Apostila Tecnicas de enfermagem

Apostila Tecnicas de enfermagem

Tecnicas Basicas em Enfermagem II

Capitulo X Nocoes de Farmacologia Antibioticos Anticonvulsivantes Analgesicos e Antitermicos Corticoide Insulina e Hipoglicemiantes Orais Cardiotnicos Antiarritimicos Anti-Hipertensivos Vasodilatadores Vasopressores Coagulantes e Anticoagulantes Diureticos Sedativo da Tosse Broncodilatadores Antiemeticos Capitulo XI Normas de Administracao de Medicamentos Medicamentos via Oral (Capsula, Comprimido e Dragea) Medicamentos via Oral (Gotas, Xarope e Suspensao) Medicamentos via Nasal Medicamentos via Auricular Medicamentos via Ocular Medicacao via Sublingual Medicacao via Uretral Medicacao via Vaginal Medicacao via Parenteral Transfusao Sanguinea Capitulo XII Assistencia de Enfermagem a Pacientes com Problemas Intestinais Transtornos Intestinais Sondagem Retal Lavagem Intestinal Sondagem Nasogastrica Sonda Nasoenterica Lavagem Gastrica Alimentacao Capitulo XIII Sondagem Vesical Sondagem Vesical Feminina de Demora Sondagem Vesical Masculina de Demora Tecnica de Sondagem Vesical de Alivio Feminina Tecnica de Sondagem Vesical de Alivio Masculina Lavagem Vesical Irrigacao Vesical Capitulo XIV Aplicacoes Quentes e Frias Bolsa de Gelo Compressas Frias Bolsa de Agua Quente Capitulo XV Oxigenioterapia Cateter Nasal Inalacao Nebulizacao Continua com Mascara Facial Capitulo XVI Tricotomia Capitulo XVII Procedimentos Relacionados a Curativos Lesao Cicatrizacao das Lesoes. Tipos de Cicatrizacao Fatores que influenciam a Cicatrizacao Curativos Capitulo XVIII Coleta de Material para Exame Coleta de Urina para Exame Urina I Urina 24 Horas Coleta de Fezes para Exame Coleta de Escarro para Exame Coleta de sangue para Exame Capitulo XIX Traqueostomia Aspiracao de Secrecao Endotraqueal e Orofaringea Capitulo XX Assistencia de Enfermagem ao Paciente Terminal Sinais Fisicos de Aproximacao da Morte Fases Hipocritas Assistencia ao Corpo Apos Morte Tipos de Obitos

10.0 - FARMACOLOGIA Definicao Segundo Gooldman, a farmacologia compreende o conhecimento da historia, origem, propriedades fisicas e quimicas, composicao, efeitos bioquimicos e fisiologicos, mecanismo de acao, absorcao, distribuicao e eliminacao, alem das propriedades terapeuticas e outros empregos de medicamentos. TERMINOLOGIA Droga E qualquer substancia que, administrada no organismo vivo, pode produzir alteracoes somaticas ou funcionais; Medicamento E qualquer agente quimico, que administrado no organismo vivo, produz efeitos beneficos; Dose E a quantidade de medicamento que deve ser dada a pacientes de cada vez; Dose Minima E a menor quantidade de uma droga, capaz de produzir efeitos terapeuticos; Dose Maxima E a maior quantidade de uma droga, capaz de produzir efeitos terapeuticos sem apresentar efeitos indesejaveis; Dose de Manutencao E a dose necessaria para manter os niveis desejaveis de medicamento na corrente sanguinea e tecidos durante tratamento. 10.1 - ANTIBIOTICOS Sao substancias que exercem acao antimicrobiana. Podem ser produzidos por agentes vivos como cogumelos e bacterias ou ser elaborados sinteticamente. Os antibioticos podem agir predominantemente sobre as bacterias gram-positivos, sobre as bacterias gram-negativas ou ambas. Neste ultimo caso, e considerado antibiotico de amplo espectro. As bacterias podem ser sensiveis ou resistentes a um determinado tipo de antibiotico. A escolha do antibiotico mais eficiente para o tratamento de certos tipos de infeccoes, pode ser facilitada atraves do exame laboratorial denominado cultura em antibiograma que consiste no estudo da sensibilidade do microorganismo aos diversos tipos de antibioticos. 10.1.1 - GRUPOS DE ANTIBIOTICOS Penicilinas Penicilina G Cristalina (Sodica ou Potassica); Penicilina G Benzatina (Benzetacil, Longacilin); Penicilina G Procaina (Wycillin); Penicilina Semi-sinteticas Penicilina V (Pen-ve-oral); Amoxilina (Amoxil); Ampicilina (Binotal, Amplacilina); Carbenicilina; Cloxacilina; Oxacilina (staficilin N); Cefalosporinas Cefalotina (Keflin); Cefaloridina; Cefalexina (Keflex); Cefazolina (Kefazol). Aminoglicosideos Neomicina Kanamicina Gentamicina (Garamicina) Amicacina (Novamin) Tetraciclina Cloridrato de Oxitetraciclina (Terramicina); Fosfato Complexo de Tetraciclina (Tetrex); Doxiciclina (Vibramicina Eritromicina (Ilosone, Pantomicina e Eritrex); Lincomicina (Frademicina); Cloranfenicol (Quemicetina, Sintomicetina); 10.1.2 -CUIDADOS QUE DEVEM SER TOMADOS NA ADMINISTRACAO DE ANTIBIOTICOS 01 - De modo geral, a administracao de antibioticos via oral deve ser feita com leite, com excecao das tetraciclinas; 02 - A administracao por via intramuscular deve ser profunda, para diminuir a dor e favorecer a absorcao; 03 - As penicilinas sao cristalinas devem ser aplicadas com agulhas mais calibrosas: 30x8 ou 30x9; 04 - As penicilinas cristalinas devem ser diluidas em 50 a 100 ml de soro, para diminuir a possibilidade de ocorrer flebite; 05 - Antes de administrar penicilinas e seu derivados, , verificar se o paciente ja tomou anteriormente. Nao se encontrou ainda um meio adequado para a deteccao da sensibilidade a penicilinas, sendo o proprio teste cutaneo considerado uma manobra arriscada. 06 - Estimular a hidratacao em pacientes que nao tenham controle hidrico, pois grande parte dos antibioticos sao de eliminacao renal; 07 - Observar os efeitos toxicos de cada medicacao. 10.2 - ANTICONVULSIVANTES Definicao Sao medicamentos utilizados principalmente em pacientes epileticos, evitando o desenvolvimento das convulsoes. Fenilbarbital Gardenal; Comital. Possui acao depressiva sobre o sitema nervoso central, sendo utilizado no tratamento do grande mal. Hidantoinas Defenil-dantoina (Hidantal, Epelin); Defenil-dantoina + barbituricos (Comital); As hidantoinas sao comumentes utilizadas como anticonvulsivantes e possuem pouca acao hipinotica. Primidona (Mysoline); Usado no grande mal e epilepsia temporal. Carbamazepina (Tegretol); Usado no grande mal e epilepsia temporal. Clonazepan (Rivotril); Usado em associacao com outros anticonvulsivantes. 10.2.1 - CUIDADOS QUE DEVEM SER OBSERVADOS NA ADMINISTRACAO DOS ANTICONVULSIVANTES 01 - O hidantal por via EV deve ser aplicado lentamente; 02 - O hidantal nao deve ser diluido em soro glicosado porque precipita; 03 - Administrar sempre com prescricao medica; 04 - Orientar o paciente para nao ingerir bebida alcoolica durante o tratamento, porque o alcool pode potencializar a acao da droga. 10.3 - ANALGESICOS E ANTITERMICOS Dipirona Novalgina, Comel. Derivada da pirazolona, sendo usado por via VO ou parenteral. Acetaminofeno Tylenol, Dorico. Possui acao antitermica e analgesica. Aspirina A.A.S., Bayaspirina. Possui acao antitermica, analgesica e antiinflamatoria. Propoxifeno Algafan, Doloxene. E indicado pela acao analgesica. Nao deve ingerir bebida alcoolica durante o tratamento. Morfina E medicamento analgesico, derivado do opio, sendo seu uso parenteral. Produz dependencia fisica e psiquica. Meperidina Dolantina, Demeral. Produz alivio da dor principalmente a viceral. Deve-se ter cuidado na administracao pois pode induzir a depressao respiratoria e produz dependencia psiquica e fisica. 10.3.1 - CUIDADOS QUE DEVEM SER OBSERVADOS NA ADMINISTRACAO DOS ANALGESICOS 01 - A medicacao para dor ou hipertermia deve seguir a prescricao do dia ou do momento. 02 - Observar se o efeito do medicamento foi satisfatorio. 03 - Observar reacoes colaterais da droga. Comunicar o enfermeiro ou o medico se houver qualquer anormalidade. 04 - Os entorpecentes como Dolatina, Demerol, Morfina sao controlados, guardados em armario ou gaveta trancados a chave. 10.4 - CORTICOIDE Definicao Sob acao do hormonio adrenocortico-trofico (ACTH), o cortex supra-renal secreta os hormonios, principalmente os glicocorticoides. Os corticoides, atualmente sao elaborados sinteticamente. Podem ser aplicados por via oral, parenteral e topica. Os glicocorticoides possuem acao sobre o metabolismo dos carboidratos, gorduras, proteinas e eletrolitos, alem de interferir no sistema endocrino e sistema nervoso central. Succinato ou Hemissuccinato de Hidrocortisona Solu-Cortef, Flebocortid, Hidrocortisona. Prednisona Meticorten. Succinato sodico de prednisolona. Metilprednisolona. Betametasona Celestone. Dexametazona Decadron 10.4.1 - CUIDADOS QUE DEVEM SER OBSERVADOS NA ADMINISTRACAO DOS CORTICOIDES 01 - Controle de peso diario. O aumento de peso em pacientes que fazem uso de corticoides pode ser indicio de edema, devido a retencao de sodio e agua; 02 - Controle frequente de pressao arterial, pois os pacientes submetidos a terapia com corticoides estao propensos a apresentar hipertensao; 03 - E comum, como medida preventiva, a indicacao de dieta hipossodica ou assodica; 04 - A administracao por via oral deve ser acompanhada de leite, para amenizar o desconforto e as complicacoes gastricas. 05 - Observar sinais e sintomas de hipernatremia: cefaleia, hipertensao arterial, edema, oliguria ou anuria 06 - Vigilancia quanto a liquidos ingeridos e eliminados. Estabelecer controle hidrico, conforme a orientacao medica. 10.5 - INSULINA E HIPOGLICEMIANTES ORAIS Definicao A insulina e um hormonio secreto pelas ilhotas de Langerhans do pancreas. A insulinoterapia e indicada nas formas graves de diabetes. Insulina Simples Possui acao rapida e fugaz, sendo indicada em emergencias. Insulina NPH Inicio de acao em torno de 2 horas e efeito maximo entre 8 a 10 horas. Insulina Protamina Zinco (PZI) Os hipoglicemiantes orais sao indicados principalmente no tratamento de diabeticos estaveis e de adultos. Os hipoglicemiantes mais conhecidos comercialmente sao: Diabinese e Daonil. 10.5.1 - CUIDADOS QUE DEVEM SER OBSERVADOS NA ADMINISTRACAO DAS INSULINAS E HIPOGLICEMIANTES ORAIS 01 - Ao aplicar a insulina, usar seringa apropriada; 02 - Rodar o frasco entre as maos para homogeneizar a solucao; 03 - Rodizio dos locais de aplicacao para evitar lipodistrofias; 04 - Somente a insulina simples podera ser aplicada por via endovenosa, sendo as demais, em geral, subcutaneas. 05 - Alimentar o paciente, apos a administracao da insulina, para evitar reacao hipoglicemica; 06 - Guardar a insulina em geladeira; 07 - Observar sinais de desidratacao, pois um paciente diabetico pode perder mais liquidos, devido a poliuria; 08 - Verificar glicosuria e cetonuria, atraves de glicofita. 10.6 - CARDIOTONICOS Definicao Cardiotonicos sao substancias que, pela acao direta no coracao, aumentam a forca de contracao miocardica (acao inotropica positiva). A restauracao do trabalho cardiaco promove a reducao da taquicardia e a melhora da estase venosa. Os cardiotonicos sao representados pelo grupo dos digitalicos, extraidos das plantas do genero Digitalis, Strophantus e Scilla. Os digitalicos sao indicados para tratamento de insuficiencia cardiaca congestiva (ICC) e certas irritmias (taquicardia atrial, fibrilacao e flutter atrial). Lanatosideo C Cedilanide Digoxina. Digitoxina. Estrofantinas. 10.6.1 - Cuidados que devem ser observados na administracao das CARDIOTONICOS 01 - Verificar o pulso antes da administracao dos digitalicos, pois sao drogas que induzem a bradicardia; 02 - Se a frequencia cardiaca estiver igual ou abaixo de 60 batimentos por minuto, deve-se procurar orientacao medica; 03 - Averiguar qualquer sinal ou sintoma de intoxicacao digitalica, antes da administracao da droga; 04 - A administracao dos digitalicos deve seguir a prescricao do dia, apos a reavaliacao do paciente pelo medico; 05 - Manter vigilancia em relacao a diurese do paciente, pois e atraves da urina que os digitalicos sao eliminados. A estreita margem de seguranca e efeito cumulativo da droga favorecem a intoxicacao, se esta nao for adequadamente excretada. 06 - Colher e encaminhar amostra de sangue para dosagem periodica de potassio serico, conforme orientacao medica. 07 - Exceto em situacoes de emergencia, e indicada a administracao de digitalicos no periodo matutino, pois, em alguns pacientes, pode provocar insonia; 08 - A aplicacao endovenosa deve ser feita lentamente, observando-se as reacoes do paciente. Recomenda se que o paciente esteja monitorizado. 10.7 - ANTIARRITMICOS Definicao Sao medicamentos que melhoram ou interrompem as arritmias cardiacas. As arritmias podem estar relacionadas a anomalias ns formacao do impulso, defeitos de conducao, alteracao na excitabilidade e na forca de contracao miocardica. Digitalicos. Propanolol. Quinidina. Procainamida. Lidocaina. Isoproterenol. Fenitoina. 10.7.1 - CUIDADOS QUE DEVEM SER OBSERVADOS NA ADMINISTRACAO DAS ANTIARRITMICOS 01 - Controle de pulso e pressao antes e apos a administracao do medicamento. A pressao arterial deve ser controlada com o paciente na posicao deitada e em pe, devido a hipotensao postural. 02 - Observar as reacoes colaterais e sinais de intoxicacao. Comunicar o medico ou o enfermeiro; aplicar medicamento sintomatico, conforme a prescricao. 03 - A administracao de antiarritmicos por via parenteral deve ser feita com o paciente monitorizado. Durante o uso de antiarritmicos, e feito controle e avaliacao, atraves do eletrocardiograma. 04 - Quando a droga for administrada por meio de infusao venosa, devem-se usar microgotas, com controle rigoroso do gotejamento; 05 - Observar quadro de confusao mental; se necessario, colocar o paciente em cama com grades e restringi-lo ao leito; 06 - Deixar o material de ressuscitacao em local acessivel. 10.8 - ANTI-HIPERTENSIVOS Definicao Sao medicamentos utilizados no tratamento da hipertensao arterial. Diazoxido. Nitroprussiato de sodio (Nipride). Metildopa. Guanetidina. Reserpina. Prazosin. 10.8.1 - CUIDADOS QUE DEVEM SER OBSERVADOS NA ADMINISTRACAO DAS ANTI-HIPERTENSIVOS 01 - Controle frequente da pressao arterial, com o paciente na posicao sentada e deitado, pois a maioria das drogas anti-hipertensivas, provocam hipotensao postural; 02 - Orientar o paciente para sentar-se antes de levantar-se da cama, para evitar hipotensao brusca e lipotimia; 03 - Verificar se os sintomas que indiquem manifestacao de efeitos colaterais. Comunicar o enfermeiro ou o medico, registrando asa anormalias na papeleta; 04 - Controlar diurese em pacientes que fazem uso de diureticos associados a anti-hipertensivos; 05 - Pacientes que receberam diazoxido devem permanecer em repouso no leito, devido a hipotensao postural. 