apostila primeiros socorros

apostila primeiros socorros

(Parte 5 de 11)

- Incapacidade de movimentação. Pode até ocorrer sangramento na parte interna do local lesado.

Conduta - Coloque compressa fria no local;

- Imobilize a área traumatizada;

- Dê analgésico via oral, para amenizar a dor;

- Chame o médico ou leve a pessoa ao hospital.

LUXAÇÃO É o deslocamento das extremidades ósseas que formam as articulações. Os principais sinais são: Dor local, deformação ao nível da articulação, inchaço, impossibilidade de movimentação. Deve-se proceder como os casos de fraturas.

CONCEITO Toda e qualquer lesão decorrente da ação do calor sobre o organismo.

A gravidade da queimadura é determinada pelos seguintes aspectos: •Grau da queimadura;

•Porcentagem queimada do corpo;

•Gravidade da lesão;

•Local da queimadura;

•Complicações associadas (condições físicas ou mentais preexistentes);

•Idade da vítima (idoso, com mais de 60 anos, e crianças, com menos de 5 anos reagem mal às queimaduras).

CLASSIFICAÇÃO QUANTO A PROFUNDIDADE 1º Grau: Atinge apenas a epiderme (camada mais superficial da pele), sendo caracterizada por vermelhidão, dor local, inchaço e ressecamento da pele, causada geralmente por exposição prolongada à luz solar ou contato breve com líquidos ferventes. 2 º Grau: Atinge camadas um pouco mais profundas da pele. Caracteriza-se por formação de bolhas e descamação das camadas superficiais da pele com formação de feridas avermelhadas, úmidas e muito doloridas. 3 º Grau: Atinge todas as camadas da pele, podendo alcançar músculos, nervos e ossos. Estas queimaduras apresentam secas, esbranquiçadas ou de aspecto carbonizado com pouca ou nenhuma dor, devido à destruição de células nervosas que transmitem a sensação de dor.

Conduta •Identificar e interromper imediatamente a causa do calor.

•Caso a queimadura seja de 1º grau, utilize água ou compressas frias para aliviar a dor e faça a administração por via oral de líquidos.

•Caso a queimadura seja de 2º e 3º grau, resfrie o local com água ou compressas frias, nunca utilize gelo ou água gelada. •Se a vítima estiver em chamas, não a deixe correr, utilizar água fria, extintor de

CO2 ou abafar com um cobertor em último caso pedir que a mesma role no chão.

•Retire roupas, pulseiras, jóias, relógios, que não estejam grudadas na pele da vítima.

•Proteja com pano limpo molhado em água e encaminhe-a a um hospital ou aguarde a chegada do socorro.

•Faça a avaliação primaria da vítima. Identifique qual tipo, grau e extensão da queimadura.

•Não fure as bolhas e não utilize nenhum tipo de pomada ou produto caseiro na área afetada pela queimadura. •Controle os sinais vitais e observe sinais de choque.

•A possibilidade de contaminação da lesão é grande (são principais causa morte).

A gravidade de uma queimadura não se mede somente pelo grau da lesão, mais também pela área atingida, na verdade, o risco de morte depende muito mais da extensão das lesões do que do grau da queimadura. São consideradas graves, as queimaduras que atingem mais de 15% do corpo, no caso de adultos e 10% para crianças até 10 anos. Para podermos avaliar a extensão da SCQ Superfície Corpórea Queimada utilizamos a regra dos nove. (Tabela abaixo).

Área ADULTO CRIANÇA

CHOQUE ELÉTRICO Como em todos os acidentes, a prevenção é sempre a melhor forma de evitar problemas. Por isso, mantenha protegidas as tomadas no local onde houver crianças, não deixe fios de eletrodomésticos desencapados e não tente consertar fiações elétricas sem a presença de um profissional.

