Fornecimento de energia eletrica a edificaçoes de uso coletivo-celpe

Fornecimento de energia eletrica a edificaçoes de uso coletivo-celpe

(Parte 7 de 12)

4.129Cada unidade consumidora deve possuir apenas 01 (um) ramal de distribuição e 01 (uma) única medição.

4.130Os pontos de medição devem ser agrupados em um ou mais CDM, em locais facilmente acessíveis aos leituristas e serem identificados por unidade consumidora através de placas. O recinto onde se localiza os CDM deve ser dotado de ventilação adequada e iluminação artificial de acordo com os níveis de iluminamento previstos pela NBR 5413.

4.131Faz-se necessária a instalação de um QDG apenas quando o número de unidades consumidoras superar doze ou dezoito unidades, dependendo do tipo de arranjo escolhido. Atingindo-se a ocupação máxima por arranjo, as unidades adicionais devem ser alojadas em novo agrupamento de medição. Detalhes conforme desenho 27 do ANEXO I.

Centro de Distribuição (CD)

4.132O Centro de Distribuição – CD é alimentado a partir do QDG através de um circuito alimentador exclusivo. Caso não exista o QDG, o CD é alimentado diretamente da rede de baixa tensão da CELPE ou da subestação da edificação. Constitui-se de um armário montado em chapa metálica galvanizada nº 18 USG (parte externa) e 20 USG (parte interna), onde estão contidos os barramentos blindados e um disjuntor termomagnético tripolar, dimensionados pela demanda calculada para o agrupamento, conforme desenho 2 do ANEXO I. As cotas indicadas são as mínimas exigidas.

4.133O CD também pode ser montado utilizando-se uma caixa de derivação em material termoplástico onde devem ser alojados os barramentos blindados, cuja tampa permita condições de lacre através do uso de dois parafusos de segurança e por uma caixa exclusiva para o disjuntor de proteção geral, conforme desenho 28, do ANEXO I.

4.134A interligação do barramento até o medidor e disjuntor geral da unidade consumidora deve ser feita com condutores de cobre, com classe de encordoamento 2 e de isolação 750 V ou 0,6/1 kV. Esses condutores devem ser amarrados através de cinta plástica e identificados por anilhas com numeração correspondente ao número de identificação da unidade consumidora, conforme desenho 29 do ANEXO I. No caso de unidades consumidoras monofásicas, essa ligação também pode ser feita em cabo isolado de cobre tipo concêntrico, classe de isolação 750 ou 0,6/1 kV.

Norma Fornecimento de Energia Elétrica a Edificações de Uso Coletivo

4.135Os condutores de interligação do barramento para os medidores são instalados pelo consumidor.

4.136Os circuitos de alimentação das unidades consumidoras, incluindo os condutores neutros e de proteção, devem ser individuais para cada unidade consumidora a partir do barramento.

4.137O CD deve ter compartimento para alojar o disjuntor e os barramentos, cuja tampa permita condições de lacre, através do uso de dois parafusos de segurança pela CELPE. A tampa deve abrir lateralmente e ser fixada através de dobradiças.

4.138Um CD pode atender até dois Centros de Medição (CM).

4.139Na tampa interna deve estar pintado “USO EXCLUSIVO DA CELPE”. A alavanca de acionamento do disjuntor deve estar acessível para manobra, sem violação do lacre.

Centro de Medição (CM)

4.140Em situações onde existam até cinco unidades consumidoras monofásicas, em um mesmo terreno, sem área de uso comum, pode-se utilizar a disposição em mureta de alvenaria, conforme mostrado no desenho 30 do ANEXO I. Neste caso, cada unidade consumidora tem entrada de serviço distinta e não é necessária a instalação do CD.

4.141O Centro de Medição – CM pode ser montado através de caixas de medição plásticas individuais justapostas e agrupadas ou através de armário modular metálico. Alguns tipos de arranjos são mostrados no desenho 27 do ANEXO I.

