Escola Clássica

Escola Clássica

Ao mesmo tempo em que Taylor desenvolvia os primeiros estudos sobre a teoria da administração, Fayol elaborava a teoria Clássica na França. No entanto, no começo do século X a escassa tecnologia aliada a um grande atraso impediu que suas ideias fossem difundidas nas Américas. No entanto, Fayol propôs princípios básicos de administração semelhantes aos de Taylor, onde podemos observar que há muita semelhança nas duas escolas.

Fayol relacionou 14 princípios de acordo com seus pensamentos. São estes: divisão do trabalho, autoridade e responsabilidade, unidade de comando, unidade de direção, disciplina, prevalência dos interesses gerais, remuneração, centralização, hierarquia, ordem, equidade, estabilidade dos funcionários, iniciativa e espírito de corpo.

Tais princípios defendiam a especialização dos funcionários a fim de aumentar a produtividade. Cada funcionário respondendo apenas por uma determinada atividade incrementaria a produção. Sob uma visão focada na gerência administrativa da empresa, Fayol, também rege a autoridade que os níveis hierárquicos da empresa devem ter em mãos, tendo a responsabilidade dos funcionários como garantia. Mas também deve haver critérios de quem receber as ordens. Cada grupo de funcionários deve receber ordens de somente um superior, mantendo assim a unidade. Na diretoria da empresa, os interesses da corporação devem prevalecer os interesses da corporação jamais os individuais.

Quanto aos funcionários, Fayol prega que deve haver disciplina, afinal, sem ela a organização vira um caos. Deve haver ordem, cada funcionário em seu devido lugar com sua devida função. Os funcionários devem manter-se estáveis (um alto índice de rotatividade tem consequências negativas sobre o desempenho da empresa) e sua remuneração deve estar de acordo com suas necessidades, garantindo, assim, sua satisfação.

Fayol foca bastante a gerência administrativa em sua teoria e classifica as suas funções em planejar (estabelecer quais são os objetivos e como serão alcançados), comandar (os níveis hierárquicos devem ser claramente definidos, possibilitando aos funcionários saber de quem devem receber ordens), organizar (alocar todos os recursos da empresa), controlar (estabelecer padrões de desempenho afim de que as medidas tomadas sejam as corretas) e coordenar (é o departamento pessoal, que, para Fayol, deve dispor sobre as atitudes e esforços dos membros da equipe).

O autor possui uma obsessão pelo comando, vê a empresa de cima para baixo, dando sempre um enfoque maior à gerência administrativa. Outra notória observação é sobre o fato de Fayol ver a empresa como um sistema fechado, que não funcionaria, já que todas empresas sofrem influências externas no seu contexto. Fayol também peca na exploração dos trabalhadores, através de teorias tendenciosas.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS FERREIRA, Ademir A., REIS, Ana Carla F., PEREIRA, Maria Isabel. Gestão Empresarial: de Taylor aos nossos dias. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2002.

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