10.9 - VASODILATADORES Definicao Atuam sobre as arteriolas promovendo vasodilatacao e melhorando o fluxo sanguineo tecidual. Os vasodilatadores podem agir sobre qualquer regiao do sistema circulatorio (gerais) ou especificamente em determinados locais. Bloqueadores alfa adrenergicos. Estimulantes Beta-adrenergicos. Naftidrofuril (Iridux). Cinarizina. Dipiridamol. Dinitrato de Iso-sorbitol. Nifedina (Adalat). Cloridrato de Buflomedil (Bufedil). 10.9.1 - CUIDADOS QUE DEVEM SER OBSERVADOS NA ADMINISTRACAO DOS ANTI-HIPERTENSIVOS 01 - Controle de pressao arterial com o paciente em pe e deitado; 02 - Controle de pulso; 03 - Orientar o paciente para permanecer sentado por alguns minutos antes de levantar-se pois podera apresentar hipotensao postural; 04 - Observar os efeitos colaterais do medicamento comunicando ao enfermeiro ou ao medico, se houver qualquer anormalidade. 10.10 - VASOPRESSORES Dopamina (Revivan) Indicada no tratamento de choque, age apenas em quanto esta sendo administrada. Melhora o debito cardiaco e o fluxo sanguineo mesenterico e renal, restabelecendo a diurese. Deve ser administrada sempre em infusao venosa continua, lenta, atraves de microgotas, tendo cuidado de evitar seu extravasamento, porque pode determinar lesao tecidual. Epinefrina (Adrenalina) Indicada principalmente no tratamento do broncoespasmo, choque anafilatico, parada cardiorrespiratoria. 10.10.1 - CUIDADOS QUE DEVEM SER OBSERVADOS NA ADMINISTRACAO DOS VASOPRESSORES 01 - Controlar rigorosamente PA, pulso, diurese, perfusao periferica (temperatura e coloracao das extremidades); 02 - Usar sempre microgotas na infusao de vasopressores; 03 - Nao se deve ligar outros tipos de soro no mesmo local em que se infunde a droga vasoativa; 04 - Observar os efeitos colaterais do medicamento comunicando ao enfermeiro ou ao medico, se houver qualquer anormalidade. 10.11 - COAGULANTES E ANTICOAGULANTES Coagulantes Estrogenos Estriol (Styptanon), Estrogenios Conjugados (Premarim). Esponja de Gelatina (Gelfoam). Veneno Botropico Botropil, Boltropase. Anticoagulantes Heparina (Liquemine). Dicumarina. Fenindiona. Anticoagulantes Topicos Hirudoid, Trombofob. 10.11.1 - CUIDADOS QUE DEVEM SER OBSERVADOS NA ADMINISTRACAO DOS COAGULANTES E ANTICOAGULANTES 01 - Seguir a prescricao do dia ao administrar os anticoagulantes porque a dose e baseada em dados laboratoriais. 02 - Observar sinais de sangramentos; 03 - As medicacoes parenterais deverao ser aplicadas com cuidado para evitar formacao de hematomas; 04 - Em relacao a heparina: Seguir rigorosamente o horario prescrito, usar microgotas com controle rigoroso de gotejamento. 10.12 - DIURETICOS Definicao Sao substancias que aumentam a producao de urina devido a maior excrecao de agua do organismo. Geralmente e acompanhada de perda de eletrolitos, principalmente, de sodio e potassio. Os diureticos promovem maior eliminacao de urina principalmente pelo aumento da filtracao glomerular e pela diminuicao da reabsorcao tubular. Derivados Tiazidicos Clotadidona ( Higroton), Dihidroclorotiazida (Clorana). Inibidores da Anidrase Carbonica Diureticos Poupadores de Potassio Espironolactona (Aldactone). Diureticos de Alca Furosemida (Lasix). Diuretico Osmoticos Manitol 20%. 10.12.1 - CUIDADOS QUE DEVEM SER OBSERVADOS NA ADMINISTRACAO DOS DIURETICOS 01 - Controlar o peso diario para avaliar o efeito do medicamento esta sendo satisfatorio; 02 - Controlar a pressao arterial pois os diureticos podem levar a hipotensao postural; 03 - Realizar controle hidrico; 04 - Observar os efeitos colaterais do medicamento comunicando ao enfermeiro ou ao medico, se houver qualquer anormalidade. 10.13 - SEDATIVO DA TOSSE Codeina Belacodid, Gotas Binelli. 10.14 - BRONCODILATADORES Definicao Sao medicamentos utilizados no tratamento da asma bronquicas. Epinefrina Adrenalina. Isoproterenol Isuprel. Teofilina Aminofilina. Fenoterol Berotec. Terbutalina Bricanyl. Salbutamol Aerolin. Efedrina Franol. 10.15 - ANTIEMETICOS Metoclopramida Plasil, Eucil. Dimenidrinato Dramin, Dramamine. CAPITULO XI 11.0 - NORMAS DA ADMINISTRACAO DE MEDICAMENTOS 01 - Nenhum medicamento deve ser administrado, quando se estiver em duvida a cerca da droga ou dose; 02 - Em caso de duvida, consultar a enfermeira e se necessario o medico; 03 - A dose de um medicamento prescrito so pode ser alterada pelo medico; 04 - Ao administrar qualquer medicacao V.O., nao toca-la diretamente com as maos; 05 - Somente administrar medicacao se a mesma constar na prescricao medica; 06 - Ler a prescricao cuidadosamente; 07 - Identifique o medicamento pelo rotulo, nunca pela aparencia; 08 - Nao administrar medicamento sem rotulo; 09 - Leia o rotulo tres vezes antes de dar a droga: a) No momento em que a localiza; b) Enquanto estiver preparando; c) No momento de dar ao paciente. 10. Identifique o paciente pelo nome, leito e quarto. Caso ocorra alguma duvida, somente administrar medicamento apos ter esta duvida dissipada; 11 - Permaneca ao lado do paciente ate que ele tenha ingerido o remedio; 12 - Se a medicacao for recusada, notificar a Chefia imediata, fazer anotacao no prontuario e colocar um circulo no horario da medicacao escrevendo a palavra recusada; 13 - Se cometer algum erro, comunicar imediatamente, a Chefia imediata; 14 - Nunca administrar medicamento preparado por outra pessoa; 15 - Nao conversar ou distrair-se quando estiver preparando medicamentos; 16 - Observar estes 05 itens antes de dar uma medicacao: a) Paciente certo; b) Horario certo; c) Medicacao certa; d) Dosagem certa; e) Via de administracao certa. 17 - Sempre agitar o frasco de medicacao, em movimentos circulares, caso haja precipitado; 18 - Todo medicamento por via ocular, auricular ou nasal, devera ser de frasco e conta-gotas de uso individual; 19 - Sempre evitar que o conta-gotas toque a mucosa; 20 - Toda medicacao via parenteral devera ser precedida de antissepsia com algodao com alcool; 21 - Toda medicacao intramuscular devera ser administrada a um angulo de 90 da agulha em relacao a pele do paciente; 22 - Toda medicacao subcutanea devera ser feita a um angulo de 45 da agulha (25 x 8) em relacao a pele do paciente. Se a agulha for 15 x 5 o angulo e de 90; 23 - Toda medicacao intradermica devera ser feita a um angulo de 15 da agulha em relacao a pele do paciente; 24 - No caso de aplicacao de soro por via endovenosa (venoclise), somente aplicar solucoes limpidas sem turvacoes; 25 - Toda medicacao, intramuscular e subcutanea devem ser aspiradas apos a introducao da agulha, a fim de verificar se atingiu algum vaso sanguineo; 26 - As medicacoes administradas sublinguais, devem ser colocadas sob a lingua e deixadas para serem absorvidas pela mucosa; 27 - Para preparar medicacoes, deve-se ficar em locais claros que permitam uma boa visualizacao, para evitar possiveis enganos; 28 - No caso de medicacoes liquidas e solucoes, colocar em seringas ate o limite desejado e apos, vazar o conteudo em recipiente proprio; 29 - Ao despejar a medicacao deve-se conservar o rotulo do frasco voltado para a palma da mao, evitando assim manchar o mesmo com a solucao; 30 - As injecoes intramusculares sao aplicadas usualmente nos musculos gluteos e deltoides. E no caso de Voltarem e Benzetacil so administrar na regiao glutea; 31 - Caso o paciente esteja tomando injecoes subcutaneas muito frequentes, deve-se sempre variar o local de aplicacao (face externa da coxa, musculo deltoide, face interna do antebraco, abdomem, gluteo); 32 - A medicacao intradermica e usada especialmente para testes e vacinas; 33 - Apos a aspiracao da medicacao do frasco ampola a agulha devera ser trocada; 34 - As medicacoes por via retal, sao envolvidas em gelatina ou manteiga de cacau, que derretem a temperatura ambiente. Devem ser conservadas em geladeira ou lugar fresco; 35 - Nas venoclises, deve-se evitar as veias localizadas nas articulacoes, pois impedem a livre movimentacao do paciente; 36 - Em pacientes que recebem soro continuamente, deve-se variar o local da aplicacao cada 72 horas, para evitar flebites; 37 - Nas venoclises, observar qualquer queixa do paciente ou anormalidade no local da aplicacao. Nos casos de duvida, chamar a Chefia imediata; 38 - Nunca reencapar agulhas utilizadas. 11.1 - MEDICAMENTOS VIA ORAL (CAPSULA, COMPRIMIDO E DRAGEA) Definicao E o medicamento ingerido atraves da boca com agua, leite, suco; Material Bandeja, Recipiente para colocar a medicacao, Leite ou agua, Fita adesiva para identificar (nome do paciente, leito, quarto). Tecnica 01 - Lavar as maos; 02 - Verificar pela prescricao medica a data, horario, o nome e a dosagem da medicacao, bem como, o nome do paciente, o no do leito e quarto; 03 - Ler cuidadosamente, o rotulo da medicacao antes de prepara-la e compara-la com a prescricao medica; 04 - Colocar a medicacao no recipiente apropriado; 05 - Identificar o paciente pelo nome, leito, quarto e horario; 06 - Explicar o procedimento e informar o paciente sobre a medicacao a ser administrada; 07 - Observar as condicoes de degluticao do paciente; 08 - Colocar o paciente em posicao favoravel a degluticao do medicamento; 09 - Administrar a medicacao sem toca-la diretamente com as maos, oferecendo agua ou leite no copo do paciente; 10 - Permanecer ao lado do paciente ate que a medicacao seja deglutida; 11 - Lavar as maos; 12 - Checar a medicacao na prescricao e anotar quaisquer anormalidades; 11.2 - MEDICAMENTOS VIA ORAL (GOTAS, XAROPE, SUSPENSAO) Material Bandeja, Recipiente para colocar a medicacao, Leite ou agua, Fita adesiva para identificar (nome do paciente, leito, quarto). Tecnica 01 - Lavar as maos; 02 - Verificar pela prescricao medica, horario, o nome e a dosagem da medicacao, bem como, nome do paciente, leito e quarto; 03 - Ler cuidadosamente, o rotulo da medicacao antes de prepara-la e compara-lo com a prescricao medica; 04 - Agitar o frasco antes do uso, caso haja precipitado; 05 - Colocar a medicacao no recipiente graduado (seringa) e vazar o conteudo em recipiente proprio para a medicacao; 06 - Evitar retorno de medicamento aos recipientes de origem; 07 - Identificar o paciente pelo nome, leito, quarto e horario; 08 - Explicar o procedimento e informar o paciente sobre a medicacao a ser administrada; 09 - Observar as condicoes de degluticao do paciente; 10 - Colocar o paciente em posicao confortavel, favoravel a degluticao da medicacao; 11 - Permanecer ao lado do paciente ate que a medicacao seja deglutida; 12 - Lavar as maos; 13 - Checar a medicacao na prescricao e anotar quaisquer anormalidades; Obs: - Equivalencia aproximada das medidas liquidas: 01 Colher de cafe = 2 ml; 01 Colher de cha = 5 ml; 01 Colher de sobremesa = 10 ml; 01 Colher de sopa = 15 ml. 11.3 - MEDICAMENTOS VIA NASAL Definicao E a aplicacao de medicamentos liquidos na narina, objetivando-se aliviar a congestao nasal, facilitar drenagem de secrecao nasal, aumentar a producao de leite materno no puerperio Material Bandeja, Frasco de medicamento com conta-gotas, Gazes, Fita adesiva para identificar (nome do paciente, leito, quarto), Tecnica 01 - Lavar as maos; 02 - Verificar pela prescricao: data, horario, nome do medicamento, dosagem da medicacao, bem como, nome do paciente, leito e quarto; 03 - Identificar o paciente; 04 - Explicar o procedimento e a finalidade ao paciente; 05 - Abrir o frasco de medicacao e aspirar o medicamento; 06 - Segurar o conta-gotas pelo bulbo, evitando que a solucao entre no bulbo da borracha; 07 - Colocar o paciente em decubito dorsal com a cabeca inclinada para tras; 08 - Instalar diretamente no fundo da cavidade nasal, evitando que o conta-gotas toque na mucosa nasal; 09 - Limpar o excesso de medicamento com a gaze; 10 - Solicitar ao paciente que permaneca alguns minutos em decubito dorsal; 11 - Recolocar o conta-gotas no frasco, apos limpeza do mesmo em agua corrente e sabao; 12 - Lavar as maos; 13 - Checar a medicacao na prescricao e anotar quaisquer anormalidades; 11.4 - MEDICAMENTOS VIA AURICULAR Definicao E a introducao de medicamentos no canal auditivo externo, com a finalidade de prevenir ou tratar processos inflamatorios, infecciosos, facilitar a saida de cerumem e corpos estranhos. Material Bandeja, Frasco de medicamento com conta-gotas, Gazes, Fita adesiva para identificar (nome do paciente, leito, quarto). Tecnica 01 - Lavar as maos; 02 - Verificar pela prescricao: data, horario, nome do medicamento, dosagem da medicacao, bem como, nome do paciente, leito e quarto; 03 - Identificar o paciente; 04 - Explicar o procedimento e a finalidade ao paciente; 05 - Abrir o frasco e aspirar a quantidade prescrita; 06 - Segurar o conta-gotas pelo bulbo de borracha, evitando que a solucao suba ate ele (que a medicacao fique restrita ao bulbo do vidro ou plastico); 07 - Colocar o paciente em decubito lateral (com o ouvido a ser medicado para cima, em posicao confortavel); 08 - Puxar, gentilmente, o lobo da orelha para cima e para tras; 09 - Instilar a medicacao, evitando que entre em contato com a pele do paciente; 10 - Proteger o orificio com gaze ou algodao; 11 - Solicitar ao paciente que permaneca por alguns minutos nesta posicao; 12 - Repetir o procedimento para o ouvido oposto; 13 - Fechar o frasco de medicacao; 14 - Limpar com gaze a regiao auricular externa, se necessario; 15 - Lavar as maos; 16 - Checar na prescricao medica a medicacao e anotar qualquer anormalidade. 11.5 - MEDICACAO VIA OCULAR Definicao Consiste na aplicacao de pomada ou colirio na conjuntiva ocular com a finalidade de: (proteger a cornea, tratar infeccoes, dilatar a pupila (midriase), contrair a pupila (miose), anestesiar. Material Bandeja, Frasco de medicamento prescrito, Conta-gotas, Gazes, Fita adesiva para identificar (nome do paciente, leito, quarto). Tecnica 01 - Lavar as maos; 02 - Verificar pela prescricao: data, horario, nome do medicamento, dosagem da medicacao, bem como, nome do paciente, leito e quarto; 03 - Identificar o paciente; 04 - Explicar o procedimento e a finalidade ao paciente; 05 - Deitar ou sentar o paciente na cadeira, com a cabeca mantida e apoiada para tras, em posicao confortavel; 06 - Limpar as palpebras e os cilios com a gaze, se necessario; 07 - Segurar o conta-gotas pelo bulbo, evitando que a solucao entre no bulbo de borracha; 08 - Expor a conjuntiva da palpebra inferior, colocando o indicador proximo a margem da palpebra inferior, abaixando os cilios e exercendo pressao para baixo; 09 - Segurar o conta-gotas proximo ao olho, evitando encosta-lo nas palpebras e cilios; 10 - Pedir ao paciente para olhar para cima; 11 - Instilar as gotas prescritas na conjuntiva (parte deital); 12 - Solicitar ao paciente que feche as palpebras e mova os olhos, permitindo o escoamento sobre as superficies conjuntivais do globo ocular; 13 - Enxugar o excesso do medicamento com a gaze no sentido de dentro para fora; 14 - Repetir o mesmo procedimento para o outro olho; 15 - Fechar o frasco do medicamento; 16 - Observar as reacoes do paciente; 17 - Colocar o paciente em posicao confortavel; 18 - Lavar as maos; 19 - Checar o horario da medicacao na prescricao medica e anotar qualquer irregularidade. Obs: - O frasco de medicamento e o conta gotas deverao ser de uso individual. 