Fornecimento de energia eletrica a edificaçoes de uso coletivo-celpe

Fornecimento de energia eletrica a edificaçoes de uso coletivo-celpe

(Parte 1 de 12)

Norma Fornecimento de Energia Elétrica a Edificações de

Uso Coletivo

Processo

Atendimento aos Clientes

Edição 6ª

Folha 1 DE 104

Atividade

Edição Data Alterações em relação à edição anterior 2ª 25/01/2005 Padronização do barramento blindado e caixas plásticas.

3ª 28/07/2005 Padronização dos centros de medição CM6 e CM9, do Centro de Distribuição CD metálicos e adequação aos requisitos da NR10.

Alteração do ramal de ligação em média tensão com apenas três condutores, estabelecimento da distância máxima de 40 m entre ponto de entrega/subestação e CDM, inclusão de reagrupamento de unidades consumidoras, exigência de projeto apenas a partir de seis unidades ou 75 kW, restrição do CM com caixas plásticas polifásicas para apenas seis unidades, exigência do prontuário de instalações elétricas e revisão de materiais se subestação abrigada.

Adequação ao novo padrão de normativos no SGN; Alteração no limite de demanda máxima para atendimento em Baixa Tensão a Edificações de Múltiplas Unidades Consumidoras de 112,5 kVA para 225 kVA; Padronização de Subestação com Dupla Transformação; Recomendação do uso de DPS e DR; Padronização do fornecimento à unidade consumidora do Grupo A através de entrada de serviço distinta.

Inclusão do item 4.9, que padroniza, para as unidades consumidoras do grupo B trifásicas, o medidor eletrônico, o qual permite medição de energia consumida ativa e reativa; definição das classes de faturamento para as quais a CELPE deve passar a faturar o consumo de energia elétrica ativa e reativa excedente, conforme resolução ANEEL 456/2000; alteração do limite máximo de 20 metros para até 40 metros entre o CDM e o limite de propriedade com a via pública, para as edificações de múltiplas unidades consumidoras atendidas a partir da rede de distribuição em baixa tensão da CELPE; limitação da distância máxima em 20 metros entre a subestação interna ao imóvel e o CDM.

Nome dos grupos Diretor-Presidente, Superintendentes, Gerentes, Gestores, Funcionários e Prestadores de Serviços.

Nome dos normativos

SM01.0-0.04 Fornecimento de Energia Elétrica em Tensão Primária de Distribuição Classe 15 kV.

SM01.0-0.01 Fornecimento de Energia Elétrica em Tensão Secundária de Distribuição a Edificações Individuais.

SM01.0-0.06 Instalação de Geradores Particulares em Baixa Tensão.

SM01.0-0.07 Paralelismo Momentâneo de Geradores Com Operação em Rampa, Com o Sistema de Distribuição.

VR01.01-0.04 Especificação de Caixas para Medidores.