4.142Permite-se executar o centro de medição em arranjo de caixas plásticas de seis ou nove unidades quando a edificação possuir unidades consumidoras monofásicas, com exceção do condomínio. Caso o número de unidades seja superior a nove, um novo CM deve ser previsto.

4.143No arranjo com caixas plásticas monofásicas, estas devem ser dispostas de modo que a face inferior da caixa mais baixa situe-se a partir de 0,30 m do nível do solo e que a face superior da caixa mais alta não exceda 1,70 m do nível do solo, conforme desenho 23 do ANEXO I.

4.144Permite-se executar o centro de medição em arranjo de caixas plásticas até seis unidades quando a edificação possuir unidades consumidoras trifásicas, conforme desenho 24 do ANEXO I. Caso o número de unidades seja superior a seis, um novo CM deve ser previsto.

4.145Caso a edificação possua unidades consumidoras monofásicas e trifásicas, excetuando-se o condomínio, recomenda-se que estas sejam dispostas em CM distintos. Não se permitem arranjos mistos de caixas monofásicas e trifásicas em um mesmo CM.

4.146As caixas plásticas individuais devem obedecer à norma VR01.01-0.04 Especificação de Caixas para Medidores, conforme modelos do desenho 31 do ANEXO I.

4.147As caixas plásticas devem ser fixadas diretamente na parede, através de três buchas nº 8 com parafusos, conforme desenhos 23, 24 e 28 do ANEXO I.

4.148Todas as interligações entre as caixas devem ser aparentes, feitas através de “niple” ou de eletroduto de PVC rígido rosqueáveis, especificados conforme a NBR 6150. Quando for utilizado eletroduto, a distância entre as caixas não deve ser superior à conseguida quando utilizado o niple, salvo na interligação da caixa com o centro de distribuição.

4.149Os niples ou eletrodutos de interligação devem ser travados com buchas e arruelas de aço zincado.

4.150Os CM tipo armário modular metálico são padronizados para abrigar seis (CM-6) ou nove (CM-9) medidores monofásicos ou trifásicos indistintamente. Devem ser construídos em chapa de ferro galvanizado nº 18 USG (parte externa) e 20 USG (parte interna), conter em seu interior cubículos de medição individual, dotados de tampa com visor e parafuso de segurança com dispositivo para aplicação de lacre da CELPE,

Norma Fornecimento de Energia Elétrica a Edificações de Uso Coletivo bem como suporte destinado à instalação da proteção individual de cada unidade consumidora, conforme desenhos 32 e 3 do ANEXO I.

4.151Os CM tipo armário modular metálico devem ser instalados em base de alvenaria com altura mínima de 0,50 m em relação ao solo.

4.152A instalação de CM tipo armário modular metálico está restrita às edificações que contenham no mínimo seis unidades consumidoras, estando condicionada à apresentação de projeto à CELPE.

4.153No CM devem ser alojados os medidores e disjuntores de proteção individual de cada unidade consumidora.

4.154As unidades consumidoras monofásicas devem possuir disjuntor termomagnético monopolar para proteção de sobrecorrente, dimensionado de acordo com a carga instalada.

4.155As unidades consumidoras trifásicas devem possuir disjuntor termomagnético tripolar para proteção de sobrecorrente, dimensionado de acordo com a demanda máxima prevista.

4.156Os condutores do ramal de distribuição das unidades consumidoras a partir do medidor também devem ser de classe de encordoamento 2 de acordo com a NBR NM 280, e isolados para 750 V ou 0,6/1 kV. No dimensionamento desses condutores deve ser observado o valor máximo de queda de tensão admissível, conforme prescreve a NBR 5410.

4.157Quando o CM for executado em agrupamento de caixas plásticas individuais, a medição do condomínio deve ser instalada em caixa para medição individual, padronizada pela CELPE, conforme norma VR01.01-0.04 Especificação de Caixas para Medidores, para carga instalada até 75 kW, ou norma SM01.0-0.04 Fornecimento de Energia Elétrica em Tensão Primária de Distribuição 15 kV, para demanda superior a 75 kW. A tabela 21 do ANEXO I apresenta os modelos de caixas padronizadas para o condomínio.

