Avaliação dos cursos de Engenharia no Brasil

Avaliação dos cursos de Engenharia no Brasil

(Parte 4 de 9)

CONSIDERAÇÕES DE MERCADO (24%) SITUAÇÃO DA EMPRESA (1%)

EMPRESAS E SERVIÇOS PÚBLICOS (5%) Salários de engenheiros estão muito altos (5)

Empresa etá transferindo tarefas de engenheiros para outras pessoas (35), Tipo de empresa dispensa ter mais engenheiros (16), Já temos engenheiros suficientes (7), Automação de processos e sistemas tornará engenheiros desnecessário (2)

Queda na demanda de serviços, redução do número de projetos (16), Mercaso estável ou de crescimento muito lento (5), Problemas financeiros da agricultura (3)

Empresa ou setores da empresa em reestruturação (9), Fase de redução de custos (1), Desenvolvimento de projetos será feito pela matriz nos EUA (1)

Redução nos gastos do Governo (2), Cidades estão sem recursos (2)

Como vemos, nos três quadros acima, as contratações ou demissões são fortemente influenciadas por movimentos do mercado e menos por razões estruturais ou planejamento de longo prazo.

O atual estágio da engenharia brasileira

Antes de comentar os resultados desta seção, é importante fazer uma observação sobre a escala de avaliação usada. Para várias perguntas, pediu-se ao entrevistado que desse uma nota entre 0 (zero) e 10 (dez) a diferentes aspectos da engenharia e dos cursos de engenharia no Brasil. Na grande maioria das escolas de engenharia e superiores, a média 7 (sete) permite ao aluno passar de ano sem exame final. Desta forma, a nota sete é um separador do aceitável e do que está abaixo do aceitável, necessitando aprimoramento para chegar ao padrão adequado.

O quadro abaixo mostra que a engenharia brasileira está quase que exatamente na média do adequado, sem nenhuma nota que se destaque para os aspectos selecionados. Mesmo para países com nível de desenvolvimento semelhantes aos do Brasil, as diferenças são muito pequenas, embora consistentemente positivas. Isso se aplica tanto aos engenheiros já no mercado, quanto às escolas que formarão os futuros engenheiros.

Avaliação para os seguintes aspectos em países com desenvolvimento econômico semelhante ao brasileiro: (Nota média) –TABELA COMPARATIVA

Enhenharia Brasileira

Outros países SALDO

Adaptar-se as mudanças de mercado 7,2 6,8 0,4

Base teórica (matemática, ciências, engenharia) 7,2 7,0 0,2

Adaptar-se às demandas específicas das empresas7,16,80,3

Quando se trata do elemento cada vez mais crítico da inovação, o quadro abaixo mostra que, no Brasil, os engenheiros são considerados adequados apenas na adaptação da inovação, ficando um pouco abaixo no conhecimento e na implantação e significativamente abaixo na geração de inovação.

Avaliação média dos engenheiros brasileiros nos seguintes aspectos:

Geração de inovação

Implantação de inovação

Conhecimento das inovações

Adaptação de inovação

O grau de atualização das escolas de engenharia do Brasil fica abaixo da média. As respostas às perguntas sobre o que poderia ser feito para melhorar o ensino de engenharia no Brasil indicam que, no Brasil, a universidade é pouco participante no processo de geração de inovação e tem dificuldades para acompanhar a indústria.

O gráfico abaixo mostra que mesmo as melhores escolas não recebem uma nota muito alta no aspecto da atualização. Isso ajuda a explicar, em boa parte, a percepção da performance apenas mediana dos engenheiros brasileiros quando a questão é a inovação.

Com relação às necessidades técnicas de engenharia, para a área de atuação da empresa, qual éo...

Grau de atualização dos cursos de engenharia em geral

Grau de atualização das melhores escolas de engenharia do país

Como veremos no restante da avaliação da engenharia e dos cursos de engenharia do Brasil, há poucas fugas da média 7, ou seja do nível adequado, porém sem brilho. Na comparação com países de nível de desenvolvimento econômico semelhante ao brasileiro há uma leve tendência de achar que os cursos de engenharia do país são melhores do que os dos outros países: 30% acham que são muito ou um pouco melhores, contra 25% que os consideram um pouco ou muito piores.

Comparado com países com grau de desenvolvimento tecnológico e econômico equivalentes, o cursos de engenharia no Brasil, em geral, são:

Não sabe/Não tem opinião

Muito piores

Um pouco piores Iguais

Um pouco melhores

Muito melhores

No quadro abaixo, essa ligeira vantagem em relação a outros países semelhantes é mantida quando se analisam aspectos mais detalhados. O que preocupa é a visão de que os engenheiros novos que estão entrando no mercado estariam em patamares significativamente inferiores aos atuais, justificando a necessidade de períodos mais longos de treinamento e adaptação para se tornarem eficazes.

Avaliação comparando com outros países e com os novos engenheiros:(Nota Média)

Aspectos engenheiros no Brasil

Outros países mesmo grau de desenvolviment o

Avaliação dos engenheiros que estão entrando no mercado

Saldo A - B

Saldo A -C

Empresas que oferecem esse tipo de complementação de formação

Aplicar as técnicas de Engenharia adequadamente, se necessárias 7,5 7,1 6,3 0,4 1,2 41%

Diagnosticar os problemas relacionados com Engenharia 7,4 7,1 6,2 0,4 1,2 40% Criar processos que satisfaçam às necessidades das empresas 7,4 7,1 6,3 0,4 1,1 36%

Capacidade para gerenciar processos que satisfaçam às necessidades das

Espírito empreendedor na atuação

Consciência da responsabilidade ética da profissão 7,0 7,0 6,6 0,0 0,4 37%

Outra revelação do quadro acima é que os próprios engenheiros atuais não têm itens de destaque, que se afastem significativamente da média 7. O ponto mais mal avaliado é o de concepção de projetos de pesquisa nas empresas, confirmando a fraqueza antes mencionada de geração de inovações.

Outra forma de avaliação dos cursos foi a comparação com cursos semelhantes em países com grau de desenvolvimento econômico similar ao brasileiro. Nessa comparação, as escolas brasileiras saíram-se melhor do que as de outros países. Em todos os ramos a posição mais mencionada foi a opção pela igualdade de qualidade. Também em todos os ramos, aqueles que tomaram algum partido escolheram os cursos brasileiros como melhores.

As menores vantagens relativas (diferença entre os que acham as escolas brasileiras melhores e os que as acham piores) ficaram por conta dos pesquisadores (10 pontos), professores de engenharia (12 pontos) e engenharia da computação (13) pontos.

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