Norma Fornecimento de Energia Elétrica a Edificações de Uso Coletivo

1. OBJETIVO4
2. RESPONSABILIDADES4
3. DEFINIÇÕES4
4. CRITÉRIOS6
5. REFERÊNCIAS28
6. APROVAÇÃO29
ANEXO I - TABELAS30
TABELA 06 – POTÊNCIA DOS APARELHOS ELETRODOMÉSTICOS30
TABELA 07 – ELOS FUSÍVEIS35
TABELA 08 – POSTE PARTICULAR EM BAIXA TENSÃO36
TRANSFORMAÇÃO36
TABELA 10 – BARRAMENTO DE COBRE PARA O QDG37
TABELA 1 – CONDUTORES PARA ATERRAMENTO37
TABELA 12 – DEMANDA INDIVIDUAL DO APARTAMENTO EM FUNÇÃO DA ÁREA ÚTIL38
TABELA 13 – FATOR DE DIVERSIDADE EM FUNÇÃO DO NÚMERO DE APARTAMENTOS39
TABELA 14 – FATORES DE POTÊNCIA TÍPICOS40
TABELA 15 – FATORES DE DEMANDA PARA ILUMINAÇÃO E TOMADAS40
TABELA 16 – DEMANDA DIVERSIFICADA EM KVA PARA MOTORES41
TABELA 17 – DIMENSIONAMENTO DO RAMAL DE DISTRIBUIÇÃO42
TABELA 18 – FATORES DE DIVERSIDADE PARA CONDICIONADORES DE AR43
(EDIFÍCIOS COMERCIAIS)43
TABELA 19 - FUSÍVEIS EM MÉDIA TENSÃO PARA CUBÍCULO MODULAR43
TABELA 20 – DISPOSITIVOS DE PARTIDA PARA MOTORES TRIFÁSICOS4
TABELA 21 – QUADROS DE MEDIÇÃO EM EDIFICAÇÕES DE USO COLETIVO45
ANEXO I - DESENHOS DE REFERÊNCIA46
DESENHO 01 – PADRÃO DE ENTRADA E PONTO DE ENTREGA EM BAIXA TENSÃO46
DESENHO 02 – ENTRADA DE SERVIÇO E PONTO DE ENTREGA EM BAIXA TENSÃO47
DESENHO 03 – ENTRADA DE SERVIÇO COM RAMAL DE ENTRADA EMBUTIDO NA PAREDE48
DESENHO 04 – RAMAL DE ENTRADA SUBTERRÂNEO EM BAIXA TENSÃO49
50
DESENHO 06 – AFASTAMENTOS MÍNIMOS PARA REDES DE BAIXA E MÉDIA TENSÃO51
DESENHO 07 – DETALHES CONSTRUTIVOS PARA CAIXA DE INSPEÇÃO DE BT52
EM ALVENARIA52
DESENHO 08 – CAIXA DE INSPEÇÃO METÁLICA BT (RAMAL DE ENTRADA APARENTE)53
DESENHO 09 – CAIXA DE INSPEÇÃO METÁLICA (RAMAL DE LIGAÇÃO EM MT APARENTE)54
DESENHO 10 – CAIXA DE INSPEÇÃO EM ALVENARIA PARA MÉDIA TENSÃO5
DESENHO 1 – RAMAL DE LIGAÇÃO SUBTERRÂNEO EM MÉDIA TENSÃO56
RELAÇÃO DE MATERIAL PARA ENTRADA DE SERVIÇO SUBTERRÂNEA EM MÉDIA TENSÃO57
EDIFICAÇÃO (DERIVAÇÃO DE RD COMPACTA)58
DE RECUO DA EDIFICAÇÃO (DERIVAÇÃO DE RD COMPACTA)59
EDIFICAÇÃO (DERIVAÇÃO DE RD CONVENCIONAL)60
DE RECUO (DERIVAÇÃO DE RD CONVENCIONAL)61
DESENHO 14 – CAIXA DE INSPEÇÃO E CONECTORES DE ATERRAMENTO PADRONIZADOS62
DESENHO 15 – SISTEMA DE DRENAGEM E COLETA DE ÓLEO PARA SUBESTAÇÃO ABRIGADA63
DESENHO 16 – CAIXA SELADA COM VISOR PARA GUARDA DA CHAVE DA SUBESTAÇÃO64
DESENHO 17 – PLACA DE ADVERTÊNCIA - PERIGO DE MORTE65
DESENHO 18 – PLACA DE ADVERTÊNCIA - BLOQUEIO DE EQUIPAMENTO6

Página TABELA 09 – ESCOLHA DO TRANSFORMADOR E POSTE PARA SUBESTAÇÃO AÉREA COM DUPLA DESENHO 05 – LIGAÇÃO DE UNIDADES CONSUMIDORAS INDIVIDUAIS LOCALIZADAS EM VIELAS DESENHO 12 – SUBESTAÇÃO AÉREA COM DUPLA TRANSFORMAÇÃO NA ÁREA DE RECUO DA RELAÇÃO DE MATERIAL PARA SUBESTAÇÃO AÉREA COM DUPLA TRANSFORMAÇÃO NA ÁREA DESENHO 13 – SUBESTAÇÃO AÉREA COM DUPLA TRANSFORMAÇÃO NA ÁREA DE RECUO DA RELAÇÃO DE MATERIAL PARA SUBESTAÇÃO AÉREA COM DUPLA TRANSFORMAÇÃO NA ÁREA DESENHO 19 – MODELO DE LIGAÇÃO DE CASAS GEMINADAS EM BAIXA TENSÃO.........................67

