O que é patologia? A Patologia é o ramo da ciência médica que estuda as alterações morfológicas e...
Coleta de sangue venoso
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1ª Edição Outubro de 2005 Direitos autorais reservados.
Recomendações da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica / ML para
Coleta de Sangue Venoso, 1ª.ed. / elaborado pelo Comitê de Coleta de Sangue da SBPC/ML e BD Diagnostics - Preanalytical Systems. São Paulo, 2005 76 p.
1. Sangue. 2. Técnicas de Laboratório Clínico. 3. Técnicas e Procedimentos de Laboratório. I. SBPC/ML. I. BD Diagnostics - Preanalytical Systems. I. Título
Dr. Nairo Massakazu Sumita
Professor Assistente Doutor da Disciplina de Patologia Clínica da Faculdade de Medicina – Universidade de São Paulo (FMUSP), Diretor do Serviço de Bioquímica Clínica da Divisão de Laboratório Central – HCFMUSP, Coordenador do Serviço de Química Clínica – Departamento de Patologia Clínica do Hospital Israelita Albert Einstein.
Dr. Ismar Barbosa
Médico Patologista Clínico, Gerente Técnico do Programa para Acreditação de Laboratórios Clínicos (PALC) da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML).
Dr. Adagmar Andriolo
Professor Livre-Docente de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial da Escola Paulista de Medicina – UNIFESP, Assessor Médico do Fleury – Centro de Medicina Diagnóstica.
Dra. Áurea Lacerda Cançado
Médica Patologista Clínica do Laboratório Central do Hospital das Clínicas – Universidade Federal de Minas Gerais (HC-UFMG).
Dra. Luisane Maria Falci Vieira Médica Patologista Clínica, Diretora Científica da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial.
Dra. Maria Elizabete Mendes
Doutora em Patologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Médica Patologista Clínica, Chefe da Seção Técnica de Bioquímica de Sangue da Divisão de Laboratório Central do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
Dra. Patrícia Romano
Biomédica, Pós-Graduada em Saúde Pública, Especialista em Aplicação de Produtos da área de BD Diagnostics - Preanalytical Systems.
Dra. Rita de Cássia Castro
Médica Clínica Geral e Endocrinologista, Pós-Gradução (nível mestrado) em Neuroendocrinologia, executiva com experiência nas áreas de Diagnóstico, Indústria Farmacêutica, Consumo, Comunicação e Relacionamento com Clientes, Gerente de Assuntos Médicos BD – Região América Latina Sul.
Dr. Ulysses Moraes Oliveira
Diretor Científico do Laboratório Franceschi. Presidente da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/ Medicina Laboratorial, Biênio 2004/2005.
Este documento propõe recomendações da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML) para a coleta de sangue venoso.
Representa o resultado do esforço de profissionais reunidos, com o propósito de coletar, analisar e selecionar procedimentos que abrangessem, de forma clara e objetiva, itens importantes para a coleta de sangue venoso.
Neste projeto, estiveram reunidas por seis meses consecutivos, pessoas que dedicaram tempo e energia a este tema de trabalho. A força-tarefa constituiu-se de professores associados da SBPC/ML, em parceira com experientes profissionais da BD (Becton, Dickinson and Company).
O esforço resultou neste Documento, estruturado em aspectos técnicos, profundamente analisados, baseados na prática, na moderna literatura científica nacional e internacional, e nos aspectos do relacionamento humano durante o ato da coleta de sangue venoso.
Estas recomendações envolvem as referências normativas complementadas por bibliografia recomendada pelo grupo de trabalho.
Orgulhosamente, então, apresentamos este texto, no desejo de que ele não se encerre em si mesmo, mas que sirva de estímulo para discussões e para a busca de novos desafios.
São Paulo, outubro de 2005. Boa leitura!
