Desenvolvimento Rural

Desenvolvimento Rural

Universidade Federal do Rio de Janeiro

Instituto de Filosofia e Ciências Sociais

Curso de Licenciatura em Ciências Sociais

Desenvolvimento rural

Beatriz Gesteira

Gabriela Montez Holanda da Silva

Kátia Regina Gomes da Silva

Larissa Quillinan Machado Larangeira

Vitor Costa

Índice:

I - Introdução

II - Resumo do texto base: “Desenvolvimento rural no Brasil: os limites do passado e os caminhos do futuro”.

III - Relações de citação do texto base com suas respectivas referências

IV - Conclusão

V – Anexo

VI - Referências bibliográficas

I-Introdução

O tema central da pesquisa é meio rural que trabalhamos com obras sobre desenvolvimento rural, progresso e os problemas enfrentados por esse desenvolvimento.

O nosso trabalho parte de um artigo base do autor Zander Navarro e buscamos mais outros dois autores nas suas referências, o livro “A Crise Agrária” de Alberto Passos Guimarães e “Progresso Técnico e Relações de Trabalho na Agricultura” de José Graziano da Silva. Zander Navarro trabalha com diversas referências que não utilizamos por termos encontrado nas nossas fontes de pesquisa que foram a biblioteca do IFCS e o site Scielo.

Nesse trabalho procuramos relacionar as referências vendo seus aspectos comuns e divergentes, buscando as semelhanças nos trabalhos e, sobretudo nos autores citados nos livros e artigo.

II - Resumo do texto base

Apresentaremos agora algumas das principais idéias desenvolvidas no artigo de Navarro, referentes ao assunto proposto. No começo do texto o autor faz uma introdução ao tema. Inicialmente ele cita dois períodos de desenvolvimento rural, sobre o primeiro ele diz que ocorreu após a Segunda Guerra Mundial, entre os anos 50 e 70, e deve-se muito à polarização da guerra fria, já que o “padrão civilizatório dominante” era de grande influência em todo o mundo e os governos militares brasileiros usaram muito dessa necessidade de modernizar criada justamente por essa civilização dominante que havia à época.

Tanto as influências capitalistas como as socialistas foram criadoras de modernização no campo, mesmo que de forma diferenciada. No capitalismo se procurava modernizar as técnicas de produção e os meios, já no lado socialista a modernização era em relação aos aparatos institucionais, as formas de propriedade e a redistribuição dos eventuais resultados produtivos. Nos anos 80 ocorre o fim do primeiro desenvolvimento rural, que se deu através da retirado do poder do Estado de “conduzir políticas eficazes” devido ao surgimento do neoliberalismo. Nos anos 90 nasce uma consciência de que o desenvolvimento rural não é possível, e é essa consciência, gerada pela “desesperança com relação ao futuro” que move um novo desenvolvimento já impulsionado por uma grande inquietude social.

O que é desenvolvimento rural?

No primeiro tópico que o autor chama de “O que é o desenvolvimento rural?”, fala-se basicamente sobre quatro expressões-chave as quais Zander Navarro dá um caráter “intercambiável”, ou seja, essas expressões são muitas vezes trocadas de lugar entre si, e são também mal utilizadas em alguns casos, quando se confunde umas com as outras.

“A primeira expressão citada por Zander Navarro é “desenvolvimento agrícola” o qual Navarro caracteriza como uma expressão que se refere, portanto, à base propriamente material da produção agropecuária, suas facetas e evolução - por exemplo, área plantada, produtividade, formatos tecnológicos, economicidade, uso do trabalho como fator de produção, entre outros tantos aspectos produtivos”.

A segunda expressão é “desenvolvimento agrário”, sobre o qual Navarro diz: “refere-se a interpretações acerca do “mundo rural” em suas relações com a sociedade maior, em todas as dimensões, e não apenas à estrutura agrícola, ao longo de um dado período de tempo”.

Outra expressão explicada é justamente “desenvolvimento rural”, que se trata de uma ação previamente articulada que induz mudanças em um determinado ambiente rural.

Mais uma expressão é “desenvolvimento rural sustentável” que para Navarro tem um foco muito claro e limitado, relativo a desenvolver sociedades no campo sem criar conseqüências ambientais negativas.

A última expressão citada é “desenvolvimento local” que consiste na não existência de desenvolvimento geral, global. No Brasil, por causa da descentralização do Governo e por causa das inúmeras ONGS que surgem cada vez mais o desenvolvimento deixou de ser homogêneo em todo território e deu lugar à uma ações locais.