11.6 - MEDICACAO VIA SUBLINGUAL Definicao E a administracao de medicamentos em baixo da lingua; Material Bandeja, Recipiente para colocar a medicacao, Fita adesiva para identificar (nome, leito, quarto do paciente). Tecnica 01 - Lavar as maos; 02 - Verificar pela prescricao medica o medicamento, a data, o horario, a dosagem, o nome do paciente, o leito e o quarto; 03 - Identificar o paciente: nome, leito e quarto; 04 - Explicar o procedimento ao paciente; 05 - Colocar o paciente em posicao confortavel; 06 - Colocar o comprimido na mao do paciente solicitando-o que coloque-o sob a lingua; 07 - Orientar o paciente para que permaneca com o medicamento sob a lingua, ate a diluicao do mesmo; 08 - Observar as possiveis reacoes do paciente; 09 - Lavar as maos; 10 - Checar o horario do medicamento na prescricao e anotar irregularidades. 11.7 - Medicacao Via Retal Definicao E a administracao de medicacao no reto. Material Bandeja, Luvas de procedimento, Recipiente para colocar o supositorio, Biombos, Fita adesiva para identificar (nome, leito, quarto do paciente), Gazes. Tecnica 01 - Lavar as maos; 02 - Verificar pela prescricao medica nome do medicamento, data, horario, dosagem, nome do paciente, leito e quarto; 03 - Identificar o paciente: nome, leito e quarto; 04 - Explicar ao paciente o que sera feito; 05 - Isolar a cama com biombos; 06 - Coloca-lo em posicao SIMS; 07 - Calcar luvas; 08 - Pegar o supositorio, retirar o involucro e segurar na mao direita, com gaze; 09 - Afastar as nadegas com a mao esquerda; 10 - Introduzir o supositorio delicadamente e pedir ao paciente que o retenha, por alguns minutos, para evitar que o supositorio seja expelido; 11 - Desprezar as luvas e as gazes no lixo do banheiro do quarto do paciente; 12 - Lavar as maos; 13 - Checar na prescricao o horario da medicacao e anotar qualquer irregularidade; 11.8 - MEDICACAO VIA VAGINAL Definicao Consiste na introducao na vagina de liquidos ou medicamentos. Material Medicamento prescrito, Luvas de procedimento, Aplicado vaginal, Biombo. Tecnica 01 - Lavar as maos; 02 - Verificar pela prescricao medica nome do medicamento, data, horario, dosagem, nome do paciente, leito e quarto; 03 - Identificar o paciente: nome, leito e quarto; 04 - Explicar ao paciente o que sera feito; 05 - Isolar a cama com biombos; 06 - Calcar luvas de procedimento; 07 - Colocar a paciente em posicao ginecologica, apos higiene intima; 08 - Afastar os pequenos labios com os dedos indicador e polegar e introduzir o aplicador; 09 - Injetar a pomada e retirar o aplicador; 10 - Retirar as luvas; 11 - Deixar a paciente em posicao confortavel 12 - Encaminhar o aplicador para o expurgo e lava-lo com agua e sabao; 13 - Anotar no prontuario. 11.9 - MEDICACAO VIA PARENTERAL I - Intramuscular II - Subcutanea III - Intradermica IV - Endovenosa V - Venoclise (soroterapia) Para execucao de tal tecnica, sao utilizados: seringas, agulhas e medicamentos esterilizados. As seringas utilizadas variam de 1 a 20 ml. A escolha depende do volume da droga e via. Obs: Calibres de Agulhas Via IM 25x7 - 30x7 Solucao aquosas; 25x8 - 30x8 Solucao oleosas; 40x7 - 40x7 Paciente obeso. Via EV 25x7 - 30x7 Solucao aquosas 25x8 - 30x8 (Depende do tipo de paciente) Via SC 20x6 - 20x7 Solucao aquosas 20x8 Solucao oleosas 10x5 I.D. I - INTRAMUSCULAR Definicao Consiste na aplicacao e solucao medicamentosa no musculo. E de acao rapida porem menos que a EV. Os locais de aplicacao mais utilizados sao: deltoide, regiao glutea, vasto lateral que fica no terco medio lateral da coxa, ventrio gluteo. O paciente podera apresentar algumas anormalidades decorrentes de acidentes ou falhas de aplicacao assim como: lesao de nervos, lesao de vasos, lesao de tecidos subcutaneo, abscessos por falhas septicas. Material Bolas de algodao embebidas em alcool a 70%, Seringa esterilizada, Agulha esteril, Bandeja, Medicacao prescrita, Fita adesiva para identificar (nome, leito, quarto do paciente). Tecnica 01 - Lavar as maos; 02 - Verificar pela prescricao: nome do medicamento, data, horario, dosagem, nome do paciente, leito e quarto; 03 - Dispor o material a ser usado, sobre o balcao da sala de medicacao; 04 - Abrir o pacote da seringa; 05 - Conectar a agulha ao bico da seringa, mantendo os principios de assepsia; 06 - Limpar com algodao embebido em alcool a 70%, quebrar a ampola envolvida numa gaze seca, colocando-a entre os dedos indicador e medio da mao esquerda; 07 - Pegar a seringa com a mao direita, introduzindo, cuidadosamente, sem tocar nas bordas, a agulha na ampola, com o bisel voltado para baixo; 08 - Aspirar todo o liquido, protegendo a agulha com a sua capa protetora, retirando todo ar da seringa; 09 - Colocar a seringa na bandeja, identificada com fita adesiva (nome do paciente, leito e quarto) e algodao com alcool; 10 - Identificar paciente (nome, leito e quarto); 11 - Explicar o procedimento ao paciente; 12 - Conversar com o paciente sobre sua preferencia pelo local a ser aplicado; 13 - Certificar-se de que a regiao escolhida pelo paciente e a mais indicada, deixando-o em posicao confortavel e adequada; 14 - Expor o local da aplicacao; 15 - Fazer a antissepsia da regiao com algodao, deixando-o entre os dedos minimos e anular da mao esquerda; 16 - Firmar o musculo com a mao esquerda e introduzir a agulha no musculo, com um so movimento, formando com a mesma pele, um angulo de 90; 17 - Aspirar a seringa com a mao esquerda para verificar se a agulha nao atingiu vaso sanguineo; 18 - Firmar a agulha, segurando o corpo da seringa, com a mao direita; 19 - Injetar o liquido; 20 - Retirar a agulha com movimento rapido e preciso, comprimindo a pele com a bola de algodao; 21 - Recompor o paciente e coloca-lo em posicao confortavel; 22 - Colocar o material na bandeja e encaminha-lo para sala de medicacao onde sera desprezado em caixa de material cortante; 23 - Checar a medicacao na folha de prescricao e anotar qualquer irregularidade. Obs: - A medicacao IM Voltarem e Benzetacil, so devera ser aplicada em regiao glutea, pois forma abcesso em deltoide. II - SUBCUTANEA Definicao Consiste na introducao de medicamento no tecido subcutaneo, tambem chamada de hipodermica. Utiliza-se aplicacao de pequena quantidade de liquido, no maximo 2 ml, em geral, 1 ml. Essa via e de absorcao lenta; assim como, as insulinas, vacinas. Locais de aplicacao: Deltoide, face externa do braco, face externa da coxa, face anterior da coxa, parede abdominal, regiao escapolar Material Bolas de algodao embebidas em alcool a 70%, Seringa esterilizada, Agulha esteril, Bandeja, Medicacao prescrita, Fita adesiva para identificar medicacao (nome, leito, quarto do paciente). Tecnica 01 - Lavar as maos; 02 - Verificar pela prescricao: nome do medicamento, data, horario, dosagem, nome do paciente, leito e quarto; 03 - Dispor o material a ser usado, sobre o balcao da sala de medicacao; 04 - Abrir o pacote da seringa; 05 - Conectar a agulha ao bico da seringa, mantendo os principios de assepsia; 06 - Limpar com algodao embebido em alcool a 70%, quebrar a ampola colocando-a entre os dedos indicador e medio da mao esquerda; 07 - Pegar a seringa com a mao direita, introduzindo, cuidadosamente, sem tocar nas bordas, a agulha na ampola, com o bisel voltado para baixo; 08 - Aspirar todo o liquido, protegendo a agulha com a sua capa protetora, retirando todo ar da seringa; 09 - Colocar a seringa na bandeja, identificada com fita adesiva (nome do paciente, leito e quarto) e algodao com alcool; 10 - Identificar paciente (nome, leito e quarto); 11 - Explicar o procedimento ao paciente; 12 - Conversar com o paciente sobre sua preferencia pelo local a ser aplicado; 13 - Certificar-se de que a regiao escolhida pelo paciente e a mais indicada, deixando-o em posicao confortavel e adequada; 14 - Expor o local da aplicacao; 15 - Fazer a antissepsia da regiao com algodao, deixando-o entre os dedos minimos e anular da mao esquerda; 16 - Firmar o musculo com a mao esquerda e introduzir a agulha no musculo, com um so movimento, formando com a mesma pele, um angulo de 45 , tratando-se de agulha 25 x 7 ou um angulo de 90 com agulha 13 x 4,5; fazendo a prega cutanea; 17 - Aspirar a seringa com a mao esquerda para verificar se a agulha nao atingiu vaso sanguineo; 18 - Firmar a agulha, segurando o corpo da seringa, com a mao direita; 19 - Injetar o liquido com a mao esquerda; 20 - Retirar a agulha com movimento rapido e preciso, comprimindo a pele com a bola de algodao; 21 - Limpar a regiao levemente com algodao, sem massagear o local; 22 - Recompor o paciente e coloca-lo em posicao confortavel; 23 - Colocar o material na bandeja e encaminha-lo para sala de medicacao onde sera desprezado em caixa de material cortante; 24 - Checar a medicacao na folha de prescricao e anotar quaisquer irregularidades, se ocorrerem; III - INTRADERMICA Definicao E a administracao de medicamento na derme, sendo indicado para vacinas e testes de diagnosticos e hipersensibilidades; Local de Aplicacao: Teoricamente, pode ser aplicado em qualquer area, mas a regiao mais indicada e a face interna do antebraco. Material Bolas de algodao embebidas em alcool a 70%, Seringa esterilizada, Agulha esteril, Bandeja, Medicacao prescrita, Fita adesiva para identificar medicacao (nome, leito, quarto do paciente). Tecnica 01 - Lavar as maos; 02 - Verificar pela prescricao: nome do medicamento, data, horario, dosagem, nome do paciente, leito e quarto; 03 - Dispor o material a ser usado sobre o balcao da sala de medicacao; 04 - Abrir o pacote da seringa; 05 - Conectar a agulha ao bico da seringa, mantendo os principios de assepsia; 06 - Limpar com algodao embebido em alcool a 70%, quebrar a ampola colocando-a entre os dedos indicador e medio da mao esquerda; 07 - Pegar a seringa com a mao direita, introduzindo, cuidadosamente, sem tocar nas bordas, a agulha na ampola, com o bisel voltado para baixo; 08 - Aspirar todo o liquido, protegendo a agulha com a sua capa protetora, retirando todo ar da seringa; 09 - Colocar a seringa na bandeja, identificada com fita adesiva (nome do paciente, leito e quarto) e algodao com alcool; 10 - Identificar paciente (nome, leito e quarto); 11 - Explicar o procedimento ao paciente; 12 - Conversar com o paciente sobre sua preferencia pelo local a ser aplicado; 13 - Certificar-se de que a regiao escolhida pelo paciente e a mais indicada, deixando-o em posicao confortavel e adequada; 14 - Expor o local da aplicacao; 15 - Fazer a antissepsia da regiao com algodao, deixando-o entre os dedos minimos e anular da mao esquerda; 16 - Firmar o musculo com a mao esquerda e introduzir a agulha no musculo, com um so movimento, formando com a mesma pele, um angulo de 15 . Estando a agulha em posicao correta, o bisel ficara visivel atraves da pele; 17 - Aspirar com a mao esquerda para verificar se a agulha nao atingiu vaso sanguineo; 18 - Firmar a agulha, segurando o corpo da seringa, com a mao direita; 19 - Injetar o medicamento vagarosamente, observando que surgira uma papula no local da aplicacao; 20 - Retirar a agulha com movimento rapido e preciso, comprimindo a pele com a bola de algodao; 21 - Nao friccionar o local; 22 - Recompor o paciente e coloca-lo em posicao confortavel; 23 - Colocar o material na bandeja e encaminha-lo para sala de medicacao onde sera desprezado em caixa de material cortante; 24 - Checar a medicacao na folha de prescricao e anotar quaisquer irregularidades, se ocorrerem. IV - ENDOVENOSA Definicao E a administracao de uma droga diretamente na veia, afim de obter uma acao imediata do medicamento. Tem como objetivos: Retirar sangue para exames de laboratorio, introduzir medicamentos, acao rapida do efeito do medicamento, introduzir maiores quantidades de liquidos. Material Bandeja, Luvas para procedimento, Seringa esterilizada, Agulha esteril, Recipiente com bolas de algodao embebidas em alcool a 70%, Garrote. Tecnica 01 - Lavar as maos; 02 - Verificar pela prescricao: nome do medicamento, data, horario, dosagem, nome do paciente, leito e quarto; 03 - Dispor o material a ser usado, sobre o balcao da sala de medicacao; 04 - Abrir o pacote da seringa; 05 - Conectar a agulha ao bico da seringa, mantendo os principios de assepsia; 06 - Limpar com algodao embebido em alcool a 70%, quebrar a ampola colocando-a entre os dedos indicador e medio da mao esquerda; 07 - Pegar a seringa com a mao direita, introduzindo, cuidadosamente, sem tocar nas bordas, a agulha na ampola, com o bisel voltado para baixo; 08 - Aspirar todo o liquido, protegendo a agulha com a sua capa protetora, retirando todo ar da seringa; 09 - Colocar a seringa na bandeja, identificada com fita adesiva ( nome do paciente, leito e quarto) e algodao com alcool; 10 - Identificar paciente (nome, leito e quarto); 11 - Explicar o procedimento ao paciente; 12 - Conversar com o paciente sobre sua preferencia pelo local a ser aplicado; 13 - Certificar-se de que a regiao escolhida pelo paciente e a mais indicada, deixando-o em posicao confortavel e adequada; 14 - Calcar as luvas de procedimento; 15 - Expor o local da aplicacao, escolhendo a veia; 16 - Fixar o garrote acima do local escolhido, uns quatro dedos; 17 - Palpar novamente a veia e verificar se e mesmo a mais indicada; 18 - Fazer a antissepsia do local com algodao, em sentido unico do retorno venoso; 19 - Pedir ao paciente para fechar a mao; 20 - Pegar a seringa, certificando-se de que esta sem ar e mantenha a escala numerica voltada para cima e o bisel da agulha tambem; 21 - Segurar o braco do paciente com a mao esquerda, fixando a veia abaixo do local onde foi feita a antissepsia e com a mao direita introduzir a agulha na direcao da veia, no local onde foi feita a antissepsia; 22 - Aspirar a seringa com a mao esquerda, se aparecer sangue, a veia esta pega; 23 - Soltar o garrote e pedir ao paciente para abrir a mao; 24 - Injetar lentamente o medicamento, observando as reacoes do paciente, a cada 5 a 10 ml injetado; 25 - Aspirar sempre para certificar-se de que esta na veia; 26 - Colocar o algodao proximo da agulha assim que terminar a aplicacao; 27 - Retirar a agulha sem movimentos bruscos; 28 - Comprimir o local com algodao; 29 - Deixar o paciente em posicao confortavel; 30 - Colocar o material na bandeja e encaminha-lo para sala de medicacao onde sera desprezado em caixa de material cortante; 31 - Checar a medicacao na folha de prescricao e anotar quaisquer irregularidades, se ocorrerem. Obs: - A solucao administrada EV deve ser cristalina, nao oleosa, nao conter flocos em suspensao; - Ao Administrar a solucao retirar todo o ar da seringa; - Aplicar lentamente a medicacao observando a reacao do paciente; - Verificar a permanencia da agulha na veia durante a aplicacao; - Retirar a agulha se observar hematoma ou infiltracao e repetir a operacao em outro membro. Complicacoes 01 - Choque: Apresenta como principais sintomas a palidez, lipotimia ansiedades, tremores, hiperamia, cianose. Pode ser: a) Pirogenico: Devido a introducao de solucao contaminada; b) Anafilatica: Devido a hipersensibilidade a droga; c) Periferica: Devido a causas diversas, como aplicacao rapida, dosagem elevada, etc..., envolve fatores emocionais. 