identificação de perigos

identificação de perigos

EQE 592 - Segurança de Processos e Prevenção de Perdas Identificação e Análise de Riscos e Perigos

Heloísa L. Sanches, D.Sc. heloisa@eq.ufrj.br

Luiz Fernando Lopes R. Silva, D.Sc. lflopes@eq.ufrj.br

Estrutura

Parte I Identificação de Riscos

EstruturaIntrodução

Conceito e definiçãoMetodologias de Análise de Riscos

Introdução Listas de verificação de perigos Inspeção de Perigos Análise Preliminar de Perigos Estudo de Perigos e Operabilidade Revisão de Segurança Análise de Modos e Efeitos de Falhas

Análise de Modos, Criticalidade e Efeitos de FalhasSumário

Estrutura Introdução

Para cada processo em uma planta química, devemos questionar sobre:

Quais são os riscos? O que pode dar errado e como? Quais as probabilidades? Quais as consequências?

Primeira pergunta associada a indentificação de riscos.

Demais perguntas associadas a análise quantitativa de riscos.

Determinação de eventos que possam trazer consequências danosas para seres vivos e meio ambiente, com perda de produção e capital investido.

Estrutura

Introdução (cont.)

Procedimentos

Procedimento completo freqüentemente mais detalhado do que o necessário na prática. Maior parte das plantas (e unidades) modifica o procedimento para atender a sua situação em particular.

Estudos realizados em qualquer estágio do projeto ou operação de processo. Preferência para estágios iniciais de projeto pois permite incorporar modificações ao projeto final.

Equipamento de segurança potencialmente desnecessário e caro pode vir a ser instalado.

Estrutura Introdução (cont.)

Como considerar um incidente como risco ou perigo real?

Quedas de aviões e tornados representam perigos reais para uma planta de processos. Quais são as chances de ocorrência de cenários destes tipos e o que se deve fazer a respeito?

Para a maioria das instalações, a freqüência desses cenários é muito pequena: não são necessárias ações para a sua prevenção.

Da mesma forma, cenários com freqüências razoáveis mas conseqüências mínimas são muitas vezes desprezadas.

Estrutura

Introdução

Técnicas de Identificação

Existem diversas técnicas disponíveis para se proceder na identificação de perigos e avaliação de riscos.

Nenhuma em particular é necessariamente mais adequada para qualquer aplicação. A seleção da melhor técnica requer experiência.

A maior parte das empresas usa essas técnicas ou adaptações de modo a se ajustarem às suas necessidades em particular.

Listas de verificação de perigos de processos Process hazard checklists Inspeção de perigos Hazard surveys Análise preliminar de perigos Preliminary Hazard Analysis (PHA) Estudo de perigos e operabilidade Hazard and Operability Studies (HAZOP) Revisão de segurança Safety Review Análise de modos e efeitos de falhas Failure Mode and Effect Analysis (FMEA)

Análise de modos, criticalidade e efeitos defalhas Failure Mode, Effect and Criticality Analysis (FMECA)

Todas as técnicas de identificação de perigos são indutivas, pois partem de uma causa e procuram descobrir o(s) seu(s) efeito(s).

Estrutura

Conceitos do Checklist

Aplicação do checklist

Lista de itens e possíveis problemas que devem ser verificados. Freqüentemente usada antes da realização de uma análise mais detalhada.

Layout geral Construções Processos Tubulação Equipamento Ventilação Instrumentação e parte elétrica Equipamento de segurança Matérias-primas

Estrutura

Conceitos do Checklist (cont.)

Aplicação do checklist

Lista de itens e possíveis problemas que devem ser verificados. Freqüentemente usada antes da realização de uma análise mais detalhada.

Layout geral Construções Processos Tubulação Equipamento Ventilação Instrumentação e parte elétrica Equipamento de segurança Matérias-primas

Estrutura

Conceitos do Checklist (cont.)

Aplicação do checklist

Lista de itens e possíveis problemas que devem ser verificados. Freqüentemente usada antes da realização de uma análise mais detalhada.

Layout geral Construções Processos Tubulação Equipamento Ventilação Instrumentação e parte elétrica Equipamento de segurança Matérias-primas

Estrutura

Conceitos do Checklist (cont.)

Aplicação do checklist

Lista de itens e possíveis problemas que devem ser verificados. Freqüentemente usada antes da realização de uma análise mais detalhada.

