Atividades de Enfermagem na Coleta e Transfusão de Sangue

Atividades de Enfermagem na Coleta e Transfusão de Sangue

  • Assistência de enfermagem na coleta e transfusão de sangue

  • Enfa. Maristela Westphal Teixeira

HEMOCENTRO

  • HEMORGS: AV. Bento Gonçalves, 3722

  • Partenon - Porto alegre RS

  • FONE: 33 36 67 55

  • www.hemocentro.rs.gov.br

HEMOCENTRO

  • Perfil

  • Realiza a coleta, processamento, qualificação e distribuição do sangue e hemocomponentes.

  • Coleta em média de 2.000 bolsas/mês.

  • Atende a 50 hospitais conveniados da rede SUS.

  • Atende 672 pacientes hemofílicos cadastrados.

  • Coleta amostras de sangue para o Banco Nacional de Medula Óssea - REDOME

  • Central de Agendamento para doação de medula:

  • 0800 8832 323

História da Hemoterapia

  • Na Grécia antiga os nobres bebiam o sangue dos gladiadores mortos na arena.

  • 1492- O papa Inocêncio VIII ingeriu o sangue de três jovens em busca da cura.

  • 1667 - jean Baptiste Denis , médico do rei Luis XIV, infundiu sangue de carneiro em um doente mental .

  • 1788 - Pontick e Landois realizaram transfusões entre animais da mesma espécie.

História da Hemoterapia

  • 1818 - James Blundell transfundiu sangue humano em mulheres com hemorragia pós parto,

  • ( primeira transfusão ).

  • 1901 - Karl Landstainer descobre os grupos sanguíneos ABO .

  • 1936 - Em Barcelona surgiu o primeiro banco de sangue, durante a guerra civil espanhola.

  • Enfrentavam problemas relacionados a coagulação do sangue.

História da Hemoterapia

  • 1940 - Levine descobre o fator Rh.

  • Após a II guerra mundial surgem no brasil os primeiros bancos de sangue privados.

  • 1970 - Implantação dos HEMOCENTROS, iniciando uma política do sangue.

Legislação

  • RDC Nº 153 de 14 de julho de 2004 da ANVISA

  • ( Agência Nacional da VigilânciaSanitária):

  • www.anvisa.gov.br

  • Determina o regulamento técnico para os procedimentos hemoterápicos, incluindo coleta, processamento, testagem, armazenamento, transporte, controle de qualidade, transfusão de sangue e componentes obtidos de cordão umbilical e medula óssea.

Legislação

  • Resolução do COFEN - 200 /97.

  • Dispõe sobre a atuação dos profissionais de enfermagem em hemoterapia e transplante de medula óssea.

Doação de sangue

  • Deve ser voluntária, anônima, não remunerada, direta ou indiretamente.

  • Todo candidato a doação deve assinar um termo de consentimento, no qual declara consentir em doar o seu sangue e consentir a realização de testes de laboratório.

Doação de Sangue

  • Critérios básicos para a doação de sangue

  • Apresentar documentode identidadeoficial

  • com foto.

  • Ter entre 18 e 65 anos.

  • Ter boa saúde.

  • Ter peso igual ou superior a 50 kg.

  • Intervalo das doações:

  • Homens: a cada 60 dias

  • Mulheres: a cada 90 dias

Pré Triagem

  • Realizada pelo técnico de enfermagem, onde são verificados os seguintes dados:

  • Taxa de hemoglobina ou hematócrito : Realizada em amostra de sangue do candidato, obtida por punção digital e analisada por equipamento específico para esta leitura.

Pré Triagem

  • Hemoglobina:

  • Homens: Não deve ser inferior a 13,0 g/dl .

  • Mulheres: Não deve ser inferior a 12,5 g/dl.

  • Hematócrito:

  • Homens: Não deve ser inferior que 38%.

  • Mulheres: Não deve ser inferior a 39%

Pré Triagem

  • Peso: Não deve ser inferior a 50 Kg .

  • Pulso: Deve apresentar características normais, ser regular e a freqüência não deve ser menor e nem maior que 100 batimentos por minuto.