Desenvolvimento rural e seus limites no Brasil

Nas últimas três ou quatro décadas houve crescimento econômico e transformações sociais que favoreceram o desenvolvimento industrial. Porém, existem limites que somados àqueles “problemas estruturais existentes de origem mais remota” tornam mais complexa a implementação do desenvolvimento industrial brasileiro. O primeiro desses limites seria essencialmente o caráter heterogêneo do meio rural no Brasil: norte, nordeste, centro-oeste e sul se diferem muito no meio rural tanto no que diz respeito à produção e à tecnologia existente quanto no que diz respeito às relações sociais e políticas. A própria questão agrária nacional não poderia ser solucionada à mesma maneira em todo Brasil, já que em cada região as necessidades e as soluções possíveis são totalmente alheias.

Outro limite apresentado pelo autor do texto base é “o fato de ter sido completada a “colagem” entre produção de alimentos e matérias-primas agrícolas e a demanda agregada, na existindo concretamente problemas de oferta de tais mercadorias em nosso país”, ou seja, qualquer estratégia de aumento de produção conduziria a um necessário aumento de exportação e crescimento de renda pessoal para consumo.

O último limite apresentado é o estancamento do mercado de trabalho rural.

As Mudanças Possíveis

Navarro, nessa parte do texto, procura sugerir uma forma de se alcançar o desenvolvimento rural e, para que isso aconteça, ele diz que deveria haver uma coalizão formada não apenas por setores populares, mas também pela maioria do empresariado agrícola. O único grupo do meio rural que deveria ser extinto é o de alguns proprietários que usam a terra como reserva de valor e como arma política.

III - Relações de citação do texto base com suas respectivas referências

O autor Zander Navarro faz críticas às obras de historiadores, economistas e sociólogos, pelos enfoques dado ao processo histórico e uma visão mais ampla do mundo rural, influenciados pelas idéias marxistas e lenistas. Navarro apresenta brevemente, e confronta as teorias desses historiadores, economistas e sociólogos.

Dos autores relacionados no artigo, Graziano é certamente o mais citado. Graziano possui graduação em Engenharia Agronômica pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (1972), especialização em Métodos de Pesquisa no Sistema de Produção. Atualmente é Professor Titular da Universidade Estadual de Campinas e Repres. Tem experiência na área de Economia, com ênfase em Economias Agrária e dos Recursos Naturais. Atuando principalmente nos seguintes temas: Bóias-Frias Volantes, Progresso Técnico, Trabalhador Rural. Com estes trabalhos desenvolveu algumas de suas principais teorias, que analisavam a evolução recente da economia rural do Estado de São Paulo, partindo das teorias Marxistas, utilizando conceitos como a mais-valia, etc.

As referencias do livro do Graziano, são encontradas no final do livro, antes do “apêndice” , ao todo são 189 referencias, sendo que dessas 189, 15 são obras do próprio Graziano. Observamos que ele se refere à vários livros de um mesmo autor. Graziano usufrui os dados estatísticos e técnicos, citando, por exemplo, o IBGE.

Outro autor citado no artigo é Alberto Passos Guimarães, Sem formação acadêmica, Guimarães largou a escola aos nove anos para ajudar o seu pai, antes mesmo de concluir o Curso Secundário. A partir daí foi autodidata para o resto da vida. Seu estudo parte de uma sistematização teórico-metodológica da história agrária, onde são definidas quatro etapas para um melhor estudo da questão agrícola, são eles: a evolução do nomadismo para a vida sedentária; a revolução agrícola que teria criado condições para a revolução industrial; a separação econômica e geográfica entre indústria e agricultura e a segunda revolução industrial, que seria a automação e a cibernética. As referências bibliográficas do livro “A questão agrária” são por capítulos, além de serem numeradas. E ele não se prende somente a livros, artigos e dados estatísticos, Guimarães usa muito dados jornalísticos, encontramos o Jornal do Brasil em sua bibliografia.

IV - Conclusão

Concluímos que, os autores anteriormente citados, usam as referencia bibliográficas de modo muito parecido, apresentando as teorias de outros autores e confrontando-as de modo coeso e que leve a uma conclusão posterior do autor.

V - Anexo

Capa do livro onde se encontra o texto base do presente trabalho.

VI - Referências Bibliográficas

NAVARRO, Zander. Desenvolvimento rural no Brasil: os limites do passado e os caminhos do futuro. Estud. av.,  São Paulo,  v. 15,  n. 43, dez.  2001 .   Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-40142001000300009&lng=pt&nrm=iso>. acessos em13  jun.  2009.  doi: 10.1590/S0103-40142001000300009.

GUIMARÃES, Alberto Passos. A crise agrária. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1979.

GRAZIANO DA SILVA, José. Progresso técnico e relações de trabalho na agricultura. São Paulo, Hucitec, 1981. 

MARX, Kark e Friedrich Engels, 1818-1883. O Manifesto comunista; Tradução Maria Lucia Camo. – Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1998 – Coleção Leitura.   

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