Prevenção e Controle de Leptospirose

Prevenção e Controle de Leptospirose

18

RESUMO

Esse trabalho é uma revisão bibliográfica onde foram coletadas informações através

de livros, artigos científicos, e sites de pesquisa com o objetivo de verificar as ações de controle e prevenção da leptospirose no município de Contagem. Optamos pelo tema: “Ações de controle e prevenção da leptospirose em contagem, por se tratar de um tema de grande relevância, principalmente com a chegada do período chuvoso, trazendo conseqüentemente as enchentes, pois na maioria das vezes essa doença está associada ao contado com água, alimentos e solos contaminados pela urina de animais portadores da leptospira.

Foi feito um relato do atual quadro da leptospirose, no município de Contagem verificando as formas mais comuns de transmissão da doença, os efeitos e sintomas no organismo humano, as formas de tratamento e prevenção da doença. Estabelecemos uma interdisciplinaridade entre as diversas matérias estudadas no segundo período do curso de graduação em enfermagem da Universidade Presidente Antônio Carlos.

Diante da gravidade dessa doença torna-se necessária uma avaliação conjunta de objetivos, metas, estratégias e ações educativas a serem implementadas para a prevenção da doença, fazendo dos enfermeiros os percussores desse processo.

I. INTRODUÇÃO

Leptospirose é uma doença infecciosa de inicio abrupto que pode variar desde um processo inaparente até formas maiores, é causada por uma bactéria helicóide do grupo leptospira. Ministério da Saúde (BRASIL, 2009).

Nos países em desenvolvimento é endêmica, com o aparecimento de surtos ocasionais, nos países desenvolvidos é uma doença que esta associada ao lazer ou pratica de esportes radicais, (Filho, 2006).

Os ratos (Rattus norvergicus, Rattus rattus e Mus musculus) são portadores assintomáticos universal.Em áreas metropolitanas o rato de esgoto, Rattus norvegicus, é considerado o mais importante transmissor de leptospiras para o homem.

Animais domésticos como bovinos, suínos, ovinos, caprinos, eqüinos e caninos e animais silvestres também são reservatórios de leptospiras. As leptospiras se localizam e se multiplicam nos túbulos renais dos animais infectados e são liberadas na urina durante semanas ou meses após a fase aguda contaminando água, solo e alimentos. Ministério da Saúde, (BRASIL, 2009)

O município conta com o centro de controle de Zoonoses, mas que atua com ações descentralizadas que é responsável por todas as ações de controle de doenças ligadas infecções por animais.

II. OBJETIVO

Verificar as políticas de prevenção a Leptospirose existentes no município de Contagem MG.

II.1. Objetivos específicos

Realizar um estudo bibliográfico e interdisciplinar sobre a Leptospirose na cidade de contagem - MG, consultando livros, artigos científicos e sites acadêmicos, para a aplicação da interdisciplinaridade pretende-se abordar, dentro do tema escolhido, as disciplinas constantes no currículo do segundo período do curso de enfermagem da UNIPAC Contagem.

Estudar as principais formas de transmissão da Leptospirose, as dúvidas mais freqüentes sobre a doença, formas de prevenção e os tratamentos utilizados, possibilitando a promoção de saúde através de suas ações.

III. JUSTIFICATIVA

O grupo optou pelo tema: “Ações de controle e prevenção a leptospirose no município de Contagem – MG” para o presente trabalho visa esclarecer qual o papel da enfermagem na orientação e auxilio aos moradores do município de Contagem – MG na prevenção da Leptospirose, contemplando, de maneira interdisciplinar, as disciplinas constantes no currículo do segundo período de enfermagem.

Através desse trabalho promover junto aos estudantes, futuros profissionais de enfermagem, um maior conhecimento de seu papel na sociedade e possam desempenhá-lo . Além disso, através da interdisciplinaridade utilizada nesse trabalho, espera-se que seus leitores possam ver a aplicabilidade de cada uma das disciplinas estudadas no segundo período do curso de enfermagem, no tema escolhido.

IV. DESENVOLVIMENTO

IV.1. Referencial teórico

Para Filho (2006) a Leptospirose nos países em desenvolvimento trata-se de uma doença endêmica, com o surgimento constante em alguns pontos do país, já países desenvolvidos esta relacionada à prática de esportes radicais.

