centro cirurgico enfermagem

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ENFERMAGEM EM CENTRO CIRÚRGICO

Conteúdo desta Apostila

Utilize os links em cada conteúdo para transitar melhor pela apostila!

1. UNIDADE DO CENTRO CIRÚRGICO

2. TRATAMENTO CIRÚRGICO

3. CENTRAL DE MATERIAIS E ESTERILIZAÇÃO

Dicas Importantes

1. Organize seus estudos por temas, vá dos mais fáceis aos mais difíceis.

2. Procure sempre estudar no mesmo horário, em local calmo e tranquilo.

3. Crie roteiros de estudo, dispondo tópicos para cada dia.

4. Faça resumos dos assuntos estudados e crie fichas sintéticas.

5. Faça um questionário sobre cada assunto estudado.

6. Selecione dúvidas num bloco de anotações para apresentá-las ao professor.

7. Você pode usar uma música relaxante e em baixo volume durante os estudos.

8. Evite o uso de lápis, procure usar canetas. Em caso de erros, risque o assunto, sem apagá-lo.

9. Divida seu tempo de forma a concentrar seus estudos onde você tem mais dificuldade.

10. Crie grupos de estudos para tirar dúvidas e treinar os assuntos que você domina.

11. Faça uma leitura do assunto a ser visto em sala, antes da aula.

12. Utilize gravador para ter um arquivo das aulas em sala.

13. Pesquise em livros e revistas os assuntos do concurso, não se limite à apostila.

14. Estabeleça metas diárias para o que você precisa estudar.

15. Cole cartazes em seu quarto sobre os assuntos mais importantes.

Bons Estudos,

Equipe Passe Por Aqui.

1. UNIDADE DO CENTRO CIRÚRGICO

O Centro-cirúrgico (CC) pode ser considerado uma das unidades mais complexas do hospital devido sua especificidade, presença de agente estressores devido às possibilidades de risco à saúde a que os pacientes estão sujeitos ao serem submetidos à intervenção cirúrgica.

O CC é constituído de um conjunto de áreas e instalações que permite efetuar a cirurgia nas melhores condições de segurança para o paciente, e de conforto e segurança para as equipes que o assiste.

Sendo um setor de circulação restrita, destacam-se, entre suas finalidades, a realização de procedimentos cirúrgicos devolvendo os pacientes às suas unidades de origem nas melhores condições possíveis de integridade; otimização de campo de estágio para a formação, treinamento e desenvolvimento de recursos humanos; e o desenvolvimento científico para o aprimoramento de novas técnicas cirúrgicas e afins.

- Estrutura Física

O CC deve estar localizado em uma ár ea do hospital que ofereça a segurança necessária às técnicas assépticas, portanto distante de locais de grande circulação de pessoas, de ruído e de poeira. Recomenda-se que seja próximo às unidades de internação, pronto-socorro e unidade de terapia intensiva, de modo a contribuir com a

intervenção imediata e melhor fluxo dos pacientes.

De acordo com a organização hospitalar, podem fazer parte do bloco cirúrgico a Recuperação Pós-Anestésica e a Central de Materiais e Esterilização. As demais áreas são assim caracterizadas:

- Vestiários (masculino e feminino):

Localizados na entrada do CC, onde é realizado o controle de entrada das pessoas autorizadas após vestirem a roupa privativa da unidade. Deve possuir chuveiros, sanitários e armários para guarda de roupas e objetos pessoais.

- Área de conforto:

Área destinada a lanches para que os mesmos não sejam realizados em locais inadequados. Deve-se dispor nesse local cadeiras, poltronas e sofás.

- Sala dos cirurgiões e anestesiologistas:

Destinada aos relatórios médicos

- Sala de Enfermagem:

Reservada ao controle administrativo do CC. Deve estar em local de fácil acesso e

com boa visão de todo o conjunto do setor.

- Sala de recepção dos pacientes:

Espaço para receber os pacientes. Aqui os pacientes são avaliados clinicamente antes da cirurgia ou receber medicação pré-anestésica. Este ambiente deve ser o mais calmo possível a fim de diminuir o estresse do período pré-operatório.