02 - Embolia: Em geral e fatal, pode ser: a) Gasosa: Devido a introducao de ar na circulacao sanguinea; b) Oleosa: Devido a introducao de solucao oleada na circulacao; c) Sanguinea: Devido a mobilizacao de trombo. 03 - Flebites e Tromboflebites: E um processo inflamatorio das veias tornando a area dolorosa e hiperemiada; 04 - Esclerose das veias devido a aplicacoes frequentes na mesma veia e solucoes hipertonicas; 05 - Hematoma; 06 - Infiltracao medicamentosa: Devido ao extravasamento da solucao fora da veia; 07 - Abscessos: Sao processos infecciosos, devido a falta de assepsia e introducao de solucoes irritantes fora da veia. V - VENOLISE OU SOROTERAPIA Definicao E a administracao, atraves de uma veia, de regular quantidade de liquido no organismo. E indicada para: Repor liquidos nos casos de hemorragia, choque, desidratacao, manter veia para administrar medicamentos EV, administrar medicamentos, proteinas, eletrolitos, vitaminas. Solucoes mais Utilizadas Soro glicosado 5%, 10%, 25%, 50%, soro fisiologico, soro glicofisiologico, solucao de manitol, solucao de bicarbonato de sodio a 3% e 10%. solucao de ringer simples, solucao de ringer lactato, hemacel ou RH4O, solucao de aminoacidos, etc... Locais de Aplicacao Em quaisquer veias dos membros superiores evitando-se as localizadas nas articulacoes. Controlar o gotejamento conforme a prescricao e deixar o paciente em posicao confortavel. Calculo de Gotejamento a) No de gotas por minutos = Volume_ horas x 3 b) No de gotas = Volume em gotas Tempo em minuto Obs: 1 ml = 20 gotas 1 h = 60 minutos Material Bandeja, Frasco de soro com solucao prescrita, Scalp ou Abbocath, Cortador de soro descartavel, Recipiente com bolas de algodao embebidas em alcool a 70%, Suporte para frasco de soro Tala ou atadura para imobilizacao (se necessario), Seringa e agulha esterilizada, Garrote, Esparadrapo em tiras, Equipo de soro, Luvas para procedimento, Identificacao do soro. Tecnica 01 - Lavar as maos; 02 - Verificar pela prescricao: nome do medicamento, data, horario, dosagem, nome do paciente, leito e quarto; 03 - Dispor o material a ser usado, sobre o balcao da sala de medicacao; 04 - Observar as caracteristicas da solucao contida no frasco; 05 - Abrir o frasco de solucao com cortador de soro descartavel; 06 - Acrescentar a medicacao prescrita, obedecendo os principios de assepsia; 07 - Conectar o equipo de soro no frasco; 08 - Retirar o ar do equipo, escorrendo o soro ate a extremidade livre do equipo; 09 - Proteger a extremidade livre do equipo; 10 - Fazer nivel no copinho (camara gotejadora); 11 - Clamp o equipo; 12 - Colocar a identificacao no frasco de soro a) Nome do paciente, leito e quarto; b) Nome e volume da solucao; c) Nome e quantidade das medicacoes acrescidas; d) Minimo de gotas por minuto; e) Inicio e termino da soroterapia; f) Data e horario; g) Assinatura do funcionario que instalou. 13 - Colocar o frasco na bandeja, devidamente identificado; 14 - Completar a bandeja com o resto do material necessario; 15 - Explicar o procedimento e a finalidade ao paciente; 16 - Pendurar o frasco no suporte de soro, junto ao leito do paciente; 17 - Calcar luvas de procedimento; 18 - Puncionar a veia conforme tecnica de medicacao endovenosa, que na soroterapia faz uso de scalp ou abbocath; 19 - Conectar o scalp ou abbocath ao equipo de soro, apos puncionar veia; 20 - Fixar o cateter intravenoso ou scalp, com esparadrapo; 21 - Desclampear o equipo de soro; 22 - Graduar o numero de gotas prescritas; 23 - Certificar-se de que o soro esta correndo na veia; 24 - Deixar o paciente em posicao confortavel e o ambiente em ordem; 25 - Colocar o material na bandeja e encaminha-lo para sala de medicacao onde sera desprezado em caixa de material cortante; 26 - Desprezar luvas de procedimento 27 - Lavar as maos; 28 - Checar a instalacao do soro, colocando a hora e anotando quaisquer irregularidades, se houver; Obs: - Em caso de pacientes inconscientes, agitado ou crianca, fazer imobilizacao; - Ao termino do soro: retira-lo ou troca-lo por outro. Retirada de Soro Endovenoso (Venoclise) Material Bandeja, Algodao com alcool a 70%, Algodao com eter, Luvas para procedimento. Tecnica 01 - Lavar as maos; 02 - Calcar as luvas de procedimento; 03 - Explicar ao paciente o que sera feito; 04 - Clampear o equipo de soro; 05 - Retirar o esparadrapo que fixa o scalp ou cateter intravenoso a pele do paciente, com algodao ou gaze embebida em eter; 06 - Colocar o algodao com alcool proximo ao scalp ou cateter intravenoso e retire-o aplicando leve pressao; 07 - Observar se houve hemostasia; 08 - Observar se o local necessita de cuidados especiais; 09 - Colocar o material na bandeja e encaminha-lo para sala de medicacao onde sera desprezado na caixa de material cortante; 10 - Desprezar luvas de procedimento; 11 - Checar na prescricao, o termino da soroterapia e anotar na Observacao de Enfermagem; 12 - Anotar se ocorrerem irregularidades. 11.10 - TRANSFUSAO SANGUINEA Definicao E a administracao, atraves de uma veia de sangue ou seus derivados (Plasma, papa de hemacea, concentrados de plaquetas), sendo necessario que o receptor seja do mesmo grupo sanguineo (ABO e RH) do doador; E Denomina-se receptor a pessoa que recebera a transfusao sanguinea, e doador aquela que doa o sangue. Finalidade Repor perdas sanguineas provocadas por hemorragia interna ou externa; Tratar a anemia, hemofilia e outras doencas de queimaduras. Sintomatologia das Reacoes 01 - Reacao Pirogenica: Calafrios, hipertermia, tremores; 02 - Sobrecarga respiratoria: dispneia, tosse, taquicardia; 03 - Embolia gasosa: cianose, hipotensao, convulsao, inconsciencia; 04 - Sangue incompativel: calafrios, hipertemia, cefaleia, oliguria, anuria, ictericia, convulsao, coma; 05 - Urticaria: prurido generalizado. Tecnica 01 - Antes da transfusao: Encaminhar ao banco de sangue uma amostra do sangue do receptor e o pedido medico; 02 - Orientar o paciente sobre a tipagem, transfusao sanguinea e reacao a transfusao; 03 - Preparo da transfusao: Conferir os dados do rotulo anexo ao frasco de sangue com os da papeleta do paciente: Nome completo, no de leito, e no de registro. 04 - Deixar o sangue sob acao da temperatura ambiente pois recomenda-se nao administra-lo gelado, principalmente nos cardiacos, por induzir a formacao de arritmias cardiacas. 05 - Manter a bolsa de sangue com o equipo de transfusao que possui filtro para retencao de coagulos e microorganismos. 06 - Observar os procedimentos no preparo da venoclise - quando o sangue vier acondicionado em embalagens plasticas nao ha necessidade de respiro. 07 - Durante a transfusao: Instalar a transfusao controlando o gotejamento conforme prescricao medica ou 30 gotas/minutos, nos adultos. 08 - Checar e anotar 09 - Observar e controlar as reacoes a transfusao, notificando as anormalidades, diminuir gotejamento ou suspende-los; 10 - Vigiar constantemente sua pressao, fechando-se a pinca do equipo ao termino da transfusao a fim de impedir a embolia gasosa. 11 - Controlar aspecto e quantidade de urina nos pacientes que apresentarem anormalidades durante a transfusao. CAPITULO XII 12.0 - ASSISTENCIA DE ENFERMAGEM A PACIENTES COM PROBLEMAS INTESTINAIS TERMINOLOGIA Defeccao ou evacuacao Ato de eliminar os dejetos; Flatos Gases; Flatulencia, timpanismo ou meteorismo A quem sofre de flatos; Tenesmo Dor e dificuldade para evacuar sem que haja evacuacao; Melena Sangue nas fezes (escuras); Peristaltismos Ondas contrateis que vao levar os dejetos atraves do intestino ate o reto. 12.1 - TRANSTORNOS INTESTINAIS Diarreia Eliminacao de fezes soltas, aquosas devido a rapida passagem dos produtos da eliminacao pelo trato gastrointestinal. Cuidados de Enfermagem Repouso para reduzir o peristaltismo; oferecer condicoes para locomocao ao sanitario ou comadre se for o caso; realizar ou auxiliar na higiene intima a cada evacuacao; oferecer hidratacao V.O. Obstipacao ou Constipacao Atraso dos movimentos dos produtos de eliminacao e que geralmente vai ocorrer no intestino grosso. Apresenta fezes duras e secas; podendo ocorrer fecaloma que sao fezes colabadas na parede do intestino, fazendo-se necessario a extracao manual. A obstipacao pode vir associada a sintomas tipicos como: flatulencia, cefaleia, anorexia, halitose, aspereza da lingua. 12.2 - SONDAGEM RETAL Definicao E a introducao de uma sonda atraves do reto. Indicacao Flatulancias; Diarreias graves; Cirurgias anais. NORMAS 01 - A sondagem retal devera ser feita na posicao de SIMS, a esquerda; 02 - Manter a privacidade do paciente durante o procedimento; Material Sonda retal n 22 ou 24, Xylocaina gel, Luvas, Gazes, Forro, Esparadrapo. Tecnica 01 - Lavar as maos; 02 - Reunir o material; 03 - Explicar o procedimento ao paciente; 04 - Proteger o paciente com biombo; 05 - Colocar o paciente em posicao de SIMS, a esquerda; 06 - Calcar luvas; 07 - Lubrificar a sonda retal; 08 - Separar a prega interglutea expondo a regiao anal com gazes; 09 - Introduzir a sonda retal de 8 a 10 cm, pedindo para o paciente respirar fundo; 10 - Fixar a sonda, caso necessario; 11 - Retirar luvas; 12 - Deixar o paciente em posicao confortavel; 13 - Lavar as maos; 14 - Anotar no prontuario do paciente o horario do procedimento e se houve retorno; 12.3 - LAVAGEM INTESTINAL (enteroclisma) Definicao E a entrada de uma quantidade de liquido no intestino atraves de uma sonda retal. Indicacao Distensao e flatulancia abdominal Constipacao intestinal Preparo para cirurgia Tratamento intestinal ou radiografia Material Solucao comercial do enteroclisma (glicerina), aquecida ou gelada conforme a indicacao, Forro, Vaselina ou xylocaina geleia, Papel higienico, Comadre, Biombos, Sonda retal, Gazes, Equipo de soro, Luvas, Suporte de soro. Tecnica 01 - Lavar as maos; 02 - Reunir o material; 03 - Explicar o procedimento e a finalidade ao paciente; 04 - Cercar a cama com biombo; 05 - Colocar sobre a mesa de cabeceira a solucao de glicerina, gazes e xylocaina; 06 - Colocar a comadre sobre a escadinha; 07 - Colocar o paciente em decubito lateral esquerdo, deixando-o coberto; 08 - Colocar o forro sob as nadegas do paciente para proteger a cama; 09 - Adaptar o equipo de soro ao frasco do clister, retirando o ar do equipo; 10 - Colocar o frasco no suporte de soro; 11 - Calcar as luvas; 12 - Conectar a sonda retal a extremidade do equipo, retirando o ar da mesma; 13 - Lubrificar a sonda com xylocaina; 14 - Separar a prega interglutea com gazes expondo a regiao anal; 15 - Introduzir a sonda no reto, cerca de 8 a 10 cm com cuidado e vagarosamente; 16 - Abrir a pinca do equipo de soro e deixar a solucao correr ate o final; 17 - Fechar a pinca do equipo; 18 - Retirar a sonda ao termino da solucao; 19 - Desprezar a sonda envolvida no papel higienico e o frasco no lixo do banheiro; 20 - Orientar o paciente para reter a solucao durante alguns minutos; 21 - Colocar o paciente na comadre, ou leva-lo ao banheiro, deixando o papel higienico em suas maos; 22 - Retirar a comadre e levar ao banheiro, desprezando o conteudo lavando-a; 23 - Retirar luvas; 24 - Oferecer material para lavagem das maos ao paciente, se necessario; 25 - Deixar a unidade em ordem e o paciente confortavel; 26 - Lavar as maos; 27 - Anotar no prontuario: horario, quantidade da solucao usada e retorno; Obs: - Diminuir ou interromper momentaneamente o fluxo do liquido, se o paciente queixar de dor. - Nao deixar entrar ar no intestino; - Quando o liquido nao entrar por obstrucao da sonda, fazer movimentos delicados com a mesma; - Nunca forcar a introducao da sonda; - Ao introduzir a sonda, pedir ao paciente que inspire e expire profundamente, a fim de manter o relaxamento; - Se a lavagem for gota a gota, controlar rigorosamente o gotejamento. 12.4 - SONDAGEM NASOGASTRICA Definicao E a introducao de uma sonda atraves das fossas nasais ate a regiao gastrica (estomago). Finalidade Alimentacao (gavagem); Lavagem e aspiracao gastrica; Pos operatorio de cirurgias gastricas; Obstrucao intestinal; Peritonite; Pancreatite aguda. NORMAS 01 - Se o objetivo da sondagem for a alimentacao, esta devera permanecer no paciente no maximo 3 dias. Apos este tempo devera ser trocado por uma sonda nasoenteral, se ainda continuar a alimentacao atraves da sonda; 02 - Quando o objetivo da sondagem for a drenagem, usar SNG com sistema coletor medflux; 03 - A fixacao da sonda devera ser trocada a cada 24 horas ou sempre que necessario, e feito rodizio do local da fixacao para evitar lesoes da pele; 04 - Ao realizar a sondagem nasogastrica, realizar os testes de verificacao do posicionamento da sonda nasogastrica; Material Sonda levine no 12 ou 14 para alimentacao, se for para lavagem gastrica no 18 ou 20, Seringa de 20 ml, Gazes, Lubrificante (xylocaina geleia), Cadarco de esparadrapo ou canudinho de plastico, Esparadrapo, Estetoscopio, Luvas de procedimento, Copo com agua. Tecnica 01 - Lavar as maos; 02 - Verificar a prescricao medica; 03 - Preparar o material; 04 - Levar o material ate o paciente; 05 - Orientar o paciente quanto a necessidade da sondagem; 06 - Colocar o paciente em decubito elevado; 07 - Delimitar com esparadrapo a extensao de introducao da sonda medindo do lobulo da orelha ate a ponta do nariz, e deste ate o apendice xifoide; 08 - Calcar luvas; 09 - Lubrificar a sonda com auxilio de uma gaze com xylocaina gel; 10 - Solicitar ao paciente que mantenha o pescoco em ligeira flexao e inspire profundamente durante a introducao da sonda na narina e que degluta varias vezes, facilitando a passagem da sonda pelo esofago; 11 - Introduzir a sonda lentamente ate a altura marcada; 12 - Executar o teste de verificacao da localizacao da sonda; 13 - Fixar a sonda nasogastrica; 14 - Datar e assinar no esparadrapo da fixacao da sonda; 15 - Deixar o paciente confortavel; 16 - Deixar a unidade em ordem; 17 - Anotar no prontuario do paciente. Teste Para Avaliar se a Sonda Esta no Estomago Conectar a seringa na sonda e aspirar, se estiver no estomago, saira suco gastrico. Injetar com a seringa 20 ml de ar, rapidamente, e concomitantemente colocar o estetoscopio sobre o estomago, procurando ouvir um ruido surdo e borbulhante; Colocar a ponta da sonda num copo com agua e verificar se houve formacao de bolhas, se isto ocorrer a sonda estara na traqueia e nao no estomago. 