ENGENHARIA DE PRODUÇÃO Fabio Renato Rossi do Nascimento

Gestão Ambiental:

Relatório do Filme “A Carne é Fraca”

Gestão Ambiental

Relatório apresentado à disciplina de Centro Universitário Central Paulista. Unidade São Carlos

São Carlos, Dezembro de 2009

1. FICHA TÉCNICA DO DOCUMENTÁRIO03
2. INTRODUÇÃO03
3. INFORMAÇÕES SOBRE O DOCUMENTÁRIO04

SUMÁRIO 4. CONCLUSÃO...........................................................................................................05

3 1. FICHA TÉCNICA DO DOCUMENTÁRIO

• Ano de produção: 2004 • Duração: 54 minutos

• Imagens, Direção e Roteiro: Denise Gonçalves

• Edição: João Landi Guimarães

• Trilha sonora e mixagem: Gustavo Martinelli

• Produção: Instituto Nina Rosa - projetos por amor à vida

• Legendas: português, inglês, espanhol e francês

• Formato original: mini DV

• Cor: colorido

2. INTRODUÇÃO

O Instituto Nina Rosa “Projetos por Amor à Vida” lançou dia 12 de novembro 2007 o documentário “A Carne é Fraca" durante o 36º Congresso Vegetariano Mundial que aconteceu entre os dias 8 e 14 deste mês, no Costão do Santinho, em Florianópolis (SC).

Feito em quatro idiomas - português, francês, inglês e espanhol - o vídeo, que será distribuído para 400 organizações em todo o mundo, conta toda a "trajetória de um bife", desde o nascimento de bezerros e frangos até o abatedouro. “Muitas pessoas contribuem com a indústria da crueldade, que implica em danos sérios à saúde humana e ao meio ambiente, sem ter conhecimento disso.

Ao longo de 54 minutos, sob a direção de Denise Gonçalves, o documentário mostra aspectos da indústria da carne de aves e gado que normalmente não são divulgados. Além disso, também conta com depoimentos de técnicos ambientais, médicos, pediatras, de jornalistas como Washington Novaes, Dagomir Marquezi e Flávia Lippi; da socióloga Marly Winckler, presidente da Sociedade Vegetariana Brasileira e da veterinária Rita de Cássia Garcia.

4 3. INFORMAÇÕES SOBRE O DOCUMENTÁRIO

Através da análise do vídeo, foi possível verificar que os impactos ambientais e sócio-econômico gerados pela atividade agropecuária foram:

• O desmatamento da mata atlântica, da catinga, do serrado e da mata amazônica exclusivamente pela atividade pecuária;

• A contaminação dos lençóis freáticos e aqüíferos subterrâneos pelos medicamentos e hormônios utilizados na pecuária;

• A falta de planejamento de ambiental que garanta a sustentabilidade dos recursos naturais é um impacto sócio-econômico;

• A expansão rápida e desordenada da agropecuária é um impacto sócioeconômico; Foi analisada a relação de habitantes para animais em dois estados brasileiros e a conclusão que se chega, é que, esta relação vem crescendo desordenadamente a cada dia que passa. Os dois estados analisados foram Santa Catarina e a Amazônia como se pode ver abaixo:

Estados Santa Catarina Amazônia Pessoas 5.0.0 2.0.0 Animais 45.0.0 (Suínos) 35.0.0 (Gado)

As divisas econômicas e a exportação não valem a pena, pois, o custo do desmatamento não está compensando quando levamos em consideração o preço da carne, o custo do solo que não é internalizado sendo que a partir do momento que internalizarem esse custo a carne brasileira será inviável pelo seu preço e também pelo motivo de que quando exportamos carne de frango, carne suína, milho, estamos exportando “água”.

Várias pessoas dizem que comem carne para ter saúde, porém esta informação é duvidosa, porque o excesso de carne e gordura causam alguns problemas à saúde como, por exemplo, o entupimento de algumas vias cardíacas. A comida vegetariana pode até ter alguns agrotóxicos, mas não se compara com os da carne que tem até hormônios e quando o animal está para ser abatido ele percebe a movimentação e fica estressado, com a pupila dilatada e libera um líquido tóxico que entra em contato com a carne infectando-a, e assim os seres humanos comem essa carne sem saber de nada. Até o arroz fornece proteínas que o nosso corpo necessita sendo que este é classificado pobre em proteínas por que tem de 8 a 9%. Esta quantidade de proteína é que precisamos diariamente e o resto é mito.

O documentário “A carne é fraca” promove a libertação em três frentes: contra a destruição do meio ambiente, o especismo e o bem-estarismo. A temática geral é sobre os bastidores da incompreensível e intolerável invenção do homem para tornar miserável a vida dos animais e a de quem consome os restos mortais de suas carcaças. Ao terminar de assistir ao filme é realmente impossível não comparar esta situação a momentos históricos igualmente violentos e percebermos que tais execuções evocam a repetição das privações, abusos e mortes impostos nos campos de concentração nazistas. Propõe o maior serviço à vida a que o audiovisual brasileiro já se prestou em sua história: um convite à tomada de consciência sobre o papel de cada um na cadeia de sofrimento, fundamentado cientificamente nas palavras dos maiores especialistas brasileiros, de forma a promover o direito de outras espécies.

consumidores com estes comerciais sensacionalistas

A mídia é um pouco “culpada” pelo consumo de carne, pois ela só mostra o lado bonito, não mostra a realidade do processamento desta carne desde o seu colhimento no abatimento do animal até a sua preparação até que as mesmas cheguem aos supermercados e açougues. Temos como exemplo o presunto, que na maioria dos comerciais é mostrado ele sendo fatiado e a fatia é sempre bonita, mas na verdade o presunto é um “veneno” para a saúde, ele contém gordura saturada, corantes, antibióticos e essa é a realidade que a mídia esconde e sempre tenta atrair mais

4. CONCLUSÃO

O filme é forte e traz imagens que realmente chocam quem assiste. Apesar de em alguns momentos ser meio exagerado, traz verdades que ninguém que é fã de carne gosta de ouvir. O filme não tem o objetivo de nos tornar vegetarianos, mais sim que tenhamos consciência de como realmente são produzidas as carnes que todos os dias chegam a mesa dos brasileiros, muitas pessoas ainda tem aquela imagem dos bois soltos no pasto, mas assistindo o filme vimos que isso não ocorre mais. Assistindo o filme também passaremos a ter um consumo de carne mais consciente, nos faz pensar nos milhares de litros de água desperdiçado que são utilizados para fazer apenas 1 quilo de carne, e no sofrimento que passam milhares de animais todos os dias.

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