Segundo o Ministério da Saúde (BRASIL, 2009) no Brasil, a doença ocorre com maior freqüência em áreas urbanas e regiões metropolitanas, onde as condições sanitárias são precárias e a alta infestação de ratos aumenta o risco de contrair a doença.

Existe uma distribuição mundial da doença, porém as regiões tropicais são as mais afetadas, devido as condições ambientais como chuvas abundantes, freqüentes inundações, altas temperaturas e grande umidade facilitam a propagação da leptospirose. Verificou a grande incidência de casos nos perímetros rurais e na periferia das grandes cidades, atingindo assim a população de mais baixo nível sócio econômico. Filgueira (2007) et al.

Como pode ser visto a consideração de Filho(2006) é reafirmada pelo Ministério da Saúde , quando este relata a concentração dos casos da doença no perímetro urbano, ou seja, onde há uma maior concentração de indivíduos tornando as condições de higiene menores facilitando assim o contagio com a bactéria.

Filgueira et a l(2007) discorda parcialmente das afirmações do ministério da saúde e Filho(2006) ressaltando que também ocorre grande número de casos da doença nas regiões rurais devido ao clima tropical.

IV.2. Formas de transmissão

A leptospirose é considerada uma zoonose. Manifesta se em roedores e em outros mamíferos silvestres, representa uma doença de ordem veterinária relevante, atingindo animais domésticos (cães, gatos) e outros animais de importância econômica (bois, cavalos, porcos, cabras, ovelhas). Mesmos vacinados esses animais correm risco de se tornarem portadores assintomáticos e eliminando através da urina a leptospira interrogans. CIVES- UFRJ (2009)

A FIGURA1 demonstra o (Rattus novergicus), mais conhecido como rato de esgoto que é o principal responsável pela infecção humana, em razão de sua população existir em números gigantescos e de sua facilidade de contato com a espécie humana.

FIGURA 1: Rattus novergicus

Fonte: Google Imagens

A doença age nos rins dos animais infectados multiplicando se sem causar danos, e é eliminada pela urina, às vezes por toda a vida do animal. A leptospirasobrevive no solo úmido ou na água, que tenham pH neutro ou alcalino. Não sobrevive em águas com alto teor salino.

A leptospira interrogans penetra através da pele e de mucosas (olhos, nariz, boca) ou através da ingestão de água e alimentos contaminados. A presença de pequenos ferimentos na pele facilita a penetração, que pode ocorrer também através da pele íntegra, quando a exposição é prolongada. Os seres humanos são infectados casual e transitoriamente, e não tem importância como transmissor da doença. A transmissão de uma pessoa para outra é muito pouco provável.

Para a secretária de vigilância em saúde Brasília (2006), a leptospirose pode ser adquirida por diversas formas, tais como direta ou indireta, por animais infectados, tipo de contaminação que ocorre com o contato de água e lama contaminada principalmente durante os períodos de chuvas e enchentes. A leptospirose pode ser adquirida também pelo contato com sangue, tecidos e órgãos infectados, transmissão acidental em laboratório e ingestão de alimentos contaminados. Algumas profissões facilitam a contaminação, principalmente em limpeza de esgotos, garis, catadores de lixo, agricultores, veterinários, militares, bombeiros, dentre outros.

Conforme informado pela Secretaria Municipal de Saúde (2009) através do centro de controle a zoonose os distritos com maior concentração de ratos são o Ressaca, Industrial e Eldorado, que o motivo desses bairros serem os que possuem maior concentração de ratos é devido ao grande número de vilas e aglomerados, além de ser próximo de rios ou canais de drenagem á céu aberto.

IV.3. Formas de prevenção e combate

Podem ser utilizadas diversas formas de prevenção a leptospirose:

  • Melhorias do ambiente a fim de se corrigirem irregularidades que pré disponham a instalação e proliferação de roedores;

  • Acondicionamento e disposição adequada do lixo doméstico;

  • Remoção e destino correto de entulhos de construção domiciliar como material de demolição, telhas, tijolos, madeiras, caixas de papelão, etc.

  • Não permitir sobra alimentares dos animais domésticos principalmente ao anoitecer, por ser habito dos roedores se alimentarem destas sobras;

  • Cuidados com caixa de água, cisternas, vazamentos e águas paradas. Ministério da saúde BRASIL (2002).