12.5 - Sonda Nasoenterica Definicao E a introducao de sonda atraves da fossa nasal ate o duodeno. Indicacao Alimentacao prolongada. Material Sonda nasoenterica tipo Doobhoff Xylocaina gel Seringa de 20 ml Luvas de procedimento Fio guia Esparadrapo Estetoscopio Copo com agua Tecnica 01 - Lavar as maos; 02 - Verificar a prescricao medica; 03 - Preparar o material; 04 - Orientar o paciente quanto a necessidade da sondagem; 05 - Colocar o paciente em decubito lateral direito; 06 - Delimitar com esparadrapo a extensao de introducao da sonda medindo do lobulo da orelha ate a ponta do nariz, e deste ate o apendice xifoide mais 15 cm; 07 - Calcar luvas; 08 - Lubrificar o mandril e a propria sonda com xylocaina introduzida com seringa; 09 - Introduzir o fio guia no interior da sonda; 10 - Solicitar ao paciente que mantenha o pescoco em ligeira flexao; 11 - Solicitar ao paciente que inspire profundamente a medida que a sonda e introduzida e que degluta varias vezes, facilitando sua introducao; 12 - Introduzir a sonda ate a marcacao; 13 - Retirar o fio guia com cuidado; 14 - Executar testes para verificar a localizacao da sonda; 15 - Fechar a extremidade da sonda; 16 - Fixar a sonda com esparadrapo na face; 17 - Deixar o paciente confortavel; 18 - Deixar a unidade em ordem; 19 - Anotar no prontuario. 12.6 - Lavagem Gastrica Definicao E a introducao de solucao liquida geralmente soro fisiologico atraves da sonda nasogastrica para retirar residuos do estomago. Indicacao Hemorragias digestivas altas; Intoxicacao exogena. Material Lubrificante xylocaina geleia, Sonda nasogastrica no 18 ou 20, Soro fisiologico de 250 ml, Equipo soro, Sistema coletor medflux, Luvas, Gazes. Tecnica 01 - Lavar as maos; 02 - Verificar a prescricao medica; 03 - Preparar o material; 04 - Se o paciente ja estiver sondado e so proceder a tecnica da lavagem, se nao e necessario sonda-lo primeiro; 05 - Orientar o paciente quanto ao procedimento; 06 - Colocar o paciente em posicao fowler ou com cabeceira elevada; 07 - Calcar luvas; 08 - Testar a sonda; 09 - Adaptar o equipo de soro na sonda que esta ligada ao frasco; 10 - Abrir a pinca do equipo de soro e deixar drenar 250 ml; 11 - Fechar a pinca do equipo de soro; 12 - Deixar drenar todo liquido infundido por sinfonagem; 13 - Repetir a lavagem ate que o retorno esteja claro; 14 - Apos termino da lavagem deixar a sonda aberta; 15 - Deixar o paciente em posicao confortavel; 16 - Medir o retorno e despreza-lo; 17 - Retirar luvas; 18 - Encaminhar o material utilizado ao expurgo; 19 - Lavar as maos; 20 - Anotar no prontuario do paciente a lavagem com seu resultado. 12.7 - ALIMENTACAO NORMAS 01 - Pacientes incapazes de se alimentar sozinhos, precisam ser ajudados durante as refeicoes, e outros necessitam que se leve alimentos a boca; 02 - Orientar os visitantes, para nao dar alimentos aos pacientes com dietas controladas e restritas; 03 - Levar em consideracao, na aceitacao da dieta, algumas razoes importantes, de ordem pessoal, que deverao ser observadas pela Equipe de Enfermagem: costume familiar, origem nacional, costumes regionais, costumes religiosos, bases economicas e opiniao pessoal; 04 - Em pacientes acamados, que podem alimentar-se por si mesmos, coloca-los em posicao confortavel no leito e com a mesinha de refeicao a sua frente; 05 - O mais importante quando estiver alimentando um paciente e nao mostrar ter pressa para dar o que comer; 06 - Ao paciente que nao pode ver a bandeja da refeicao, devem ser ditos os nomes dos alimentos contidos na bandeja e sempre adverti-lo quando estiver quente; 07 - Pacientes que desejam acrescer, retirar ou substituir alimentos ou liquidos a sua refeicao, deverao requisita-lo atraves da Enfermagem, ao S.N.D., o qual, de acordo com sua dieta, ira oferta-los ou substitui-los; 08 - Observar se as dietas estao sendo oferecidas ao paciente, de acordo com a prescricao medica; 09 - Pacientes com restricao hidrica, deverao ser esclarecidos no tocante a ingestao de liquidos; 10 - Administrar a dieta, logo que a mesma chegar, impedindo com isto que a alimentacao esfrie. 12.7.1 - ALIMENTACAO POR SONDA NASOGASTRICA, GASTROSTOMIA E JEJUNOSTOMIA Material Recipiente com dieta prescrita, Recipiente com agua filtrada, Gazes limpas, Equipo de Soro, Luvas para procedimento, Cuba rim, Seringa de 20 ml. Tecnica 01 - Lavar as maos; 02 - Identificar a dieta e o paciente; 03 - Explicar ao paciente o que sera feito; 04 - Colocar o paciente em posicao fowler; 05 - Calcar as luvas de procedimento; 06 - Conectar ao recipiente da dieta, um equipo de soro fechado; 07 - Colocar este recipiente com o equipo, no suporte de soro, proximo ao paciente, a uma altura de 40 a 50 cm; 08 - Abrir o equipo de soro e deixar a dieta correr ate o final do mesmo, fechando-o; 09 - Retirar ar do equipo, se por ventura vier a formar; 10 - Verificar a temperatura da dieta; 11 - Verificar se a S.N.G. esta realmente no estomago do paciente, aspirando com uma seringa e observando o retorno do suco gastrico, desprezando-o na cuba-rim; 12 - Conectar o equipo de soro a sonda nasogastrica e abrir a valvula reguladora do equipo, controlando o gotejamento; 13 - Deixar a dieta escoar pela forca da gravidade, observando reacoes do paciente; 14 - Clampear o equipo de soro, ao final da dieta; 15 - Desconectar o equipo de soro da S.N.G., trocando-o por outro, previamente conectado a um recipiente igual ao da dieta, contendo agua filtrada; 16 - Abrir a valvula reguladora do equipo e deixar fluir a agua filtrada (- 100 ml) ou ate limpar a sonda nasogastrica, dos residuos alimentares; 17 - Desconectar o equipo de soro da sonda nasogastrica e fecha-la; 18 - Limpar e secar, se necessario, a sonda nasogastrica (na parte externa), se houver presenca de liquido, com a gaze limpa; 19 - Manter o paciente em posicao fowler por uma hora, apos administracao da dieta, para facilitar a digestao, evitar mal-estar e refluxo; 20 - Colocar tudo no lugar, deixando a unidade em ordem; 21 - Lavar as maos; 22 - Anotar no prontuario. Obs: - Nos casos de jejunostomia e gastrostomia, o procedimento e o mesmo. Apenas, ao conectar o equipo de soro a jejunostomia ou a gastrostomia, ha necessidade de um adaptador. 12.7.2 - ALIMENTACAO GOTA A GOTA POR SONDAS EM GERAL Material Frasco com dieta prescrita, Frasco com agua filtrada, Equipo de Soro (02 unidades), Seringa 20 ml, Gazes limpas, Luvas para procedimento, Cuba-rim. Tecnica 01 - Lavar as maos; 02 - Identificar a dieta e o paciente; 03 - Orientar o paciente quanto ao procedimento; 04 - Colocar o paciente em posicao fowler; 05 - Calcar as luvas de procedimento; 06 - Adaptar o equipo ao frasco da dieta; 07 - Retirar todo o ar do circuito; 08 - Colocar o frasco da dieta no suporte de soro a uma altura de 40 a 50 cm, proximo ao paciente; 09 - Verificar se a sonda esta na posicao correta, aspirando com uma seringa e observando o retorno do suco gastrico, desprezando-o numa cuba-rim; 10 - Verificar a temperatura da dieta; 11 - Conectar o equipo de soro a sonda, abrindo a valvula reguladora do equipo; 12 - Controlar o gotejamento que devera ser constante e lento (gota a gota); 13 - Observar as reacoes do paciente; 14 - Clampear o equipo de soro ao final da dieta; 15 - Desconectar o equipo de soro da sonda, trocando-o por outro, previament

e conectado a um recipiente igual ao da dieta, contendo agua filtrada; 16 - Abrir a valvula reguladora do equipo e deixar fluir a agua filtrada (100 ml) ou ate limpar a sonda, para conservar a permeabilidade da sonda; 17 - Desconectar o equipo de soro da sonda e fecha-la; 18 - Limpar e secar, se necessario, a sonda (na parte externa), se houver presenca de liquido, com a gaze limpa; 19 - Orientar o paciente para que fique em posicao fowler por uma hora, para facilitar a digestao, evitar mal-estar e refluxo da dieta; 20 - Desprezar as luvas; 21 - Colocar tudo no lugar, deixando a unidade do paciente em ordem; 22 - Lavar as maos; 23 - Anotar no prontuario. 12.7.3 - ALIMENTACAO VIA ORAL A PACIENTE INCAPACITADO DE ALIMENTAR-SE Material Recipiente com dieta prescrita, Mesa de refeicao, Talheres, Forro. Tecnica 01 - Lavar as maos; 02 - Identificar o paciente; 03 - Verificar se a dieta esta de acordo com a prescricao; 04 - Proporcionar ambiente adequado para a refeicao, considerando: ordem, limpeza e odores; 05 - Explicar ao paciente o que vai ser feito; 06 - Elevar a cabeceira da cama, mantendo o paciente em posicao confortavel; 07 - Colocar o forro sobre o torax do paciente, para protecao da roupa; 08 - Colocar a mesa de refeicao sobre o leito; 09 - Colocar material para lavar as maos do paciente, sobre a mesa de refeicao, se houver necessidade; 10 - Colocar a dieta sobre a mesa de refeicao; 11 - Servir a dieta vagarosamente e em pequenas porcoes; 12 - Limpar a boca do paciente com o forro, sempre que necessario; 13 - Oferecer agua ao paciente; 14 - Retirar a mesa de refeicao; 15 - Realizar a higiene oral do paciente; 16 - Aguardar que o funcionario do S.N.D. venha recolher o material da dieta; 17 - Deixar o paciente em posicao confortavel; 18 - Colocar tudo no lugar, deixando a unidade do paciente em ordem; 19 - Lavar as maos; 20 - Anotar no prontuario a dieta ingerida e a quantidade. CAPITULO XIII 13.0 - SONDAGEM VESICAL Definicao A cateterizacao urinaria e a introducao de tubo estreito (cateter urinario), pela uretra ate a bexiga. Finalidade Amostra esteril de urina para exame Verificacao de ausencia de miccao por anuria Esvaziar a bexiga Pre-operatorio Pos-operatorio NORMAS 01 - Nunca elevar o coletor de urina acima do nivel vesical sem antes pincar a sonda; 02 - Recomenda-se a limpeza da area em torno do meato uretral no minimo uma vez por dia com agua e sabao; 03 - O sistema de drenagem fechada nunca devera ser desconectado; 04 - Para pacientes prostaticos, utilizar sonda foley no 16, 18 ou ate mesmo 22; 05 - A higiene intima previa e obrigatoria para sondagem vesical, independente se o paciente esta limpo ou nao; 06 - A sonda vesical de demora feminina deve ser trocada a cada 7 dias, ja a masculina a cada 14 dias. 13.1 - SONDAGEM VESICAL FEMININA DE DEMORA Material Pacote de cateterismo vesical (cuba-rim, cuba redonda, gazes, seringa 10 ml, pinca, ampola de agua destilada, campo fenestrado), Sonda vesical foley no 12, 14 ou 16, Solucao anti-septica (P.V.P.I. topico), Bolsa coletora (sistema fechado), Esparadrapo, Luvas esterilizadas, Xylocaina a 2% (geleia). Tecnica 01 - Lavar as maos; 02 - Reunir o material; 03 - Explicar a paciente o que sera feito; 04 - Proteger a paciente com biombo; 05 - Colocar a paciente em posicao ginecologica, expondo apenas os genitais; 06 - Colocar o pacote de cateterismo vesical sobre a cama entre as pernas da paciente, proximo aos genitais; 07 - Abrir o pacote aproximando o campo das nadegas da paciente, mantendo os principios assepticos; 08 - Abrir a embalagem da sonda vesical colocando-a no campo esteril; 09 - Colocar a solucao anti-septica na cuba redonda; 10 - Calcar luvas; 11 - Aspirar a agua destilada com seringa de 10 ml; 12 - Utilizar a pinca com a mao direita para pincar a gaze; 13 - Limpar primeiramente com movimento unico e firme os grandes labios ao lado mais distante de cima para baixo, no sentido antero-posterior (clitoris-anus). Desprezar a gaze; 14 - Fazer o mesmo procedimento com o outro lado; 15 - Afastar os grandes labios com a mao esquerda, usando o dedo polegar e indicador e proceder da mesma maneira a limpeza dos pequenos labios; 16 - Fazer a limpeza do meato urinario, com movimento uniforme no sentido antero-posterior; 17 - Colocar a pinca no campo; 18 - Colocar o campo fenestrado com a mao direita; 19 - Manter a mao esquerda segurando os grandes labios; 20 - Pegar a sonda com a mao direita, deixando a ponta da sonda na cuba-rim; 21 - Aplicar xylocaina na ponta da sonda; 22 - Avisar a paciente da introducao da sonda, e pedir para ela relaxar a musculatura do quadril; 23 - Introduzir a sonda na uretra ate haver retorno da diurese mais ou menos uns 20 cm; 24 - Insuflar o balao; 25 - Conectar a sonda na extensao da bolsa coletora; 26 - Certificar se a sonda esta na bexiga, tracionando-a delicadamente ate notar resistencia; 27 - Descalcar as luvas; 28 - Prender a sonda na coxa da paciente sem que tracione; 29 - Desprezar, se necessario, o volume urinario; 30 - Deixar a paciente em posicao confortavel; 31 - Deixar a unidade em ordem; 32 - Identificar a sonda com esparadrapo, contendo data e nome de quem efetuou; 33 - Anotar no prontuario: horario da execucao, reacoes da paciente, quantidade e caracteristica da urina drenada, alteracoes na genitalia; 13.2 - SONDAGEM VESICAL MASCULINA DE DEMORA Material E o mesmo da sondagem vesical feminina, so acrescentando uma seringa; Tecnica 01 - Lavar as maos; 02 - Reunir o material; 03 - Explicar ao paciente o que sera feito; 04 - Proteger o paciente com biombos; 05 - Colocar o paciente em posicao horizontal; 06 - Expor apenas a regiao genital; 07 - Abrir o pacote de cateterismo, proximo a regiao exposta; 08 - Abrir o pacote de sonda foley no campo esteril; 09 - Colocar o P.V.P.I. topico na cuba redonda; 10 - Calcar luvas estereis; 11 - Pegar o corpo da seringa, sendo que uma segunda pessoa devera colocar - 15 ml de xylocaina geleia no seu interior, desprezando a primeira porcao a sair do tubo; 12 - Conectar o corpo da seringa no embolo; 13 - Deixar a seringa preparada sobre o campo; 14 - Pincar as gazes com a mao direita; 15 - Limpar a regiao pubiana ao redor do penis; 16 - Limpar a parte externa do penis; 17 - Segurar o penis com a mao esquerda, expondo a glande; 18 - Fazer a limpeza da glande com movimentos circulares de cima para baixo; 19 - Fazer assepsia do