Cabralea canjerana (Vell.) Mart., conhecida vulgarmente como canjerana ou pau-de-santo, é uma árvore comum nesses remanescentes do Paraná e que pode atingir 30 metros de altura no interior da mata.

  • Cabralea canjerana (Vell.) Mart., conhecida vulgarmente como canjerana ou pau-de-santo, é uma árvore comum nesses remanescentes do Paraná e que pode atingir 30 metros de altura no interior da mata.

  • As coletas de flores em pré-antese e pós-antese e as observações de campo foram feitas no Horto Florestal de Maringá, Paraná, Brasil, um remanescente florestal de 37 hectares, situado entre os meridianos 51Æ30’e 54ÆW e os paralelos 22Æ30’,e 24Æ30’S, em altitude média de 556 metros.

  • Antese é o ato da abertura das flores, quando um de seus órgãos sexuais (ou todos) amadurece e o perianto abre-se, iniciando o ciclo reprodutivo das flores.

  • A análise da estrutura floral foi feita em material coletado fresco ou fixado em FAA 50 ou FPA 5010.

Morfologia e anatomia da flor

  • Morfologia e anatomia da flor

As sépalas são revestidas por epiderme simples com cutícula estriada, que reveste as paredes celulares periclinais externas.

  • As sépalas são revestidas por epiderme simples com cutícula estriada, que reveste as paredes celulares periclinais externas.

  • As sépalas são vascularizadas por até seis feixes colaterais (Figuras 6 e 7).

  • O mesofilo é parenquimático multiestratificado, sendo as células localizadas sob a epiderme de menor dimensão (Figura 10)

  • Na maturidade o androceu conserva na parede apenas a epiderme e o endotécio.

No gineceu a epiderme interna é glabra e também unisseriada (Figura 14).

  • No gineceu a epiderme interna é glabra e também unisseriada (Figura 14).

  • No nectário o tecido secretor parenquimático é formado por células pequenas densamente citoplasmáticas nas proximidades da epiderme e células maiores e vacuolizadas na região central. Neste tecido também se observam idioblastos secretores (Figura 20)

A forma de exsudação do néctar secretado nos nectários de Cabralea canjerana não foi observada, mas a existência de estômatos na epiderme destas estruturas leva se a supor que o néctar exsuda por estas aberturas epidérmicas, conforme registrado em Tropaeolum majus L.. Esse néctar secretado deve ter origem no tecido condutor que vasculariza o nectário.

  • A forma de exsudação do néctar secretado nos nectários de Cabralea canjerana não foi observada, mas a existência de estômatos na epiderme destas estruturas leva se a supor que o néctar exsuda por estas aberturas epidérmicas, conforme registrado em Tropaeolum majus L.. Esse néctar secretado deve ter origem no tecido condutor que vasculariza o nectário.

  • LUIZ A. SOUZA1,2, KÁTHIA S.M. MOURÃO1, ISMAR S. MOSCHETA1 e SÔNIA M. ROSA

  • Revista Brasil. Bot., V.26, n.2, p.175-184, jun. 2003

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