Papel do Professor na Educação Infantil

Papel do Professor na Educação Infantil

O papel do professor diante da indisciplina na Educação Infantil

BARROSO, Jorge Eduardo Maia

Instituto de Ensino Superior Franciscano – IESF

Perante este artigo apontaremos a indisciplina na Educação Infantil pelos docentes como um dos principais obstáculos ao trabalho pedagógico. O objetivo deste trabalho é tentar resgatar alguns aspectos da postura do professor em relação à manipulação e a falta de limites das crianças. Definir limites com os alunos, deixar claro o que é possível ser feito e em que situações eles poderão ser cobrados só auxilia em seu crescimento pessoal e em suas atividades estudantis. Um estudo foi realizado com professores da rede municipal de Colinas, onde responderam indagações referentes à manipulação dos alunos perante aos mesmos por terem tratamento submisso. Os resultados indicaram que existe uma submissão do professor, mas essa não está explícita por se tratar de escolas que se privilegiam o aluno, ocasionando a indisciplina. Conclui-se que sustentar esses limites em princípios e valores que lhe dêem respaldo para viver com dignidade é muito importante, pois assim, é estabelecida uma relação entre professor e aluno e entre escola e família.

Palavras-chave: Escola, Limites, Prática Docente.

1 Introdução

O conceito de indisciplina apresenta uma complexidade que precisa ser considerada. Um entendimento suficientemente amplo do conceito de indisciplina escolar, precisa integrar diversos aspectos. É preciso, por exemplo, superar a noção arcaica de indisciplina como algo restrito à dimensão comportamental. Ainda, é necessário pensá-la em consonância com o momento histórico desta virada de século.

Mas este modo de conceituação situa a indisciplina como uma disposição em relação a algum referencial. Assim, o conceito engloba um duplo movimento. Também do lado da escola pode ocorrer alguma incongruência em relação aos referenciais assumidos, de tal forma que também ela pode ser eventualmente considerada “indisciplinada”.

É papel da escola, considerar o quadro concreto das condições e desenvolvimento dos alunos e de suas necessidades, bem como garantir as condições apropriadas ao processo de ensino-aprendizagem. Assim, as expectativas da escola, por exemplo, devem refletir não uma disposição autoritária elaborada por um determinado grupo responsável por processos decisórios na escola, mas uma orientação de base consensual que reflita a contribuição de toda a comunidade ligada à escola, e não apenas dos profissionais da educação que nela atuam.

Em tempos modernos, certos princípios estão em pauta gerando preocupação sobre a ação docente perante os valores que devem ser construídos no processo educativo. Destacamos em especial a indisciplina na Educação Infantil e como o professor está lidando com a falta de limites em sala de aula. Para Rheta De Vries e Betty Zan, “o ambiente sócio-moral é toda a rede de relações inter-pessoais em uma sala de aula. Essas relações permeiam todos os aspectos das experiências da criança na escola”. (1998, p.11).

Dar limites às crianças na Educação Infantil é iniciar o processo de compreensão e apreensão do outro, ninguém pode respeitar seus semelhantes se não aprender quais são os seus limites, e isso inclui compreender que nem sempre se pode fazer tudo que se deseja na vida, começando então a combater a indisciplina. O professor nas aulas de Educação Infantil constrói conhecimentos, firma habilidades, estrutura significações, desperta potencialidades assim também estabelecendo limites.

Nos dias atuais o que observamos é que nossas crianças se apresentam hiperativas, com linguagem agressiva, rebeldes, sem educação e indisciplinadas. Os professores de hoje se sentem preocupados com essa realidade, pois estes fatores terminam influenciando no processo ensino-aprendizagem e até mesmo na formação cidadã dos alunos.

2 Justificativa

Podemos afirmar que o papel do adulto frente ao desenvolvimento infantil dentro da teoria sócio interacionista é de uma importância ímpar, pois permite que sejam proporcionadas experiências diversificadas e enriquecedoras, que venha desenvolver as suas capacidades cognitivas, despertando confiança em si, se sentir amado, respeitado. Porém tudo isso é um processo longo, que deve ser feito de forma contínua e dinâmica, daí a importância de se iniciar na infância.