Queimaduras elétricas

São produzidas pelo contato direto entre o corpo e a fonte elétrica. A gravidade é determinada pelo trajeto da corrente através do corpo. Pode gerar lesões musculares, desordens elétricas do músculo cardíaco, lesões ósseas e de órgãos vitais. •Desligue a fonte de energia elétrica, se não for possível.

•Afaste a vítima da fonte de energia com material isolante. Tome cuidado com fios soltos e chão molhado.

•Para vítimas de choque elétrico observe se há parada cardiorrespiratória, em caso afirmativo proceda com RCP – Ressuscitação cardiopulmonar. (capítulo seguinte). •Procure locais de entrada e saída da corrente elétrica, ambos estarão lesados.

•Cubra o local com pano limpo e úmido

•Providencie socorro imediato.

Queimaduras químicas

São inúmeros os produtos capazes de produzir queimaduras químicas. As extremidades, geralmente são os locais mais atingidos. A principal diferença da entre a queimadura térmica e química, é que a última tem sua profundidade agravada enquanto o agente químico permanece em contato com a pele. •Retire roupas e acessórios contaminados com o produto.

•Lave o local de contato com água corrente e fria por 5 a 10 minutos.

•Cubra o local com pano limpo e úmido

•Providencie socorro imediato.

CONCEITO A RCP é um conjunto de procedimentos cientificamente comprovados, voltados para a assistência às vítimas que se encontram com ausência de batimentos cardíacos e/ou ausência de respiração, com o objetivo de recuperar a bomba cardíaca e evitando a morte cerebral.

Existem muitos casos e situações que podem levar uma pessoa a sofrer uma parada cardiorrespiratória: afogamento, aspiração excessiva de gases venenosos, presença de corpos estranhos na garganta, choque elétrico, parada cardíaca. Os primeiros sinais da parada cardiorrespiratória são facilmente identificáveis: Inconsciência, ausência da respiração, ausência de pulso, extremidades arroxeadas.

CONDUTA •Deite a vítima em decúbito dorsal em superfície rígida.

•Ajoelhe-se ao lado da vítima e chame-a para verificar se está inconsciente.

•Se constatada a parada, acione o socorro e inicie o ABCD.

•Airway – Abertura de vias aéreas, através da manobra de inclinação da cabeça e elevação do queixo (na ausência de lesão cervical) (figura 1) e observar se a alguma presença de corpo estranho, constatando a presença, se possível retire-o.

Figura 1

Abaixo demonstramos a manobra para abertura de vias aéreas na presença de lesão cervical, com tração da mandíbula para frente e para cima (figura 2). ATENÇÃO: essa manobra não é recomendada para pessoas leigas, utilize a manobra anterior para todas as vítimas, mesmo em vítimas de trauma. (Diretrizes 2005 AHA – American Heart Association)

Figura 2

•Breathing – Respiração (ver, ouvir e sentir) por 5 a 10 segundos. Havendo ausência da respiração, realize 2 ventilações de resgate de 1 segundo cada.

Tampe o nariz da vítima, para evitar que o ar retorne por esta via, inspire normalmente e expire na boca da vítima (figura 3).

Figura 3

•Circulation – Circulação. Após as ventilações de resgate (não parar para verificar pulso), inicia-se a compressão torácica externa. O local exato para pressionar fica a dois dedos acima da ponta do osso esterno, osso do centro do peito (figuras 4 e 5). Apóie uma mão sobre a outra neste ponto, mantenha os braços esticados num ângulo de 90º com a vítima (figura 6), a pressão aplicada deve ser suficiente para deprimir o esterno de 3,5 a 5 cm no adulto, numa freqüência de aproximadamente 100 compressões por minuto. Segundo as diretrizes de 2005 da AHA (American Heart Association), a relação de compressão / ventilação é de 30/2 por 2 minutos ou 5 ciclos, independente do número de socorristas. Observação: Para criança use 1 ou 2 mãos para realizar as compressões na linha dos mamilos e para lactentes comprima com 2 dedos imediatamente abaixo da linha dos mamilos.

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