Layout geral Construções Processos Tubulação Equipamento Ventilação Instrumentação e parte elétrica Equipamento de segurança Matérias-primas

Estrutura Inspeção de Perigos

Conceito geral

Pode ser tão simples quanto um inventário de materiais perigosos, ou tão detalhado quanto o Índice de Incêndio e Explosão da Dowa, que é um sistema de taxação formal, semelhante ao formulário do imposto de renda, o qual atribui penalidades aos perigos e créditos para os procedimentos e

equipamentos de segurança.Dow’s Chemical Exposure Index Guide, 4th Ed., American Institute of Chemical Engineers, New York, 1994

Estrutura

Inspeção de Perigos (cont.)

Fatores para penalidades

Reações exotérmicas auto-sustentáveis.

Reações endotérmicas ocorridas devido a fontes de calor externo (incêndios).

Manipulação e tranferência de material (bombas, conexões e tubulações).

Acesso limitado a equipamentos de segurança.

Índice Dow de fogos e explosões Nível do perigo

Penalidades em processos especiais

Materiais tóxicos que podem vir a impedir o combate a incêndios.

Operações a baixa pressão com risco de entrada de ar.

Operações dentro ou próximo dos limites de inflamabilidade.

Uso de aquecedores com fogo (fonte de ignição).

Corrosão e erosão de estruturas de unidades de processo.

Estrutura

Análise Preliminar de Perigos (APP)

Metodologia Indutiva

Identifica potenciais perigos decorrentes da instalação de novas unidades e sistemas ou da própria operação da planta que opera com materiais perigosos.

Examina maneiras onde a energia ou o material de processo podem ser liberados de forma descontrolada, levantando as suas causas, os métodos de detecção e efeitos sobre trabalhadores, população circunvizinha e meio ambiente.

Construção da matriz de risco (frequência vs. severidade).

Análise Preliminar de Perigos Subsistema: Equipe: Data: Perigo Causas Consequências Frequência Severidade Risco Recomendações

Estrutura Estudo de Perigos e Operabilidade

Hazard and Operability Studies - HAZOP

Procedimento formal para a identificação de perigos em instalações de processos. Efetivo na identificação e bem aceito pela indústria.

Investigação minuciosa e metódica de cada segmento de um processo (pontos específicos - nós).

Descoberta de possíveis desvios das condições normais de operação, identificando causas e consequências.

Uso de palavras-guia para estruturar o procedimento.

Estrutura

Revisão de Segurança

Conceitos

Comumente usada para identificar problemas de segurança em laboratórios e em processos e propor soluções.

Procedimento muito eficiente, mas menos formal que o estudo de HAZOP.

Resultados altamente dependentes da experiência e da sinergia do grupo revisor do processo.

Revisão informal de segurança

Aplicada quando:

Consideram-se pequenas alterações em processos existentes. Laboratórios.

Revisão formal de segurança

Aplicada em:

Processos novos ou alterações substanciais em processos existentes. Processos com necessidade de revisão mais detalhada.

Constituído de três etapas:Relatório formal e detalhado de revisão de segurança.Revisão do relatório e inspeção do processo por um comitê.Implementação das recomendações.

Estrutura

Análise de Modos e Efeitos de Falhas (FMEA)

Conceito e aplicação

Metodologia que objetiva avaliar e minimizar riscos por meio da análise das possíveis falhas (causa, efeito e risco) e implantação de ações para aumentar a confiabilidade.

FMEA de produto (falhas nas especificações) ou processo (falhas que levam à não especificação do produto).

Aplicações da FMEA:

Minimizar a probabilidade de falhas em projetos de produtos ou processos novos ou já em operação.

Aumentar a confiabilidade de produtos ou processos já em operação pela análise de falhas posteriores. Diminuir risco de erros e aumento da qualidade em procedimentos administrativos.

Emprego é mais comum no âmbito da manutenção centrada em confiabilidade (MCC).

Forma sistemática de catalogar informações sobre o produto/processo:

Melhor conhecimento produto/processo e ações de melhoria no projeto (produto melhor e menor custo).

Estrutura

Análise de Modos, Criticalidade e Efeitos de Falhas

Extensão da FMEA

Ampliação da FMEA onde a análise de criticalidade das falhas é realizada. Pode ser quantitativa ou qualitativa.

