Fornecimento de energia eletrica a edificaçoes de uso coletivo-celpe

Fornecimento de energia eletrica a edificaçoes de uso coletivo-celpe

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3.21Limite de Propriedade Demarcação que determina o limite de uma área privada com a via pública no alinhamento designado pelos poderes públicos.

3.22Padrão de Entrada Conjunto de condutores, equipamentos de medição e acessórios compreendidos entre a conexão com a rede da concessionária e o dispositivo de proteção da unidade consumidora.

3.23Caixa de Inspeção Compartimento enterrado, destinado a facilitar a passagem dos condutores e execução de emendas, permitindo sua inspeção e quando necessário, usado para aterramento.

3.24Ponto de Entrega Ponto de conexão do sistema elétrico da concessionária com as instalações elétricas da unidade consumidora, caracterizando-se como o limite de responsabilidade do fornecimento.

3.25Ponto de Medição Local de instalação dos equipamentos de medição de energia elétrica da concessionária.

Norma Fornecimento de Energia Elétrica a Edificações de Uso Coletivo

3.26Poste Particular Poste situado na propriedade do consumidor, com a finalidade de fixar, elevar ou desviar o ramal de ligação, permitindo também a instalação do ramal de entrada e a medição.

3.27Quadro de Distribuição Geral Módulo de proteção geral e barramento de distribuição para os circuitos alimentadores dos centros de distribuição e medição.

3.28Ramal de Distribuição Conjunto de componentes elétricos compreendidos entre a medição e o quadro de distribuição.

3.29Ramal de Entrada Conjunto de condutores e acessórios compreendidos entre o ponto de entrega e o ponto de medição.

3.30Ramal de Ligação Conjunto de condutores e acessórios instalados entre o ponto de derivação da rede da concessionária e o ponto de entrega.

3.31Subestação Parte das instalações elétricas da unidade consumidora atendida em tensão primária de distribuição que agrupa os equipamentos condutores e acessórios destinados à proteção, medição, manobra e transformação de grandezas elétricas.

3.32Subestação Aérea com Dupla Transformação Conjunto formado por duas subestações aéreas, geralmente instaladas na área de recuo da edificação, alimentadas por um mesmo ramal de ligação, dotada de um transformador instalado pela concessionária, para atendimento exclusivo às unidades consumidoras em baixa tensão e outro transformador, instalado exclusivamente para atender unidade consumidora do grupo A ou carga especial.

3.33Terminais Desconectáveis Dispositivos de conexão em média tensão tipo “plug-in”, isolados, que permitem fácil conexão ou desconexão, possuem contatos inacessíveis a animais, poeira e umidade, instaláveis em áreas submersas.

3.34Unidade Consumidora Conjunto de instalações e equipamentos elétricos caracterizado pelo recebimento de energia elétrica em um só ponto de entrega, com medição individualizada e correspondente a um único consumidor.

3.35Zona de Agressividade Industrial Deve ser considerada como zona de agressividade industrial, um círculo, cuja origem é o ponto gerador da poluição, com um raio de 500 m.

3.36Zona de Agressividade Salina Deve ser considerada como zona de agressividade salina, uma faixa compreendida entre o limite de preamar e uma linha imaginária em terra situada conforme abaixo: a) Até 0,5 km em áreas com anteparos naturais ou construções com alturas superiores a 3 vezes a altura do poste. b) Até 1,0 km em áreas com anteparos naturais ou construções com alturas até 03 vezes a altura do poste. c) Até 3,0 km em áreas livres (sem anteparos).

4.CRITÉRIOS

4.1Esta Norma se aplica às instalações novas, alteração de carga, reforma de instalações existentes, inclusive mudança de medição monofásica para trifásica.

4.2As Edificações de Uso Coletivo são atendidas em tensão secundária, diretamente da rede de distribuição da CELPE, quando a potência instalada calculada para o transformador situar-se até o limite de 225 kVA e não possuírem unidades consumidoras do grupo A ou cargas especiais.

Norma Fornecimento de Energia Elétrica a Edificações de Uso Coletivo

4.3As Edificações de Uso Coletivo devem ser atendidas em tensão primária, através de subestação aérea com dupla transformação, instalada em área de recuo interna do imóvel, dispondo de condições adequadas de acesso, quando a potência instalada calculada para o transformador situar-se acima de 225 kVA e abaixo de 500 kVA e que haja previsão de atendimento a unidades consumidoras do grupo A ou cargas especiais, com transformador exclusivo.

4.4 As Edificações de Uso Coletivo devem ser atendidas em tensão primária, através de subestação abrigada, quando a potência for igual ou superior a 500 kVA, possuírem unidades consumidoras do grupo A ou cargas especiais, atendidas com transformador exclusivo. Devem dispor de compartimento interno em condições adequadas de acesso, ventilação, iluminação e segurança para instalação, pela CELPE, de equipamentos de transformação, operação, proteção e outros destinados ao suprimento de energia elétrica exclusivamente à edificação.

4.5Caso a edificação seja atendível em tensão secundária e haja previsão de ligação de unidade consumidora do grupo A, incluindo o condomínio, o atendimento deve ser através de subestação aérea com dupla transformação ou abrigada, observando o disposto nos itens 4.3 e 4.4.

4.6Caso o interessado ou responsável pela edificação, em princípio atendível em tensão secundária, optar por ser atendido em tensão primária ou ocorrer as condições previstas no item 4.5, o investimento adicional necessário ao atendimento deve ficar a cargo do mesmo, havendo viabilidade técnica.