| para Coleta de Sangue Venoso | 9 |
| 1.Causas Pré-Analíticas de Variações dos Resultados de Exames Laboratoriais | 9 |
| 1.1 Variação Cronobiológica | 9 |
| 1.2 Gênero | 9 |
| 1.3 Idade | 9 |
| 1.4 Posição | 10 |
| 1.5 Atividade Física | 10 |
| 1.6 Jejum | 10 |
| 1.7 Dieta | 10 |
| 1.8Uso de Fármacos e Drogas de Abuso | 1 |
| 1.9 Aplicação do Torniquete | 1 |
| 1.10 Procedimentos Diagnósticos e/ou Terapêuticos | 1 |
| 1.1 Infusão de Fármacos | 1 |
| 1.12 Gel Separador | 12 |
| 1.13 Hemólise | 12 |
| 1.14 Lipemia | 12 |
| 2.Instalações e Infra-Estrutura Física do Local de Coleta | 13 |
| 2.1 Recepção e Sala de Espera | 13 |
| 2.2 Área Física da Cabine de Coleta | 13 |
| 2.3 Infra-Estrutura | 13 |
| 2.4 Equipamentos e Acessórios | 13 |
| 2.5 Conservação e Limpeza das Instalações | 13 |
| 3. Fase Pré-Analítica para Exames de Sangue | 14 |
| 3.1Procedimentos Básicos para Minimizar Ocorrências de Erro | 14 |
| 3.1.1 Para um paciente adulto e consciente | 14 |
| 3.1.2 | Para pacientes internados..................................................................................14 |
| dificuldade de comunicação | 14 |
| 3.2 Definição de Estabilidade da Amostra | 16 |
| 3.3Transporte de Amostra como Fator de Interferência Pré-Analítica | 17 |
| 4. Procedimento de Coleta de Sangue Venoso | 18 |
| 4.1 Locais de Escolha para Venopunção | 18 |
| 4.2 Posição do Paciente | 20 |
| Venoso | 20 |
| Seringa e Agulha | 2 |
| 4.4.1 | Considerações sobre coleta de sangue venoso a vácuo.................................2 |
| 4.4.2 | Considerações sobre coleta de sangue venoso com seringa e agulha...........23 |
| 4.5 Considerações Importantes sobre Hemólise | 24 |
| 4.5.1 Boas práticas pré-coleta para evitar hemólise | 25 |
| 4.5.2 Boas práticas pós-coleta para evitar hemólise | 25 |
| 4.6 Recomendações para Tempo de Retração do Coágulo | 26 |
| 4.7 Centrifugação dos Tubos de Coleta | 26 |
I.Recomendações da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica / Medicina Laboratorial 3.1.3 Para pacientes muito jovens, ou inconscientes ou com algum tipo de 4.3Procedimento para Antissepsia e Higienização das Mãos em Coleta de Sangue 4.4Critérios para a Escolha da Técnica da Coleta de Sangue Venoso a Vácuo ou por
| Acordo com a NCCLS | 29 |
| 4.8.1 Seqüência de coleta para tubos de plástico de coleta de sangue | 30 |
| 4.8.2 Seqüência de coleta para tubos de vidro de coleta de sangue | 30 |
4.8Recomendação da Seqüência dos Tubos a Vácuo na Coleta de Sangue Venoso de ÍNDICE
| 4.9Procedimento de Coleta de Sangue a Vácuo | 31 |
| 4.10Procedimento de Coleta de Sangue com Seringa e Agulha | 3 |
| 4.1 Cuidados para uma Punção Bem Sucedida | 36 |
| 4.12 Coletas em Condições Particulares | 38 |
| 4.12.1 Coleta de sangue via cateter de infusão | 38 |
| 4.12.2 Coleta de sangue via cateter de infusão com heparina | 39 |
| 4.12.3 Fístula artério-venosa | 41 |
| 4.12.4 Fluídos intravenosos | 41 |
| 4.13 Hemocultura | 41 |
| 4.14 Coleta de Sangue para Provas Funcionais | 43 |
| 4.15Coleta de Sangue em Pediatria e Geriatria | 4 |
| 4.16 Coleta de Sangue em Queimados | 45 |
| 4.17 Gasometria | 45 |
| 5. Garantia da Qualidade | 46 |
| 5.1 Qualificação dos Fornecedores e Materiais | 46 |
| 5.2Especificação dos Materiais para Coleta de Sangue a Vácuo | 46 |
| 5.2.1 | Agulhas para coleta múltipla.............................................................................46 |
| 5.2.2 | Adaptadores para coleta de sangue a vácuo...................................................47 |
| 5.2.3 | Escalpes para coleta múltipla de sangue a vácuo...........................................47 |
| 5.2.4 | Tubos para coleta de sangue a vácuo..............................................................48 |
4.8.3 Homogeneização para tubos de coleta de sangue..........................................30
| Specimen Collection | 48 |
| 5.3.1 | Informações que o tubo a vácuo deve conter descritas no rótulo ou mesmo no |
| tubo....................................................................................................................50 | |
| 5.3.2 | Concentração e volume dos anticoagulantes.................................................50 |
| 5.4 Requisição de Exames | 51 |
| 5.5 Identificação e Rastreabilidade | 51 |
| 5.6 Documentação | 52 |
| 5.7 Capacitação e Treinamento do Pessoal | 52 |
| 6. Aspectos de Segurança na Fase de Coleta | 53 |
| 6.1 Segurança do Paciente | 53 |
| 6.2 Riscos e Complicações da Coleta | 53 |
| 6.3 Formação de Hematoma | 53 |
| 6.4 Punção Acidental de uma Artéria | 53 |
| 6.5 Anemia Iatrogênica | 54 |
| 6.6 Infecção | 54 |
| 6.7 Lesão Nervosa | 54 |
| 6.8 Dor | 54 |
| 6.9 Segurança do Flebotomista | 54 |
| 6.10 Boas Práticas Individuais | 5 |
| 6.1 Equipamentos de Proteção Individual | 5 |
| 6.12 Cuidados na Sala de Coleta | 5 |
| 6.13 Descarte Seguro de Resíduos | 5 |
| 6.13.1 Classificação dos resíduos de saúde | 56 |
| 6.13.2 Identificação dos resíduos | 57 |
| 6.13.3 Manejo dos RSS (Resíduos de Serviços de Saúde) | 57 |
| 6.13.4 Transporte interno de RSS | 58 |
| 6.13.5 Armazenamento dos resíduos sólidos de saúde | 58 |
| Referências Normativas Consultadas | 59 |
| Referências Bibliográficas Consultadas e Recomendadas | 61 |
| Seqüência de Coleta dos Tubos para Coleta de Sangue a Vácuo | 63 |

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A melhoria da qualidade na prestação de serviços de saúde tem sido uma busca constante e cada vez mais crescente no país.