meato urinario; 20 - Colocar o campo fenestrado; 21 - Introduzir na uretra a xylocaina geleia com mao direita atraves da seringa; 22 - Apertar levemente a uretra por 1 minuto com a mao esquerda, usando uma gaze esterilizada seca; 23 - Introduzir a sonda foley lentamente (- 20 cm) ate drenar a urina obedecendo a curvatura normal da uretra (introduzir sonda ate y); 24 - Insuflar o balao; 25 - Conectar a sonda a extensao da bolsa coletora; 26 - Certificar-se de que a sonda esta na bexiga, fazendo leve tracao na mesma; 27 - Retornar o prepucio a posicao anatomica; 28 - Descalcar as luvas; 29 - Fixar o cateter, horizontalmente, na parte lateral esquerda do abdomen, para evitar pressao sobre a uretra, na juncao peno-escrotal, o que poderia, eventualmente, levar a formacao de fistula uretro- cutanea; 30 - Identificar a sonda com esparadrapo, contendo data e nome de quem sondou; 31 - Anotar no prontuario: horario, reacoes do paciente, quantidade e caracteristicas da urina, alteracoes na genitalia; 13.3 - TECNICA DA SONDAGEM VESICAL DE ALIVIO FEMININA Material Pacote de cateterismo vesical (cuba-rim, cuba redonda, gazes, pinca, ampola de agua destilada, campo fenestrado), Sonda uretral no 12 ou 14, Solucao anti-septica (P.V.P.I. topico), Luvas. Tecnica 01 - Lavar as maos; 02 - Reunir o material; 03 - Explicar a paciente o que sera feito; 04 - Proteger a paciente com biombos; 05 - Colocar a paciente em posicao ginecologica, expondo apenas os genitais; 06 - Colocar o pacote de cateterismo vesical sobre a cama entre as pernas da paciente, proximo aos genitais; 07 - Abrir o pacote aproximando o campo das nadegas da paciente, mantendo os principios assepticos; 08 - Abrir a embalagem da sonda uretral colocando-a no campo esteril; 09 - Colocar a solucao anti-septica na cuba redonda; 10 - Calcar luvas; 11 - Utilizar a pinca com a mao direita para pincar a gaze; 12 - Limpar primeiramente com movimento unico e firme os grandes labios do lado mais distante de cima para baixo, no sentido antero-posterior (clitoris-anus). Desprezar a gaze; 13 - Fazer o mesmo procedimento com o outro lado; 14 - Afastar os grandes labios com a mao esquerda, usando o dedo polegar e introduzir e proceder da mesma maneira a limpeza dos pequenos labios; 15 - Fazer a limpeza do meato urinario, com movimento uniforme no sentido antero-posterior; 16 - Colocar a pinca no campo; 17 - Colocar o campo fenestrado com a mao direita; 18 - Manter a mao esquerda segurando os grandes labios; 19 - Pegar a sonda com a mao direita, deixando a ponta da sonda na cuba-rim; 20 - Aplicar xylocaina na ponta da sonda; 21 - Avisar a paciente da introducao da sonda, e pedir para ela relaxar a musculatura do quadril; 22 - Introduzir a sonda na uretra ate haver retorno da diurese; 23 - Deixar a sonda drenando ate o fim da diurese; 24 - Retirar a sonda apos o termino; 25 - Retirar as luvas; 26 - Deixar a paciente confortavel; 27 - Encaminhar o material utilizado para expurgo; 28 - Anotar no prontuario: hora do cateterismo e as caracteristicas da diurese (quantidade, cor, odor). 13.4 - TECNICA DA SONDAGEM VESICAL DE ALIVIO MASCULINO Material Pacote de cateterismo vesical (cuba-rim, cuba redonda, gazes, pinca, ampola de agua destilada, campo fenestrado), Sonda uretral no 14, Solucao anti-septica (P.V.P.I. topico), Luvas, Seringa 10 ml, Tecnica 01 - Lavar as maos; 02 - Reunir o material; 03 - Explicar ao paciente o que sera feito; 04 - Proteger o paciente com biombos; 05 - Colocar o paciente em posicao horizontal; 06 - Expor apenas a regiao genital; 07 - Abrir o pacote de cateterismo, proximo a regiao exposta; 08 - Abrir o pacote de sonda uretral no campo esteril; 09 - Colocar o P.V.P.I. topico na cuba redonda; 10 - Calcar luvas estereis; 11 - Pegar o corpo da seringa, sendo que uma segunda pessoa devera colocar - 15 ml de xylocaina geleia no seu interior, desprezando a primeira porcao a sair do tubo; 12 - Conectar o corpo da seringa no embolo; 13 - Deixar a seringa preparada sobre o campo; 14 - Pincar as gazes com a mao direita; 15 - Limpar a regiao pubiana ao redor do penis; 16 - Limpar a parte externa do penis; 17 - Segurar o penis com a mao esquerda, expondo a glande; 18 - Fazer a limpeza da glande com movimentos circulares de cima para baixo; 19 - Fazer antissepsia do meato urinario; 20 - Colocar o campo fenestrado; 21 - Introduzir na uretra a xylocaina geleia com mao direita atraves da seringa; 22 - Apertar levemente a uretra por 1 minuto com a mao esquerda, usando uma gaze esterilizada seca; 23 - Introduzir a sonda na uretra ate haver retorno da diurese; 24 - Deixar a sonda drenando ate o fim da diurese; 25 - Retirar a sonda apos o termino; 26 - Retirar as luvas; 27 - Deixar o paciente confortavel; 28 - Encaminhar o material utilizado para expurgo; 29 - Anotar no prontuario: hora do cateterismo e as caracteristicas da diurese (quantidade, cor e odor). 13.5 LAVAGEM VESICAL Definicao E a lavagem da sonda vesical quando a mesma esta obstruida por sangue, pus, secrecoes, grumos. NORMA 01 - A lavagem vesical devera ser feita com tecnica rigorosamente asseptica. Material Seringa 50 ml urologica esteril, Frasco de agua destilada de 250 ml, Luvas estereis, Cuba-rim esteril, Gazes estereis, Cuba-rim nao esteril, Alcool a 70%. Tecnica 01 - Lavar as maos; 02 - Reunir o material; 03 - Levar o material ate a unidade do paciente; 04 - Explicar ao paciente o que sera feito; 05 - Fazer a desinfecao da ponta terminal da sonda com a ponta inicial do sistema coletor de diurese, com alcool a 70%; 06 - Abrir o campo de seringa urologica; 07 - Calcar as luvas esterilizadas; 08 - Colocar agua destilada na cuba-rim e aspira-la com a seringa urologica; 09 - Retirar o ar de dentro da seringa urologica; 10 - Desconectar a sonda do sistema coletor com ajuda de uma segunda pessoa, que ficara segurando o sistema, tomando o cuidado para nao contaminar; 11 - Introduzir a seringa na sonda; 12 - Injetar a agua destilada; 13 - Aspirar o conteudo injetado; 14 - Desprezar o conteudo em outra cuba-rim; 15 - Repetir a operacao quantas vezes forem necessarias, ate desobstruir a sonda; 16 - Conectar a sonda ao sistema de drenagem; 17 - Retirar as luvas; 18 - Colocar a unidade em ordem; 19 - Encaminhar o material utilizado para expurgo; 20 - Lavar as maos; 21 - Anotar no prontuario do paciente o resultado da lavagem. 13.6 - IRRIGACAO VESICAL Finalidade Irrigar a bexiga em pos-operatorio de R.T.U., sangramento. Material Sonda vesical de 3 vias , Equipo de soro, Frasco de agua destilada de 1000 ml, Sistema coletor fechado de diurese. Tecnica 01 - Lavar as maos; 02 - Reunir o material; 03 - Encaminhar o material ate o paciente; 04 - Explicar o que sera feito ao paciente; 05 - Sondar o paciente conforme tecnica, caso ainda nao esteja sondado; 06 - Adaptar o equipo de soro ao frasco de agua destilada e fazer o nivel; 07 - Adaptar o equipo de soro na via de entrada da sonda vesical; 08 - Abrir a pinca do equipo de soro e deixar drenar, controlando o gotejamento conforme prescricao; 09 - Observar o retorno do liquido no sistema coletor; 10 - Deixar a unidade em ordem; 11 - Anotar no prontuario do paciente: a sondagem se for o caso, o inicio da irrigacao, quantidade infundida, drenada e a cor da mesma. CAPITULO XIV 14.0 - APLICACOES QUENTES E FRIAS 14.1 - BOLSA DE GELO Indicacao Hematomas com menos de 24 horas, que deve ser colocado de preferencia logo apos a queda, por exemplo; Hipertermia - para baixar a temperatura; Sangramento - para provocar vasoconstricao e reduzir o sangramento; Dor - para diminuir a dor. NORMAS 01 - A bolsa de gelo dever ser envolta num forro antes de entrar em contato com o paciente; 02 - Apos o tratamento, esvaziar, lavar e enxugar a bolsa. Enchendo-a de ar evitando assim, que as paredes colem; Material Bolsa de gelo, Gelo, Toalha ou forro. Tecnica 01 - Lavar as maos; 02 - Verificar a indicacao do tratamento (local e duracao); 03 - Reunir o material, levando-o para junto do paciente, apos: a) Ter colocado gelo na bolsa, ate 1/3 de sua capacidade, apoia-lo sobre uma superficie plana, comprimindo-a erguendo o gargalo para retirar o ar de seu interior; b) Ter fechado a bolsa; 04 - Orientar o paciente, colocando-o em posicao confortavel, expondo a area que deve receber o tratamento; 05 - Proteger a bolsa com a toalha, e coloca-la sobre a area programada; 06 - Deixar o paciente confortavel; 07 - Lavar as maos; 08 - Checar na prescricao. 14.2 - COMPRESSAS FRIAS Indicacoes Hipertermias NORMAS 01 - Nao deixar as compressas encharcadas; Antes de coloca-la sobre o paciente, comprimi-las retirando o excesso de liquido; 02 - Aplicar as compressas frias durante pelo menos 30 minutos, trocando frequentemente as mesmas, ou seja, a cada 5 minutos; 03 - Controlar a temperatura do paciente a cada 15 minutos; 04 - Durante a aplicacao das compressas hidratar o paciente; Material Pacote de compressa, Toalha de banho, Bacia, Agua - 2;000 ml, Alcool a 70% - 500 ml. Tecnica 01 - Lavar as maos; 02 - Verificar a indicacao do tratamento (plano de cuidado ou recomendacao verbal da enfermeira); 03 - Reunir o material, levando-o para junto do paciente; 04 - Orientar o paciente sobre o tratamento; 05 - Proteger a unidade do paciente com biombos se necessario ; 06 - Descobrir o paciente e envolver algumas regioes (axila, regiao inguinal, frontal) com as compressas embebidas na mistura de agua e alcool; 07 - Trocar as compressas a cada 5 minutos; 08 - Controlar a temperatura do paciente a cada 15 minutos; 09 - Ao final do tratamento enxaguar o paciente, trocar a roupa de cama e encaminhar o material utilizado para os devidos lugares; 10 - Lavar as maos; 11 - Anotar no prontuario. 14.3 - BOLSA DE AGUA QUENTE Indicacoes Hematomas Tardio - com menos de 24 horas de ocorrido o trauma; Soromas; Flebites; Punhovenosa dificil; Bexigoma; Drenagem de abcessos. NORMAS 01 - A temperatura da agua deve ser quente mas toleravel pelo paciente; 02 - Se o paciente estiver inconsciente, observar com frequencia o local da aplicacao da bolsa quente. Diante de qualquer anormalidade (hipermia acentuada por exemplo, interromper o tratamento e comunicar a enfermeira); 03 - Remover a agua da bolsa sempre que esfriar; 04 - Ao final de cada aplicacao esvaziar, lavar e enxugar a bolsa; Enche-la de ar para que as paredes internas nao colem; 05 - Acompanhar a aplicacao todo o tempo; Material Bolsa de agua quente, Forro, Agua quente, Tecnica 01 - Lavar as maos; 02 - Verificar a indicacao do tratamento; 03 - Reunir o material, levando-o para junto do paciente, apos: a) Ter verificado a integridade da bolsa; b) Ter colocado agua na bolsa ate 1/3 de sua capacidade; Obs: - Apos colocar a agua na bolsa, apoia-lo sobre uma superficie plana, erguendo levemente o gargalo para retirar o ar de seu interior; c) Fechar a bolsa; 04 - Orientar o paciente, colocando-o em posicao confortavel, expondo a area programada para o tratamento; 05 - Proteger a bolsa com a toalha; 06 - Colocar a bolsa sobre a area programada; 07 - Observar o tempo previsto para aplicacao quente; 08 - Manter a regiao protegida apos o termino do tratamento para conservar o aquecimento; 09 - Deixar o paciente confortavel; 10 - Lavar as maos; 11 - Anotar no prontuario. CAPITULO XV 15.0 - OXIGENIOTERAPIA 15.1 - CATETER NASAL Definicao E a introducao de um cateter nas vias aereas superiores. Indicacao Para aliviar a anoxia ou falta de oxigenio nos tecidos. NORMAS 01 - Trocar o cateter de narina, no maximo de 12 em 12 horas, se o oxigenio for continuo, a fim de evitar ferimento da mucosa e obstrucao do cateter por secrecao; 02 - Orientar o paciente que respire somente pelo nariz, a fim de aproveitar totalmente o oxigenio aplicado 03 - Observar o nivel da agua do umidificador. Seu nivel nao deve ultrapassar a marca contida no frasco, para evitar a inalacao de agua pelo paciente; Material Sonda uretral no 6 Intermediario Esparadrapo Gaze Luvas de procedimento Umidificador de 02 Equipo soro (pedaco) Tecnica 01 - Lavar as maos; 02 - Levar o material para a unidade do paciente; 03 - Explicar o procedimento e finalidade ao paciente; 04 - Medir no cateter, a distancia entre a ponta do nariz e o lobulo da orelha, para determinar quanto a sonda deve ser introduzida; 05 - Introduzir o cateter pela fossa nasal ate o ponto marcado com o auxilio da gaze; 06 - Fixar o cateter com pequeno pedaco de equipo e esparadrapo sobre o nariz e testa do paciente; 07 - Abrir o fluxometro ate o numero de litros de oxigenio prescrito, que geralmente e de 2 litros por minuto; 08 - Observar o paciente durante o tratamento; 09 - Lavar as maos; 10 - Anotar no prontuario. 15.2 - INALACAO Definicao E o tratamento realizado para problemas respiratorios feito atraves do uso de oxigenio e a medicacao especifica no caso, onde o paciente inala. Indicacao Bronquites, crises asmaticas; Pneumonias. NORMAS 01 - O inalador devera ser trocado a cada 24 horas, ou seja, sempre na primeira inalacao no periodo da manha; 02 - Seguir o horario padrao da inalacoes que e 6/6 horas, 12-18, 24, 06-12. Material Inalador com medicacao prescrita, Forro ou papel higienico (se necessario). Tecnica 01 - Lavar as maos; 02 - Preparar a inalacao conforme prescricao; 03 - Levar o material ate o paciente; 04 - Orientar o paciente quanto ao procedimento; 05 - Preparar o paciente para receber o tratamento, colocando em posicao fowler ou sentado; 06 - Ligar o inalador; 07 - Instruir o paciente para inspirar profundamente a medicacao; 08 - Providenciar forro ou papel higienico se necessario, para o paciente expectorar; 09 - Manter a inalacao durante o tempo indicado e observar o paciente; 10 - Deixar o paciente em posicao confortavel apos o termino da inalacao; 11 - Lavar as maos; 12 - Checar no prontuario. 