertinente, uma vez que nestes estudos o termo educação geralmente está associado a treinamento e conscientização.

Partindo-se da premissa de que a idéia de educação é mais ampla e complexa que treinamento e adestramento, o presente ensaio tem como objetivo refletir a respeito das funções da educação e suas implicações, contribuindo para que se compreenda melhor como a educação pode realmente ajudar no cumprimento das normas de biossegurança; pretende também destacar que a concepção de biossegurança como ação educativa pode trazer importantes contribuições à saúde do trabalhador.

BIOSSEGURANÇA: CONCEITUAÇÕES ESSENCIAIS

Existem várias definições para biossegurança, que a apresentam como ciência, conduta, conjunto de ações. Tais definições trazem como ponto comum, implícita ou explicitamente, a noção de controle dos riscos.

No presente trabalho, será considerada a definição existente nas Diretrizes gerais para o trabalho em contenção com material biológico do Ministério da Saúde, em que biossegurança é a condição de segurança alcançada por um conjunto de ações destinadas a prevenir, controlar, reduzir ou eliminar riscos inerentes às atividades que possam comprometer a saúde humana, animal e vegetal e o ambiente.

Pode-se afirmar que o conceito de biossegurança implica em uma abordagem técnico-científica do risco, segundo a qual o risco é entendido como "uma realidade objetiva, que pode ser medida, controlada e gerenciada". A perspectiva técnico-científica considera que os riscos podem ser avaliados e controlados de maneira exclusivamente científica .

Sendo assim, as discussões e conflitos envolvendo o tema biossegurança estão ligados basicamente a uma avaliação técnico-científica dos riscos. Tal perspectiva não oferece respostas completas e adequadas a questões fundamentais relacionadas ao risco, tornando-se urgente e necessária a confrontação das diversas noções de riscos, subjacentes ao debate sobre biossegurança.

O debate sobre o risco na perspectiva técnico-científica tende a se focalizar nas maneiras pelas quais o risco foi identificado e calculado, no nível de seriedade dos riscos e seus possíveis efeitos, nos métodos dos cálculos de risco, na discussão sobre a abrangência dos modelos preditivos e nas formas como as pessoas percebem os riscos.

Não se trata de se desconsiderar e negar as contribuições do enfoque técnico-científico, pois, apenas se pode considerá-lo analiticamente deficiente se for feita a separação do marco funcional que o gera. Este enfoque torna-se extremamente útil quando são combinados de maneira adequada outros elementos que o constituem, isto é, as representações individuais sobre insegurança, as formas institucionais de enfrentar esta insegurança e o conhecimento necessário para estabilizar estas representações e alcançar a segurança ou ao menos minimizar a insegurança.

Deve-se considerar que os riscos são objetos sociais relacionados a contextos. Ou seja, formar uma crença sobre um risco é uma ação simultaneamente cognitiva e executiva, descritiva e normativa; ao se identificar um risco também se faz uma criação e valoração do mesmo, pois se dá visibilidade às conseqüências danosas que poderiam existir em uma atividade ou em um elemento visto até então como inofensivo.

A utilização de somente uma perspectiva, neste caso a técnico_científica, para se analisar e compreender um assunto tão complexo quanto o risco, pode tornar parciais e incompletas as respostas esperadas, pois as características globais dos riscos tendem a ser perdidas por orientações descontextualizadas e reducionistas oferecidas por uma única abordagem. Será, assim, interessante e útil que se discuta o conceito de biossegurança à luz da perspectiva que concebe o risco como uma entidade dinâmica que se manifesta em relações entre domínios materiais e sociais, ao invés de algo relacionado apenas a um determinado domínio .

Esta interpretação destaca a natureza sistêmica dos problemas contemporâneos, compreendendo que as possíveis soluções somente podem ser alcançadas, se forem considerados os problemas de escala e complexidade. Juntamente com esta abordagem, também é proposto um pluralismo epistêmico para os problemas, nos quais os métodos convencionais são pragmaticamente combinados para que se obtenham respostas satisfatórias.

O controle dos riscos, que é o princípio básico da biossegurança é um elemento considerável do esforço gradual da busca de proteção contra as ameaças à vida humana, um dos componentes fundamentais do processo civilizador. Contudo,

a lógica da defesa acima de tudo, que impera em uma sociedade que busca incessantemente controlar riscos, acaba por transformar-se no mais grave perigo, pois estes não desaparecem simplesmente porque procuramos evitá-los.