Para análises quantitativas:

Definir a confiabilidade de cada item e estimar o número de falhas em dado período de tempo. Identificar a contribuição não confiável de cada item que irá resultar em falha de processo. Quantificar a probabilidade de perda resultante de cada falha. Criticalidade de cada falha potencial:

Crit.falha = Falhas esperadas × Contrib. sem confiança × Prob. de perda Criticalidade de cada item é a soma das falhas:

Crit.item = ∑ falha Crit.falha

Estrutura

Sumário

Metodologias de análise de riscos

Listas de verificação de perigos de processos. Inspeção de perigos. Análise preliminar de perigos (APP). Estudo de perigos e operabilidade (HAZOP). Revisão de segurança. Análise de modos e efeitos de falhas (FMEA).

Análise de modos, criticalidade e efeitos de falhas (FMECA).

Maiores Informações... Confie no seu amigo Google e procure sempre mais informações!

Estrutura

Parte I Análise Preliminar de Perigos - APP

EstruturaIntrodução Conceito e definição

Aplicação da APPMetodologia da APP Evento Iniciador e Cenário

Avaliação Qualitativa dos RiscosEtapas de uma APP Planilha da APPSumário

Estrutura

Introdução

Definição de APP

Técnica estruturada para identificar os perigos potenciais decorrentes da instalação de novas ou antigas unidades/sistemas.

Abrangência da técnica

Aplicado a todos os eventos perigosos cujas causas tenham origem no interiorda instalação analisada, englobando tanto as falhas intrínsecas de componentes ou sistemas, como eventuais erros operacionais ou de manutenção (erros humanos). Eventos perigosos também válidos na análise:

Sabotagem. Queda de aviões, balões, meteoritos. Inundações e efeitos climáticos.

Estrutura

Aplicação de APP

Uso e aplicações

Revisão geral de segurança de sistemas/instalações já em operação. Sistemas em início de desenvolvimento

Seleção de áreas da planta/instalação onde outras técnicas mais detalhadas de análise de risco ou confiabilidade deverão ser aplicadas posteriormente.

APP é a técnica precursora de outras análises.

Informações necessárias para realizar APP

Sítio/Local - Dados demográficos - Dados meterológicos

Instalação - Bases de projeto - Especificações técnicas de projeto

- Especificações de equipamento

- Arranjo da instalação

- Fluxogramas dos processos

- Diagramas de instrumentação e tubulação

- Manual de operação

Substâncias - Propriedades de inflamabilidade - Propriedades de toxicidade

- Outras

Estrutura Aplicação de APP (cont.)

Pessoal necessário

APP deve ser realizada por uma equipe estável, contendo entre 05 (cinco) e 8 (oito) pessoas no máximo.

Necessidade de pelo menos um profissional com experiência em segurança de instalações industriais e conhecedor do processo envolvido.

Estrutura

Aplicação de APP (cont.)

Função Atribuições

Coordenador - Definir a equipe.

- Reunir informações atualizadas, tais como fluxogramas de engenharia, especificações do projeto, etc. - Distribuir material para a equipe.

- Programar as reuniões.

- Encaminhar aos responsáveis as sugestões e modificações oriundas da APP.

Líder - Explicar a técnica a ser empregada aos demais participantes. - Conduzir as reuniões e definir o ritmo de andamento das mesmas.

- Cobrar dos participantes pendências de reuniões anteriores.

Especialistas - Projetistas. - Engenheiros de processos.

- Operadores.

- Instrumentistas.

- Engenheiros de segurança.

- Técnicas de segurança.

- Técnicos de manutenção.

Relator - Deve possuir poder de síntese para fazer anotações, preenchendo as colunas da planilha da APP de forma clara e objetiva.

Estrutura

Avaliação e Resultados

Avaliação dos perigos/riscos

Levantamento dos eventos que podem dar origem a acidentes, avaliando qualitativamente suas frequências e consequências.

Avaliação através de categorias de frequência e severidade. Risco é uma combinação de freqüência e conseqüência Avaliação qualitativa dos riscos da instalação para cada cenário de acidente.

Natureza dos resultados

Os resultados obtidos são qualitativos, não fornecendo estimativas numéricas. Ordenação qualitativa dos cenários de acidentes identificados.

Priorização das medidas propostas para a redução dos riscos da instalação analisada.