Diante da problemática discutida até então e por dar ênfase nas reclamações de professores atuantes nesta modalidade de ensino sobre o comportamento de seus alunos, chegou-se ao seguinte problema: De que forma, nós docentes, podemos contribuir para amenizar a indisciplina na Educação Infantil de modo a favorecer um ambiente facilitador no processo ensino-aprendizagem?

A princípio percebe-se a indisciplina como um dos principais obstáculos enfrentados pelos professores de Educação Infantil, entretanto, há uma significativa persistência dos mesmos no sentido de amenizar o problema através da união de forças em pais e professores, mas que isso, é preciso buscar pontos de convergências desses esforços, dar a eles uma certa lógica no sentido de solucionar o problema.

Nesse contexto, a indisciplina na Educação Infantil faz-se necessária à discussão sobre qual o papel do professor no sentido de compreender o seu objeto de estudo que é de formular uma metodologia que venha reduzir a indisciplina na Educação Infantil, possibilitando assim melhoria no processo educacional.

Outro aspecto a ser considerado são as colocações de apelidos pejorativos nas crianças: agressivo, burro, dengoso, maluco, traquino, etc. É necessário que os profissionais dos Centros de Educação Infantil tenham o compromisso ético ao dar limites à criança não a exponha em situações ridículas e nem constrangedoras.

Não podemos deixar de citar outro aspecto referente às preferências, o profissional deve tratar todos com igualdade, portanto, não tecer elogios e fazer comparações entre as crianças, para que não se sintam rejeitadas, todas, sem exceções, devem receber o mesmo tratamento. Diante disso, se faz necessário que todos profissionais de Educação Infantil ofereça às crianças um ensino de qualidade tendo como base os direitos conquistados e dedicados às crianças e às famílias.

Entendemos que a Educação Infantil é a salvação, a nossa esperança, portanto, uma educação que forme homens para transformá-los em agentes da sua história, cidadãos de bom caráter, e futuramente profissionais humanitários, líderes capazes de defender a comunidade.

A pesquisa caracteriza-se por um estudo do caso descritivo, explicativo, bibliográfico e ex post facto (cf Taxionomia de Vergadura, 2003). Descritivo porque visa descrever a indisciplina na Educação Infantil; explicativo porque busca um método eficaz para amenizar a indisciplina da mesma; bibliográfica, face à necessidade de se recorrer a uma vasta literatura, livros, revistas, hipertextos, entre outros, para elaboração do marco teórico do trabalho.

Os sujeitos envolvidos na pesquisa são professores, pai e alunos que participam ativamente do processo ensino-aprendizagem. As ações implementadas constituem-se de grande relevância porque permitem expandir a reflexão como as interações de idéias, esforços coletivos entre todos os segmentos citados, podem ser úteis no sentido de buscar soluções alternativas que permitem amenizar este problema.

3 Uma análise da literatura contemporânea sobre a indisciplina na Educação infantil

3.1 História da Educação Infantil

No Brasil, o surgimento das creches foi um pouco diferente do restante do mundo. Enquanto no mundo a creche servia para as mulheres terem condição de trabalhar nas indústrias, no Brasil, as creches populares serviam para atender não somente os filhos das mães que trabalhavam na indústria, mas também os filhos das empregadas domésticas. As creches populares atendiam somente o que se referia à alimentação, higiene e segurança física. Eram chamadas de Casa dos Expostos ou Roda.

Em 1919 foi criado o Departamento da Criança no Brasil, cuja responsabilidade caberia ao Estado, mas foi mantido na realidade por doações, que possuía diferentes tarefas: realizar histórico sobre a situação da proteção a infância no Brasil; fomentar iniciativas de amparo à criança e à mulher grávida pobre; publicar boletins, divulgar conhecimentos; promover congressos; concorrer para a aplicação das leis de amparo à criança; uniformizar as estatísticas brasileiras sobre mortalidade infantil.