15.3 - NEBULIZACAO CONTINUA COM MASCARA FACIAL Definicao E o tratamento realizado atraves do uso de oxigenio para problemas respiratorios. Indicacao Pneumonias; Oxigenioterapia apos retirada do respirador. NORMAS 01 - Trocar no maximo a cada 48 horas o conjunto da nebulizacao; 02 - Observar sinais de irritacao da pele, comunicando a enfermeira. Material Nebulizador de traqueia, Mascara facial, Agua destilada esteril. Tecnica 01 - Lavar as maos; 02 - Certificar-se da prescricao medica; 03 - Colocar agua destilada esteril ate metade da capacidade do nebulizador e datar; 04 - Reunir o material e leva-lo ate junto do paciente; 05 - Explicar o procedimento ao paciente; 06 - Acoplar o fluxometro ao nebulizador com a respectiva traqueia, a saida de 02 (oxigenio); 07 - Conectar a mascara ao final da extensao da traqueia na posicao adequada ao paciente; 08 - Abrir o oxigenio regulando o fluxo segundo a prescricao; 09 - Posicionar a mascara na face do paciente fixando-a com elastico por tras da cabeca; 10 - Deixar o paciente confortavel; 11 - Lavar as maos; 12 - Anotar no prontuario. CAPITULO XVI 16.0 - TRICOTOMIA Definicao Tricotomia e a retirada dos pelos de uma determinada regiao. NORMAS 01 - A tricotomia deve ser realizada no maximo duas horas antes da cirurgia; 02 - Ao realizar a tricotomia deve-se iniciar em direcao ao crescimento dos pelos; 03 - So se realiza tricotomia quando esta estiver prescrita pelo medico responsavel pelo paciente; 04 - Apos a tricotomia encaminhar o paciente para o banho de aspersao com P.V.P.I. degermante ou clorohexidina, se indicada; Material Gazes limpas, Cuba-rim ou redonda, Sabonete ou sabao liquido, Aparelho para tricotomia tipo descartavel, Luvas de procedimento, Saco plastico (sanito). Tecnica 01 - Lavar as maos; 02 - Explicar o procedimento ao paciente; 03 - Isolar o paciente com biombos; 04 - Expor o local onde sera feita a tricotomia; 05 - Cobrir o paciente deixando exposto apenas o local a ser tricotomizado; 06 - Calcar luvas; 07 - Molhar a gaze no sabao; 08 - Ensaboar a regiao por onde se inicia a tricotomia; 09 - Caso haja pelos grandes, corta-los primeiramente com a tesoura; 10 - Tracionar a pele da regiao a ser tricotomizada com auxilio da gaze; 11 - Iniciar a tricotomia em direcao ao crescimento do pelo; 12 - Evitar ranhaduras e solucao de continuidade na pele; 13 - Retirar os pelos do aparelho com gaze; 14 - Jogar a gaze no lixo proprio; 15 - Ensaboar outra area e repetir a tecnica; 16 - Verificar ao termino, se toda a regiao foi tricotomizada; 17 - Encaminhar o paciente para o banho; 18 - Colocar a unidade em ordem; 19 - Lavar as maos; 20 - Anotar no prontuario; CAPITULO VXII 17.0 - PROCEDIMENTOS RELACIONADOS A CURATIVOS 17.1 - LESAO Definicao Lesao e a rutura na continuidade de qualquer estrutura do corpo, popularmente denominada ferida. A lesao pode ser interna e externa, causadas por meios fisicos e quimicos. 17.1.1 - CLASSIFICACAO DAS LESOES 01 - De acordo com a presenca ou nao de microorganismos, podem ser: a) Ferida asseptica: Efetuada por meio de metodos assepticos por ex. ferida operatoria; b) Ferida septica: Sao as lesoes contaminadas ocasionadas por acidentes, Ex. ferimento ocasionado por um prego, vidro, latas, etc...; 02 - De acordo com a presenca ou nao de rutura da superficie da pele ou mucosa, podem ser: a) Lesao Fechada: Sao ferimentos produzidos por uma acao brusca. Ex. traumatismo; b) Ferida Aberta: Ha rutura da pele ou mucosa, deixando os demais tecidos em contato com o meio externo. Ex: escoriacoes com rutura da pele, escaras de decubito, ulceras varicosa, esfolados ocasionados por quedas etc...;; 03 - De acordo com a maneira que ocorrem: a) Feridas Incisas: provocadas por instrumento cortante, apresentando os bordos lisos e os tecidos circunvizinhos intactos. Ex: ferida operatoria; b) Ferida Contusas: Ocasionada por quedas e pancadas, os tecidos circunvizinhos ficam traumatizados, havendo com o ferimento pequena hemorragia, maceracao dos bordos, dificultando a cicatrizacao; c) Ferida Perfurante: Ocasionada por instrumentos pontiagudos, e profunda, podendo atingir orgaos, apresentam hemorragia dificil de ser controlada; d) Feridas Laceradas: Sao os esmagamentos ocasionados pelos acidentes com maquinas, onde os tecidos sao rasgados, apresentam pouco sangramento, pois os vasos sanguineos ao serem cortados sao torcidos; e) Feridas Toxicas: Resultante de picada ou mordida por animal ou inseto. Ex: picada pela abelha, etc...; 04 - De acordo com sua causa: a) Traumatica ou acidental: Ex. queda, ferimento ocasionado por um acidente automobilistico; b) Intencional: Ferimento produzido com uma finalidade especial, sob condicoes assepticas. 17.2 - CICATRIZACAO DAS LESOES Considera-se Duas Fases 1a Fase Na lesao, por meio de mecanismo do organismo proporcionar a dilatacao dos capilares, aumentando o fluxo (volume) de sangue, os leucocitos e plasmas contidos na corrente sanguinea, formam exsudado o qual destroi particulas estranhas removendo tecido necrosado; 2a Fase Com esta vascularizacao os tecidos circunvizinhos se multiplicam rapidamente, formando o tecido de granulacao. 17.3 - TIPOS DE CICATRIZACAO Por 1a Intencao Caracteriza-se pela uniao uniforme dos bordos da lesao, cicatriz quase invisivel; Por 2a Intencao Caracteriza-se pela uniao dos bordos, que nao se da uniformemente, geralmente ha excesso de tecido granuloso; Por 3a Intencao Combinacao dos 2 anteriores. Ex: uma lesao cicatriza-se, uma parte da 1a intencao e outra parte por 2a intencao, sendo esta ultima consequente de um infeccao. 17.4 - FATORES QUE INFLUENCIAM A CICATRIZACAO Boa Nutricao Contribuindo com a cicatrizacao da lesao, sendo os alimentos considerados elementos essenciais de reconstituicao dos tecidos; Ausencia de Infeccao Processo infeccioso ocasiona destruicao dos tecidos e consequentemente a cicatrizacao se processa a longo prazo. Portanto a importancia de tecnicas assepticas e educacao do pessoal hospitalar, prevenindo infeccoes; Boa Circulacao no Local E responsavel pela formacao de tecido granuloso. 17.5 - CURATIVOS Definicao E o tratamento dado a uma lesao. Finalidade Evitar o aparecimento de infeccao nas feridas assepticas; Protecao da lesao contra traumatismo externos; Absorver secrecao e facilitar drenagem por meio de medicamentos que favorecem a supuracao; Aliviar a dor pela limpeza e tratamento da lesao; Promover a cicatrizacao, utilizando como meio de tratamento substancias que favorecem a cicatrizacao. 17.5.1 - CLASSIFICACAO DOS CURATIVOS Seco Confeccionado apenas para a isolar a lesao. Ex: ferida operatoria; Umido Caracteriza-se pelo uso de medicamentos para o tratamento da lesao. Ex: feridas profundas ulcerosas. NORMAS 01 - As feridas a cicatrizar por segunda intencao (As feridas infectadas e as escaras) devem ter seus curativos refeitos no minimo a cada 24 horas ou sempre que necessario ; 02 - Fazer os curativos de uma enfermaria comecando pelos limpos e terminando com os contaminados; 03 - Num mesmo paciente, iniciar pelos curativos de incisao limpa e fechada, seguindo-se pela ferida aberta nao infectada e depois para infectada e por ultimo as colostomias e fistulas em geral; 04 - As incisoes cirurgicas nao infectadas deverao ficar abertas apos 24 horas do pos operatorio; 05 - Os curativos com drenos tubulares e cateteres devem ser fixados, mantendo a posicao o anatomica dos mesmos; 06 - Os curativos com drenos de penrose devem ser fixados com curativos oclusivos, mesmo quando for para controlar obito; 07 - Ao constatar a presenca de secrecao serosa ou purulenta nos curativos, colher material com tecnica padronizada para cultura; 08 - Ao fazer qualquer curativo, manter a privacidade do paciente; 09 - Ao realizar qualquer curativo identificar com horario , data e nome de quem realizou; 10 - Ao realizar os curativos, desprezar o lixo dos mesmos em sanito proprio, fechar e encaminhar ao expurgo o mais breve possivel. Nao desprezar o lixo do cesto de lixo do quarto ou do posto de enfermagem; 11 - Ao realizar o curativo limpo (incisao cirurgica) limpar de dentro para fora; 12 - Ao realizar o curativo contaminado (escara) limpar de fora para dentro; 13 - Nao falar proximo ferida; 14 - Nao usar faixas ou ataduras que comprimam os tecidos, prejudicando a circulacao; 15 - Para curativos contaminados e com muita secrecao, especialmente tratando-se de MMII ou MMSS, colocar uma bacia esteril sob a area a ser tratada, e lavar com SF; 16 - Os curativos de peritoniostomia dever o ser realizados com tecnica rigorosamente asseptica, onde sera usado avental cirurgico esteril, mascaras e luvas estereis. 17.5.2 - EXEMPLO DE ALGUNS PRODUTOS UTILIZADOS PARA REALIZAR CURATIVOS Soro Fisiologico Finalidade Promover a limpeza da lesao. Indicacao Em todo os tipos de lesoes infectadas ou nao. P.V.P.I. Tipico Finalidade Agir com anti-septico local; Indicacao Em todos os tipos de lesoes infectadas ou nao, quando o paciente nao for alergico. Papaina Finalidade Produzir um debridamento no local onde ha tecido necrosado de pequena profundidade; Indicacao Lesoes com tecidos necrosados como escaras, queimaduras, ulceras varicosas. Obs: - A papaina devera ser colocada somente em cima do tecido necrosado; Sulfadiazina de Prata a 1% Finalidade Agir como emoliente, anti-septico e debridante; Indicacao Lesoes causadas por queimaduras, escoriacoes grandes. Pomadas Especificas para Curativos A finalidade e indicacao depende do tipo de pomada. 17.5.3 - MATERIAL NECESSARIO PARA REALIZAR O CURATIVO Carrinho de curativo com: Pacote de curativo (1 pinca anatomica, 1 dente rato, 1 Kelly), Gazes, Gazes rayon, Frasco com eter ou benzina, Frasco com SF, Solucao prescrita para realizacao do curativo (Pomada P.V.P.I., papaina, sulfadiazina de prata), Atadura de crepe, Luvas descartaveis, Luvas esterilizadas, se necessario, Mascara, Esparadrapo ou fita adesiva, Tesoura, Bandeja, Sanito (saco plastico), Campos esterilizados, se necessario, Bacia esterilizada, se necessario, Biombo. Tecnica 01 - Lavar as maos; 02 - Reunir o material colocando sobre a mesa de Mayo ou mesa de cabeceira; 03 - Explicar o que ser feito ao paciente; 04 - Proteger o paciente com biombo; 05 - Proteger a roupa de cama com forro sob o local do curativo, se necessario; 06 - Colocar o paciente em posicao adequada, expondo apenas a area a ser tratada; 07 - Abrir o pacote de curativo com tecnica asseptica; 08 - Colocar as pincas com os cabos voltados para a borda do campo; 09 - Colocar os gazes em quantidade suficiente sobre o campo esteril; 10 - Calcar luvas; 11 - Retirar ataduras, se houver; 12 - Desprezar o curativo antigo no lixo proprio; 13 - Retirar luvas e despreza-las no lixo proprio e calcar outras se necessario; 14 - Montar a pinca Pean com gaze, auxiliada pela pinca anatomica e umedece-la com SF; 15 - Fazer a limpeza da incisao aberta, iniciando de fora para dentro utilizando as duas faces do gaze; 16 - Realizar o tratamento da ferida usando o produto indicado (produtos padronizados); 17 - Cobrir a incisao de acordo com tecnica padronizada (curativo seco ou umido); 18 - Manter o curativo ocluido; 19 - Retirar forro; 20 - Retirar luvas e desprezar no lixo proprio; 21 - Datar e assinar o curativo; 22 - Deixar o paciente confortavel; 23 - Colocar a unidade em ordem; 24 - Preencher a ficha de curativos; 25 - Encaminhar os materiais utilizados para expurgo, dentro de saco plastico; 26 - Lavar as maos. Obs: - Se a incisao for fechada fazer a limpeza de dentro para fora. CAPITULO XVIII 18.0 - COLETA DE MATERIAL PARA EXAME NORMAS 01 - A coleta de diurese para exame e de responsabilidade da enfermagem; 02 - O frasco contendo a diurese devera ser identificado com nome, quarto e leito do paciente; 03 - O pedido de exame devera ser encaminhado ao laboratorio juntamente com o material; 04 - Todo o material encaminhado ao laboratorio devera ser registrado no prontuario do paciente e tambem no caderno de controle de exames de cada setor; 05 - Como o sistema coletor de diurese fechado nao deve ser desconectado nunca; a coleta de diurese para exames devera ser feita atraves da puncao com seringa e agulha na extensao da bolsa; 18.1 - COLETA DE URINA PARA EXAME URINA I Material Cuba-rim, Recipiente para coleta (frasco). Tecnica 01 - Lavar as maos; 02 - Reunir o material e coloca-lo na mesa de cabeceira do paciente; 03 - Explicar o procedimento e finalidade ao paciente; 04 - Solicitar ao paciente para executar a higiene dos genitais, usando agua e sabao neutro, enxugar com gaze ou compressa; 05 - Orientar para que despreze o primeiro jato urinario no vaso sanitario e a seguir colher a urina restante na cuba-rim ou frasco coletor; 06 - Passar a urina para o frasco, previamente identificado, com as maos enluvadas; 07 - Retirar as luvas; 08 - Encaminhar laboratorio a urina; 09 - Lavar as maos; 10 - Anotar no prontuario do paciente e no caderno de controle de exames. 18.2 - Urina 24 Horas (Clearense de creatinina) Material Frasco de 1000 ml, Cuba-rim, Luvas de procedimento, Tecnica 01 - Lavar as maos; 02 - Reunir o material, identificando os recipientes com nome do paciente, leito, quatro, placa para anotar: data, hora de inicio e termino da coleta; 03 - Orientar o paciente sobre a necessidade da realizacao do exame; 04 - Orientar o paciente para desprezar no vaso sanitario a primeira miccao da manha e a seguir iniciar a coleta da urina em cuba-rim ou frasco proprio, ate completar 24 horas, inclusive a urina do horario em que foi desprezada a primeira urina da manha anterior; 05 - Encaminhar os frascos com o material apos as 24 horas para o laboratorio juntamente com o peso e a altura do paciente; 06 - Avisar o laboratorio para colher amostra de sangue; 07 - Lavar as maos; 08 - Anotar no prontuario do paciente a quantidade e caracteristica da urina encaminhada e anotar tambem no caderno de controle de exames; Obs: - Em pacientes do sexo masculino, orientar para urinar diretamente no frasco. 18.3 - COLETA DE FEZES PARA EXAME NORMA 01 - A coleta de fezes para exame e de responsabilidade da enfermagem; 02 - O pedido de exame devera ser encaminhado ao laboratorio junto com o material. 18.3.1 - PROTOPARASITOLOGICO Material Espatula de madeira, Recipiente padronizado, Esparadrapo ou fita adesiva, Luva para procedimento. Tecnica 01 - Lavar as maos; 02 - Explicar o procedimento e a finalidade ao paciente; 03 - Orientar o paciente para evacuar em uma comadre limpa e seca; 04 - Calcar luvas; 05 - Colher as fezes com a espatula, depositando-a no recipiente padronizado, cerca de 5 a 10 g de fezes; 06 - Desprezar a espatula, envolvendo-a com papel higienico e jogando-a no lixo; 07 - Desprezar as luvas; 08 - Identificar com esparadrapo o recipiente contendo as fezes, com: nome do paciente, numero do quarto e leito; 09 - Encaminhar ao laboratorio; 10 - Lavar as maos; 11 - Anotar no prontuario do paciente e no caderno de controle de exames. 