4.158Em edificações constituídas por mais de um bloco, a medição do condomínio pode ser individual por bloco ou geral para todos os blocos.

4.159Quando o centro de medição for do tipo armário modular metálico, a medição do condomínio, se em baixa tensão, pode ser instalada em um dos cubículos existentes ou em caixa padronizada individual.

4.160Se o cálculo da demanda máxima do condomínio indicar uma seção do condutor de alimentação igual ou superior a 25 mm², deve-se prever a instalação de caixa de medição plástica polifásica tipo 2 ou caixa metálica tipo F6, conforme desenho 53 do ANEXO I.

4.161Em edificações constituídas por um único bloco e mais de um CDM instalado, a medição do condomínio deve ser derivada diretamente dos barramentos do QDG.

4.162QDG e CDM devem ter seus elementos neutros e massas conectados a uma malha de terra formada pelo menos por uma haste de aço cobreado de 16 m x 2400 m, e conector de aterramento padronizado pela CELPE, conforme desenhos 14, 23 e 34 do ANEXO I. Permite-se, excepcionalmente neste caso, que a caixa de inspeção do circuito de baixa tensão seja utilizada para instalação da haste de aterramento.

4.163É obrigatório o aterramento do QDG e CDM. Caso existam QDG e CDM instalados em um mesmo recinto, todos os pontos de aterramento devem ser interligados com cabos de seção mínima 25 mm² dispostos longitudinalmente ao comprimento do CDM, a uma distância frontal de 0,50 m deste e profundidade mínima de 0,07 m.

4.164Junto à base do QDG ou CD, no piso, deve existir obrigatoriamente uma caixa de inspeção em alvenaria, destinada à passagem dos condutores do circuito alimentador dos mesmos. Não são permitidas construções que impeçam ou inviabilizem a construção dessas caixas de inspeção, tais como: caixas d'água, fossas, tubulações de água ou de esgoto, etc.

Norma Fornecimento de Energia Elétrica a Edificações de Uso Coletivo

4.165Em edificações de uso coletivo pertencentes ao poder público, como mercados públicos, feiras livres e outros, o CM deve ser instalado em recinto fechado, com iluminação e ventilação adequadas, de forma que o acesso às caixas de medição seja controlado.

Reagrupamento de Unidades Consumidoras

4.166O reagrupamento de medição ocorre quando se unifica a medição de todas as unidades consumidoras de uma edificação, classificada como de Múltiplas Unidades Consumidoras, em uma única medição.

4.167Permite-se o reagrupamento de unidades consumidoras atendidas em média tensão, quando a entrada de serviço e a medição da edificação estão em conformidade com a norma SM01.0-0.04 Fornecimento de Energia Elétrica em Tensão Primária de Distribuição – Classe 15 kV.

4.168 Permite-se o reagrupamento de unidades consumidoras atendidas em baixa tensão, quando a entrada de serviço e a medição estão em conformidade com a norma SM01.0-0.01 Fornecimento de Energia Elétrica em Tensão Secundária de Distribuição a Edificações Individuais.

4.169Cumulativamente, para que seja possível o reagrupamento, o proprietário ou responsável pela edificação deve atender ao disposto no artigo 14 da resolução 456 da ANEEL.

Projeto Elétrico

4.170Para novas instalações, alteração de carga, reforma de instalações existentes e reagrupamento de medição em edificações de uso coletivo, com mais de cinco unidades consumidoras ou carga instalada superior a 75 kW, deve ser apresentado projeto elétrico elaborado conforme as disposições desta norma. Também se faz necessária a apresentação de projeto elétrico para as edificações que contemplem a partir de três unidades consumidoras trifásicas, independentemente da carga instalada ou demanda.

4.171Os projetos devem ser elaborados utilizando-se os padrões de desenhos e simbologia recomendados pela norma NBR 5444 da ABNT.

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