  • Temperatura: Não deve ser superior a 37ºC.

Pré Triagem

  • Pressão arterial: A pressão sistólica não dever ser maior que 180mmHg e nem inferior a 90 mmHg.

  • A pressão diastólica não deve ser menor que 60mmHg e nem maior que 100mmHg.

Triagem Clínica

  • Entrevista individual realizada por um profissional de saúde de nível superior, capacitado e conhecedor das normas, observando critérios que visam a proteção do doador e do receptor.

  • Impedir a doação de sangue de pessoas que estão na janela imunológica.

  • Esta avaliação deve ser realizada em ambiente que garanta a privacidade e o sigilo das informações prestadas.

Triagem Clínica

  • Principais aspectos da entrevista clínica

  • Doenças atuais ou anteriores.

  • Uso de medicamentos.

  • Anemia e sinais vitais.

  • Gravidez, lactação, aborto.

  • Jejum e alimentação.

  • Alergias.

  • Alcoolismo.

  • Imunizações.

Triagem Clínica

  • Principais aspectos da entrevista clínica

  • Transfusões.

  • Doenças infecciosas.

  • Uso de drogas.

  • Situações de risco acrescido ( múltiplos parceiros, DST, tatuagem, acidentes com material biológico..)

  • Cirurgias e internações hospitalares.

Voto de Auto-exclusão

  • Recurso utilizado coma finalidade de garantir a qualidade do sangue, permitindo que doadores em situação de risco declarem que seu sangue não é seguro para a transfusão.

  • A auto-exclusão deverá ser confidencial.

Atuação da Enfermagem no Processo de Doação de Sangue

  • Cabe ao enfermeiro:

  • O planejamento, organização, execução e avaliação das técnicas e atividades de enfermagem dirigidas a esta clientela específica.

  • Planejar e ministrar treinamentos a equipe mantendo-a motivada, integrada e preparada para atender o doador.

  • Realizar a triagem clínica.

  • Participar de programas de estágio e de pesquisa.

Atuação da Enfermagem no Processo de Doação de Sangue

  • Cabe ao enfermeiro:

  • Participar de comissões de pesquisa, qualidade, biossegurança e ética, como membro da equipe multiprofissional.

  • Estabelecer, treinar e observar o cumprimento das normas de biossegurança.

  • Manter o material e medicamentos de urgência em condições, quanto a validade e funcionamento, para o atendimento do doador.

Atuação da Enfermagem no Processo de Doação de Sangue

  • Cabe ao enfermeiro:

  • Assistir e orientar o doador quando houverem reações adversas e intercorrências.

  • Planejar a unidade de coleta , participando da definição de recursos humanos, aquisição de material e disposição de área física.

  • Gerenciar a unidade de coleta, estabelecendo padrões de atendimento, protocolos técnicos, relatórios, indicadores de processo e demais dados estatísticos.

Atuação da Enfermagem no Processo de Doação de Sangue

  • Cabe ao técnico de enfermagem

  • Participar de programas de treinamentoe atualização.

  • Verificar sinais vitais.

  • Realizar a triagem hematológica.

  • Cumprir as normas de biossegurança.

  • Preparar e identificar o material utilizado para a coleta.

  • Receber o doador e encaminhá-lo para a cadeira de coleta.

Atuação da Enfermagem no Processo de Doação de Sangue

  • Cabe ao técnico de enfermagem

  • Realizar atividades de limpeza e desinfecção dos materiais e equipamentos, seguindo padrões da unidade.

  • Participar do atendimento de urgências com os doadores.

  • Cumprir rotinas de aferição dos equipamentos, preenchendo planilhas e comunicando a chefia os valores fora do padrão.

Atuação da Enfermagem no Processo de Doação de Sangue

  • Cabe ao técnico de enfermagem

  • Realizar a técnica de punção para a coleta.

  • Observar o doadordurante todo o processo de coleta, comunicando qualquer alteração e tomando medidas conforme protocolo.

  • Coletar amostras de sangue para exames sorológicos e de imunohematologia.

  • Fazer o curativo após a coleta.

  • Orientar verbalmente o doador sobre cuidados após a doação.