Norma Fornecimento de Energia Elétrica a Edificações de Uso Coletivo

MESMO TERRENO SEM ÁREA DE USO COMUM68
DESENHO 21 – QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO GERAL - QDG TIPO 169
(BARRAMENTO DE COBRE NU)69
DESENHO 2 – CENTRO DE DISTRIBUIÇÃO (CD) COM BARRAMENTO BLINDADO70
PLÁSTICAS INDIVIDUAIS MONOFÁSICAS71
PLÁSTICAS INDIVIDUAIS TRIFÁSICAS72
DESENHO 25 - BARRAMENTO BLINDADO PARA O CENTRO DE MEDIÇÃO - CM73
DO QDG74
DESENHO 27 – ARRANJOS PARA MONTAGEM DO CDM75
DESENHO 28 – CAIXAS DE MEDIÇÃO PLÁSTICAS PADRONIZADAS76
DESENHO 29 – AMARRAÇÃO E IDENTIFICAÇÃO DE CONDUTORES DO RAMAL DE ENTRADA7
DESENHO 30 – MEDIÇÃO AGRUPADA EM MURETA78
DESENHO 31 – CAIXAS DE MEDIÇÃO PLÁSTICAS PADRONIZADAS79
DESENHO 32 – CENTRO DE MEDIÇÃO TIPO ARMÁRIO MODULAR (CM-6)80
DESENHO 3 - CENTRO DE MEDIÇÃO TIPO ARMÁRIO MODULAR (CM-9)81
DISTRIBUIÇÃO E MEDIÇÃO (CDM)82
DESENHO 35 – DIAGRAMAS UNIFILARES83
CUBÍCULO MODULAR84
DESENHO 37 – DIAGRAMA UNIFILAR PARA SUBESTAÇÃO DE POTÊNCIA 500 KVA85
DESENHO 38 – SUBESTAÇÃO ABRIGADA PARA DOIS TRANSFORMADORES DE 225 KVA86
POTÊNCIA 225 KVA87
TRANSFORMADOR (2BASES)8
DO GRUPO "A"LOCALIZADO EM EDIFICAÇÃO DE USO COLETIVO)89
TRANSFORMADOR (3 BASES)91
INSTALAÇÃO DE FUTURO TRANSFORMADOR (3 BASES)92
DESENHO 45 – SUBESTAÇÃO COM QUATRO TRANSFORMADORES DE POTÊNCIA 225 KVA93
POTÊNCIA 225 KVA94
DESENHO 47 – SUBESTAÇÃO COM TRÊS TRANSFORMADORES DE POTÊNCIA 500 KVA95
DESENHO 48 – DIAGRAMA UNIFILAR PARA SUBESTAÇÃO DE POTÊNCIA 1500 KVA96
DESENHO 49 - CANALETA E GRADE PARA SUBESTAÇÃO ABRIGADA97
DESENHO 50- CAIXA PARA PRONTUÁRIO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS98
COBRE NU9
DESENHO 52 - QUADRO DE DISTRIBUIÇÀO GERAL - QDG - TIPO 2 - OPCIONAL100
(BARRAMENTO BLINDADO)100
DESENHO 53 - CAIXA DE MEDIÇÃO TIPO F6 PARA MEDIÇÃO DO CONDOMÍNIO - OPCIONAL101
ANEXO I – MODELO DE REQUERIMENTO PARA ANÁLISE DE PROJETO102
ANEXO IV - MODELO DE REQUERIMENTO PARA INSPEÇÃO E LIGAÇÃO103

DESENHO 20 – MODELO DE LIGAÇÃO PARA DUAS UNIDADES CONSUMIDORAS SITUADAS EM UM DESENHO 23 – CENTRO DE DISTRIBUIÇÃO E MEDIÇÃO (CDM) COM CAIXAS DE MEDIÇÃO DESENHO 24 - CENTRO DE DISTRIBUIÇÃO E MEDIÇÃO (CDM) COM CAIXAS DE MEDIÇÃO DESENHO 26 – TERMINAL DE PRESSÃO PARA CONEXÃO DOS CONDUTORES AO BARRAMENTO DESENHO 34 – ATERRAMENTO DO QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO GERAL (QDG) E CENTRO DE DESENHO 36 – SUBESTAÇÃO PARA TRANSFORMADOR A PARTIR DE 500 KVA EQUIPADA COM DESENHO 39 – DIAGRAMA UNIFILAR PARA SUBESTAÇÃO DE DOIS TRANSFORMADORES DE DESENHO 40 – SUBESTAÇÃO COM BASE RESERVA PARA INSTALAÇÃO DE FUTURO DESENHO 41 – SUBESTAÇÃO ABRIGADA COM TRANSFORMADOR PARTICULAR (CONSUMIDOR DESENHO 42 – DIAGRAMA UNIFILAR PARA SUBESTAÇÃ COM TRANSFORMADOR PARTICULAR.90 DESENHO 43 – SUBESTAÇÃO COM BASE RESERVA PARA INSTALAÇÃO DE FUTURO DESENHO 4 – DIAGRAMA UNIFILAR PARA SUBESTAÇÃO ABRIGADA COM BASE RESERVA PARA DESENHO 46 – DIAGRAMA UNIFILAR PARA SUBESTAÇÃO COM QUATRO TRANSFORMADORES DE DESENHO 51 - QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO GERAL (QDG) TIPO 2 - OPCIONAL - BARRAMENTO DE ANEXO V - MODELO DE REQUERIMENTO DE PROTOCOLO DE ENTREGA DE DOCUMENTAÇÃO DE PROJETO.......................................................................................................................................................104

Norma Fornecimento de Energia Elétrica a Edificações de Uso Coletivo

1.OBJETIVO

Padronizar as entradas de serviço e estabelecer as condições para o fornecimento de energia elétrica a unidades consumidoras localizadas em edificações de uso coletivo.