Da década de 60 e meados de 70, tem-se um período de inovação de políticas sociais nas áreas de educação, saúde, assistência social, previdência etc. Na educação, o nível básico é obrigatório e gratuito, o que consta a Constituição. Há a extensão obrigatória para oito anos esse nível, em 1971. Neste mesmo ano, alei 5692/71 traz o princípio de municipalização do ensino fundamental. Contudo, na prática, muitos municípios carentes começaram esse processo sem ajuda do Estado e da União.

As carências culturais existem porque as famílias pobres não conseguem oferecer condições, para um bom desenvolvimento escolar o que faz com que seus filhos repitam o ano. Faltam-lhes requisitos básicos que não foram transmitidos por seu meio social e que seriam necessários para garantir seu sucesso escolar. E a pré-escola irá suprir essas carências. Contudo, essas pré-escolas não possuíam um caráter formal; não havia contratação de professores qualificados e remuneração digna para a construção de um trabalho pedagógico sério.

Nos anos 80, os problemas referentes à educação pré-escolar são: ausência de uma política global e integrada; a falta de coordenação entre programas educacionais e de saúde; predominância do enfoque preparatório para o primeiro grau; insuficiência de docente qualificado, escassez de programas inovadores e falta da participação familiar e da sociedade.Através de congressos, da ANPEd e da Constituição de 88, a educação pré-escolar é vista como necessária e de direito de todos, além de ser dever do Estado e deverá ser integrada ao sistema de ensino (tanto creches como escolas). A partir daí, tanto a creche quanto a pré-escola são incluídas na política educacional, seguindo uma concepção pedagógica, complementando a ação familiar, e não mais assistencialista, passando a ser um dever do Estado e direito da criança.

Com a Constituição de 88 tem-se a construção de um regime de cooperação entre estados e municípios, nos serviços de saúde e educação de primeiro grau. Há a reafirmação da gratuidade do ensino público em todos os níveis, além de reafirmar serem a creche e a pré-escola um direito da criança de zero a seis anos, a ser garantido como parte do sistema de ensino básico. Neste período, o país passa por um período muito difícil, pois aumentam-se as demandas sociais e diminuem-se os gastos públicos e privados com o social. O objetivo dessa redução é o encaminhamento de dinheiro público para programas e público-alvo específico.

Com a criação do Estatuto da Criança e do Adolescente, lei 8069/90, os municípios são responsáveis pela infância e adolescência, criando as diretrizes municipais de atendimento aos direitos da criança e do adolescente e do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, criando o Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente e o Conselho Tutelas dos Direitos da Criança e do Adolescente.

Nos anos 90, o Estado brasileiro vê na privatização das empresas estatais o caminho para resolver seu problema de déficit público, não tentando resolver com um projeto mais amplo de ampliação industrial. Com essa situação, na educação tem-se aumentado a instituição de programas de tipo compensatório, dirigido para as classes carentes. Esse programa requer implementação do sistema de parceria com outras instituições, já que o Estado está se retirando de suas funções.

Concluindo, a educação infantil é muito nova, sendo aplicada realmente no Brasil a partir dos anos 30, quando surge a necessidade de formar mão-de-obra qualificada para a industrialização do país. E a educação infantil pública é muito ineficiente devido à politicagem existente no governo brasileiro, que está favorecendo a privatização da educação, como a de outros setores também.

3.2 Indisciplina na Educação Infantil

Naturalmente, o professor não deve permitir que somente as crianças participem do processo de estabelecimento de regras, mas sim discutir o que é o estabelecimento de regras, oferecem idéias de como criá-las, fixa-las por escrito na sala de aula e envolve-las no cumprimentos destas.