Atuação da Enfermagem no Processo de Doação de Sangue

  • Coleta

  • O ambiente da sala de coleta deve ser tranqüilo, agradável e limpo, com temperatura monitorizada, podendo ser utilizado som ambiente.

  • A coleta de sangue deverá ser realizada em condições assépticas, mediante uma só punção venosa, com um sistema fechado e estéril, em bolsas plásticas especialmente destinadas para este fim.

  • A coleta de sangue deverá ser realizada por pessoal habilitado e capacitado, sob a supervisão do enfermeiro.

Atuação da Enfermagem no Processo de Doação de Sangue

  • Coleta

  • A unidade de doação deve ser composta pelos seguintes materiais e equipamentos:

  • Poltrona específica que possibilite a posição trendelemburg.

  • Mesa de apoio.

  • Homogeneizador, de preferência com painel digital que possibilite a monitorização da coleta pela equipe.

  • Balança para determinar o peso coletado.

  • Alicate de ordenha.

Atuação da Enfermagem no Processo de Doação de Sangue

  • Coleta

  • Pinça hemostática e tesoura Mayo.

  • Lixeira com tampa e com pedal.

  • Recipiente rígido para o descarte de pérfuro cortante.

  • Garrote, Solução antisséptica, álcool a 70%, papel toalha descartável, algodão, gazes, estante para tubos

  • Luvas de procedimento.

  • Bolsas plásticas ( duplas, triplas e quádruplas).

  • Tubos de coleta com e sem EDTA. Etiquetas.

Atuação da Enfermagem no Processo de Doação de Sangue

  • Coleta

  • A sala de coleta deverá ter:

  • Dimensão de acordo com a demanda.

  • Local para a higienização dos braços com sabão e papel toalha, de preferência com água quente.

  • Sala de urgência com acesso direto para o atendimento ao doador.

  • Ambiente limpo, bem ventilado, iluminado e agradável.

  • Comunicação com a sala de lanche.

Atuação da Enfermagem no Processo de Doação de Sangue

  • Coleta

  • Identificação da bolsas e dos tubos de ensaio:

  • Deve ser feitapor código de barras, através de sistema informatizado.

  • O nome do doador não deve constar nas etiquetas das bolsas, é permitida somente a colocação das iniciais.

  • Os tubos e as bolsas devem conter a mesma identificação, e antes da coleta, todo o material deverá ser conferido novamente, para evitar não conformidades.

Atuação da Enfermagem no Processo de Doação de Sangue

  • Coleta

  • Identificação das bolsas e dos tubos de ensaio:

  • Os rótulos das bolsas devem conter: Nome e endereço da instituição coletora, identificação da doação ( código de barras ), horário de início e término da coleta, volume coletado. Se o processo for informatizado, alguns dados são lançados no sistema.

Atuação da Enfermagem no Processo de Doação de Sangue

  • Tipos de bolsas utilizadas para a coleta

  • A escolha do tipo de bolsa deverá ser de acordo com a realidade do serviço, ou seja está diretamente relacionada com a necessidade de hemocomponentes.

  • Bolsa simples: Para a coleta de sangue total.

  • Bolsa dupla: Para concentrado de hemácias e plasma.

  • Bolsa tripla: Para concentrado de hemácias, plasma, plaquetas ou crioprecipitado.

  • Bolsa Quádrupla: Para concentrado de hemácias, plasma, plaquetas e crioprecipitado.

Atuação da Enfermagem no Processo de Doação de Sangue

  • Recepção e orientação ao doador

  • Receber o doador com simpatia e cordialidade.

  • Chamar o doador pelo nome completo.

  • Dar assistência constante , propiciando um clima de segurança e conforto, para que ele se sinta bem e se torne um doador fidelizado.

  • Informar os procedimentos a serem realizados, buscando reduzir a ansiedade e o medo.

  • Indicar o local para que o doador faça a limpeza dos braços e após encaminhá-lo para a poltrona.

Atuação da Enfermagem no Processo de Doação de Sangue

  • Punção venosa

  • Lavar as mãos.

  • Calçar as luvas.