Estrutura

Início da análise

Evento Iniciador

Verificação dos eventos capazes de dar origem a acidentes nas instalações analisadas, chamados de iniciadores de acidente.

Identificação das causas básicas de cada um dos eventos e suas consequências.

As conseqüências de cada evento dependem da evolução do acidente após a ocorrência do evento iniciador ⇒ Conceitos de sequência evolutiva de um acidente.

Grande liberação de óxido de etileno causada por ruptura intrínseca do tanque

Consequências possíveis devido a ocorrência de:

Nuvem tóxica. Jato de fogo. Incêndio em poça. Incêndio na nuvem de vapor formada a partir da evaporação do produto na poça. Explosão da nuvem de vapor.

Ao conjunto formado pelo evento iniciador, suas causas e consequências, é dado o nome de cenário de acidente.

Estrutura

Avaliação Qualitativa dos Riscos

Avaliação dos riscos

Para cada cenário, estima-se:

Frequência de ocorrência do evento iniciador. Severidade (ou magnitude) das respectivas consequências. Combinação de frequência + consequência ⇒ Avaliação qualitativa dos riscos.

Hierarquia de cenários

Cada cenário pode ser classificado em função das respectivas freqüências e/ou conseqüências e/ou dos seus níveis de risco.

Resultados de APP são qualitativos apresentando faixas de classificação.

Propostas de medidas mitigadoras (minimizar o risco) ou recomendações de análises mais aprofundadas (análise de vulnerabilidade ou análise quantitativa de riscos (AQR)).

Estrutura

Etapas de uma APPDefinição dos objetivos e do escopo da análise.Definição das fronteiras das instalações analisadas.Coleta de informações sobre a região, as instalações, as substâncias perigosas envolvidas e os processos.Realização da APP propriamente dita (preenchimento da planilha), incluindo a sugestão de medidas mitigadoras do risco.Elaboração das estatísticas dos cenários identificados por categorias de freqüência e de severidade.Análise dos resultados e preparação do cenário.

Lembretes!!

Escopo de APP para todos os eventos perigosos:

Falhas intrínsecas de componentes ou sistemas. Erros operacionais. Eventos naturais (tempestades e raios).

Perigos decorrem da possibilidade de perda da contenção de produtos armazenados e manuseados.

Dois tipos de eventos indesejáveis: pequena e grande liberação para os produtos perigosos (inflamáveis e/ou tóxicos).

Estrutura

Preenchimento da Planilha da APP

APP para cada módulo de análise da instalação (subdivisões, normalmente feita para fins de simplificação e ordenação do trabalho).

Exemplo de planilha

Análise Preliminar de Perigos Subsistema: Equipe: Data:

Perigo Causa Modo dedetecção

Efeito Cat.

Freq. Cat.Sever. Cat.Risco Recomendações Cenário

A análise de cada uma das colunas será vista a seguir.

Estrutura

Primeira coluna: Perigo

Preenchimento da coluna

Os perigos são eventos acidentais que têm potencial para causar danos às instalações, aos operadores, ao público ou ao meio ambiente. Ex.: Pequena liberação de material inflamável, grande liberação de material tóxico, etc.

Estrutura

Segunda coluna: Causa

Preenchimento da coluna

Causas podem envolver tanto falhas intrínsecas de equipamentos (vazamentos, rupturas, falhas de instrumentação, etc.) como erros humanos de operação e manutenção.

Para cada perigo identificado, considera-se falha, vazamento e ruptura em:

Linha. Mangote. Válvula.

Válvula de alívio de pressão.

Válvula de retenção.

Separador de produção.

Trocador de calor. Aquecedor (forno).

Coluna de destilação/absorção.

Secador. Evaporador. Regenerador.

Filtro. Vaso de processo. Bomba. Vent. Dreno.

Tomada de instrumento.

Estrutura

Segunda coluna: Causa (cont.)

Reação Imprópria

Ingresso de ar formando mistura inflamável no interior do equipamento. Mistura de produtos incompatíveis gerando calor excessivo. Perda de gás inerte formando mistura inflamável no interior do equipamento.

Pressurização Excessiva

Falha de instrumentação. Erro de operação.

Reação Descontrolada

Falha de instrumentação de controle.

Erro de operação. Mistura heterogênea de reagentes.