Outro importante aspecto a ser destacado é o "mito da oposição entre riscos reais e riscos percebidos" , que emerge do enfoque técnico-cientifico dos riscos subjacente a biossegurança. Este falso antagonismo gera sérias implicações, inclusive no campo da educação, como será analisado posteriormente, pois quando as pessoas não interpretam as informações sobre os riscos ou não modificam seu comportamento no modo que é esperado pelos especialistas científicos, são definidas como irracionais (indicando ter déficit cognitivo), ignorando-se, assim, que as pessoas entendem a partir de sua própria lógica e racionalidade.

UMA APROXIMAÇÃO À EDUCAÇÃO

Muitas vezes utiliza-se a palavra educação em um sentido extremamente amplo, compreendendo os efeitos indiretos produzidos sobre o caráter e sobre as faculdades do homem por objetos e instituições: as leis, as formas de governo, as artes ou até os fatos físicos, tais como o clima e o solo. Pode-se afirmar, ainda, que a educação é o principal instrumento de continuidade da vida humana, pois permite que a vida, a memória e a cultura de um determinado grupo tenham continuidade, prossigam no tempo, mesmo depois do desaparecimento de uma geração de indivíduos de um grupo social.

A educação, de acordo com Durkheim, satisfaz necessidades sociais, tendo por objetivo, ao invés de comprimir e diminuir, engrandecer o indivíduo, esforçando-se em torná-lo personalidade autônoma, criatura verdadeiramente humana.

Educar significa envolver o indivíduo em sua totalidade, considerando todas as variáveis da história e da cultura de cada um, compreendendo-se que o aluno nunca aprende uma habilidade isoladamente.

Uma noção ampliada de educação considera, além do conhecimento científico, a sabedoria, ultrapassando, desta maneira, os interesses da ciência na sua busca por conhecimento e remetendo-nos a outros interesses humanos. A arte de educar seria uma combinação de saber ou conhecimento científico e sabedoria ou experiência de vida com preocupações ético-sociais.

A etimologia do termo educação nos remete a conduzir, dirigir ou elevar. Segundo John Dewey, a educação é uma atividade formadora, que modela os seres a partir da vida social. Colocando-se desta maneira, pode-se perguntar: se educar é modelar, o que diferencia a educação do adestramento, do treinamento mecânico?

É importante notar, a partir das reflexões de John Dewey que o meio social não implanta diretamente desejos e idéias e nem se limita a estabelecer meros hábitos musculares de ação. Aqui a palavra "meio" significa algo mais do que lugar; ela se refere também às coisas e relações que exercem influência sobre a formação de alguém. "Assim, na medida em que as atividades de um indivíduo estão diretamente associadas às de outros, temos a noção de meio social". Em tal meio, são estabelecidas condições que estimulam modos patentes de proceder; além disso, o indivíduo deve participar de alguma atividade comum, na qual "ele sinta, como seus próprios, os triunfos e os maus êxitos das mesmas". Assim, algo que diferencia a educação do adestramento é o fato de na primeira ocorrer participação em atividades comuns, com o compartilhamento de emoções e idéias, e modificação dos impulsos originais ou primários das ações, o que não ocorre pelo implante direto de certas idéias, nem pelo estabelecimento de meras variações musculares, como do caso do adestramento.

Importante ainda ressaltar a noção de educação como reconstrução da experiência, isto é, a capacidade, tanto do aluno quanto do professor, de refletir sobre a experiência e ordenar novamente o curso da ação; e também a idéia de desenvolvimento ou crescimento como algo contínuo .

ARTICULANDO BIOSSEGURANÇA E EDUCAÇÃO

Alguns estudos indicam que a informação e a formação centrada em aspectos técnicos não são suficientes para reduzir a ocorrência de acidentes de trabalho. Assim, além de considerar os aspectos técnicos, deve-se atentar para os conflitos vividos pelo trabalhador na realização de seu trabalho e os seus recursos subjetivos, que também são usados para solucionar problemas.

De acordo com estudo epidemiológico recente realizado em hospitais públicos brasileiros, o conhecimento dos profissionais de saúde sobre o conceito e as normas de biossegurança, a disponibilidade destas normas no ambiente de trabalho e a realização de treinamento em biossegurança não influenciaram positivamente na redução de acidentes no trabalho.

O presente estudo considera a biossegurança como ação educativa, ao invés de reduzi-la a treino e introjeção de normas (como muitas vezes é concebida), pois quando se faz referência à educação, alude-se à totalidade da experiência dos agentes envolvidos, a atividades comuns, algo que não se reduz a um processo de condicionamento.

Deve-se voltar neste momento ao "mito da oposição entre riscos reais e riscos percebidos". Este "mito" implica em reconhecer que os riscos reais são aqueles objetivamente reconhecidos pela ciência , enquanto que os riscos percebidos são aqueles "irracionalmente" captados pelo público. Se esta oposição for efetivamente considerada, conseqüentemente as pessoas são concebidas como "tábulas rasas" que devem ser treinadas e conscientizadas para que ajam conforme os especialistas científicos esperam.