  • Fazer um nó frouxo no tubo coletor da bolsa a mais ou menos 15 cm da agulha.

  • Colocar a bolsa na bandeja do homogeneizador e programá-lo.

  • Selecionar a veia no espaço anticubital optando por vasos de maior calibre , observando que a região a ser puncionada deve estar livre de lesões cutâneas.

Atuação da Enfermagem no Processo de Doação de Sangue

  • Punção venosa

  • Fazer a inspeção visual, garrotear o terço médio do braço, palpar e selecionar a veia.

  • Fazer a antissepsia da pele na área a ser puncionada, com algodão e álcool 70%. Não palpar a veia após o preparo da pele.

  • Respeitar se possível o braço de preferência do doador.

Atuação da Enfermagem no Processo de Doação de Sangue

  • Punção venosa

  • Realizar a punção com a agulha em um ângulo de 30 a 45º , com o bisel voltado para cima, reduzindo a inclinação agulha após perfurar a pele.

  • Fixar a agulha no braço do doador com fita microporosa.

  • Coletar as amostras com os tubos a vácuo no sítio coletor lateral da bolsa.

Atuação da Enfermagem no Processo de Doação de Sangue

  • Monitorização da coleta

  • Observar o doador durante todo o procedimento a fim de detectar sinais e sintomas de reações adversas.

  • Orientar ao doador para fazer movimentos lentos e contínuos de abrir e fechar a mão.

  • Em caso de redução do fluxo, reposicionar agulha e observar o sistema para detectar coágulos.

  • O tempo de coleta deve ser inferior a 15 minutos.

  • Estar atento a sinais e alarmes dos equipamentos.

  • Registrar todas as intercorrências.

Atuação da Enfermagem no Processo de Doação de Sangue

  • Término da coleta

  • Fechar o nó do tubo coletor.

  • Abrir o garrote, remover a agulha.

  • Desprezar no coletor de pérfurocortantes a agulha e a parte distal do espaguete, cortando rente ao nó.

  • Fazer compressão local com algodão por 3 minutos, mantendo o braço estendido.

  • Ordenhar e pesar a bolsa , realizando os registros conforme a rotina.

  • Fazer curativo no local da punção.

Atuação da Enfermagem no Processo de Doação de Sangue

  • Orientações pós-doação de sangue

  • Deverá ser fornecido um folheto com recomendações que devem ser seguidas pelo doador.

  • - Permanecer nas dependências da unidade por pelo menos, 15 minutos.

  • - Ingerir bastante líquido.

  • - Não fumar nos primeiros 30 min. após a doação.

  • - Retirar o curativo após 4 hs.

  • - Evitar esforços e/ou atividade física no dia da doação.

  • - Se houver sangramento fazer compressão local.

Atuação da Enfermagem no Processo de Doação de Sangue

  • Encaminhar o doador para o lanche.

  • Agradecer ao doador pelo ato solidário e altruísta

  • Estimulá-lo a retornar para nova doação.

Atuação da Enfermagem no Processo de Doação de Sangue

  • Definição de volumes a serem coletados

  • Conforme a RDC 153: O volume de sangue coletado não poderá exceder a 8ml/Kg para as mulheres e 9ml/Kg para os homens.

  • Quem define o volume é o triador.

  • São indicados volumes de 410 a 450ml.

Atuação da Enfermagem no Processo de Doação de Sangue

  • Problemas referentes ao procedimento de coleta

  • A punção não teve êxito

  • Conduta:

  • Interromper o procedimento.

  • Fazer curativo.

  • Se o doador autorizar repita o procedimento no outro braço, utilizando novo material.

Atuação da Enfermagem no Processo de Doação de Sangue

  • Problemas referentes ao procedimento de coleta

  • Punção arterial

  • Conduta:

  • Interromper o procedimento.

  • Fazer compressão no local por pelo menos 10 minutos.

  • Fazer curativo compressivo.

  • Aplicar gelo no local por 15 minutos.

Atuação da Enfermagem no Processo de Doação de Sangue

  • Problemas referentes ao procedimento de coleta

  • Diminuição do fluxo sanguíneo

  • Conduta:

  • Verificar se não há dobras no tubo de coleta.