- Sala de material de limpeza:

Destinado à guarda dos materiais utilizados na limpeza do Centro-cirúrgico.

- Sala para guarda de equipamentos:

Área para guarda e recebimento de equipamentos como: microscópios, bisturis, monitores cardíacos, respiradores, entre outros. Em condições de uso e utilização imediata.

- Sala para armazenamento de material esterilizado (arsenal):

Destinado ao armazenamento e distribuição dos artigos estéreis, para uso nas

salas de cirurgia.

- Sala de gases medicinais:

Destinada ao armazenamento de torpedos de gases medicinais como oxigênio, ar

comprimido, óxido nitroso e especialmente o nitrogênio para uso em aparelhos

específicos ou em casos de emergência.

- Expurgo:

Local para o desprezo de secreções das salas de cirurgia. Deve estar provida de um vaso sanitário apropriado com descarga e uma pia para lavagem dos artigos utilizados

nas cirurgias.

- Apoio técnico e administrativo do Centro-cirúrgico:

O Centro-cirúrgico conta com o apoio imprescindível de alguns setores ligados direta ou indiretamente a ele e que deve estar prontamente preparados para atendê-lo para seu funcionamento, tais como: banco de sangue, raio-x, laboratório e anatomia patológica, serviço de engenharia clínica e de manutenção, farmácia, segurança e secretaria.

- Sala de Operação (SO):

Segundo a legislação brasileira, a capacidade do CC é estabelecida segundo a proporção de leitos cirúrgicos e Salas de Operação. A Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) n°307/2002, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) do Ministério da Saúde, determina uma sala de operação para cada 50 leitos não especializados ou 15 leitos cirúrgicos.

Para um dimensionamento ideal, deve-se levar em consideração alguns aspectos como:

- Horário de funcionamento do Centro-cirúrgico;

- Especialidades cirúrgicas atendidas (cardiologia, neurocirurgia, ortopedia, oftalmologia, etc.);

- Duração média das cirurgias;

- Número de cirurgias por dia;

- Número de leitos cirúrgicos do hospital;

- Hospital escola;

Quantidade de artigos médicos e instrumentais cirúrgico disponíveis.

Tamanho da sala:

Depende dos equipamentos necessários aos tipos de cirurgias a serem realizadas; seu formato deve ser retangular ou oval. Segundo a RDC 307/2002, quanto ao tamanho,

as salas são assim classificadas:

- Sala pequena: 20m², com dimensão mínima de 3,45 metros, destinadas às especialidades de otorrinolaringologia e oftalmologia.

- Sala média: 25m², com dimensão mínima de 4,65 metros, destinadas às

especialidades gástrica e geral.

- Sala grande: 36m², com dimensão mínima de 5,0 metros, específicas para as

cirurgias neurológicas, cardiovasculares e ortopédicas.

Portas:

As portas das salas de cirurgia devem ser largas o bastante para facilitar a passagem de macas e equipamentos cirúrgicos. Devem possuir metal na altura da maca para evitar seu estrago, ser de materiais laváveis e resistentes, de preferência revestidas de fórmica.

É indicado o uso de portas do tipo “vaiv ém” que impeçam o uso das mãos para abri-la. O ideal é que se tenha uma outra porta de acesso à sala apenas para membros das equipes com visor de separação dos dois ambientes.

Piso:

Deve ser de superfície lisa, não porosa, resistentes a agentes químicos comuns, sem fendas ou fissuras, ter aspecto estético, realçar a sujeira, não refletir a luz, impermeável, resistente ao choque, durável, de fácil limpeza, pouco sonoro e principalmente bom condutor de eletricidade estática para evitar faíscas. Exemplo: granilite, vinílicos e mármore.

Paredes:

Devem ser revestidas de material liso, resistente, lavável, antiacústico e não refletor de luz. Pintadas de cores que evitam a fadiga visual, as tintas não devem possuir cheiro.

É vedado o uso de cimento sem nenhum aditivo antiabsorvente para rejunte de peças cerâmicas ou similares tanto nas paredes quanto nos pisos.

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