comandos elétricos

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(Parte 1 de 7)

1. Ligações do Motor Trifásico de Indução1
1.1. Ligação do motor de seis terminais1
1.2. Ligação do motor de nove terminais3
1.3. Ligação do motor de doze terminais5
2. Comandos Industriais Discretos8
2.1. Diagramas Elétricos de Ligações8
2.2. Tipos de Diagramas8
2.3. Comandos Industriais Discretos para Motor de Indução1
2.3.1. Sistemas de Partida Direta1
2.3.1.1. Chaves de Partida Direta para Motor de Indução12
2.3.1.2. Chaves Magnética de Partida Direta Simples Monofásica13
2.3.1.3. Chaves Magnética de Partida Direta Simples Trifásica14
2.3.1.4. Chaves Magnética de Partida Direta com Reversão Simples e Instantânea15
2.3.2. Chaves Magnética de Partida Estrela-Triângulo17
2.3.2.1. Chaves Magnética de Partida Estrela-Triângulo com Reversão20
2.3.3. Chaves Magnética de Partida Compensada2
2.3.3.1. Chaves Magnética de Partida Compensada com Reversão24
2.3.4. Chaves Magnética Simples para Partidas Consecutivas26
2.3.5. Sistema de Regulação de Velocidade de Motores Assíncronos Trifásicos30
2.3.5.1. Variação da Velocidade em Função do Escorregamento30
2.3.5.1.1. Chave Magnética Simples para Partida por Aceleração Rotórica31
2.3.5.1.2. Chave Mag. Simples para Part. por Acel. Rotórica com Reversão3
2.3.5.2. Variação da Velocidade em Função da Variação do Número de Pólos35
2.3.5.2.1. Chave Magnética Simples para Duas Velocidades com Ligação Dahlander39
2.3.5.2.2. Chave Magnética para Duas Velocidades com Ligação Dahlander e Reversão42
2.3.6. Chave Magnética Simples para Frenagem por Corrente Retificada4
2.3.6.1. Chave Magnética com Reversão para Frenagem por Corrente Retificada48

Sumário 3.0. Referência Bibliográfica 50

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1 Cap. 1

1.18. Ligações dos Motores Trifásicos de Indução

Os motores trifásicos de indução com rotor em gaiola são fabricados de tal forma que possam funcionar com duas, três ou quatro tensões diferentes. Esta flexibilidade de ligações permite que um mesmo motor seja utilizado em localidades diferentes onde o nível de tensão da rede de alimentação tenha diferentes valores.

1.18.1. Ligação do motor de seis terminais: As duas formas de ligações mais usuais são em estrela ou triângulo

Estrela: Ao conectarmos os três grupos de bobinas em estrela, o motor pode ser ligado a uma linha com tensão igual a FV×3, sem que seja alterado a tensão no enrolamento por fase. Caso cada enrolamento funcione com uma tensão nominal de 220 volts a tensão de alimentação do motor seria v3802203=× Por sua vez, a intensidade de corrente em cada enrolamento será a mesma da linha.

Fig. 1.1- Ligação em estrela

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Triângulo: Neste caso as três bobinas do motor são ligadas em triângulo. Como a tensão de fase é igual a tensão de linha, cada enrolamento receberá a tensão de 220 v. Contudo a corrente será reduzida de 3.

Fig. 1.2- Ligação em triângulo

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1.18.2. Ligação do motor de nove terminais

Os motores de dupla tensão têm nove terminais para assegurar a mudança de tensão o mais rápida e simples possível. Este tipo de ligação possibilita ao motor funcionar com dois níveis de tensões. As tensões nominais mais comuns são 220/440v. Quando o motor é ligado em série é alimentado por 440v e ligado em paralelo, alimentado em 220v. O esquema mostrado nas figuras serve para ser ligado em outras duas tensões quaisquer, desde que uma seja dobro da outra, por exemplo, 230/460v.

Série-Paralelo:

Fig. 1.3- Ligação do motor para duas tensões: série

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Fig. 1.4- Ligação do motor para duas tensões: paralelo Série-Paralelo: Triângulo

Fig. 1.5- Ligação do motor para duas tensões: triângulo-série

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Fig. 1.6- Ligação do motor para duas tensões: triângulo-paralelo

1.18.3. Ligação do motor de doze terminais

O enrolamento de cada fase é dividido em duas metades para ligação série-paralelo. Além disso todos os 12 terminais ficam disponíveis para ligação do motor em estrela ou triângulo. Desta forma , pode-se obter quatro combinações possíveis de tensão nominal:

Ligação estrela-série; Ligação triângulo-série; Ligação estrela-paralelo; Ligação triângulo-paralelo; Como exemplo pode-se alimentar um motor em 220/380/440/760 v.

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Estrela-Série: Ligando-se as bobinas em série e os enrolamentos de cada fase em estrela, obtém-se esta conexão. Esta disposição permite que o motor seja ligado em 760v.

Fig. 1.7- Ligação estrela-série

Triângulo-Série: Ligando-se os meios enrolamentos em série e as fases em triângulo pode-se conectar o motor em uma tensão de 440v.

2L Fig. 1.8- Ligação triângulo-série

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Estrela-Paralelo: Nesta conexão as bobinas são ligadas em paralelo e as fases em estrela. Esta disposição permite que o motor seja ligado em 380v.

Fig. 1.9- Ligação estrela-paralelo

Triângulo-Paralelo: Nste tipo de ligação as bobinas estão em paralelo e os enrolamentos de cada fase em triângulo. Esta disposição possibilita ao motor ser ligado ao menor nível de tensão, ou seja, em 220v.

Fig. 1.10- Ligação triângulo-paralelo

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8 Cap. 2

2.1. DIAGRAMAS ELÉTRICOS DE LIGAÇÕES

2.1.1. Generalidades

Os sistemas elétricos são representados esquematicamente através de símbolos gráficos normatizados, para proporcionar uma melhor facilidade de compreensão do seu principio de funcionamento.

Para facilitar a identificação dos componentes, sua localização física, suas funções e interligações, e permitir ainda uma visão analítica das partes ou do conjunto, bem como, do funcionamento seqüencial dos circuitos, os diagramas elétricos devem ser:

a) Claros e não se prestar a equívocos. b) Fáceis de traçar, com o mínimo de linhas, simples e fáceis de lembrar. c) Simbologia de uso o mais geral possível, segundo as normas técnicas. d) Concisos para que possam ser de fácil compreensão.

É recomendado para o desenho dos diagramas, que sejam representados no estado desenergizados (sem tensão e corrente) e são mecanicamente não acionados (na posição, desligado).

2.2-. Tipos de Diagramas

2.2.1. Diagrama Multifilar

É o diagrama que representa o sistema elétrico da forma como é realizado, mostrando todos os componentes e condutores, detalhe de ligações, assim como os símbolos explicativos. Este diagrama mostrado na Figura 2.1, por representar simultaneamente as ligações do circuito principal e do auxiliar, torna-se difícil sua interpretação e elaboração, sendo, portanto, pouco aplicável.

Características:

a) não se tem uma visão exata da função da instalação. b) dificuldade na localização de uma eventual falha.

c) os aparelhos são representados de acordo com sua seqüência de instalação, obedecendo à construção física dos mesmos.

d) os aparelhos são facilmente reconhecidos e sua disposição pode ser qualquer uma.

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