Meios de Contraste - Iodo Bário Paramagnético

Meios de Contraste - Iodo Bário Paramagnético

(Parte 1 de 3)

TR Rodrigo C Souza

As imagens por Raios-X são formadas por diferença de atenuação dos fótons da radiação ao atravessarem o corpo.

A radiografia convencional pode mostrar tecidos que tenham uma diferença de pelo menos 10% em densidade, enquanto a TC pode detectar diferenças de densidade entre tecidos de 1 % ou menos.

Formação da Imagem

Fatores não controláveis velocidade e capacidade do Scanner tamanho e peso do paciente idade, condição cardíaca e renal

Controláveis concentração volume duração da injeção delay(retardo pre-scan) informação adquirida

Os Meios de contraste começaram a ser utilizados em 1923 na busca na realização do diagnóstico certeiro e precoce, melhorando as chances dos pacientes obter o tratamento preciso e mais eficiente

São substâncias que pelas suas características físico-químicas são capazes de absorver raios X (radiopacidade).

Combinam uma capacidade de absorção satisfatória com uma tolerância suficiente pelo organismo.

O Sulfato de Bário (BaSO4) é um sal insolúvel em água e em gordura. É utilizado mundialmente como contraste em exames radiológicos, administrado por via oral ou retal. Os principais exames realizados com este contraste são o enemaopaco, a radiografia de esôfago, estômago e intestino(s). A absorção desta substância, tanto por via oral quanto por via retal, pode levar a reações tóxicas, que surgem nas primeiras horas após o uso.

Os sinais e sintomas de intoxicação por bário são: •náuseas, vômitos, diarréia, dor abdominal;

•agitação, ansiedade;

•astenia, lipotimia, sudorese;

•tremores, fibrilaçãomuscular, hipertonia dos músculos da face e pescoço; •dispnéia, arritmia cardíaca;

•parestesiasde membros superiores e inferiores;

•crises convulsivas e coma.

A análise do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) da Fiocruz/MS detectou a presença de grande quantidade de carbonato de bário e sulfeto de bário nas amostras do CelobarSuspensão Oral. Estas substâncias são sais solúveis de bário que, absorvidas pelo organismo, podem causar intoxicação e morte. No laudo de análise nº1.872.0/03, do INCQS, o produto Celobarfoi considerado insatisfatório e apresentou os seguintes resultados: identificação positiva para os Íon Sulfeto, Íon Carbonato, Íon Sulfato e Íon Bário;

As dosagens identificadas: do Bário Solúvel (14,4 ±0,3) % P/P (exceto o referente ao Sulfato de Bário); do Carbonato de Bário (13,2 ±0,1) % P/P (pesos/peso); do Sulfeto de Bário (0,05 ±0,2) % P/P e do Sulfato de Bário (4,7 ±0,2) % P/P; Contagem Total de Bactérias Aeróbias: Resultado = 3,0 x 105 UFC/mL, Conclusão Insatisfatório e Pesquisa de PseudomonasaeruginosaResultado = presença em 1 mL, Conclusão: Insatisfatório. Além do Celobar, foram coletadas amostras dos produtos E-Z-Paque, Bário-paquee Bariogel. Os resultados da análise realizada pelo INCQS indicaram a ausência de sais solúveis de bário, sendo as amostras consideradas satisfatórias.

contém em media 60% de iodo

ASPECTOS GERAIS A estrutura básica dos meios de contraste iodados é formada por um anel benzênico ao qual foram agregados átomos de iodo e grupamentos complementares, onde estão ácidos e substitutos orgânicos, que influenciam diretamente na sua toxicidade e excreção.

Todos os meios de contraste iodados utilizados regularmente são muito hidrofílicos, tem baixa lipossolubilidade, peso molecular inferior que 2000 e pouca afinidade de ligação com proteínas e receptores de membranas. Distribui-se no espaço extracelular, sem ação farmacológica significativa

3 átomos de IODO6 átomos de IODO I I

Monômeros

Monômeros Iônicos •Dissociam em duas partículas, 1 ânion radiopaco e 1 cátion (Na ou Meglumina). •Fornecem 3 átomos de iodo para 2 partículas (R=1,5) Monômeros Não-Iônicos •Não se dissociam.

•Fornecem 3 átomos de iodo para 1 partícula. (R=3)

Dímeros

Dímeros Iônicos •Dissociam em 1 ânion radiopaco (ioxalato) e 1 cátion (Na ou Meglumina) •Fornecem 6 átomos de iodo para 2 partículas. (R=3) Dímeros Não-Iônicos •Não se dissociam.

•Fornecem 6 átomos de iodo para 1 partícula. (R=6)

Os agentes de contrastes de RMN, particularmente os baseados no gadolínio, são extremamente seguros e não nefrotóxicos*

As reações incluem naúseas, cefaléia, perversão do paladar

Nefrotóxico em altíssimas doses

Compostos químicos do gadolínio:

Linear -dissocia mais facilmente e rapidamente, liberando o íon de gadolínio livre (tóxico) do quelato; Macrocíclicoé considerado mais estável e com dissociação mais lenta.

Devido à toxicidade de sua forma iônica, o gadolínio é utilizado com um quelato. O gadolínio (Gd 3+) ou mesmo a reação do quelato com íons metálicos endógenos (fosfato, zinco) pode ser causador de dano tecidual.

Fibrose Sistêmica Nefrogênica

•Publicada primeiramente em 2000 •Não existe tratamento efetivo.

•Severa, progressiva e irreversível, comprometendo os pulmões, coração, fígado, rins, testículo, músculo e até duramáter.

•Observada em pacientes com insuficiência renal em grau moderado ou avançado e pacientes submetidos a transplante hepático.

•Uso de gadolínio em pacientes nefropatas, dialíticos, transplantados, estados de hipercoagulabilidade, trombose venosa profunda, pós-operatório de cirurgia vascular.

Paciente sexo feminino, 60 anos de idade, nefropata, submetida a angioRM 3Dcom gadolínio pré transplante renal

Parede de um vaso dermal com depósito de cálcio,fósforo, sódio e gadolínio

Reações cutâneas causadas pós uso de gadolíneo

DENSIDADE: (g/ml) Nº de átomos de iodo por mililitro de solução;

Viscosidade

-A força necessária para injetar a substância através de um cateter aumenta geometricamente com a concentração da solução e com o peso molecular;

-Não-iônicos diméricostem maior viscosidade que não iônicos monoméricos;

-Depende da temperatura;

Osmolaridade= Num partículas / Litro

Osmolalidade= Num partículas / Kg

-Os contrastes iônicos têm maior osmolalidadedo que os não iônicos porque dissociam cátions e ânions na solução.

(Parte 1 de 3)

Comentários