2.RESPONSABILIDADES

Competem aos órgãos de planejamento, suprimento, segurança, engenharia, projeto, construção, ligação, operação, manutenção, comercial e atendimento a clientes, assim como aos consumidores, cumprir o estabelecido neste instrumento normativo.

3.DEFINIÇÕES

3.1Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT Associação privada sem fins lucrativos responsável pela elaboração das normas no Brasil.

3.2Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL Autarquia em regime especial, vinculada ao Ministério de Minas e Energia - MME criada pela lei 9.427 de 26/12/1996, com a finalidade de regular e fiscalizar a geração, transmissão, distribuição e comercialização da energia elétrica.

3.3Aterramento Ligação elétrica intencional e de baixa impedância com a terra.

3.4Carga Especial Equipamento que, pelas suas características de funcionamento ou potência, possa prejudicar a qualidade do fornecimento a outros consumidores.

3.5Carga Instalada Soma das potências nominais dos equipamentos elétricos instalados na unidade consumidora, em condições de entrar em funcionamento, expressa em quilowatts (kW).

3.6Centro de Distribuição e Medição Módulo constituído de proteção geral alimentado diretamente da rede de distribuição secundária, da subestação do edifício ou de um Quadro de Distribuição Geral.

3.7Centro de Medição Agrupamento de caixas de medição ou armário modular em chapa metálica, destinado à instalação dos equipamentos de medição de energia elétrica da concessionária.

3.8Circuito Alimentador Condutores instalados entre o Quadro de Distribuição Geral e o Centro de Distribuição e Medição.

3.9Concessionária Agente titular de concessão ou permissão federal para prestar serviço público de energia elétrica.

3.10Consumidor Pessoa física ou jurídica, ou comunhão de fato ou de direito, legalmente representada, que solicitar a CELPE o fornecimento de energia elétrica e assumir a responsabilidade pelo pagamento das faturas e pelas demais obrigações fixadas pelas normas e regulamentos da ANEEL, assim vinculando-se aos contratos de fornecimento, de uso, e de conexão ou de adesão, conforme cada caso.

3.11Cubículos Modulares Equipamentos de reduzidas dimensões, para aplicação em média tensão, com função específica de proteção e seccionamento, independentes de outros equipamentos.

Norma Fornecimento de Energia Elétrica a Edificações de Uso Coletivo

3.12Demanda Média das potências ativas ou reativas, solicitadas ao sistema elétrico pela parcela da carga instalada em operação na unidade consumidora, durante um intervalo de tempo específico.

3.13Demanda Máxima Máxima potência elétrica, expressa em kVA, solicitada por uma unidade consumidora durante um período de tempo especificado.

3.14Dispositivo de Proteção contra Surtos - DPS Dispositivo destinado a prover proteção contra sobretensões transitórias (de origem atmosférica ou surtos de manobra, transmitidas pela rede de distribuição) nas instalações elétricas da edificação.

3.15Dispositivo de Proteção Diferencial-Residual - DR Dispositivo destinado a prover proteção contra correntes de fuga residuais nas instalações elétricas internas da unidade consumidora.

3.16Edificação de Uso Coletivo Conjunto vertical ou horizontal com duas ou mais unidades consumidoras que ocupam o mesmo terreno privado.

3.17Entrada de Serviço Conjunto de componentes elétricos, compreendidos entre o ponto de derivação da rede de distribuição e o quadro de distribuição geral, constituído portanto pelo ramal de ligação e o ramal de entrada.

3.18Faixa de Servidão Área de terreno que permite à concessionária o direito real de gozo, de natureza pública, instituído sobre imóvel de propriedade alheia, com base em lei, por entidade pública ou por seus delegados, em favor de um serviço público ou de um bem afetado a fim de utilidade pública.

3.19Grupo “A” Grupamento composto de unidades consumidoras com fornecimento em tensão igual ou superior a 2,3 kV, ou, ainda, atendidas em tensão inferior a 2,3 kV a partir de sistema subterrâneo de distribuição e faturadas neste Grupo, caracterizada pela estruturação tarifária binômia.

3.20Grupo “B” Grupamento composto de unidades consumidoras com fornecimento em tensão inferior a 2,3kV, ou, ainda, atendidas em tensão superior a 2,3 kV e faturadas neste Grupo, caracterizada pela estruturação tarifária monômia.

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