Morador de Rua

Morador de Rua

Universidade Luterana do Brasil

Trabalho de Promoção e Educação em Saúde

Morador de rua

Docente: Geysa

Curso: Enfermagem

Alunas:

MORADOR DE RUA

O morador de rua surgiu como uma situação existencial excludente, Uma vez que ocorre a dificuldade desses moradores se manterem no processo resili ente sem apoio efetivo da sociedade e do estado, a partir de políticas públicas voltadas para esse tipo de população.

OBJETIVOS:

* Conhecer os fenômenos que contribuem para viver na rua;

*Conhecer as necessidades do morador de rua;

*Assumir uma atitude de ação que promova a reintegração na sociedade;

*A importância do trabalho em rede, cujas ações são a promoção da saúde.

JUSTIFICATIVA;

*Possibilitar o despertar das potencialidades dos sujeitos de observação e da própria sociedade através do trabalho em conjunto visando à promoção da saúde, e a diminutiva dos índices de exclusão Social.

REVISÃO TEÓRICA

Saúde e doença são conceitos que estão em constante avaliação e mudanças. A área da saúde, talvez seja uma das que mais se desenvolveu nestes últimos anos.

A doença, num passado recente, era comumente definida como “ausência de saúde” e, saúde, como ausência de doença. Encarada como estados de desconforto físico ou de bem-estar, a saúde era vista sob uma forma reducionista, que não privilegiava aspectos tais como: emocionais sociais. O modelo biomédico tradicional baseia-se numa visão cartesiana da saúde, quer dizer, numa visão do homem como uma máquina que se necessário deve ser reparada. Uma visão compartimentada do homem, privilegiando seu aspecto biológico. (Engel, 1977)

Com a Revolução Industrial, finais séc. XVIII houve uma revolução na saúde, que para dar conta das epidemias decorrentes desta,, parte do conceito biomédico e conduz ao desenvolvimento das modernas medidas de saúde pública. As doenças eram prevenidas com o controle dos agentes patogênicos, controlados através da construção de sistema de esgotos, distribuição de água potável, gestão de migração e posteriormente com a produção de vacinas. Quando medidas preventivas falhavam, entrava a medicina curativa que a partir do séc. XX começou a contar com os antibióticos, como seu grande auxiliar.

O modelo biomédico fez grande sucesso até a década de 70, mas este se atinha apenas as perturbações que se processam na dimensão física da pessoa, negligenciando a autonomia conceitual e as representações que as pessoas fazem sobre seu estado de saúde. (Ribeiro, 1993)

A partir da década de 70, novas mudanças se fazem para responder as novas exigências. Do modelo biomédico centrado na doença e que saúde se centra na prevenção da doença, esta mudança na saúde se centra numa nova concepção de saúde - na própria saúde, com modelo mais abrangente, que leve em conta fatores biológico, psicológico, social, ambiental implicados na doença. (Engel, 1977)

A partir do modelo biopsicossocial, o funcionamento de uma pessoa, tanto no seu nível psicológico, como comunitário, social, é tão importante para evitar e combater a doença.

Como sua análise a nível físico da doença, sendo o paciente percebido como um ser ativo responsável por sua saúde, e conseqüentemente na sua prevenção, o que difere do papel passivo que o modelo biomédico lhe atribuía. (Ballester e Cols, 2004a; 2004b).

NO BRASIL

O moderno movimento de promoção de saúde surge no Canadá em maio de 1974 com “Informe Lalonde” que cuja motivação política técnica e econômica para enfrentar os custos na saúde. Foi o primeiro documento oficial a receber a nomeação de promoção á saúde, com conceitos que contemplam a composição da saúde em quatro campos: a biológica; o ambiente; comportamento individual que afeta a saúde e a organização dos serviços de saúde.

Apesar da evolução, houveram críticas por haverem negligenciado aspectos como: contexto político, econômico e social.

Em meados dos anos 80, surge um discurso alternativo de promoção OMS/Europa produz um documento preliminar contendo os elementos chaves da nova promoção e reforçando a noção da determinação social da saúde. Documento este que propõe um marco de referência para promoção da saúde com avanço em relação à Carta de Ottawa, mas buscando manter ligação com a mesma. A saúde passa então, a ser reconhecida como resultante da determinação social: pobreza, desemprego, habitação e outras desigualdades econômicas e sociais.