  • Afrouxar o garrote.

  • Manobrar cuidadosamente a agulha, tracionando e alinhando a agulha com a veia.

Atuação da Enfermagem no Processo de Doação de Sangue

  • Problemas referentes ao procedimento de coleta

  • Hematoma

  • Conduta:

  • Interromper o procedimento.

  • Fazer curativo.

  • Aplicar bolsa de gelo no local por 15 minutos.

Atuação da Enfermagem no Processo de Doação de Sangue

  • Reações adversas no doador

  • Ansiedade e nervosismo

  • Conduta:

  • Converse com o doador tentando distraí-lo e redobre a sua atenção.

  • Náusea e vômito

  • Interrompa o procedimento.

  • Ofereça recipiente e papel toalha.

  • Chame o médico e administre medicamento conforme prescrição médica SN.

Atuação da Enfermagem no Processo de Doação de Sangue

  • Reações adversas no doador

  • Palidez, sudorese e calor intenso

  • Conduta:

  • Interrompa o procedimento.

  • Afrouxe a roupa do doador para que ele se sinta confortável.

  • Coloque-o em posição trendelemburg.

  • Verifique a TA, pulso e respiração.

Atuação da Enfermagem no Processo de Doação de Sangue

  • Reações adversas no doador

  • Tontura e perda da consciência

  • Conduta:

  • Interrompa o procedimento.

  • Coloque o doador em posição trendelemburg.

  • Chame o médico.

  • Verifique a TA, pulso e respiração.

Atuação da Enfermagem no Processo de Doação de Sangue

  • Reações adversas no doador

  • Freqüência respiratória aumentada

  • Conduta:

  • Interrompa o procedimento e chame o médico.

  • Ofereça um saco de papel para que o doador respire dentro dele.

  • Parada cardio-respiratória

  • Chamar o médico.

  • Iniciar os procedimentos de reanimação e encaminhá-lo ao serviço de emergência referenciado.

Atuação da Enfermagem no Processo de Doação de Sangue

  • Reações adversas no doador

  • Contraturas musculares, convulsões

  • Conduta:

  • Chame o médico e interrompa o procedimento.

  • Coloque o doador em decúbito dorsal, de preferência no chão.

  • Proteja a língua do doador com cânula de guedel.

  • Mantenha a cabeça do doador em hiperextensão.

  • Transfira o doador para a sala de recuperação.

  • Administrar medicamentos, conforme prescrição.

Assistência de enfermagem em hemotransfusão

Hemotransfusão

  • O ato transfusional é de responsabilidade médica e o processo tranfusional contempla uma assistência multidisciplinar em que cada um responde individualmente por suas ações.

  • O serviço que saúde que realizar transfusões, deve constituir um comitê transfusional, multidisciplinar que tem como função, o monitoramento da prática hemoterápica, bem como a notificação das reações transfusionais.

Hemotransfusão

  • Sangue total: Atualmente a sua utilização se restringe à obtenção dos hemcomponentes.

  • Hemocomponentes: São produtos obtidos a partir do Sangue Total por meio de Processos Físicos (centrifugação, congelamento).

  • Hemoderivados: Produtos obtidos a partir do Plasma por meio de Processos Físico-Químicos, geralmente produzido em escala industrial (albumina,, concentrados de fatores de coagulação).

Hemotransfusão

  • Hemocomponentes

  • Concentrado de hemácias:

  • São os eritrócitos que permanecem na bolsa, depois da centrifugação e da extração do plasma, para uma bolsa satélite.

  • Estocagem: 4 a 2ºC

  • Validade: Depende da solução anticoagulante, pode variar de 21 a 42 dias.

  • Indicação: Hemorragias, anemias.

Hemotransfusão

  • Hemocomponentes

  • Concentrado de plaquetas:

  • Deve ser obtido a partir de uma unidade de sangue total, através de dupla centrifugação. Deve ser mantido sob agitação contínua.

  • Estocagem: 22 a 2ºC

  • Validade: De 3 a 5 dias.

