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A Democratização do Ensino: as teorias crítico-reprodutivistas



A partir da década de 60, mais precisamente após a revolução de 64, foi implantada pelo governo uma nova política educacional, que visava democratizar o ensino e torná-lo acessível ao maior número de crianças possível.
A partir da década de 60, mais precisamente após a revolução de 64, foi implantada pelo governo uma nova política educacional, que visava democratizar o ensino e torná-lo acessível ao maior número de crianças possível.
Ao mesmo tempo que o país entrava em um regime ditatorial, nas escolas, o ensino tornava-se mais acessível, principalmente às pessoas de classe menos favorecidas.
Ao mesmo tempo que o país entrava em um regime ditatorial, nas escolas, o ensino tornava-se mais acessível, principalmente às pessoas de classe menos favorecidas.
Esta iniciativa do governo pretendia fazer passar a idéia de uma educação que se democratizava, que fazia aumentar as chances de igualdade e de condições.
Esta iniciativa do governo pretendia fazer passar a idéia de uma educação que se democratizava, que fazia aumentar as chances de igualdade e de condições.
A partir do momento em que a sociedade (teoricamente) como um todo passa a fazer parte do âmbito escolar, surgem novas concepções de ensino, novas teorias a respeito da educação.
A partir do momento em que a sociedade (teoricamente) como um todo passa a fazer parte do âmbito escolar, surgem novas concepções de ensino, novas teorias a respeito da educação.
As teorias anteriores eram consideradas não-críticas, pois apenas concebem a marginalidade como um desvio de conduta e consideram que a educação é o meio mais adequado para correção deste desvio. A marginalidade é vista como um problema social, enquanto a educação, que dispões de autonomia em relação à sociedade, estaria capacitada para intervir eficazmente na sociedade, tornando-a melhor e corrigindo as injustiças.
As teorias anteriores eram consideradas não-críticas, pois apenas concebem a marginalidade como um desvio de conduta e consideram que a educação é o meio mais adequado para correção deste desvio. A marginalidade é vista como um problema social, enquanto a educação, que dispões de autonomia em relação à sociedade, estaria capacitada para intervir eficazmente na sociedade, tornando-a melhor e corrigindo as injustiças.
Já as teorias crítico-reprodutivisas consideram que o espaço escolar e a própria educação consiste na reprodução da sociedade em que ela se insere.
Já as teorias crítico-reprodutivisas consideram que o espaço escolar e a própria educação consiste na reprodução da sociedade em que ela se insere.
Entre as teorias crítico-reprodutivistas, as três principais correntes são:
Teoria do Sistema de Ensino Enquanto Violência Simbólica
Teoria do Sistema de Ensino Enquanto Violência Simbólica
Esta teoria reforça, por dissimulação, as relações de força material, destaca a dominação cultural das classes menos favorecidas e explicita um imposição arbitrária da cultura dos grupos dominantes aos dominados.
Esta teoria reforça, por dissimulação, as relações de força material, destaca a dominação cultural das classes menos favorecidas e explicita um imposição arbitrária da cultura dos grupos dominantes aos dominados.
Os grupos dominados são as classes marginalizadas. Estes são dominados de duas formas: socialmente, porque não possuem força material, e culturalmente, porque não possuem força simbólica.
Os grupos dominados são as classes marginalizadas. Estes são dominados de duas formas: socialmente, porque não possuem força material, e culturalmente, porque não possuem força simbólica.
Teoria da Escola Enquanto Aparelho Ideológico do Estado
Esta teoria considera a escola como o instrumento mais acabado de reprodução das relações de produção capitalistas.
Seu principal teórico foi Althusser, que aponta que o governo possui duas formas de dominação: a repressiva, que se dá pelo uso da violência propriamente dita, e o ideológico, que se dá no meio familiar, nas igrejas, nas escolas, nos partidos políticos etc.
Seu principal teórico foi Althusser, que aponta que o governo possui duas formas de dominação: a repressiva, que se dá pelo uso da violência propriamente dita, e o ideológico, que se dá no meio familiar, nas igrejas, nas escolas, nos partidos políticos etc.
Nas escolas, a ideologia capitalista do estado pode ser identificada na educação de classes menos favorecidas para o trabalho (proletariado), enquanto que as classes mais favorecidas são educadas para o “status” social, para os postos de poder (capitalistas).
Nas escolas, a ideologia capitalista do estado pode ser identificada na educação de classes menos favorecidas para o trabalho (proletariado), enquanto que as classes mais favorecidas são educadas para o “status” social, para os postos de poder (capitalistas).
Teoria da Escola Dualista
Com certas semelhanças com a teoria anterior, esta teoria destaca a divisão da escola em duas grandes redes: uma escola para a burguesia e outra escola para o proletariado.
Com certas semelhanças com a teoria anterior, esta teoria destaca a divisão da escola em duas grandes redes: uma escola para a burguesia e outra escola para o proletariado.
Esta divisão reforça a formação da força de trabalho e a assimilação da ideologia burguesa, além de qualificar o trabalho intelectual e desqualificar o trabalho manual.
Esta divisão reforça a formação da força de trabalho e a assimilação da ideologia burguesa, além de qualificar o trabalho intelectual e desqualificar o trabalho manual.
Além de reforçar as desigualdades sociais, ao contrário do que o governo pretendia fazer parecer, a democratização do ensino trouxe outros agravantes para a educação.
Além de reforçar as desigualdades sociais, ao contrário do que o governo pretendia fazer parecer, a democratização do ensino trouxe outros agravantes para a educação.
Com a explosão demográfica nos bancos escolares que se deu principalmente a partir da década de 70, fez-se necessário o imediato aumento do número de professores. Para suprir esta necessidade, a solução encontrada pelo governo foi a formação de professores com extrema rapidez, sem muita base teórica, desqualificando o ensino.
Com a explosão demográfica nos bancos escolares que se deu principalmente a partir da década de 70, fez-se necessário o imediato aumento do número de professores. Para suprir esta necessidade, a solução encontrada pelo governo foi a formação de professores com extrema rapidez, sem muita base teórica, desqualificando o ensino.
Até os dias de hoje podemos ver os sintomas desta falta de qualidade na formação dos professores, principalmente em professores que tiveram sua formação concluída nas décadas de 80 e 90, quando as reformas na estrutura de ensino, em todas as suas modalidades e principalmente no ensino superior, na área das licenciaturas, ainda não previa uma formação plena para a docência.
Até os dias de hoje podemos ver os sintomas desta falta de qualidade na formação dos professores, principalmente em professores que tiveram sua formação concluída nas décadas de 80 e 90, quando as reformas na estrutura de ensino, em todas as suas modalidades e principalmente no ensino superior, na área das licenciaturas, ainda não previa uma formação plena para a docência.
Referências
Referências
SAVIANI, D. Escola e Democracia. São Paulo: Cortez Editora, 1987.
GERALDI, J. W. Portos de Passagem. 4 ed. São Paulo: Martins Fontes, 1997.
Teorias da Educação. Disponível em <cewk.pbworks.com/f/Concepção+e+teorias.doc>, acesso em 19/11/11.