4.7Consideram-se condições adequadas de acesso:

4.7.1Área de recuo ao nível da rua, com afastamento suficiente, destinada à instalação de subestação aérea com dupla transformação, que possibilite a demarcação de uma área mínima exclusiva de 12 m² (4 m x 3 m), com os afastamentos mínimos previstos nesta norma, acesso direto e sem empecilhos à rede de distribuição em média tensão da CELPE, exclusivamente através de ramal de ligação aéreo;

4.7.2Compartimento interno, para instalação de subestação abrigada localizada a, no máximo, 01 (um) andar de desnível, entre o nível da rua que dá acesso à edificação e o andar onde está situada a subestação e desde que respeitado o comprimento máximo para o ramal de ligação. Quando no subsolo ou área sujeita a inundação, deve ser previsto sistema de bombeamento d’água;

4.7.3A área de recuo ou o compartimento interno, destinado à subestação, não pode estar contíguo a central de gás, lixeira, depósito de óleo ou de qualquer outro produto combustível.

4.8O fornecimento de energia elétrica a unidades consumidoras em edificações de uso coletivo é realizado em tensão secundária de distribuição de 380/220 V, na freqüência de 60 Hz.

4.9O medidor utilizado para o faturamento de energia elétrica nas unidades consumidoras trifásicas do grupo B, deve ser do tipo eletrônico, que permite a medição da energia consumida ativa e reativa.

4.9.1Para as unidades consumidoras do grupo B trifásicas, cadastradas sob as seguintes classes de faturamento: comercial, industrial, poder público, iluminação pública, rural, serviço público e residencial (subclasse condomínio) a CELPE deve faturar o consumo da energia elétrica ativa e reativa excedente, conforme prescreve a resolução ANEEL 456/2000;

4.9.2Recomenda-se às unidades consumidoras enquadradas nas classes de faturamento acima relacionadas providenciar as necessárias adaptações em suas instalações, visando a manutenção do fator de potência de referência no limite mínimo de 0,92;

4.9.3Para as unidades consumidoras do grupo B, cadastradas sob a classe de faturamento residencial normal, a CELPE deve faturar apenas o consumo da energia elétrica ativa, conforme prescreve a resolução ANEEL 456/2000;

4.9.4O faturamento da energia reativa para as unidades consumidoras com medição apropriada deve ser realizado a partir de fevereiro de 2008.

Norma Fornecimento de Energia Elétrica a Edificações de Uso Coletivo

4.10As unidades consumidoras em edificações de uso coletivo, com carga instalada superior a 75 kW e demanda contratada ou estimada pelo interessado igual ou inferior a 2.500 kW são atendidas em tensão primária de distribuição, na freqüência de 60 Hz, em conformidade com a norma SM01.0-0.04 Fornecimento de Energia Elétrica em Tensão Primária de Distribuição Classe 15 kV.

4.11A CELPE pode, a seu critério, estabelecer tensão de fornecimento sem observar os limites de que trata o item 4.10, em conformidade com o artigo 7º, § I da resolução 456/2000 da ANEEL.

4.12Não se caracterizam como edificações de uso coletivo, aquelas sem área de uso comum, formadas por unidades consumidoras contíguas ou geminadas e dispostas em alinhamento com a via pública e no limite desta, devendo ser ligadas direta e individualmente da rede de distribuição de baixa tensão da CELPE, não configurando, portanto, condomínio horizontal com agrupamento de medidores, em conformidade com a norma SM01.0-0.01 Fornecimento de Energia Elétrica em Tensão Secundária de Distribuição a Edificações Individuais.

Ponto de Entrega

4.13Até o ponto de entrega é responsabilidade da CELPE executar as obras necessárias ao fornecimento, participar financeiramente nos termos da legislação vigente, bem como operar e manter o sistema.

4.14Cada edificação é ligada através de uma única entrada de serviço e um só ponto de entrega.

4.15Caso haja previsão de ligação de unidade consumidora do grupo A ou carga especial, deve ser prevista entrada de serviço adicional na edificação, exclusiva para atendimento a essa unidade.

4.16O ponto de entrega é localizado em função do fornecimento adotado, conforme abaixo:

4.16.1Nas edificações de uso coletivo ligadas em baixa tensão, o ponto de entrega situa-se no limite de propriedade com a via pública, podendo ser na fachada, em poste particular ou nos bornes secundários do transformador de distribuição, conforme desenhos 01, 02, 03 e 04 do ANEXO I.

4.16.2Em condomínio horizontal ou unidades consumidoras situadas em vielas, o ponto de entrega situa-se no limite da via interna com cada fração integrante do parcelamento (unidade consumidora), conforme legislação em vigor e detalhe no desenho 05 do ANEXO I.

4.16.3Em área servida por rede de distribuição aérea, havendo interesse do consumidor em ser atendido por ramal de entrada subterrâneo, o ponto de entrega deve situar-se na conexão deste ramal com a rede aérea.

4.16.4Nos casos de edificações de uso coletivo, cuja transformação pertença à CELPE e esteja instalada no interior do imóvel, o ponto de entrega para as unidades de baixa tensão situa-se na entrada do barramento geral, conforme desenhos 23 e 24 do ANEXO I.

4.16.5No caso de unidade consumidora do grupo A ou carga especial com transformador particular ocupando área da subestação abrigada, o ponto de entrega para esta unidade consumidora situa-se na conexão do ramal de entrada em média tensão com a estrutura de seccionamento (chave fusível), no poste de derivação da rede de distribuição.

4.16.6 No caso de unidade consumidora do grupo A ou carga especial com transformador particular ocupando espaço na subestação aérea com dupla transformação, o ponto de entrega desta unidade consumidora situa-se na conexão do ramal de ligação em média tensão com a estrutura de seccionamento (chave fusível) localizada no poste da subestação, conforme desenho 12 ou 13 do ANEXO I.

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