Administração de medicamentos pela via parenteral

Administração de medicamentos pela via parenteral

Outras vias que não a gastrointestinal,ocular, aftálmica, auricular, tópica, vaginal, inalatória para aplicação de uma droga

  • Outras vias que não a gastrointestinal,ocular, aftálmica, auricular, tópica, vaginal, inalatória para aplicação de uma droga

EQUIPAMENTOS

  • Agulha:

  • Partes: eixo (canhão), haste (bainha) e bisel (chanfradura);

  • Aspectos característicos: obliqüidade do bisel, extensão da haste, diâmetro ou calibre da agulha;

  • Comprimento varia de 0,6 a 12,5 cm - Menor calibre, maior diâmetro;

  • Seleção agulha depende da viscosidade do líquido a ser injetado ou infundido.

AGULHAS

EQUIPAMENTOS

  • Seringa:

  • Partes: êmbolo, cilindro ou corpo, bico (ponta);

  • Tipo: de vidro ou descartável;

  • Volume: 1 a 50 ml - mais comuns: 1ml; 3ml; 5ml; 10ml; 20ml;

  • São calibradas em ml ou unidades

SERINGAS

RISCOS DAS MEDICAÇÕES PARENTERAIS

  • Uma vez administradas, não é possível retirá-las;

  • Risco de infecção, por formação de solução de continuidade

Tipo de tecido no qual o medicamento vai ser injetado (grau de absorção, início da ação);

  • Tipo de tecido no qual o medicamento vai ser injetado (grau de absorção, início da ação);

  • Volume

  • Local – condições do cliente

PRINCÍPIOS GERAIS ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS

  • - Conheça a droga que administra: dose, via de administração, ações, efeitos colaterais, contra-indicações e cuidados necessários durante e após a administração da droga;

  • Saiba calcular a quantidade necessária do medicamento a partir da apresentação disponível;

PRINCÍPIOS GERAIS ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS

  • Verifique as cinco regras de administração de medicamentos;

  • Diga o nome do medicamento e o propósito ao cliente;

  • Registre a administração de todos os medicamentos o mais cedo possível;

PRINCÍPIOS GERAIS ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS

  • Não administre medicação preparada por outra pessoa.

  • Evite distrações, enquanto prepara a medicação;

  • Verifique o prazo de validade do medicamento;

PRINCÍPIOS GERAIS ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS

  • Resolva as dúvidas sobre a medicação antes de administrá-la, inclusive as do cliente;

  • Verifique a existência de sensibilidade (alergias) do cliente à drogas antes de preparar e administrar medicações

APRESENTAÇÃO/PREPARO MEDICAÇÕES PARENTERAIS

  • AMPOLAS (líquido)

APRESENTAÇÃO/PREPARO MEDICAÇÕES PARENTERAIS

  • FRACO-AMPOLA (pó liofilizado)

INTRADÉRMICA (ID)

  • Via muito restrita;

  • Pequenos volumes - de 0,1 a 0,5 mililitros;

  • Usada para reações de hipersensibilidade

    • provas de ppd (tuberculose), Schick (difteria)
    • sensibilidade de algumas alergias, dessensibilização e auto vacinas
    • aplicação de BCG (vacina contra tuberculose) - na inserção inferior do músculo deltóide - uso padrão internacional

VIA INTRADÉRMICA

  • Local apropriado:

    • face anterior do antebraço
    • pobre em pelos
    • pouca pigmentação
    • pouca vascularização
    • fácil acesso para leitura

VIA INTRADÉRMICA

VIA SUBCUTÂNEA (SC)

  • A medicação é introduzida na tela subcutânea (tecido subcutâneo ou hipoderme – tecido conjuntivo frouxo, sob a derme);

  • Tecido subcutâneo receptores dor = desconforto cliente

VIA SUBCUTÂNEA

  • Absorção lenta, através dos capilares, de forma contínua e segura;

  • usada para administração de vacinas (anti-rábica e anti-sarampo), Anticoagulantes (heparina) e hipoglicemiantes (insulina)

  • Volume não deve exceder 03 ml

VIA SUBCUTÂNEA

  • Local de aplicação - teoricamente, toda tela subcutânea

  • Locais recomendados: menor inervação, fácil acesso, maior capacidade de distensão local do tecido

    • parede abdominal
    • faces ântero-lateral da coxa
    • face externa do braço

VIA SUBCUTÂNEA

  • Angulação da agulha

    • Clientes gordos/obesos 90o - agulhas hipodérmicas
    • magros 45o - agulhas normais
  • Em uso contínuo deve-se rodiziar o local da aplicação – necrose local, absorção comprometida

VIA SUBCUTÂNEA

  • Complicações das injeções subcutâneas

    • infecções inespecíficas ou abscesso;
    • formação de tecido fibrótico; úlceras ou necrose de tecidos;
    • embolias - por lesão de vasos e uso de drogas oleosas ou em suspensão;
    • fenômeno de Arthus - formação de nódulos devido injeções repetidas em um mesmo local