Principais medidas gerais para a prevenção da leptospirose são:

  • Controle da população dos roedores;

  • Redução do risco de exposição às águas, lama de enchentes;

  • Medidas de proteção individual para trabalhadores ou indivíduos expostos a situação de risco, por meio de uso de roupas especiais, luvas e botas;

  • Utilização de água fervida ou clorada, para ingestão;

  • Conservação adequada dos alimentos;

  • Armazenamento adequado do lixo, que é a principal fonte de alimentos e abrigo dos roedores. Filguiera (2007) et al.

A leptospirose não é uma doença de notificação compulsória nacional sendo de notificação compulsória municipal e ou estadual, ou seja, é a notificação obrigatória de casos de doenças, visando rápido controle de eventos que requerem uma intervenção rápida.Central de vigilância epidemiológica(SÃO PAULO, 2006).Na vigência de surtos, deve ser notificada para que se adotem as medidas de controle indicadas. Entre as medidas de prevenção e controle estão:

  • Vigilância epidemiológica, particularmente antes do período de grandes chuvas, em áreas de ocorrência cíclica;

  • Tratamento adequado e precoce dos pacientes graves visando a diminuir a letalidade da doença;

  • Equipamentos adequados de proteção para os trabalhadores que tem suas atividades em áreas alagadas, esgotos, rios, lagoas, silos, armazéns;

  • Medidas de anti-ratização e desratização, melhoria das condições higiênico-sanitárias da população, proteção dos alimentos;

  • Disposição adequada de restos de alimentos e do lixo em geral;

  • Orientação da população quanto aos riscos aumentados da doença nos períodos de chuva e enchentes e sobre os cuidados preventivos, evitando áreas alagadas sem as medidas de proteção individual;

  • Orientação dos trabalhadores que estão sob risco, além do fornecimento dos equipamentos de proteção individual adequado e de facilidades para higiene pessoal. Ministério da saúde BRASIL (2001).

Para a vigilância Brasília (2006) os casos relacionados ao trabalho, devem ser investigadas as condições gerais dos ambientes de trabalho, como ventilação, temperatura, umidade, limpeza do ambiente, organização do trabalho, existência de facilidades para a higiene pessoal (chuveiros, lavatórios) e disponibilidade de equipamentos de proteção individual adequados, vestuário limpo, luvas, botas à prova d’água, proteção para a cabeça etc. Deve ser recomendada a adoção, por parte das empresas, de medidas de controle dos riscos ambientais que forem identificados. Quando possível e pertinente, deve-se drenar os terrenos baixos; fazer construções à prova de roedores. As ações de educação em saúde, difusão de informações e comunicação são fundamentais.

Em alguns casos, pode ser necessário o controle da infecção em animais domésticos (cães, rebanho), que pode ser feito através de vacinas; provas sorológicas para diagnóstico precoce; quimioterapia e, se necessário, sacrifício do animal infectado. (OSVALDO, ENIO 2003).

IV.4. Efeitos fisiopatológicos

Após a entrada das leptospiras na mucosa ou na pele, ocorre leptospiremia com disseminação para todos os órgãos.

A ação básica das leptospiras ocorre sobre os capilares sanguíneos, determinando vasculite sistêmica, que é responsável pela maior parte das manifestações clínicas da doença. Na pele e mucosas, essa ação é responsável pela congestão conjuntival e vasodilatação cutânea generalizada.

O fígado e os rins são os principais órgãos infectados. No fígado a lesão é subcelular, ocorrendo alterações ao nível do sistema de ductos biliares intra-hepáticos, permanecendo as vias extra-hepáticas permeáveis. Geralmente resultará na icterícia devido à impregnação da bilirrubina nos tecidos.

O rim é o mais prejudicado pela doença que resultará em nefrite intersticial focal e nefrose tubular aguda.

Vale ressaltar que apesar do fígado e rins serem os mais infectados, as leptospiras podem infectar qualquer outro órgão. (FILGUEIRA 2007) et al

IV.5. TRATAMENTOS

ParaFilgueira (2007) et al a indicação de antibioticoterapia no tratamento da leptospirose permanece em controversa. A maioria dos casos inclusive as formas mais graves da doença, evolui para recuperação completa, sem terapêutica específica. Diversos estudos sugerem o uso de antimicrobianos, como ampicilina e penicilina, que são utilizadas nas formas mais graves da doença, e o uso da domixilina em formas mais brandas da doença, podem trazer benefícios ao paciente, reduzindo o tempo de duração da doença, da leptpopirúria e a freqüência das complicações,também está indicado o uso de ceftriaxone e a cefotaxima no tratamento da leptospirose grave.

