saude do adolescente

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SAÚDE DO ADOLESCENTE

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Conteúdo desta Apostila

1. INTRODUÇÃO

2. A ADOLESCÊNCIA

3. MEDIDAS DE PREVENÇÃO

4. ATENÇÃO AO ADOLESCENTE

5. A CONSULTA

6. ASPECTOS ÉTICOS E LEGAIS

7. A PUBERDADE

8. PROBLEMAS FREQUENTE

9. SAÚDE BUCAL DO ADOLESCENTE

Dicas Importantes

1. Organize seus estudos por temas, vá dos mais fáceis aos mais difíceis.

2. Procure sempre estudar no mesmo horário, em local calmo e tranquilo.

3. Crie roteiros de estudo, dispondo tópicos para cada dia.

4. Faça resumos dos assuntos estudados e crie fichas sintéticas.

5. Faça um questionário sobre cada assunto estudado.

6. Selecione dúvidas num bloco de anotações para apresentá-las ao professor.

7. Você pode usar uma música relaxante e em baixo volume durante os estudos.

8. Evite o uso de lápis, procure usar canetas. Em caso de erros, risque o assunto, sem apagá-lo.

9. Divida seu tempo de forma a concentrar seus estudos onde você tem mais dificuldade.

10. Crie grupos de estudos para tirar dúvidas e treinar os assuntos que você domina.

11. Faça uma leitura do assunto a ser visto em sala, antes da aula.

12. Utilize gravador para ter um arquivo das aulas em sala.

13. Pesquise em livros e revistas os assuntos do concurso, não se limite à apostila.

14. Estabeleça metas diárias para o que você precisa estudar.

15. Cole cartazes em seu quarto sobre os assuntos mais importantes.

Bons Estudos,

Equipe Passe Por Aqui.

1. INTRODUÇÃO

POPULAÇÃO DE RISCO

A ausência de oportunidade para refletir, construir um projeto de vida e concretizá-lo pode colocar qualquer adolescente em situação de risco, independente da situação social em que se encontre.

É necessário, portanto, que as ações sejam dirigidas a todos os adolescentes por meio de uma rede de apoio que estimule o autocuidado e o seu potencial criativo e resolutivo.

Entretanto, deverão ser identificados os adolescentes que já se encontram em situação de risco, utilizando os seguintes critérios:

Identificar situações que se configuram como de RISCO para os adolescentes:

• Adolescentes na faixa etária dos 10 aos 14 anos de idade;

• Tenham iniciado a atividade sexual precocemente, sem proteção para DST/Aids e gravidez;

• Tenham irmãs grávidas adolescentes ou que foram mães adolescentes;

• Estejam faltando com freqüência à escola, com evasão escolar e com problemas escolares;

• Residam em áreas de riscos à saúde e onde há aumento de violência;

• Inseridos em famílias desestruturadas;

• Estejam sofrendo ou em risco de sofrer violência doméstica;

• Tenham riscos nutricionais: anemia ferro-priva, hipovitaminoses, obesidade e desnutrição;

• Adolescentes com doenças crônicas e necessidades especiais.

Identificar situações que se configuram como de ALTO RISCO para os adolescentes, DEVENDO SER PRIORIZADO O ATENDIMENTO:

• Adolescentes com doenças sexualmente transmissíveis ou Aids;

• Adolescentes com gravidez precoce não planejada;

• Adolescentes com transtornos alimentares: bulimia e anorexia;

• Estejam fazendo uso/abuso de substâncias lícitas ou ilícitas (com destaque ao uso do tabaco e do álcool);

• Sejam vítimas de exploração sexual ou que tenham sofrido abuso sexual;

• Com quadros de depressão;

• Tenham transtornos mentais e/ou risco de suicídio;

• Fogem com freqüência de casa ou se encontrem morando nas ruas.

ATENÇÃO À SAÚDE DO ADOLESCENTE

Ações intersetoriais específicas devem ser desenvolvidas entre adolescentes pertencentes às condições sociais mais desfavoráveis, para diminuir o risco de problemas de saúde física e mental, decorrentes, principalmente, da falta de saneamento básico, de desemprego, da violência, da evasão escolar e do tráfico de drogas.

2. A ADOLESCÊNCIA

Define-se o adolescente como “o indivíduo que vivencia uma fase evolutiva, única e exclusiva da espécie humana, em que acontecem intensas e profundas transformações físicas, mentais e sociais, que, inexoravelmente, o conduzirão a exibir características de homem ou de mulher adultos”.