  • Indicação: Doenças neoplásicas, leucemias, procedimentos cirúrgicos e disfunção plaquetária.

Hemotransfusão

  • Hemocomponentes

  • Plasma fresco congelado:

  • É congelado até 8 hs após a coleta:

  • Estocagem: -20ºC com validade de 12meses.

  • -30ºC com validade de 24 meses.

  • Após descongelada a bolsa deverá ser consumida em no máximo 6hs.

  • Indicação: Reposição de fatores de coagulação, onde não estão disponíveis ou indicados os fatores liofilizados, doenças hepáticas, hemorragias.

Hemotransfusão

  • Hemocomponentes

  • Plasma comum:

  • É o plasma cujo congelamento se deu há mais de 8hs depois da coleta. Indicado para uso industrial.

  • Não pode ser utilizado para transfusão.

Hemotransfusão

  • Hemocomponentes

  • Crioprecipitado:

  • É a fração do plasma insolúvel em frio, obtida através do plasma fresco congelado.

  • Estocagem: -20°C com validade de 12 meses.

  • -30ºC com validade de 24 meses.

  • Indicação: Deficiências de fibrinogênio, doença de Von Willebrand, deficiência de fatores de coagulação.

Hemotransfusão

  • Hemocomponentes

  • Hemocomponentes deleucotizados.

  • Hemocomponentes irradiados.

  • Concentrado de hemácias lavadas.

  • Hemocomponentes fenotipados.

  • Plaquetaférese.

Hemotransfusão

  • Tipos de transfusão

  • Programada: Para determinado dia e hora.

  • Não urgente: A se realizar dentro das 24 hs.

  • Urgente: A se realizar dentro das 3hs.

  • De extrema urgência: Quando o retardo do início da transfusão coloque a vida do paciente em risco.

Hemotransfusão

  • Transfusão autóloga

  • É aquela onde o binômio doador/receptor é constituído pelo mesmo indivíduo.

  • O procedimento de doação autóloga pré-operatória requer a autorização do médico.

Hemotransfusão

  • Procedimentos para a administração do sangue

  • Requisição: Conferir rigorosamente todos os campos.

  • São proibidos rasuras, abreviações ou uso de corretivos.

  • Provas pré-transfusionais:

  • Retipificação ABO e Rh da bolsa.

  • Determinação do grupo ABO e fator Rh, prova reversa e PAI do receptor.

  • Prova cruzada

Assistência de Enfermagem em hemotransfusão

  • Fazer a identificação positiva do doador e através do prontuário.

  • Manter o paciente em posição fowler.

  • Conferir os dados do prontuário.

  • Verificar a prescrição médica.

  • Comunicar ao paciente o procedimento a ser executado.

  • verificar os SV, se alterados comunicar ao médico

Assistência de Enfermagem em hemotransfusão

  • Avaliar a rede venosa.

  • Observar as condições do produto relativas a estocagem, aspecto, validade e liberação.

  • Conferir os dados do produto que será infundido.

  • Fazer a rechecagem de todos os dados.

  • Inspecionar o equipo de infusão, quanto a validade e integridade.

  • Montar o sistema transfusional.

Assistência de Enfermagem em hemotransfusão

  • O aquecimento do sangue antes da transfusão deve ser feito de forma controlada em aquecedores com termômetro visível e alarme sonoro.

  • Proceder a punção venosa.

  • O tempo de infusão de uma bolsa não deve exceder a 4hs.

  • Determinar a velocidade de infusão pela condição clínica do paciente e pelo volume a ser infundido.

Assistência de Enfermagem em hemotransfusão

  • Monitorar os primeiros 10 minutos da infusão, para detectar alterações.

  • Nenhum medicamento pode ser adicionado à bolsa do hemocomponente e nem ser infundido paralelo.

  • Observar o paciente durante o transcurso do ato transfusional, para detectar precocemente as reações tranfusionais.

  • Após o término do processo retirar a etiqueta da bolsa e afixá-la no prontuário.

Reações transfusionais

  • Aproximadamente 10% dos receptores apresentam reações transfusionais.

  • Toda a reação transfusional deve ser registrada e notificada.