Já a Secretaria de Vigilância Sanitária Brasília (2006)aponta a tretaciclina e a doxiciclina para o tratamento da leptospirose, mas ressalta que esses medicamentos estão são contra-indicados em gestantes, menores de nove anos e pacientes com insuficiência renal aguda ou insuficiência renal hepática.

V. METODOLOGIA

O trabalho foi confeccionado através consulta a livros, artigos científicos e sites acadêmicos que abordavam o assunto Leptospirose, ações de prevenção e combate a doença no município de Contagem – MG, políticas sanitárias no município voltadas a prevenção de doenças e melhoria na qualidade de vida dos habitantes da cidade.

VI. INTERDISCIPLINARIEDADE

Durante a elaboração do trabalho será feita a relação das seguintes disciplinas com tema escolhido:

Políticas de saúde: a Leptospirose se relaciona com esta disciplina no que diz respeito as políticas públicas praticadas na cidade para diminuir a incidência de casos da doença, criar ações de conscientização para que a comunidade se informe sobre as formas de prevenção e combate a Leptospirose.

Saneamento ambiental: tendo em vista que a leptospirose é causada pela falta de saneamento, acúmulo de lixo, daí a relação com a disciplina, por que a doença se propaga através da água, do solo e dos alimentos. A questão ambiental está intimamente ligada ao surgimento da leptospirose e outras doenças. A relação com a disciplina saneamento ambiental é lógica,pois a questão do saneamento ambiental ,envolve cuidados com a água,solo,natureza,esses cuidados vão refletir no aparecimento ou não aparecimento de diversas doenças.

Anatomia topográfica: a relação do tema com a disciplina anatomia é devido as alterações causadas no organismo em função da doença.Sabe-se que as leptospiras entram nas mucosas e na pele,e que atingem os capilares sanguíneos,e várias partes do corpo.

VII. POLÍTICAS DE PREVENÇÃO A LEPTOSPIROSE EM CONTAGEM-MG

De acordo com o centro de controle de zoonose do município as políticas de prevenção a leptospirose são:

  • Controle de roedores em áreas críticas (vilas e aglomerados com falta de estrutura básica de esgoto e água tratada

  • Antiratização: conjunto de medidas preventivas e corretivas adotadas no meio ambiente que visam impedir ou dificultar a implantação e expansão de novas colônias de roedores. O ambiente será examinado e após identificada a espécie,tem-se condições de apontar as razões da ocorrência da infestação,ou seja,de onde vem,para onde está indo,por onde passa e circula,o que busca, e de que se alimentam.Com base nos dados obtidos,pode-se apontar medidas que em conjunto,sejam capazes de interferir a instalação,sobrevivência e proliferação dos roedores na área determinada.

  • Desratização: É a utilização de processos capazes de produzir a eliminação física dos roedores infestantes. Poderão ser utilizados processos mecânicos ou físicos como ratoeiras, armadilhas e outros dispositivos de captura. Outra forma é a eliminação por processos químicos, serão utilizados os raticidas. (vigilância epidemiológica, 2002).

  • Mutirões de limpeza agentes da zoonose juntamente com funcionários da prefeitura realizam limpeza de locais onde tem muito lixo e entulho, bem como a capina de varias áreas da cidade onde ocorre a maior concentração de roedores.

  • Orientação através de panfletos distribuídos á população, pelos agentes de combates as endemias.

Conforme a central de zoonose responsável pelas ações no município, a situação da leptospirose no município é monitorada e controlada de acordo com gráficos 1,2 e 3, espera-se a erradicação dos casos na cidade. Quando é notificado algum caso positivo, imediatamente as ações de prevenção e controle são iniciadas nos prováveis locais de infecção. È uma doença compulsória.

VII.1. REGIÕES DO MUNICÍPIO DE CONTAGEM COM CASOS DE LEPTOSPIROSE CONFIRMADOS

O GRÁFICO 1 demonstra que no ano de 2007 foram 21 casos registrados no município.

GRÁFICO 1: Casos registrados ano 2007

Fonte: SINANNET/GEVEPI/GVS/SAS/SMS-Contagem-M.G

O GRÁFICO 2 demonstra que no ano de 2008 foram 19 casos registrados no município.