Estrutura

Terceira coluna: Modo de detecção

Modos disponíveis na instalação para a detecção do perigo identificado

A detecção da ocorrência do perigo tanto pode ser realizada através de instrumentação (alarmes de pressão, de temperatura, etc.), como através de percepção humana (visual, olfativa, etc.).

Exemplos de detecção

Não detectável. Odor (operador de campo). Visual (operador de campo).

Visual (operador da sala de controle).

Ruído/vibração.

Alarme de nível baixo/alto no local ou na sala de controle.

Alarme de pressão baixo/alto no local ou na sala de controle.

Alarme de temperatura baixo/alto no local ou na sala de controle.

Estrutura

Quarta coluna: Efeito

Possíveis efeitos danosos para cada perigo identificado

Principais efeitos dos acidentes envolvendo produtos líquidos inflamáveis:

Incêndio em poça. Jato de fogo. Incêndio em nuvem. Explosão.

Pequena liberação de líquido inflamável

Incêndio em poça. Incêndio em poça com possibilidade de desdobramento em outro acidente. Explosão confinada. Explosão confinada com possibilidade de desdobramento em outro acidente.

Flashing (evaporação súbita) formando nuvem de material inflamável, seguida de incêndio em nuvem.

Estrutura

Quarta coluna: Efeito (cont.)

Grande liberação de gás inflamável

Formação de tocha. Incêndio em nuvem. Incêndio em nuvem seguido de formação de tocha. Incêndio em nuvem com possibilidade de desdobramento em outro acidente. Explosão de nuvem não confinada. Explosão de nuvem não confinada seguida de formação de tocha.

Explosão de nuvem não confinada com possibilidade de desdobramento em outro acidente.

Explosão confinada. Explosão confinada com possibilidade de desdobramento em outro acidente.

Estrutura

Quarta coluna: Efeito (cont.)

Pequena/grande liberação de gás tóxico Formação de nuvem tóxica.

Pequena/grande liberação de material corrosivo

Formação de pequena/grande poça de material perigoso.

Danos para o meio ambiente.

Reação imprópria/descontrolada

Explosão interna. Geração de mísseis.

Pressurização Excessiva

Explosão interna. Geração de mísseis.

Estrutura

Quinta coluna: Categoria de frequência do cenário

Os cenários de acidente são classificados em categorias de freqüência, as quais fornecem uma indicação qualitativa da freqüência esperada de ocorrência de cada cenário identificado.

Categoria Classificação Faixa de Freq. (porano) Descrição

A Extremamenteremota f < 10 Conceitualmente possível, mas extremamente improvável de ocorrer durante a vida útil da instalação.

B Remota 10 < f < 10 Não se espera que ocorra durante a vida útil da instalação.

C Improvável 10 < f < 10 Pouco provável de ocorrer durante a vida útil da instalação.

D Provável 10 < f < 10 Espera-se que ocorra até uma vez durante a vida útil da instalação.

E Frequente f > 10 Espera-se que ocorra várias vezes durante a vida útil da instalação.

Estrutura

Sexta coluna: Categoria de severidade

Cenários de acidente são classificados em categorias de severidade, as quais fornecem uma indicação qualitativa do grau de severidade das conseqüências de cada cenário identificado.

Categoria Classificação Descrição

I Desprezível - Sem danos ou danos insignificantes aos equipamentos, à propriedade e/ou ao meio-ambiente. - Não ocorrem lesões/mortes de funcionários, de terceiros (não-funcionários) e/ou de pessoas fora da planta (indústrias e comunidade). O máximo que pode ocorrer são casos de primeiros socorros ou tratamento médico menor.

I Marginal - Danos leves aos equipamentos, à propriedade e/ou ao meio-ambiente (os danos são controláveis e/ou de baixo custo de reparo). - Lesões leves em funcionários, terceiros e/ou em pessoas fora da planta.

I Crítica - Danos severos aos equipamentos, à propriedade e/ou ao meio-ambiente, levando à parada ordenada da unidade e/ou sistema. - Lesões de gravidade moderada em funcionários, em terceiros e/ou pessoas fora da planta (probabilidade remota de morte de funcionários e/ou de terceiros). - Exige ações corretivas imediatas para evitar o seu desdobramento em catástrofe.

IV Catastrófica - Danos irreparáveis aos equipamentos, à propriedade e/ou ao meioambiente, levando à parada desordenada da unidade e/ou sistema (reparação lenta ou impossível. - Provoca mortes ou lesões graves em várias pessoas (em funcionários, em terceiros e/ou pessoas fora da planta).