É fundamental considerar que a comunicação pedagógica tem relação direta com a cultura do receptor, com seu meio familiar, com seus valores, enfim, com o habitus. A partir de Pierre Bourdieu, o habitus pode ser entendido como um conjunto disposições incorporadas (estruturas), que geram, unificam e retraduzem as características intrínsecas e relacionais de uma posição social em um estilo de vida. Porém, há nessa noção uma recusa a reduzir os agentes a meros recipientes passivos, considerando-os ativos e atuantes a partir de suas "matrizes de ação".

Habitus geram práticas distintas e distintivas, sendo simultaneamente diferenciados e diferenciadores; habitus significa também uma espécie de senso prático, produto da incorporação de estruturas objetivas. O conceito de habitus expressa, de modo simultâneo, a negação da consciência e do inconsciente, do finalismo e do mecanicismo, indicando um conhecimento adquirido e também um haver, uma disposição incorporada, quase postural.

Deve-se compreender o habitus como uma mediação fundamental entre os saberes e as circunstâncias que produzem uma ação. É também uma noção que permite escapar do determinismo cultural, ou seja, julgar os agentes sociais como "idiotas culturais". O conceito de habitus é ao mesmo tempo permeável e hábil, captando, assim, a mudança e a continuidade.

A concepção pedagógica de aprendizagem significativa deve ser também enfatizada. Por aprendizagem significativa, compreende-se aqui a articulação dos diversos tipos de conhecimentos adquiridos pelo profissional de saúde com o intuito de analisar e resolver os problemas inesperados. Por isso, há que se trabalhar com uma pedagogia diferenciada, que considere cada ator social com seus potenciais e dificuldades que esteja voltada à construção de sentidos, abrindo, assim, caminhos para a transformação e não para a reprodução acrítica da realidade social.

Se a biossegurança também pode ser compreendida como uma ação educativa, deve ser entendida então, não somente como um processo de aquisição de habilidades e conteúdos que objetivam preservar a saúde humana e ambiental, pois, como foi discutida neste ensaio, a idéia de educar ultrapassa a noção de transmissão de conhecimentos e treinos; educação implica em compartilhamento de ações em levar em consideração as disposições, habitus dos agentes, e sobretudo em conceber os agentes realmente como sujeitos de aprendizagem, envolvendo os indivíduos em sua totalidade, considerando suas diferenças e singularidades.

Enfim, educar em seu sentido amplo significa recusar a visão dos educandos como recipientes passivos de informações, "tábulas rasas", que devem ser adestradas e conscientizadas, idéia tão cara ao "mito da oposição entre riscos reais e riscos percebidos" subjacente à abordagem técnico-cientifica dos riscos implícita ao conceito de biossegurança.

Têm-se desta maneira um paradoxo e um desafio: como pode a biossegurança ser uma ação efetivamente educativa, se conceitualmente sugere transmissão de informações e treinamento? Trata-se apenas de antagonismo superficial, falso paradoxo, porque qualquer que seja a situação em que haja verdadeiramente educação, haverá reconstrução da experiência, reflexão sobre a mesma, reordenamento do curso da ação, a participação em atividades comuns.

Além disto, a concepção de biossegurança como ação educativa implica também em uma ruptura, pois, assim, ultrapassa-se a idéia de simples normatização de formas de trabalhar seguras, que em determinadas situações, representam apenas uma prevenção simbólica.

Conceber biossegurança como ação educativa significa considerar e respeitar o saber dos trabalhadores, propondo soluções a partir do conhecimento empírico dos agentes sobre os riscos no seu ambiente de trabalho, que se constitui em um dos pressupostos da idéia de uma saúde do trabalhador, ao invés de relacionada, pertencente ao próprio trabalhador.

2. BIOSSEGURANÇA

A biossegurança no Brasil está formatada legalmente para os processos envolvendo organismos geneticamente modificados e questões relativas a pesquisas científicas com células-tronco embrionárias, de acordo com a Lei de Biossegurança - N.11.105 de 24 de Março de 2005.

O foco de atenção dessa Lei são os riscos relativos as técnicas de manipulação de organismos geneticamente modificados. O órgão regulador dessa Lei é a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), integrada por profissionais de diversos ministérios e indústrias biotecnológicas. Exemplo típico de discussão legal da biossegurança são os alimentos transgênicos, produtos da engenharia genética.