GRÁFICO 2: Casos registrados ano 2008

Fonte: SINANNET/GEVEPI/GVS/SAS/SMS-Contagem-M.G

O GRÁFICO 3 demonstra que no ano de 2009 foram 13 casos registrados no município.

GRÁFICO 3: Casos registrados ano 2009

Fonte: SINANNET/GEVEPI/GVS/SAS/SMS-Contagem-M.G

VIII. CONCLUSÃO

Pode se concluir que após verificação dos casos confirmados no município de contagem ocorreu uma redução de 9,52% nos registros no período comparativo entre 2007/2008, também uma queda significativa de 31,58% no comparativo do período entre2008/2009.

Percebe-se que a população mais atingida é de nível social mais baixo devido à falta de saneamento básico, o fato de não terem água tratada, mas condições de moradia, viver em áreas consideradas de risco para a contaminação com a leptospirose no município e outros.

Se analisarmos os dados podemos concluir que as políticas utilizadas nos município vêem apresentando resultados positivos ocasionando a diminuição dos registros de casos da doença em Contagem – MG.

Mesmo assim é necessário que as ações de conscientização e prevenção a leptospirose sejam intensificadas nos sentido de erradicar a manifestação da doença em Contagem, para que isso ocorra sugere-se que as equipes do PSF sejam utilizadas como instrumento para disseminação das informações sobre as políticas de prevenção a leptospirose no município.

Ressaltamos a importância do Enfermeiro nas ações de prevenção a doença como coordenador das equipes PSF, estando preparado com informações atualizadas e corretas sobre a leptospirose e também sobre as políticas adotadas para a prevenção da doença no município de Contagem-MG.

O Enfermeiro deve promover palestras de orientações à comunidade no sentido de prevenir a infecção pela leptospirose, orientar para manutenção de seu terreno limpo para evitar a infestação por ratos, bem como nos períodos de enchentes evitarem o contanto com águas possivelmente contaminadas, aconselhar os pais para que não deixem crianças brincar com água de enxurrada, não desprezar restos alimentos nos quintais evitando que roedores se alimentem destes, orientar sobre sintomas da doença e prestar os devidos esclarecimentos em casos de suspeita ou confirmação da leptospirose. Quando for confirmado o contato com material contaminado com a urina de rato, deverão fazer um monitoramento do paciente para acompanhar se vai ter evolução da doença ou não .Se for confirmada a doença , o enfermeiro deverá informar a vigilância epidemiológica para que seja feita a notificação do caso.

REFERÊNCIAS

CENTRAL DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA DE SÃO PAULO

http://www.cve.saude.sp.gov.br/htm/cve_list.htm

acessado em: 03 de novembro de 2009

CIVES - UFRJ

http://www.cives.ufrj.br/informacao/leptospirose/lep-iv.html

acessado em: 12 de outubro de 2009

COUTO, Osvaldo Flávio de Melo, PEDROSO Enio Roberto Pietra, Doenças Infecciosas e Parasitarias Relacionadas com o Trabalho, 2° Ed, São Paulo: SP RT, 2003.

FILHO, Geraldo Brasileiro, Bogliolo Patologia, 7° Ed, Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006, cap. 33 Patologia das Principais Doenças Tropicais no Brasil pag. 1381 á 1386

BRASIL MINISTÉRIO DA SAÚDE, Guia de Vigilância Epidemiológica, Normas e Procedimentos Técnicos, 6°Ed, Brasília: Departamento de Vigilância Epidemiológica 2006.

BRASIL MINISTÉRIO DA SAÚDE, Guia de Vigilância Epidemiológica, Manual de Controle de Roedores, Brasília: Departamento de Vigilância Epidemiológica 2002.

PORTAL DO MINISTÉRIO DA SAÚDE

Disponível:

http://portal.saude.gov.br/portal/saude/

acessado em: 25 de setembro de 2009

SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE CONTAGEM-MG, Centro de Controle a Zoonose, 2009.

UNIVERSIDADE DA GEORGIA - USA

http://www.vet.uga.edu/vpp/ivm/port/EZD/scen05/agent05.htm

acessado em: 12 de outubro de 2009

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO

http://www.virtual.epm.br/cursos/metanalise/conteudo/modulo3/aula6/guidugli2000.pdf

acessado em: 12 de outubro de 2009

Comentários