Estrutura

Sétima coluna: Categoria de risco

Matriz de Riscos

Combinação das categorias de frequência e severidade fornece uma indicação qualitativa do nível de risco de cada cenário identificado na análise.

Cat. Risco

Extremamente remoto Remoto Moderado Sério Crítico

Cat. Severidade

I Desprezível I Marginal I Crítica IV Catastrófica

Cat. Frequência

A Extremamente remota B Remota C Improvável D Provável E Frequente

Estrutura

Sétima coluna: Categoria de risco (cont.)

Matriz de Riscos

O conjunto dos níveis de risco para cada cenário identificado na análise pode gerar informação para uma análise global.

Cat. Risco - 168 perigos

Cat. Severidade

I Desprezível I Marginal I Crítica IV Catastrófica

Cat. Frequência

A Extremamente remota B Remota C Improvável D Provável E Frequente

Estrutura Oitava coluna: Recomendações e observações

Contém as recomendações ou quaisquer observações pertinentes ao cenário de acidente em estudo.

Exemplos

Prever proteção contra mistura inflamável no vaso A. Reavaliar as condições de operação da bomba A. Remover as válvulas de alívio do evaporador, virando-as para o lado contrário.

Seguir os procedimentos do Plano de DMA (Desancoragem, Movimentação e Ancoragem).

Instalar um sistema de alívio de pressão automático para o vaso de lavagem A. Instalar um ponto de drenagem entre as válvulas de bloqueio A e B.

Estrutura Nona coluna: Identificador do cenário de acidente

Definição de cenário

Conjunto formado pelo perigo identificado, suas causas e cada um dos seus efeitos.

Coluna contém um número de identificação do cenário de acidente. Preenchimento sequencial para facilitar a consulta a qualquer cenário de interesse.

Estrutura Análise de resultados

Perguntas frequentes ao final do resultadoQuais são os cenários mais críticos?Quais são as recomendações mais importantes?Que recomendações representam um maior ganho?Que recomendações podem esperar até a próxima parada da unidade?A implementação desta modificação representa um atraso de N dias no projeto e um aumento no custo de X reais. Ela é realmente necessária? Que implicações a sua não-realização acarreta?

Estrutura Sumário

Análise preliminar de perigo - APP

Definição e conceitos sobre APP Aplicação da APP. Metodologia de APP. Estudo da planilha de APP. Análise de resultados.

Maiores Informações... Confie no seu amigo Google e procure sempre mais informações!

Estrutura

Parte I Técnicas de HazOp

EstruturaIntrodução Conceito e definição

Aplicação de HAZOPMetodologia de HAZOP

Etapas Palavras-Guia, Parâmetros e Nós

Consequências e RecomendaçõesSumário

Estrutura

Introdução

Definição de HAZOP

Estudo de Perigos e Operabilidade (HAZard and OPerability Studies - HAZOP) é uma ferramenta analítica estruturada, utilizada para a análise de desvios/perigos em instalações industriais.

Abrangência da técnica

Técnica qualitativa que identifica falhas em projetos, perigos potenciais e problemas de operação (dependendo do nível de profundidade da análise).

Análise do tipo “O que ocorre se?” (What-if analysis).

Análise baseada em equipe para avaliação de perigos

Trabalho em conjunto - Mais problemas identificados. Equipe composta por perfis variados (conhecimento e prática) e pelo menos um conhecedor de HAZOP.

Filosofia de HAZOP

Identificação de Perigos e Problemas de Operabilidade

Filosofia de HAZOP

80% das recomendações se referem a problemas de operabilidade (que poderiam levar a potenciais perigos).

Estrutura Contexto da Aplicação

Palavra Guia + Condição do Processo = Desvio “Menos” + “Vazão” = “Vazão Baixa”

Estrutura

Definições Básicas

Perigo

Toda operação que possa ser uma possível causa da liberação de um produto tóxico, da inflamação ou explosão de produtos químicos, ou outra ação que possa resultar em ferimentos a pessoas, ou em danos.

Falha de operabilidade

Toda operação dentro de uma determinada parte de um processo que possa causar a interrupção do mesmo e possivelmente conduzir a violações do ambiente, da saúde e de normas de segurança, ou que tenham um impacto negativo.

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