Relação ventilação/perfusão

Relação ventilação/perfusão

Relações de Ventilação-Perfusão

O movimento de ar até a partir da interface sangue-gás, a difusão de gás através dela, e o movimento do sangue até e a partir da barreira. O desequilíbrio entre a ventilação e a perfusão é responsável pela maioria das trocas gasosas defeituosas nas doenças pulmonares(WEST, 1996).

O nível da PO2 alveolar é determinado por um balanço entre a velocidade de remoção do O2 pelo sangue, que é ajustada pelas demandas metabólicas dos tecidos e a velocidade de reposição do O2 pela ventilação alveolar. Assim, se a ventilação alveolar for anormalmente baixa, a PO2 alveolar cai (WEST, 1996).

A PCO2 eleva-se, isto é conhecido como hipoventilação. As causas de hipoventilação incluem drogas como a morfina e os barbitúricos, que deprimem o estímulo central para os músculos respiratórios, lesão da parede torácica ou paralisia dos músculos respiratórios, em uma alta resistência (por exemplo, gás muito denso a grande profundidade embaixo d'água) (WEST, 1996).

Em condições normais a diferença de PCO2 entre o gás alveolar e o sangue capilar final resultando de difusão incompleta é imensuravelmente pequena, a diferença pode torna-se maior quando uma mistura pobre em O2, é inspirada ou a barreira sangue-gás é espessada (WEST, 1996).

Uma outra razão pela qual a PCO2 do sangue arterial é menor do que aquele no gás alveolar é o sangue desviado (shuntado). Shunt designa o sangue que entra no sistema arterial sem passar através de áreas ventiladas do pulmão(WEST, 1996).

Na relação ventilação-perfusão, consideramos três causas de hipoxemia: a hipoventilação, difusão e shunt. A concentração de O2, ou a melhor, a PO2, em qualquer unidade pulmonar é determinada pela relação entre a ventilação e o fluxo sangüíneo; e não apenas O2 mas CO2 N2 e qualquer outro gás que esteja presente em condições de estado constante.

Esta é a razão pela qual a relação ventilação-perfusão desempenha um papel chave na troca gasosa pulmonar (WEST, 1996).

Comentários