É importante que os professores adotem um padrão básico de atitudes perante as indisciplinas mais comuns, como se todos vestissem o mesmo uniforme comportamental. Tal ideal protege a individualidade do professor. Quando um aluno ultrapassa os limites, não está simplesmente desrespeitando um professor em particular, mas as normas da escola. Portanto faz necessário o professor ter a mentalidade aberta e acompanhar o processo de construção do conhecimento, agindo como agente entre objetos do saber e a aprendizagem, ser para o aluno seu decifrador de códigos e receptor de suas muitas linguagens. Para Ferreira Júnior (2006), a autoridade é tudo que faz com que as pessoas obedeçam, sem buscar a imposição e sim no diálogo; e o autoritarismo é uma autoridade sem limite, e com exagero, que torna outro passivo ou submisso às regras.

Diante da confusão em relação aos conceitos mencionados, os pais optam por não colocar limites. Outros alegam que a geração de pais recebe outro tipo de modelo através da mídia e acaba sofrendo sua influência. Para essa abordagem liberal os pais estão sendo influenciados em modelos liberais e terminam por assumir um papel mais “moderno” de educar.

Sendo assim são corretos os seguintes ensinamentos do professor Içami Tiba (1996, p. 43):

Cabe aos pais delegar ao filho tarefas que ele já é capaz de cumprir. Essa é a medida certa do seu limite. É por isso que os pais nunca devem fazer tudo pelo filho, mas ajudá-lo somente até o exato ponto em que ele precisa, para que depois, realize sozinho suas tarefas. É assim que o filho adquire auto-confiança, pois está construindo sua auto-estima. O que ele aprendeu é uma conquista dele.

4 Fatores relacionados à causa da indisciplina na Educação Infantil

Continuando a discussão sobre a indisciplina na educação infantil e qual o papel do professor diante da mesma, podemos ressaltar a falta de acompanhamento dos pais no que diz respeito a limites e as normas estabelecidas pela escola e sociedade.

Segundo o livro “Escola seus conflitos: parceria com os pais”, Tânia Zagury (2002, p.192) relata que:

Hoje, a punição é cada vez mais rara, tanto na escola como em casa. Os pais têm larga parcela de culpa no que diz respeito à indisciplina dentro da classe. É uma situação cada vez mais comum: eles trabalham muito e tem menos tempo para dedicar a educação das crianças. Sentir-se culpados pela omissão, evitam dizer não aos filhos e esperam que a escola assuma a função que deveria ser deles, a de passar para a criança os valores éticos e de comportamento básico.

Uma solução possível seria revitalizar a confiança da família no seu papel de formadora e trazê-la cada vez mais para dentro da instituição. Quando os pais passaram a se sentir inseguros e culpados por não estar tão próximo dos filhos, a escola tenta ocupar esse espaço; mas ela não tem condições de fazer bem as duas coisas. Os conteúdos estão mudando rapidamente. Ao levar os pais a participarem de encontros, palestras, reuniões e troca de experiências com outros pais, eles saem fortalecidos e sentem que não estão sozinhos nesta luta educacional e social.

A escola vem estruturada com uma série de regras diferentes da disciplina da família, e querendo enquadrar todos nesta mesma regra. A escola torna a disciplina como regra e não como objetivo educacional, como deveria. Pois como diz FREIRE (1998): “Disciplina pronta não existe, é preciso que todos os sujeitos envolvidos no processo educacional participem da construção do sistema de disciplina”.

De acordo com a nossa realidade, o excesso de indisciplina na escola sugere que a instituição não está cumprindo seu papel como deveria. A indisciplina afeta a vida escolar porque perturba a relação pedagógica, impactando negativamente o aprendizado dos alunos.

4.1 Ausência dos pais no desenvolvimento

A ausência paterna principalmente no período de dois a cinco anos, traz conseqüências graves, pois é nesta fase que a criança identifica-se com o pais, e quando há uma falta de acompanhamento, todo o princípio educacional desta criança estará comprometido psicologicamente.

