NBR 12655/96 - Concreto - Preparo, controle e recebimento

NBR 12655/96 - Concreto - Preparo, controle e recebimento

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Licença de uso exclusiva para Petrobrás S.A.

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Sumário Prefácio 1 Objetivo 2 Referências normativas 3 Definições 4 Generalidades 5 Responsabilidade pela composição e propriedades do concreto 6 Requisitos 7 Ensaios de controle de aceitação 8 Recebimento do concreto

Prefácio

A ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas - é o Fórum Nacional de Normalização. As Normas Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (CB) e dos Organismos de Normalização Setorial (ONS), são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos, delas fazendo parte: produtores, consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros).

Os Projetos de Norma Brasileira, elaborados no âmbito dos CB e ONS, circulam para Votação Nacional entre os associados da ABNT e demais interessados.

Esta Norma apresenta modificações significativas em relação à NBR 12655/1992.

1 Objetivo

1.1 Esta Norma fixa as condições exigíveis para o preparo, controle e recebimento de concreto destinado à execução de estruturas de concreto simples, armado ou protendido.

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ABNT-Associação Brasileira de Normas Técnicas

NBR 12655

Palavra-chave: Concreto7 páginas

Concreto - Preparo, controle e recebimento

Origem: Projeto NBR 12655/1995 CB-18 - Comitê Brasileiro de Cimento, Concreto e Agregados CE-18:305.01 - Comissão de Estudo de Procedimentos para Controle de Qualidade do Concreto NBR 12655 - Concrete - Preparation, control and acceptance Descriptor: Concrete Esta Norma substitui a NBR 12655/1992 Válida a partir de 01.07.1996

1.2 Esta Norma não se aplica a concreto projetado, pavimentos ou concreto massa para barragens.

2 Referências normativas

As normas relacionadas a seguir contêm disposições que, ao serem citadas neste texto, constituem prescrições para esta Norma. As edições indicadas estavam em vigor no momento desta publicação. Como toda norma está sujeita a revisão, recomenda-se àqueles que realizam acordos com base nesta que verifiquem a conveniência de se usarem as edições mais recentes das normas citadas a seguir. A ABNT possui a informação das normas em vigor em um dado momento.

NBR 5738/1994 - Moldagem e cura de corpos-deprova cilíndricos ou prismáticos de concreto - Método de ensaio

NBR 5739/1994 - Concreto - Ensaio de compressão de corpos-de-prova cilíndricos - Método de ensaio

NBR 5750/1992 - Amostragem de concreto fresco - Método de ensaio

NBR 6118/1980 - Projeto e execução de obras de concreto armado - Procedimento

NBR 7211/1983 - Agregado para concreto - Especificação

NBR 7212/1984 - Execução de concreto dosado em central - Especificação

MAIO 1996

Licença de uso exclusiva para Petrobrás S.A. Licença de uso exclusiva para Petrobrás S.A.

NBR 12655/19962

NBR 7223/1992 - Concreto - Determinação da consistência pelo abatimento do tronco de cone - Método de ensaio

NBR 8953/1992 - Concreto para fins estruturais - Classificação por grupos de resistência - Classificação

NBR 9606/1992 - Concreto - Determinação da consistência pelo espalhamento do tronco de cone - Método de ensaio

NBR 9935/1987 - Agregados - Terminologia

NBR 11172/1989 - Aglomerantes de origem mineral - Terminologia

NBR 11768/1992 - Aditivos para concreto de cimento Portland - Especificação

NBR 12654/1992 - Controle tecnológico de materiais componentes do concreto - Procedimento

3 Definições

Para os efeitos desta Norma, aplicam-se as definições das NBR 6118, NBR 9935, NBR 11172 e NBR 11768.

4 Generalidades 4.1 Etapas de execução do concreto As etapas de execução do concreto são as seguintes:

a)caracterização dos materiais componentes do concreto, conforme a NBR 12654; b) estudo de dosagem do concreto; c) ajuste e comprovação do traço de concreto; d) preparo do concreto. 4.2 Preparo do concreto

Consiste nas operações de execução do concreto, desde o armazenamento dos materiais, sua medida e mistura, bem como na verificação das quantidades utilizadas desses materiais. Esta verificação tem por finalidade comprovar que o proporcionamento da mistura atende ao traço especificado e deve ser feita uma vez ao dia, ou quando houver alteração do traço.

4.3 Modalidade de preparo do concreto

Para o concreto destinado às estruturas, são previstas duas modalidades diferentes de preparo, descritas em 4.3.1 e 4.3.2.

4.3.1 Concreto preparado pelo executante da obra

Independentemente da condição de preparo prevista em 6.4.3.1, as responsabilidades são as descritas em 5.2.

4.3.2 Concreto preparado por empresa de serviços de concretagem

A central deve assumir a responsabilidade pelo serviço e cumprir as prescrições relativas às etapas de execução do concreto (ver 4.1), bem como as disposições da NBR 7212. A documentação relativa ao cumprimento destas prescrições e disposições deve ser arquivada na central dosadora e preservada durante o prazo previsto na legislação vigente.