A qualidade dos resultados dos exames laboratoriais está intimamente relacionada à fase pré-analítica e, principalmente, às condições de coleta de sangue venoso.
Inúmeras variáveis podem interferir no desempenho da fase analítica e, conseqüentemente, na exatidão e precisão dos resultados dos exames, vitais para a conduta médica e, em última instância, para o bem-estar do paciente.
Todos os laboratórios querem atender melhor e encantar o cliente. Ser atendido com excelência também é um desejo de todos. A difusão do conhecimento é a premissa básica para se alcançar estes objetivos.
A Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial e a BD criaram este
Documento de Recomendação de Coleta de Sangue Venoso que representa uma verdadeira prestação de serviços para os profissionais de saúde, pacientes e a população em geral, objetivando orientar e educar.
Este Documento não pretende esgotar todos os aspectos sobre os assuntos abordados, mas abre uma discussão focada e atualizada, sendo parte da sua proposta, futuras contribuições, revisões e complementações.
Esperamos que este Documento permita ao leitor aprimorar seus conhecimentos, e aplicá-los no dia-a-dia, promovendo mudanças que resultem em melhorias na atenção ao paciente.
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1.Causas Pré-Analíticas de Variações dos Resultados de Exames Laboratoriais
Uma das principais finalidades dos resultados dos exames laboratoriais é reduzir as dúvidas que a história clínica e o exame físico fazem surgir no raciocínio médico. Para que o laboratório clínico possa atender, adequadamente, a este propósito, é indispensável que o preparo do paciente, a coleta, o transporte e a manipulação dos materiais a serem examinados obedeçam a determinadas regras.
Antes da coleta de sangue para a realização de exames laboratoriais, é importante conhecer, controlar e, se possível, evitar algumas variáveis que possam interferir com a exatidão dos resultados. Classicamente, são referidas como condições pré-analíticas variação cronobiológica, gênero, idade, posição, atividade física, jejum, dieta, uso de drogas para fins terapêuticos ou não, e a aplicação de torniquete. Numa abordagem mais ampla, outras condições devem ser consideradas, como procedimentos terapêuticos ou diagnósticos, cirurgias, transfusão de sangue e infusão de soluções. Alguns aspectos do tubo de coleta, como o uso de gel separador, anticoagulantes e conservantes e características da amostra, como hemólise e lipemia, também podem ser causa de variação dos resultados.
1.1Variação Cronobiológica: corresponde às alterações cíclicas da concentração de um determinado parâmetro em função do tempo. O ciclo de variação pode ser diário, mensal, sazonal, anual, etc. Variação circadiana acontece, por exemplo, nas concentrações do ferro e do cortisol no soro, onde as coletas realizadas à tarde fornecem resultados até 50% mais baixos do que os obtidos nas amostras coletadas pela manhã. As alterações hormonais típicas do ciclo menstrual também podem ser acompanhadas de variações em outras substâncias. Por exemplo, a concentração de aldosterona é cerca de 100% mais elevada na fase pré-ovulatória do que na fase folicular. Além das variações circadianas, propriamente ditas, há que se considerar variações nas concentrações de algumas substâncias, em razão de alterações do meio ambiente. Em dias quentes, por exemplo, a concentração sérica das proteínas é significativamente mais elevada em amostras colhidas à tarde, quando comparadas às obtidas pela manhã, em razão da hemoconcentração.
A coleta de sangue para realização de exames de rotina pode ser efetuada no período da tarde?
Classicamente, a melhor condição para coleta de sangue para realização de exames de rotina é o período da manhã, embora não exista contra-indicação formal de coleta no período da tarde, salvo aqueles parâmetros que sofrem modificações significativas no decorrer do dia (exemplo: cortisol, TSH, etc.). É recomendável que exista uma indicação no laudo, do horário em que foi realizada a coleta, evitando interpretação equivocada do resultado.
1.2Gênero: além das diferenças hormonais específicas e características de cada sexo, alguns outros parâmetros sangüíneos e urinários se apresentam em concentrações significativamente distintas entre homens e mulheres, em decorrência das diferenças metabólicas e da massa muscular, entre outros fatores. Em geral, os intervalos de referência para estes parâmetros são específicos para cada gênero.
1.3Idade: alguns parâmetros bioquímicos possuem concentração sérica dependente da idade do indivíduo. Esta dependência é resultante de diversos fatores, como maturidade funcional dos órgãos e sistemas, conteúdo hídrico e massa corporal. Em situações específicas, até os intervalos de referência devem considerar essas diferenças. É importante lembrar que as mesmas causas de variações pré-analíticas, que afetam os resultados laboratoriais em indivíduos jovens, interferem nos resultados dos exames realizados em indivíduos idosos, mas a intensidade da variação
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