4.2 Nível cultural dos pais no desenvolvimento

O nível cultural dos pais também influencia a criança, pois ela sempre quer imitá-los. Tal imitação depende muito do nível em que ela vive. Havendo uma imitação negativa, por exemplo, falar errado ou expressa-se de forma diferente, trará como conseqüência o processo de construção da identidade e consequentemente na formação da personalidade do indivíduo no ambiente social que está inserido. Paro (1973) diz: “A criança é considerada indisciplinada quando apresenta privação cultural. Quando não freqüenta pré-escola como prevenção dos problemas infantis. Seria, portanto, aquela criança sem orientação, que fica o dia todo, na rua sem fazer absolutamente nada”.

Apoiaremos na educação construtiva, onde o ambiente sócio-moral deve ser cultivado e o respeito continuamente praticado. Isso porque o ambiente sócio-moral é toda a rede de relações inter-pessoais em sala de aula. Essas relações permeiam todos os aspectos das experiências da criança na escola.

O termo ambiente sócio-moral sugere as relações das crianças com seus professores ou familiares e entre elas mesmas, tendo assim um impacto sobre experiências e seu desenvolvimento social moral dependem da ação dos adultos, dos pais e dos professores.

5 Uma proposta metodológica de superação da indisciplina na educação infantil

Metodologia é um campo que procura descrever, pesquisar e justificar os melhores métodos e técnicas de determinada área. Sendo assim, cada área tem a sua metodologia específica. A palavra "Metodologia de Ensino" está voltada para a área de ensino e procura descrever os melhores métodos e técnicas para que o ensino-aprendizagem possam serem desenvolvidos com maior qualidade e motivação.

Os métodos podem ser aplicados a todas as áreas tendo conceitos específicos para as diversas ciências em particular. Já as técnicas estão relacionadas sempre com a prática, ação em que o objetivo é a compreensão do ensino.

Com a intenção de buscar um espaço de reflexão que possibilite um avanço de conhecimento e um aprofundamento de investigações sobre a Educação Infantil, temos que ressaltar sempre, as desigualdades entre as crianças, o seu contexto de vida etc.

Conhecer as teorias e metodologias da Educação Infantil não é um fator isolado. Ela faz presente de um processo que se caracteriza fundamentalmente pela sua pessoalidade. Cada criança faz a sua própria construção, mas em constante troca com o outro, com o mundo em que vive com todo o contexto sócio-cultural que o cerca.

Este artigo procura apresentar a construção de conhecimento que se refere ao ensino na Educação Infantil através de reflexão de criticada prática e de avaliação, ressaltando a importância do vínculo específico professor-aluno, no processo da aprendizagem, que compreende o aprender, o ensinar, o conhecer e o ouvir, através de uma pedagogia onde se exerce o desejo e a decisão.

 Segue algumas propostas metodológicas para redução indisciplinar na modalidade de educação infantil:

1 - Estabeleça regras claras

2 - Faça com que seus alunos as compreendam

3 - Determine uma sanção para a quebra das mesmas

4 - Determine uma recompensa para seu cumprimento

5 - Estabeleça estratégias em conjunto com a equipe

6 - Respeite seus alunos

7 - Ouça-os

8 - Responda ao que lhe for perguntado com educação e paciência

9 - Elogie boas condutas

10-Seja claro e objetivo em suas intervenções

11-Deixe claro que o que é errado é o comportamento, não o aluno

12-Seja coerente em suas expectativas

13-Reconheça os sentimentos de seus alunos e respeite-os

14-Não lhes diga o que fazer; permita que cheguem às suas próprias conclusões

15-Não descarregue a sua metralhadora de mágoas em cima deles

16-Encoraje sempre

17-Acredite no potencial de cada um e no seu

18-Trabalhe crenças negativas transformando-as em positivas

19-Seja afetuoso(a)

Por fim apresentamos sugestões metodológicas baseadas na concepção de FROEBEL, pois segundo o educador e fundador dos jardins de infância (1782 – 1852), a infância é a fase mais importante e decisiva na formação de pessoas e comparava-as a uma planta em sua fase de formação, exigindo cuidados periódicos para que cresça de maneira saudável. As técnicas utilizadas até hoje em Educação Infantil devem muito a Froebel, onde para ele as brincadeiras são os primeiros recursos no caminho da aprendizagem minimizando a indisciplina.