4.4 Aceitação do concreto

Consiste em duas etapas: aceitação do concreto fresco (provisória) e aceitação definitiva do concreto, efetuadas através dos ensaios de controle de aceitação do concreto (ver seção 7).

4.4.1 Aceitação do concreto fresco

Efetuada durante a descarga da betoneira, consiste na verificação da conformidade das propriedades especificadas para o estado fresco.

4.4.2 Aceitação definitiva do concreto

Consiste na verificação do atendimento a todos os requisitos especificados para o concreto endurecido.

4.5 Recebimento do concreto

O recebimento do concreto consiste na verificação do cumprimento desta Norma, através da análise e aprovação da documentação correspondente, no que diz respeito às etapas de execução do concreto e sua aceitação.

5 Responsabilidade pela composição e propriedades do concreto

O concreto para fins estruturais deve ter definidas todas as características e propriedades de maneira explícita, antes do início das operações de concretagem. O proprietário da obra ou o responsável técnico por ele designado deve garantir o cumprimento desta Norma e manter documentação que comprove a qualidade do concreto conforme descrito em 5.3.

5.1 Profissional responsável pelo projeto estrutural Cabem a este profissional as seguintes responsabilidades:

fck, em todos os desenhos e memórias que descrevem o projeto tecnicamente; fck para as etapas construtivas, tais como: retirada de cimbramento, aplicação de protensão ou ma- nuseio de pré-moldados; c)especificação dos requisitos correspondentes à durabilidade da estrutura e de propriedades especiais do concreto, tais como: consumo mínimo de cimento, relação água/cimento, módulo de deformação estático mínimo na idade da desforma e outras propriedades necessárias à estabilidade e durabilidade da estrutura, durante a fase construtiva e durante sua vida útil, de acordo com a NBR 6118.

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NBR 12655 /1996 3

5.2 Profissional responsável pela execução da obra

Ao profissional responsável pela execução da estrutura de concreto cabem as seguintes responsabilidades:

a)escolha da modalidade de preparo do concreto (ver 4.2); b)quando a modalidade for concreto preparado pelo executante da obra, este deve ser o responsável pelas etapas de execução do concreto (ver seção 6) e pela definição da condição de preparo (ver 6.4.3.1); c)escolha do tipo de concreto a ser empregado e sua consistência, dimensão máxima do agregado e demais propriedades, de acordo com o projeto e com as condições de aplicação; d) atendimento a todos os requisitos de projeto, inclusive quanto à escolha do tipo de cimento Portland a ser empregado; e) aceitação do concreto, definida em 4.4; f)cuidados requeridos pelo processo construtivo e pela retirada do escoramento, levando em consideração as peculiaridades dos materiais (em particular do cimento) e as condições de temperatura.

5.3 Responsável pelo recebimento do concreto

O responsável pelo recebimento do concreto, definido em 4.5, é o proprietário da obra ou o responsável técnico pela obra, designado pelo proprietário. A documentação comprobatória do cumprimento desta Norma (relatórios de ensaios, laudos e outros) deve estar disponível no canteiro de obra, durante toda a construção, e ser arquivada e preservada pelo prazo previsto na legislação vigente, salvo o disposto em 4.3.2.

6 Requisitos

As etapas de execução definidas em 4.1 devem atender ao exposto a seguir.

6.1 Armazenamento dos materiais componentes

Os materiais componentes do concreto devem permanecer armazenados na obra ou na central de dosagem, separados fisicamente desde o instante do recebimento até a mistura. Cada um dos componentes deve estar completamente identificado durante o armazenamento, no que diz respeito à classe ou à graduação de cada procedência. Os documentos que comprovam a origem e características dos materiais devem permanecer arquivados, conforme legislação vigente.

6.1.1 Cimento

6.1.1.1 Cada cimento deve ser armazenado separadamente, de acordo com a marca, tipo e classe, conforme as recomendações a seguir.

6.1.1.2 O cimento fornecido em sacos deve ser guardado em pilhas, em local fechado, protegido da ação de chuva, névoa ou condensação. Cada lote recebido em uma mesma data deve ser armazenado em pilhas separadas e devidamente individualizadas.

6.1.1.3 As pilhas devem estar separadas por corredores que permitam o acesso e os sacos devem ficar apoiados sobre estrado ou paletes de madeira, para evitar o contato direto com o piso.

6.1.1.4 Os sacos devem ser empilhados em altura de no máximo 15 unidades, quando ficarem retidos por período inferior a 15 dias, ou em altura de no máximo 10 unidades, quando permanecerem por período mais longo.

6.1.1.5 O cimento fornecido a granel deve ser estocado em silo estanque, provido de respiradouro com filtro para reter poeira, tubulação de carga e descarga e janela de inspeção.

6.1.1.6 Cada silo deve estar munido de uma identificação com o registro do tipo, classe e marca de cimento contido, e sua configuração interna deve ser tal que induza o fluxo desimpedido do cimento até a boca de descarga, sem gerar áreas mortas.