VIA INTRAMUSCULAR (IM)

  • Via muito utilizada, absorção rápida vascularização músculo

  • Músculo escolhido

    • bem desenvolvido
    • Fácil acesso
    • área livre de infecção, escoriação, necrose, distante de grandes vasos e nervo

VIA INTRAMUSCULAR

  • Ângulo – 90º

  • Agulha – longa de grande calibre

  • Volume injetado - depende da estrutura muscular

    • região deltóide - de 2 a 3 ml
    • região glútea - de 4 a 5 ml
    • músculo da coxa - de 3 a 4 ml

REGIÃO DELTÓIDE

  • REGIÃO DELTÓIDE

    • muito utilizada pela facilidade de acesso
    • muitas vezes indicada pelo paciente
    • localização
      • 5 a 6 centímetros (quatro dedos) abaixo do acrômio
      • punção no meio do triângulo que se forma região superior braço, alinhado a axila
    • pode acontecer complicações vásculo-nervosas com paralisia muscular

VIA INTRAMUSCULAR - DELTÓIDE

VIA INTRAMUSCULAR

  • Contra-indicação da região deltoídea

    • crianças de 0 a 10 anos
    • pequeno desenvolvimento muscular (caquéticos e idosos)
    • volumes superiores a 3 ml
    • substâncias irritantes
    • injeções consecutivas
    • clientes com AVC e parestesias ou paresias dos braços
    • Clientes submetidos a mastectomia ou esvaziamento cervical

VIA INTRAMUSCULAR

  • REGIÃO GLÚTEA: músculo glúteo máximo

  • Dorso- glútea (DG)

  • Ventro – glútea (VG)

  • Face ântero-lateral da coxa (FALC)

    • localização: DG - quadrante superior externo
      • traçar linha partindo da espinha ilíaca póstero-superior até o grande trocanter do fêmur e puncionar acima desta linha (relativo ao quadrante superior externo)
    • posição:
      • cliente em decúbito ventral, com rotação dos pés para dentro (maior relaxamento)
      • em decúbito lateral, adotar a posição de sims.

VIA INTRAMUSCULAR – DORSO GLÚTEA

VIA INTRAMUSCULAR – DORSO GLÚTEA

VIA INTRAMUSCULAR

  • Contra-indicações região glútea

    • Crianças < 2 anos, principalmente as que não andam
    • Clientes com atrofia de musculatura glútea (idosos)
    • Com parestesia ou paralisia de membros inferiores
    • Clientes com lesões vasculares de membros inferiores
  • Complicações

    • Punção nervo ciático causando paralisia de membro inferior
    • embolias
    • infecções e abcessos

VIA INTRAMUSCULAR – REGIÃO ÂNTERO-LATERAL DA COXA

  • Músculo vasto-lateral (quadríceps femural)

  • Facilidade de auto-aplicação

  • Cuidado com o nervo fêmuro-cutâneo

  • Contra-indicada em recém-nascidos (0 a 28 dias)

REGIÃO ÂNTERO-LATERAL DA COXA

VIA INTRAMUSCULAR -REGIÃO VENTRO-GLÚTEA (HOCHESTTER)

  • formada pelos músculos médio e mínimo

  • Localização:

  • palma da mão sobre o trocanter maior do quadril do cliente, aponte o polegar na direção da virilha e os outros dedos na direção da cabeça do cliente;

  • dedo indicador sobre a espinha ilíaca ântero-superior estenda o dedo médio para trás ao longo da crista ilíaca, na direção das nádegas.

  • O dedo indicador, médio e a crista ilíaca formam um triângulo em forma de “V” e o local de aplicação é o centro do triângulo

VIA INTRAMUSCULAR -REGIÃO VENTRO-GLÚTEA

COMPLICAÇÕES DA INJEÇÃO IM

  • Lesão de nervos: principalmente o nervo ciático

  • (glúteo);

  • lesão de vasos: acidentalmente, pode-se perfurar um vaso sangüíneo;

  • lesão de tecido subcutâneo por injeções superficiais: dor, nódulo, abscesso

  • processos alérgicos: susceptibilidade do cliente ao medicamento ou produto usado na anti-sepsia

  • outras alterações orgânicas (reação ao medicamento)

RESUMINDO...