É no período pré-escolar, que as crianças têm a oportunidade de trabalhar com conteúdos adequados para sua idade, sendo manipulados de forma correta para serem absorvidas por elas, trabalhar com atividades lúdicas, de forma com que esta contribua com o seu desenvolvimento, auxiliando com a construção do conhecimento, e assim, na formação da criança, pois, já se sabe que a criança não aprende apenas com atividades formais e sistematizadas, mas com atividades que priorizam o desenvolvimento social, cultural, psíquico, motor-sensorial e cognitivo.

5.1 Reflexão sobre a prática

A reflexão do educador infantil referente à escola, as crianças e a sua prática é fundamental para o aperfeiçoamento e, principalmente, a conscientização a respeito da importância deste artigo.

Visando sempre a análise, sugerem-se algumas mudanças e/ou passos a serem adotados em um processo de reflexão do trabalho deste educador e a sua convivência com a criança. Além disto, mostra-se a importância que nem sempre os métodos adotados são eficientes para que a criança possa assimilar e com isto, acontecer a aprendizagem, buscando um caminho para que se possa atingir o objetivo da educação.

O educador, por causa disto, às vezes, tem que modificar esses métodos no momento certo, instigando a  curiosidade de diversas formas, redefinir uma ação pedagógica que possa alcançar o desenvolvimento da criança, sendo sempre coerente ao “mundo” em que esta criança convive.

Devemos sempre incentivar a criança, para que os objetivos possam ser sempre alcançados e acima de tudo, termos um conhecimento claro das mesmas. Se ocorrerem estes aspectos, estaremos cada vez mais próximos das crianças, acompanhando-as o ato da aprendizagem e da construção constante do seu conhecimento.

6 Considerações finais

Com a concepção de educação infantil, as creches e pré-escolas passam a ser também um espaço de educação. A mesma atende uma clientela especial: crianças pobres, geralmente com comportamento indisciplinado e que por isso precisa de professores com competência adequada para lhe dar com suas características peculiares.

Esses professores que não devem usar sua autoridade em forma de autoritarismo, e sim como forma de controle para disciplinar, pois a criança não se educa sozinha. Além disso, deve-se primar por um planejamento adequado à turma.

Dessa maneira se exigirá do educador o conhecimento das reações das crianças, percebendo suas tentativas, limites e possibilidades, planejando a ação pedagógica a partir dessas observações e reflexões.

Concebemos a aprendizagem como resultado de uma construção pessoal e coletiva, que resulta em compreender, manipular e reconstruir os objetos do mundo físico e social que cercam as curiosidades e as relações que as crianças estabelecem entre si.

Para tanto, a tarefa educativa precisa ser considerada um processo que necessita ser amplamente documentado e analisado. Isto porque, neste processo cada sujeito tem um percurso pessoal e independente, e seu acompanhamento é a única forma de não valorizar apenas o produto final.

E, finalmente, não existe como o trabalho do educador não esteja inserido dialeticamente na prática e na teoria, e sempre, em busca constante de reformulação e construção de seu próprio pensar e fazer, para que aconteça a aprendizagem, vinculada necessariamente às experiências e vivências das crianças.

Bibliografia

BRASIL, Leio. 9394/96. Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Setembro 1996. Editora do Brasil.

DE VRIES, Rheta &’ ZAN, Betty. A Ética  na Educação Infantil: O Ambiente Sócio Moral na  Escola. Porto Alegre, RS. 1998.

PARO, Vitor Henrique. Qualidade do ensino: a contribuição dos pais. S.1: Ed. Xamã, 2000.

TIBA, I. Disciplina, Limite na Medida Certa.  38ª Ed. São Paulo: Gente 1996.

VERGARA, S. C. Projetos e relatórios de pesquisa. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2000. 92 p.

ZAGURY, Tânia. Escola sem conflito: Parceria com os pais. Rio de Janeiro-RJ, Record, 2002.

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