6.1.2 Agregados

Os agregados devem ser armazenados separadamente em função da sua graduação granulométrica, de acordo com as classificações indicadas na NBR 7211. Não deve haver contato físico direto entre as diferentes graduações. Cada fração granulométrica deve ficar sobre uma base que permita escoar a água livre, de modo a eliminá-la.

NOTA - O depósito destinado ao armazenamento dos agregados deve ser construído de maneira tal que evite o contato com o solo e impeça a contaminação com outros sólidos ou líquidos prejudiciais ao concreto.

6.1.3 Água

A água destinada ao amassamento do concreto deve ser guardada em caixas estanques e tampadas, de modo a evitar a contaminação por substâncias estranhas.

6.1.4 Aditivos

6.1.4.1 Os aditivos em forma pulverulenta ou líquida devem ser armazenados, até o instante do seu uso, nas embalagens originais ou em local que atenda às especificações do fabricante.

6.1.4.2 Os aditivos líquidos, no instante de seu uso, quando não forem utilizados em sua embalagem original, devem ser transferidos para um recipiente estanque, não sujeito à corrosão, protegido contra contaminantes ambientais e provido de agitador, de forma a impedir a decantação dos sólidos.

6.1.4.3 O aditivo líquido, quando utilizado diretamente de sua embalagem original, deve ser homogeneizado energicamente, de forma a impedir a decantação dos sólidos contidos no aditivo, uma vez por dia e imediatamente antes de seu uso, ou deve ser submetido a procedimento recomendado pelo fabricante.

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NBR 12655/19964

6.1.4.4 O recipiente para o armazenamento de aditivos deve estar munido de uma identificação contendo:

a) marca; b) lote; c) tipo do produto; d) data de fabricação; e) prazo de validade. 6.1.5 Adições minerais

Cada adição mineral deve ser armazenada separadamente e devidamente identificada.

NOTA 2 - Na categoria de adição mineral ficam incluídos todos os sólidos minerais, em estado seco na forma pulverulenta, inertes ou ativos.

6.2 Medida dos materiais e do concreto

6.2.1 A base de medição do concreto para o estabelecimento da sua composição, da sua requisição comercial ou fixação do seu volume é o metro cúbico de concreto no estado fresco adensado.

6.2.2 A medida volumétrica dos agregados somente é permitida para os concretos preparados no próprio canteiro de obras, cumpridas as prescrições de 6.4.3.1.

6.2.3 Os materiais para concreto de classe C25 da NBR 8953 devem ser medidos em massa, ou em massa combinada com volume. No caso de massa combinada com volume, entende-se que o cimento seja sempre medido em massa e que o canteiro deva dispor de meios para medir a umidade da areia e efetuar as correções necessárias, além de balanças com capacidade e precisão aferidas, de modo a permitir a rápida e prática conversão de massa para volume de agregados, sempre que for necessário ou quando o responsável técnico pela obra o exigir.

6.2.5 Para concreto medido em massa, deve ser atendido o disposto na NBR 7212, no que diz respeito aos equipamentos e à medida dos materiais.

6.3 Mistura

Os componentes do concreto, medidos de acordo com o indicado em 5.2, devem ser misturados até formar uma massa homogênea. Esta operação pode ser executada na obra, na central de concreto ou em caminhãobetoneira. O equipamento de mistura utilizado para este fim, bem como sua operação, devem atender às especificações do fabricante quanto à capacidade de carga, velocidade e tempo de mistura.

6.3.1 Em betoneira estacionária

6.3.1.1 O tempo mínimo de mistura em betoneira estacionária é de 60 s, devendo este tempo ser aumentado em 15 s para cada metro cúbico de capacidade nominal da betoneira ou conforme especificação do fabricante. O tempo mínimo de mistura somente pode ser diminuído mediante comprovação da uniformidade.

6.3.1.2 Após a descarga , não deve ficar retido na superfície das paredes e pás da betoneira um volume residual de concreto maior do que 5% do volume nominal, entendendo-se que este volume independe da consistência do concreto.

6.3.2 Em caminhão-betoneira

Quando os materiais forem misturados em caminhãobetoneira, deve ser obedecido o disposto na NBR 7212, no que se refere ao equipamento de mistura.

NOTA 3 - As betoneiras devem ser submetidas à comprovação da uniformidade, sempre que apresentarem, durante a descarga, sinais de heterogeneidade de composição ou consistência, em amostras de concreto coletadas durante os primeiros 20 min de descarga.

6.4 Estudo de dosagem do concreto

6.4.1 Dosagem racional e experimental

6.4.1.1 A composição de cada concreto de classe C15 ou superior a ser utilizado na obra deve ser definida, em dosagem racional e experimental, com a devida antecedência em relação ao início da concretagem da obra. O estudo de dosagem deve ser realizado com os mesmos materiais e condições semelhantes àquelas da obra, tendo em vista as prescrições do projeto e as condições de execução.

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