Essas transformações, em ritmos diferentes, conforme uma série de fatores, tornam os adolescentes vulneráreis a uma série de situações. As transformações físicas, durante o processo pubertário, levarão a criança à função biológica de reprodução. Sua evolução psíquica, com todos os sinais e sintomas apresentados, mostra pólos de comportamento tais como: ora ri, ora chora; introvertido e extrovertido; detesta a família e adora a família; esconde o que pensa e fala o que não deve; altruísta e egoísta, quer aprender e detesta estudar; sono tranqüilo e sono agitado; quer ser ele mesmo e imita os outros; acha-se lindo e acha-se feio; antecipa o que é de seu interesse e posterga o que não é.

Aspectos físicos

O termo puberdade é utilizado para designar especificamente as transformações corporais decorrentes da ação dos hormônios do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal. A adolescência tem início com a eclosão pubertária, com intensas modificações biológicas, sendo os seus primeiros eventos, o aparecimento do broto mamário nas meninas (telarca) e o aumento do volume testicular nos meninos. O seu início acontece entre os 08 e os 13 anos para o sexo feminino e entre 09 e 14 anos, para o sexo masculino.

Destaca-se nesta fase:

 A ocorrência do estirão do crescimento – aceleração e desaceleração do crescimento;

 As alterações na quantidade e na distribuição de gordura no corpo;

 O desenvolvimento do sistema respiratório, circulatório e das gônadas;

 O surgimento dos caracteres sexuais secundários.

 A combinação de diversos fatores responsáveis pelo desencadear do processo pubertário.

A ABORDAGEM GERAL

Aspectos psicológicos

Autores procuraram estabelecer características psicológicas comuns à adolescência, destacando-se especialmente a reestruturação ou busca de uma nova identidade. Ressalta-SE que o adolescente, ao perder a condição de criança, busca uma nova identidade que é construída, consciente e inconscientemente, em um processo lento e doloroso de elaboração do luto pela perda do corpo de criança, da identidade infantil e da relação com os pais da infância. mediante a evolução psíquica que se processa, descreve a “Síndrome da Adolescência Normal”, um conjunto de itens apresentados pelos adolescentes durante o processo em questão, itens considerados normais e característicos dessa faixa etária.

Após anos de descrição da síndrome inicial, constata-se que o pensamento, a conduta, o conceito de valores e o estilo de vida do adolescente foram mudando. Essencialmente, não muito. A interação sociedade, família, indivíduo, sim é significativa. O chamado “modernismo” e o “pós-modernismo”, considerados eufemismos produtos da incapacidade de lidar com as mudanças internas e externas de nosso mundo, obrigam-nos a observações diversas deste ângulo, que nos proporcionam diferentes perspectivas do que podemos chamar de “fenômenos humanos”.

Propôs, então, um enunciado diferente para os itens que compõem a referida Síndrome da Adolescência Normal, confirmado por alguns de seus colaboradores:

 Processos elaborativos dos lutos característicos dessa fase evolutiva do ser humano (indispensável para atingir e para estabelecer uma identidade adulta em nossa cultura), substituindo a “busca de si mesmo e a identidade adulta”;

 Necessidade de se integrar a grupos de coetâneos, substituindo a “tendência grupal”;

 Fantasiar com o imaginário e a saída do presente, substituindo a “necessidade de intelectualizar e de fantasiar”;

 Questionamento crítico das religiões (especialmente da religião dos pais) e da religiosidade, em geral, substituindo “crises religiosas”;

 Distemporalidade, substituindo “deslocação temporal”;

 Desenvolvimento da sexualidade: do auto-erotismo a práticas de genitalidade. Identidade sexual definida, substituindo “evolução sexual desde o auto-erotismo até a heterossexualidade”;

 Agressividade, violência, condutas sado-masoquistas, com ou sem reivindicações sociais, substituindo “atitude social reivindicatória”;

 Contradições freqüentes nas manifestações da conduta (interjogos, internos-externos de amor-ódio), substituindo “contradições sucessivas em todas as manifestações de conduta”;

ATENÇÃO À SAÚDE DO ADOLESCENTE

 Separação progressiva ou brusca dos pais e/ou grupo familiar, substituindo “separação progressiva dos pais”;

 Flutuações do estado de ânimo, do humor, com uma base de predomínio depressivo, substituindo “constantes flutuações do humor e do estado de ânimo”. É possível detectar variações freqüentes e intercambiáveis dos critérios descritivamente conhecidos como: psicopatia, mania, depressão e autismo.

Aspectos sociais

Vários autores enfatizam o caráter sócio-histórico da conceituação de adolescência e, conseqüentemente, a existência de uma diversidade de formas de lidar com esta fase, entre sociedades e culturas distintas. Como analisado por ARIÈS (1979), o conceito de adolescência, em sua complexidade, surgiu como parte de um processo histórico relativamente recente na sociedade moderna.

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