Fornecimento de energia eletrica a edificaçoes de uso coletivo-celpe

Fornecimento de energia eletrica a edificaçoes de uso coletivo-celpe

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4.71As portas da subestação devem ser metálicas, em chapa de ferro galvanizado nº 18 USG, tela com malha de 5 a 13 m, em arame galvanizado bitola 12 BWG, com duas folhas abrindo para fora, possuírem trinco tipo ferrolho com cadeado e dispositivo que permita o lacre da CELPE.

Norma Fornecimento de Energia Elétrica a Edificações de Uso Coletivo

4.72Para garantir que a abertura da porta possa se processar a qualquer tempo devem ser instalados, pelo lado de fora da subestação, no mínimo, dois piquetes a pelo menos 0,80 m da porta da subestação.

Tabela 02 – Acesso, Circulação e Base para Subestação Abrigada - Dimensões mínimas

Potência do

Transformador Dimensões da Porta Área de Circulação Dimensões da Base

4.73Deve ser instalada, pelo lado externo, a uma altura mínima de 1,80 m, uma caixa de dimensões 100 m x 100 m x 50 m, dotada de visor para guarda de uma chave reserva de abertura da porta em caso de emergência, conforme desenho 16 do ANEXO I.

4.74A porta e a área de circulação no interior da subestação devem permitir a retirada dos equipamentos avariados independentemente de manuseio dos demais equipamentos.

4.75Deve ser previsto um cubículo modular, com dimensões aproximadas de 1,0 m x 0,60 m x 1,80 m, para proteção e seccionamento de cada unidade transformadora, conforme desenho 36 do ANEXO I. Os fusíveis de proteção devem ser dimensionados de acordo com a potência do transformador, conforme tabela 19 do ANEXO I.

4.76Caso haja previsão de instalação de futura unidade consumidora do grupo A, deve ser prevista uma base reserva para instalação de cubículo modular, além de uma entrada de serviço adicional, conforme desenho 40 do ANEXO I.

4.77Na frente dos cubículos, deve existir espaço de pelo menos 1,20 m para operação das chaves e manuseio das terminações.

4.78A base para instalação do transformador deve situar-se a pelo menos 0,50 m de qualquer parede, e a 1,0 m de outra base.

4.79O pé direito mínimo para subestação abrigada que utiliza cubículos modulares e transformadores com buchas para terminais desconectáveis isolados é 2,60 m.

4.80Os transformadores utilizados em subestação abrigada de uso coletivo devem ser trifásicos e ter buchas especiais para conexão com terminais desconectáveis de média tensão.

4.81O circuito de interligação entre os terminais de baixa tensão dos transformadores e a proteção geral do barramento deve ser dimensionado e construído de forma a suportar a demanda máxima prevista com a queda de tensão máxima de 1%, na formação mínima e seções apresentadas na tabela 03.

4.82O número de unidades transformadoras previstas para uma subestação é função da demanda da edificação e da potência individual dessas unidades.

4.83Além das recomendações acima, em caso de edificações com cargas comerciais, deve ser prevista base de reserva conforme tabela 04.

Tabela 03 – Dimensionamento de cabos

Dimensionamento dos Cabos de Saída dos Transformadores

Potência do

Transformador

Tensão

Secundária Condutor de BT Código Conector

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Dimensionamento dos Cabos de Saída dos Transformadores

150 mm² neutro

150 mm² neutro

240 mm² neutro

+ 2 x 240 mm² neutro

4.84A subestação abrigada deve possuir malha de terra com, no mínimo, 04 hastes de aço cobreado de 2400 m x 16 m, dispostas retangularmente e interligadas com cabo de cobre nu de seção circular, dimensionada conforme tabela 1 do ANEXO I ou utilizando a fórmula constante no item 6.4.3 da NBR 14039, sendo no mínimo 25 mm². O esquema de aterramento adotado deve ser o TN-C, conforme item 4.2.3.2 da citada norma.

4.85Os pontos de conexão às hastes devem estar acessíveis para fins de inspeção e medição da resistência de terra, em pelo menos quatro pontos, através de caixas de inspeção, conforme desenhos 14 e 38 do ANEXO I. A resistência de aterramento não deve superar 10 ohms.

4.86Não devem existir partes vivas nos barramentos, nem nas conexões dos equipamentos existentes no interior da subestação.

Tabela 04 – Número de bases Arranjos para Montagem de Subestações Abrigadas

Demanda da Instalação Número de

Transformadores

Potência Máxima do Transformador

Número de Bases para Transformadores

Acima de 150 até 225 kVA 1 225 kVA 02 Acima de 225 até 450 kVA 2 225 kVA 03 Acima de 450 até 900 kVA 3 ou 4 225 kVA 04 Acima de 900 kVA N 500 kVA n +1

4.87Os terminais de baixa tensão dos transformadores devem ser protegidos contra contato acidental através de fita ou manta isolante.

4.88Todas as partes metálicas não energizadas da subestação, tais como portas, janelas de ventilação, grades, suportes, carcaça do transformador, além do neutro do mesmo e a blindagem metálica dos cabos de média tensão devem ser interligadas à malha de terra existente através de cabo de cobre nu seção mínima 25 mm². Todas as conexões de condutores à malha devem ser feitas através dos conectores padronizados conforme desenho 14 do ANEXO I, ou utilizando-se solda exotérmica.

4.89O aterramento dos pára-raios, instalados no poste da derivação, deve ser feito através de condutor e haste exclusivos, não conectados à malha de aterramento da subestação.

4.90A subestação construída em pavimento superior deve ter sua malha de terra construída conforme itens 4.84 e 4.85 e interligada por condutor a uma malha de aterramento constituída de pelo menos duas hastes diretamente fincadas no solo e também interligadas entre si. Os pontos de conexão devem estar disponíveis para fins de inspeção e medição da resistência de aterramento.

4.91Deve ser instalada uma placa de advertência, com os dizeres "PERIGO DE MORTE" afixada na porta de acesso à subestação, conforme desenho 17 do ANEXO I.

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4.92Deve estar disponível, no recinto da subestação, placa de aviso de sinalização do travamento ou bloqueio do cubículo de proteção modular, conforme desenho 18 do ANEXO I, quando de realização de manutenção preventiva ou corretiva, pela CELPE.

4.93A canaleta de passagem dos condutores de média e baixa tensão, localizada no interior do recinto da subestação, deve ser construída em alvenaria, bem como a tampa, conforme desenho 49 do ANEXO I.

4.94Dentro da subestação e nos terminais, os condutores de alta e baixa tensão devem ser identificados através de fitas coloridas, conforme o seguinte código de cores: a) Fase A – cor vermelha; b) Fase B – cor branca; c) Fase C – cor marrom; d) Neutro – cor azul claro.

4.95Nos desenhos 36 a 48 do ANEXO I, estão disponíveis os modelos de subestação e diagramas unifilares que devem orientar os projetos de subestações abrigadas para as diversas situações do sistema de distribuição.

Instalação de Unidades Consumidoras do Grupo A em Edificações de Uso Coletivo

4.96A instalação de unidades consumidoras do grupo A em Edificações de Uso Coletivo deve obedecer às seguintes condições:

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