Por outro lado, a palavra biossegurança, também aparece em ambientes onde a moderna biotecnologia não está presente, como, indústrias, hospitais, laboratórios de saúde pública, laboratórios de análises clínicas, hemocentros, universidades, etc., no sentido da prevenção dos riscos gerados pelos agentes químicos, físicos e ergonômicos, envolvidos em processos onde o risco biológico se faz presente ou não. Esta é a vertente da biossegurança, que na realidade, confunde-se com a engenharia de segurança, a medicina do trabalho, a saúde do trabalhador, a higiene industrial, a engenharia clínica e a infecção hospitalar (Costa & Costa, 2002; Costa, 1999; 1998).

3. CONTROLE DE GERMES

Os germes são seres vivos infinitamente pequenos, não sendo possível vê-los a olho nú. Para serem visualizados, precisamos da ajuda de um microscópio. Por isso são chamados de microrganismos ou micróbios = micro (pequeno) bio (vida).

Estes micróbios são classificados em:

- protozoários

- fungos

- vírus

- bactérias

Como exemplo de doenças causadas por protozoários temos a Giardíase, doença intestinal que causa diarréia, a Doença de Chagas causada pelo trypanossoma ou a Toxoplasmose, doença transmitida pelo gato ou carne mal cozida de porco e carneiro contaminados. Das doenças causadas por fungos, temos as micoses de pele e a Candidíase oral (sapinho) ou vaginal. Exemplos de doenças causadas por vírus temos a Gripe, a Hepatites e a AIDS. Como doenças bacterianas, os furúnculos, as amigdalites, as cistites, as diarréias e as pneumonias causadas por estes germes são alguns exemplos. Assim, fica ilustrado que os microrganismos, também chamados de agentes infecciosos, podem causar infecção.

Infecção é uma doença caracterizada pela presença de agentes infecciosos que provocam danos em determinados órgãos ou tecidos do nosso organismo causando febre, dor, eritema (vermelhidão), edema (inchaço), alterações sangüíneas (aumento do numero de leucócitos) e secreção purulenta do local afetado, muitas vezes.

O nosso contato com microrganismos não significa obrigatoriamente que desenvolveremos doenças, muito pelo contrário, o homem, os animais e as plantas não apenas convivem com os germes, mas dependem direta ou indiretamente deles. Todas as áreas da Terra, que reúnem condições de vida, são habitadas por microrganismos e nós sempre convivemos com eles; inclusive em nosso corpo, onde eles auxiliam na proteção de nossa pele e mucosas contra a invasão de outros germes mais nocivos. Estes seres vivos minúsculos decompõem matéria orgânica transformando-a em sais minerais prontos para serem novamente sintetizados em substratos nutritivos que formarão os vegetais do qual homem e animais se alimentam. O homem (hospedeiro) e os germes (parasitas) convivem em pleno equilíbrio. Somente a quebra desta relação harmoniosa poderá causar a doença infecção.

A doença infecciosa é uma manifestação clínica de um desequilíbrio no sistema parasito-hospedeiro-ambiente, causado pelo aumento da patogenicidade do parasita em relação aos mecanismos de defesa antiinfecciosa do hospedeiro, ou seja, quebra-se a relação harmoniosa entre as defesas do nosso corpo e o número e virulência dos germes, propiciando a invasão deles nos órgãos do corpo. Alguns microrganismos possuem virulência elevada podendo causar infecção no primeiro contato, independente das nossas defesas. Outros, usualmente encontrados na nossa microbiota normal, não são tão virulentos, mas podem infectar o nosso organismo se diminuímos a nossa capacidade de defesa.

A capacidade de defesa antiinfecciosa é multifatorial, pois é influenciada pela nossa idade (bebês e idosos), estado nutricional, doenças e cirurgias, stress, uso de corticóides, quimioterapia, radioterapia, doenças imunossupressoras (HIV, leucemia), fatores climáticos e precárias condições de higiene e habitação.

Na natureza, o estado de esterilidade, definido como ausência de microrganismo vivo, é excepcional e transitoriamente encontrado no feto durante a gestação, excluindo os casos de bebês contaminados via placentária pela mãe. O contato com os microrganismos começa com o nascimento, durante a passagem pelo canal vaginal do parto, onde a criança se contamina com os germes da mucosa vaginal e então se coloniza mantendo-se por toda a sua existência, até a decomposição total do organismo após a sua morte.

4. CUIDADOS COM BIOSSEGURANÇA

Lavagem das Mãos

A lavagem rotineira das mãos com água e sabão, elimina além da sujidade (sujeira) visível ou não, todos os microrganismos que se aderem a pele durante o desenvolvimento de nossas atividade mesmo estando a mão enluvada. A lavagem das mãos é a principal medida de bloqueio da transmissão de germes.

Devemos lavar as mãos sempre, antes de iniciarmos uma atividade e logo após seu término, assim como fazemos em nosso dia a dia antes das refeições e após a ida ao banheiro. Mantenha suas unhas curtas e as mãos sem anéis para diminuir a retenção de germes.

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