Escola Humanística

Escola Humanística

A crise de 1929, a maior da história, serviu de alerta aos administradores de que os conceitos de administração necessitavam ser reformulados. Nessa reformulação, surge o salário mínimo, carga horária máxima, a previdência social e a legalização dos sindicatos. Tudo em prol de uma maior eficiência nas organizações. Os conceitos elaborados pela escola de Relações Humanas consideravam os fatores humanos e materiais como um todo.

Os administradores tiveram que aceitar e adaptar-se a novos pressupostos para garantir o progresso de sua empresa. Tiveram de reconhecer que os aspectos sociológicos, psicológicos e emocionais são mais importantes que os técnicos e ainda entender que os trabalhadores trabalham em coesão grupal (espírito de corpo). A participação dos funcionários, sempre condicionada à situação, é fundamental. Segundo os pressupostos da escola de Relações Humanas, a comunicação de baixo para cima estimula a iniciativa dos funcionários.

Dada a importância atribuída ao psicológico do trabalhador, a motivação econômica deixa de ser prioridade. A partir deste momento, na concepção da administração, as prioridades são o reconhecimento e a integração social dos funcionários para o progresso da organização.

Os estudiosos que contribuíram para a abordagem humanística consideravam que as empresas deveriam enfatizar as responsabilidades sociais (Oliver Sheldon), que o clima de trabalho deveria ser agradável (Alfred Marrow), que as empresas deveriam ter domínio sobre o conhecimento da natureza humana, fazendo dela matéria-prima para a eficiência (Ordway Tead) e também consideravam a flexibilidade nas relações entre funcionário e empresa, partindo do princípio de que os funcionários deviam ser tratados individualmente, e que não havia receita pronta para esse bom relacionamento (Mary Follett). Todas essas teorias foram agregadas aos estudos da escola humanística e contribuíram para revolucionar a relação entre a empresa e o funcionário no século X.

Há, sim, críticas sobre a abordagem da escola humanística, mas todos concordam que ela serviu de base para o desenvolvimento de todas as escolas posteriores. Entre todas as críticas apontadas, pode-se destacar a restrição do conceito ao estudo das fábricas, ao chão de fábrica, dificultando a generalização e uma crítica ao relacionamento “de baixo para cima”, alegando uma “espionagem de ideias”. Ora, se a empresa sabe o que seus funcionários estão sentindo, poderá saber a melhor forma de agir.

A conclusão sobre a escola humanística não poderia ser outra: quase um século depois, as empresas cada vez mais preocupam-se com o funcionário, valorizando seu conhecimento empírico e usando conceitos recentes, como o do endomarketing, por exemplo, que indicam que cada vez mais as empresas querem que o funcionário encontre seu lugar na organização.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS FERREIRA, Ademir A., REIS, Ana Carla F., PEREIRA, Maria Isabel. Gestão Empresarial: de Taylor aos nossos dias. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2002.

Comentários