  • Classificação:

  • Agudas ou imediatas

  • Tardias

Reações transfusionais agudas

  • Hemolíticas imunes

  • Erro na identificação da amostra colhida.

  • Erro na identificação da bolsa.

  • Erro na identificação do paciente.

  • Febre, mal estar, agitação, dispnéia, náuseas, cefaléia, hipotensão, perda da consciência.

Reações transfusionais agudas

  • Febris não hemolíticas

  • Pode ocorrer logo após o início da transfusão ou até 4hs após o término.

  • Presença de anticorpos citotóxicos.

  • Tremores, calafrio, cefaléia, náusea e vômitos, febre, calafrios, alterações respiratórias, como taquipnéia e ou dispnéia.

Reações transfusionais agudas

  • Alérgicas e anafiláticas

  • Pode ocorrer após o início da transfusão ou até 2hs após o término.

  • Anticorpos ou desconhecidas.

  • Urticária, eritema, tosse, cefaléia, dispnéia, hipertensão, edema de glote e até o quadro de anafilaxia.

Reações transfusionais agudas

  • Hipervolemia

  • Quando recebe infusão de grande volume de sangue ou a infusão é muito rápida. Pacientes com ICC ou insuficiência renal.

  • Hipertensão, dispnéia, cianose, tosse, dor precordial e até edema pulmonar.

Reações transfusionais agudas

  • Contaminação bacteriana

  • Bactérias que resistem às temperaturas de refrigeração.

  • A gravidade depende do microorganismo contaminante e do estado geral do paciente.

  • Febre, Vômito, hipotensão, dor abdominal, choque séptico.

Assistência de enfermagem nas reações transfusionais imediatas

  • Observar e considerar qualquer queixa ou sinal de anormalidade.

  • Interromper imediatamente a transfusão ao observar qualquer anormalidade e manter o acesso venoso.

  • Solicitar a presença do médico assistente.

  • Conferir a identificação do paciente com o rótulo da bolsa e conservar todo o sistema.

Assistência de enfermagem nas reações transfusionais imediatas

  • Ter em mãos o material necessário para o atendimento de emergência.

  • Registrar todos os sinais e sintomas e volume transfundido.

Reações transfusionais tardias

  • Reações hemolíticas tardias.

  • Podem aparecer de 3 a 7 dias após a transfusão.

  • Ocorre em receptores sensibilizados, ocasionando a hemólise lenta do sangue transfundido.

  • Febre.

  • Anemia.

  • Icterícia.

Reações transfusionais tardias

  • Doenças infecciosas

  • Risco presente em toda a transfusão.

  • Maior risco para:

  • Hepatite B e C, AIDS, malária e citomegalovírus.

Hemovigilância

  • Investigação de ocorrência de incidentes transfusionais tardios infecciosos.

  • Todo o processo deve permitir a rastreabilidade, permitindo a identificação do doador e do receptor do sangue.

Medidas de biossegurança

  • Normas adotadas para promover a segurança e a saúde do trabalhador e do cliente.

  • Utilizar material descartável.

  • Todo o material biológico deve ser tratado como potencialmente contaminado.

  • É obrigatório o uso de EPI: Avental de manga comprida, luvas, calça, sapatos fechados e óculos de proteção.

  • Domínio e segurança na execução da técnica.

  • Mudança de comportamento.

Referencial bibliográfico

  • 1. BRASIL, Ministério da Saúde.ANVISA. RDC 153 de junho de 2004.

  • 2. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Biossegurança. Coordenação de Sangue e Hemoderivados.1999.

  • 3. MINISTÉRIO DA SAÚDE.Coleta de Sangue de Doadores. Coordenação de Sangue e hemoderivados. 1998.

  • 4. HEMOMINAS. Assistência de Enfermagem na coleta de sangue do doador e na hemotransfusão.2004

Referencial bibliográfico

OBRIGADO

    • ¨ A VIDA É UM BEM SUPREMO, DESDE QUE EM QUALQUER IDADE, HAJA ESPAÇO PARA AFETOS E PROJETOS.¨
  • Lya Luft

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