18.3.2 - COPROCULTURA (FEZES PARA CULTURA) Material Recipiente padronizado esterilizado, Espatula de madeira esterilizada, Comadre esterilizada ou cuba-rim esteril, Esparadrapo ou fita adesiva, Luva estereis. Tecnica 01 - Lavar as maos; 02 - Explicar o procedimento e a finalidade ao paciente; 03 - Oferecer a comadre esteril ao paciente, explicando-lhe para nao contamina-la; 04 - Calcar luvas; 05 - Colher somente com a ponta da espatula, a parte central do bolo fecal, de 5 a 10 g de fezes; 06 - Colocar o material coletado em recipiente proprio; 07 - Envolver a espatula em papel higienico, desprezando-a no lixo; 08 - Desprezar as luvas no lixo do banheiro; 09 - Identificar com esparadrapo o recipiente contendo as fezes, com: nome do paciente, numero do quarto e leito; 10 - Encaminhar ao laboratorio; 11 - Lavar as maos; 12 - Anotar no prontuario do paciente e no caderno de controle de exames; 18.4 - COLETA DE ESCARRO PARA EXAME NORMAS 01 - E de responsabilidade da enfermagem a coleta de escarro para exame; 02 - O pedido de exame de escarro devera ser coletado com o paciente em jejum. Material Frasco proprio (plastico 200 ml), Luvas de procedimento. Tecnica 01 - Orientar o paciente quanto ao procedimento; 02 - Realizar ou solicitar que o paciente faca higiene oral com agua morna; 03 - Solicitar para o paciente escarrar no frasco previamente identificado com: nome do paciente, numero de quarto e leito; 04 - Encaminhar a amostra para o laboratorio imediatamente; 05 - Lavar as maos; 06 - Anotar no prontuario do paciente e no caderno de controle de exames. 18.5 - COLETA DE SANGUE PARA EXAME Os exames mais comumente solicitados sao: 01 - Hemograma, (hematocrito) e hemoglobina, hemossedimentacao, tipagem sanguinea: Utilizando-se frascos com anticoagulante; 02 - Glicemia: Geralmente e utilizado frasco com fluoreto e oxalato; 03 - Ureia, creatinina, sodio e potassio, amilase, fosfatase alcalina etc.:Tudo simples; 04 - Hemocultura: Tubos com meio de cultura aerobico ou anaerobio. NORMAS 01 - A responsabilidade de colher sangue para exame, pode ser tanto da enfermagem como do laboratorio, dependendo da rotina do servico; 02 - O paciente deve ser orientado na vespera do exame quanto ao jejum, se necessario; 03 - A amostra de sangue deve ser encaminhada ao laboratorio imediatamente apos a coleta; Material Recipiente identificado, Seringa e agulha apropriada, Algodao embebido em alcool, Garrote, Luva de procedimento. Tecnica 01 - Lavar as maos; 02 - Preparar o material; 03 - Explicar o procedimento ao paciente; 04 - Garrotear o braco; 05 - Fazer a anti-sepsia com o algodao embebido em alcool; 06 - Puncionar a veia e aspirar a quantidade necessaria de sangue; 07 - Soltar o garrote; 08 - Retirar a seringa com a agulha, comprimindo o local da puncao; 09 - Retirar a agulha da seringa e escorrer o sangue pelas paredes do recipiente; 10 - Se houver anticoagulante, movimentar suavemente o frasco para evitar a coagulacao; 11 - Enviar com a requisicao ao laboratorio, certificando-se de que o frasco esta devidademente identificado. CAPITULO XIX 19.0 - TRAQUEOSTOMIA Definicao Introducao de uma canula propria atraves de uma abertura cirurgica na traqueia. Geralmente, e indicada quando o paciente necessita do uso de ventilador por tempo prolongado. As complicacoes mais frequentes da traqueostomia sao as hemorragias, lesao da mucosa traquial, fistula traqueo-esofagica, infeccao. Cuidados de Enfermagem na Traqueostomia 01 - Manter a permiabilidade da canula atraves de aspiracao frequente e umidificacao adequada do ar inspirado; 02 - Manter a canula fixa; 03 - Manter o curativo da traqueostomia e cadarco sempre limpos; 04 - Observar as condicoes da traquio qualquer anormalidade comunicar a enfermeira ou medico 05 - Controlar e observar o padrao respiratorio do paciente; 19.1 - ASPIRACAO DE SECRECAO ENDOTRAQUIAL E OROFARINGEA Definicao Consiste em retirar a secrecao traqueobronquica e erofaringea atraves de uma sonda ligada a um aparelho de succao. A sonda e introduzida na boca, narinas, ou traqueia e bronquios se o paciente estiver entubado ou traqueostomizado. Finalidade Pacientes impossibilitados de eliminar as secrecoes; Pacientes intubados e traqueostomizados. NORMAS 01 - Esta tecnica visa manter as vias aereas livres e permeaveis, garantindo ventilacao e oxigenacao adequadas, prevenindo complicacoes no quadro clinico geral do paciente, provocadas por acumulo de secrecoes nos pulmoes; 02 - Quando nao estiver usando a borracha de aspiracao (latex), manter sua ponta protegida em saco plastico, que pode ser uma bolsa de colostomia; 03 - Em caso de secrecao espessa, rolhas ou mesmo grande quantidade de secrecao, instilar soro fisiologico (diluente) ou agua destilada esteril na canula endotraqueal (de 3 a 5 ml); apos a instilacao, hiperinsuflar os pulmoes com o ambu e em seguida fazer a aspiracao traqueal; 04 - Durante a aspiracao, caso haja diminuicao da frequencia cardiaca ou arritmias, parar imediatamente o procedimento e oferecer oxigenio ao paciente, atraves de ambu ou do proprio respirador; 05 - Aspirar o tubo endotraqueal somente quando necessario e nunca como rotina; 06 - A sonda de aspiracao devera ter um diametro externo menor que o diametro interno da canula endotraqueal ou traqueostomia. Em adultos, utilizar sonda de aspiracao no 14; 07 - Testar sempre o aspirador de secrecoes, antes de utiliza-lo; 08 - O aspirador de secrecoes mais indicado e o aspirador a vacuo, pois sua pressao de succao e controlada. Assim, dar preferencia aos aspiradores a vacuo e evitar utilizar os aspiradores eletricos, cuja pressao de succao e muito forte. Material Luva esteril, Sondas de aspiracao no 4 ou 10 para criancas e no 12 e 14 para adultos, Frasco de soro fisiologico, Frasco de agua destilada esteril, Seringa de 10 ml, Ambu, Gazes estereis, Saco plastico pequeno (tipo bolsa de colostomia), Rede de aspiracao a vacuo testada ou aspirador eletrico, Extensao de borracha (latex) esteril, Mascara, Oculos de protecao (se necessario). Tecnica 01 - Lavar as maos; 02 - Explicar o procedimento e finalidade ao paciente (mesmo que ele esteja inconsciente); 03 - Reunir o material; 04 - Colocar mascara e/ou oculos, se necessario; 05 - Verificar tipo e caracteristica da respiracao e condicoes dos batimentos cardiacos. Observar se o paciente encontra-se em ventilacao mecanica (assistida ou controlada), espontanea. Conforme o padrao respiratorio do paciente, estar muito atento ao tempo de aspiracao, o qual tera que ser inferior ao padronizado (15 segundos); 06 - Utilizar a sonda de aspiracao compativel com o numero da sonda endotraqueal do paciente; 07 - Abrir a embalagem da sonda de aspiracao esterilizada e conecta-la a extremidade do latex; 08 - Ventilar o paciente 3 vezes consecutivas utilizando o proprio respirador mecanico, caso trate-se de respirador a volume, com uma fase inspiratoria FIO2 de 100% ou com ambu e oxigenio a 100%, a 3 litros por minuto caso trate-se de respirador a pressao; 09 - Calcar luvas; 10 - Garantir que o cuff da sonda endotraqueal esteja rigorosamente insuflado; 11 - Desconectar o respirador com a mao esquerda ou solicitar que um segundo elemento o faca e que este segundo elemento tambem use luva; 12 - Tomar cuidado para nao contaminar as conexoes, a canula endotraqueal e a extremidade do respirador ao desconecta-lo; 13 - Apanhar a sonda de aspiracao e ligar o aspirador; 14 - Introduzir a sonda de aspiracao na sonda endotraqueal, mantendo o latex pressionado, com a outra mao (esquerda). A sonda de aspiracao deve ser introduzida em toda a sua extensao; 15 - Despressionar o latex para criacao de succao e, simultaneamente, com a mao direita, fazer movimentos circulares lentos (semi-rotacao) na sonda de aspiracao, trazendo-a para fora da canula endotraqueal, pressionando novamente o latex quando estiver na porcao final da canula; 16 - Cuidar para nao ultrapassar 15 (quinze) segundos no total do tempo de succao: I - Para succao do bronquio direito, voltar a cabeca do paciente para o lado esquerdo; II - Para succao do bronquio esquerdo, voltar a cabeca do paciente para o lado direito; 17 - Suspender a aspiracao e ventilar o paciente quando ocorrer arritmias cardiacas, cianose, sangramento ou outras anormalidades; 18 - Ventilar o paciente novamente, conforme descricao do item 08, para corrigir a hipoxia provocada pela succao; 19 - Repetir as operacoes dos itens 15 e 16, quantas vezes forem necessarias e de acordo com as condicoes clinicas do paciente, lembrando sempre que a cada 15 segundos de aspiracao, o paciente devera ser ventilado, para depois reiniciar a aspiracao; 20 - Religar o respirador artificial ou o nebulizador no paciente, certificando-se de que o respirador ou nebulizador esteja com os parametros anteriores sob controle; 21 - Desprezar a sonda, lavar a extensao do latex, aspirando pelo frasco de soro fisiologico ou agua destilada; 22 - Realizar aspiracao orofaringea, com uma nova sonda, procedendo da seguinte forma: a) Introduzir a sonda alternadamente em cada narina, ate a faringe, mantendo o latex sob succao e, simultaneamente, com a mao enluvada, fazer movimentos circulares com a sonda de aspiracao; b) Aspirar a boca do paciente ate a faringe, se necessario, repetindo a operacao, nao esquecendo de aspirar o orificio da canula de Guedel, introduzindo completamente a sonda de aspiracao; 23 - Desprezar a sonda de aspiracao. Lavar a extensao do latex apos a aspiracao da canula de Guedel e/ou boca; 24 - Desligar o aspirador, retirar a luva e lavar as maos; 25 - Auscultar os pulmoes do paciente apos a aspiracao para avaliar a eficacia da aspiracao e se houve melhora da ventilacao pulmonar; 26 - Deixar o paciente numa posicao confortavel; 27 - Desprezar a secrecao do vidro de aspiracao no vaso sanitario; 28 - Encaminhar o frasco de aspiracao ate o expurgo e lava-lo com agua e sabao. Em seguida adapta-lo novamente a rede de aspiracao; 29 - Deixar a unidade em ordem; 30 - Anotar no prontuario do paciente: aspecto e quantidade da secrecao aspirada, reacoes e intercorrencias com o paciente como: sangramento, cianose, apneia, etc. CAPITULO XX 20.0 - ASSISTENCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE TERMINAL A forma como uma pessoa morre e individual, assim como a sua vida. Um dos grandes problemas na compreensao da morte e o de que, em nossa cultura, essa experiencia esta revestida de tabu e desconhecimentos. As pessoas enfrentam a morte de varias maneiras. Segundo estudiosos pose-se esbocar um cinco estagios as reacoes emocionais de uma pessoa enfrentar a morte: Negacao e isolamento; Raiva; Negociacao; Depressao; Aceitacao. Estas cinco fases nem sempre ocorrem em sequencia; podem misturar-se ou superpor-se. Os pacientes e familiares avancam e regridem durante a experiencia e podem estar em diferentes estagios num dado momento. Um dos principios que norteiam a enfermagem e o de que os pacientes e individuos devem ser tratados com respeito e dignidade, a despeito de sua historia ou condicao. 20.1 - SINAIS FISICOS DE APROXIMACAO DA MORTE 01 - Pulsacao rapida e irregular; 02 - Respiracao rapida e por vezes ruidos; 03 - Movimentacao incessante; 04 - Relaxamento dos musculos; 05 - Sudorese abundante; 06 - Sede intensa; 07 - Pele palida e fria com manchas cianosadas principalmente nos membros inferiores; 08 - Desaparecimento gradual dos reflexos; 09 - Olhos vidrados e semicerrados (perde a visao); 10 - Queda da mandibula. Obs: - Nem todos os individuos passam por todos os itens. 20.2 - FASES HIPOCRITAS Quando o paciente apresenta: Pele de cor palida e acinzentada; Olhos fundos e vidrados; Nariz afilado e agudo; Queixo e macas do rosto salientes. 20.3 - ASSISTENCIA AO CORPO APOS A MORTE 01 - Ocorre esfriamento do corpo: rapido nas primeiras horas e lenta em 24 horas ate a temperatura corporal se equilibrar a temperatura ambiente; 02 - Rigidez cadaverica: fixacao dos musculos; 03 - Hipotese apos morte: estagnacao do sangue provocando manchas cianosadas; 04 - Sinais de putreficacao: autolise que e intensificada pelas bacterias intestinais e bacterias externas. 20.3.1 - EM RELACAO AOS OBJETOS PESSOAIS DOS PACIENTES E A UNIDADE 01 - Os objetos deverao ser recolhidos e entregues aos familiares; 02 - A unidade sofre limpeza terminal. 20.3.2 - MATERIAL PARA PREPARO DO CORPO Bandeja com: Pares de luvas, Mascara, Frasco com benzina, Material para tricotomia facial (S/N), Pinca longa tipo Sheron, Algodao, gazes; (algodao em fusos), Esparadrapo, Atadura de crepe, 2 Fitas de identificacao, Fita crepe, Biombo, Avental, Recipiente para lixo, Bacia com agua e sabao, Pano de banho, Toalha de banho, Dois lencois, Maca, Recipiente para roupa suja (hamper), Bandeja de curativos, Saco plastico. Tecnica 01 - Desligar todos os equipamentos; 02 - Colocar a cama em posicao horizontal; 03 - Cobrir o corpo com um lencol; 04 - Colocar os biombos ao redor do leito; 05 - Lavar as maos; 06 - Reunir o material e colocar perto do morto; 07 - Colocar a bacia com agua sobre a cadeira; 08 - Vestir o avental, calcar as luvas e colocar a mascara se houver necessidade; 09 - Soltar os lencois da cama, retirando o travesseiro; 10 - Retirar as sondas, canulas, drenos e colocar no saco plastico; 11 - Barbear o paciente se for necessario; 12 - Fazer a higiene do corpo com agua e sabao; 13 - Remover curativos e refaze-los se for necessario; 14 - Tamponar todos os orificios naturais do corpo com algodao seco montado na pinca longa, de modo que ele nao apareca; 15 - Fechar as palpebras com tiras de esparadrapo (durante 1 hora); 16 - Colocar a protese; se for o caso; 17 - Sustentar a mandibula com atadura de crepe, amarrando-a no alto da cabeca, retirar apos uma hora; 18 - Vestir a roupa no paciente; 19 - Colocar as maos unidas sobre a cintura e fixa-las com atadura de crepe; 20 - Juntar os pes e amarra-los com atadura de crepe; 21 - Amarrar uma etiqueta com cordone nos tornozelos se o corpo for para necropsia; 22 - Forrar a maca com lencol em diagonal; 23 - Passar o corpo da cama para a maca; 24 - Dobrar o lencol envelope sobre o corpo fixando com fita crepe; 25 - Cobrir o corpo e a maca com outro lencol no sentido do comprimento; 26 - Fixar com fita crepe a outra etiqueta na altura das maos do paciente; 27 - Remover a roupa da cama colocando-a no ramper de roupas sujas; 28 - Reunir os pertences e entrega-los a familia; 29 - Desprezar as luvas no lixo e colocar o avental no recipiente de roupa suja; 30 - Encaminhar o corpo para o local determinado para guarda; 31 - Lavar as maos; 32 - Anotar no prontuario; 33 - Preparar os papeis de alta por obito e encaminhar a secretaria. 20.4 - TIPOS DE OBITOS Definido Quando a causa da morte e conhecida; Mal Definido Quando a causa da morte e desconhecida. O corpo e submetido a autopsia; Caso de Policia Tem comprometimento legal. Sao obitos decorrentes de acidentes, agressoes. O corpo e encaminhado ao IML.

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