VIA ENDOVENOSA

  • Introdução de medicação diretamente na veia

  • Métodos

  • Misturas em grandes volumes de líquidos

  • Bolus (bolo) pequeno volume por acesso venoso já existente ou heparinizado

  • Infusão em paralelo

  • QUALQUER MÉTODO – OBSERVAR ATENTAMENTE SINAIS /SINTOMAS DE REAÇÕES ADVERSAS

VIA ENDOVENOSA

  • VANTAGENS

  • Resposta rápida

  • Absorção eficaz

  • Dosagem precisa

  • Melhor conforto que as IM

  • DESVANTAGENS

  • Incompatibilidade de soluções e medicamentos

  • esclerose venosa

  • Reações adversas imediatas

VIA ENDOVENOSA

VIA ENDOVENOSA

  • INDICAÇÕES

    • necessidade de ação imediata do medicamento
    • necessidade de injetar grandes volumes – hidratação
    • introdução de substâncias irritantes de tecidos musculares
    • estabelecer níveis terapêuticos do sangue
    • realizar coleta de sangue para exames
    • quando são necessárias doses repetidas de medicação parenteral;
    • em situações de emergência

VIA ENDOVENOSA

  • TIPOS DROGAS INJETADOS NA VEIA

    • soluções solúveis no sangue
    • líquidos hiper, iso ou hipotônicos
    • sais orgânicos
    • eletrólitos
    • medicamentos não oleosos, não contenham cristais visíveis em suspensão

VIA ENDOVENOSA

  • DISPOSITIVOS

  • Agulhas

  • Cateter curto de metal -Scalps – agulha tipo borboleta

  • Cateter curto - cânula de poliuretano “jelco”

  • Cateter central de inserção periférica - PICC

VIA ENDOVENOSA

  • LOCAIS DE APLICAÇÃO:

  • Qualquer veia superficial acessível, preferencialmente de grande calibre longe de nervos importantes e articulações (esta última no caso de soro), de fácil acesso, não esclerosada e sem sinais de inflamação

VIA ENDOVENOSA

  • Crianças: veias pediosa tibial e fibular (dos membros inferiores), jugular e epicraniana (pescoço e cabeça)

VIA ENDOVENOSA

    • MEMBROS SUPERIORES
    • veias cefálica, basílica - para manutenção de via venosa contínua
  • Cefálica - utilizada em recém-natos e lactentes

    • veia mediana do cotovelo - para coletas de sangue, para injeções únicas de medicamentos
    • Alto risco de infiltração

VIA ENDOVENOSA

    • dorso da mão - veias metacarpianas dorsais
        • para injeções únicas
        • manutenção de via venosa contínua (evitar novas punções)

VIA ENDOVENOSA

VIA ENDOVENOSA

CUIDADOS ADM. MEDICAÇÃO ENDOVENOSA

  • O procedimento requer técnica asséptica rigorosa

  • A solução medicamentosa deve apresentar-se límpida e perfeitamente diluída

  • Aplicar a solução bem diluída e lentamente

  • Observar rigorosamente as reações do cliente durante e logo após a aplicação do medicamento

  • luvas de procedimento

COMPLICAÇÕES MEDICAÇÕES EV

  • 1. Extravazamento/infiltração - veia é perfurada e/ou vazamento em torno do local de acesso IV

  • Sinais e Sintomas

  • Queimação ou desconforto no local de acesso

  • Calor local

  • Velocidade de infusão diminuída – obstrução

  • Edema no local de acesso ou acima dele

  • Sensação de distensão no local de acesso

COMPLICAÇÕES MEDICAÇÕES EV

  • 2. Hipersensibilidade à drogas

  • Sinais e Sintomas

  • Reação anafilática

  • Bronco espasmo

  • Erupção urticariforme, prurido

  • Lacrimejamento, coriza

  • Sibilos

COMPLICAÇÕES MEDICAÇÕES EV

  • 3. Flebite – complicação mais comum IV; associada a medicamentos e soluções ácidas, , alcalinas ou de alta osmolaridade, uso de dispositivo mais calibroso que o vaso, uso prolongado dispositivo mesmo local

  • Sinais e Sintomas

  • Calor local

  • Veia endurecida à palpação

  • Área edemaciada sobre a veia

  • Hiperemia ou sensibilidade na ponta do dispositivo

COMPLICAÇÕES MEDICAÇÕES EV

  • 4. Choque – pode ocorrer qdo medicação adm com rapidez excessiva

  • Sinais e Sintomas

  • Parada cardíaca

  • Rubor facial

  • Cefaléia

  • Síncope

  • Opressão torácica

COMPLICAÇÕES MEDICAÇÕES EV

  • 5. Infecção Sistêmica – complicação mais grava IV; mais comum em dispositivos de acesso vascular central

  • Sinais e Sintomas

  • Febre

  • Calafrios e mal-estar sem causa aparente

COMPLICAÇÕES MEDICAÇÕES EV

  • 6. Espasmo Venoso – pode ocorrer com a infusão de soluções frias ou irritantes, punção venosa traumática

  • Sinais e Sintomas

  • Palidez pele sobre a veia

  • Dor ao longo da veia

  • Velocidade de infusão lenta

DESTINO DOS MATERIAIS

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

  • CASSIANI, S. H. de B. Administração de medicamentos. São Paulo: EPU, 2000.

  • POSSO, M. B. S. Semiologia e semiotécnica de enfermagem. São Paulo: Atheneu, 1999.

  • POTTER, P. A., PERRY, A. G. Fundamentos de enfermagem. 5 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2004.

  • POTTER, P. A., PERRY, A. G. Grande tratado de enfermagem prática. 3.ed. São Paulo: Livraria Santos, 2005.

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