E como estratégias norteadoras: fortalecimento dos serviços comunitários, políticas públicas saudáveis e o favorecimento da participação popular – Planejada na I conferência Internacional sobre Promoção à saúde realizada no Canadá em novembro de 1986, que resultou na Carta de Ottawa. (Ivonete T.S. Buss Heidmann e colaboradoras).

As estratégias de promoção de saúde, de acordo com a carta de Ottawa prevêem a implementação de políticas públicas saudáveis, que além de outros critérios aponta:

a) renda, proteção ambiental, trabalho, agricultura. Que a saúde seja prioridade de políticos e dirigentes em todos os níveis e setores. Sugerem ações legislativas, fiscais e organizacionais, diminuição de desigualdades sociais e à melhoria da qualidade de vida da população;

b) criação de ambientes favoráveis à saúde;

c) Reorientação dos serviços de saúde, com enfoque na saúde e não na doença, propondo entre outras medidas, a mudanças na formação dos profissionais;

d) Reforçando a ação comunitária com implementações de ações e recursos da comunidade, favorecendo o empoderamento comunitário;

e) desenvolvimento de habilidades pessoais, buscando capacitar as pessoas, prepararem para todos os estágios... Desenvolvimento pessoal e social mediante a divulgação de informação, educação para intensificação das habilidades vitais.

Neste sentido, podemos compreender promoção da saúde, como um modo de ver a doença, podendo contribuir com sua nova abordagem, para que se rompa com a hegemonia do modelo biomédico. Para que isto ocorra, é preciso reforçar as ações das estratégias de promoção como: saúde, promover a autonomia das pessoas, dos indivíduos e profissionais, para que possam compreender a saúde como pautada nas condições de vida e propiciar um desenvolvimento social equitativo, principalmente no que diz respeito a situação latino americano, aonde o grande desafio é a enorme desigualdade social , uma vez que o enfoque de promoção, que valoriza a saúde como qualidade de vida da população. Estas estratégias da P. da saúde caminham na busca da superação das desigualdades sociais e de saúde, buscando a autonomia e respeito do sujeito, na construção de uma relação entre os diversos setores para melhorar o acesso dos serviços de saúde e adquirir o direito á saúde e à cidadania.

Além da responsabilidade da equipe de saúde pela população moradora em seu território, a co-participação é necessária para o trabalho da vigilância da saúde.

DESCRIÇÃO DO GRUPO:

*Foi encontradas Pessoas com dificuldades de afirmação no mercado de trabalho, que tiveram experiências com a violência familiar, de trabalho infantil, abandono e prisão, etc.

*E o uso de drogas e álcool muitas vezes começa na rua pelo o fato de compensação do stress da vida de rua e da degradação de sua situação.

PROBLEMAS DO GRUPO:

*Sofrimento com a exclusão pela a sociedade;

*Necessidade de alimentação, Higiene, agasalho e apoio emocional.

*Dificuldade de desligar dos vícios;

*Retorno de reintegrar na sociedade.

AÇÕES ESCOLIDAS;

*Proporcionar a equipe de resgate uma condição de continuidade de trabalhar na reintegração do morador de rua na sociedade;

*Realizar uma maior divulgação publicitária do trabalho na comunidade através de eventos e palestras, etc.

*Conseguir maior numero de patrocinadores e pessoas da comunidade envolvidas no trabalho de resgatar vidas.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Uma visão solidaria de busca de cidadania para todos proporciona ao profissional da saúde um papel de extrema participação gratificadora uma vez que ele passa a contribuir para aplicação dos processos de promoção da saúde, assim como também é imprescindível a participação de pessoas comuns e que realmente estejam dispostas a atuar neste campo.

Referências: caderno universitário Psicologia da saúde Tania Rudnicki 398

Caderno universitário: Promoção e educação em saúde Geysa Guimarães Alves -533

Promoção a Saúde: trajetória histórica de suas concepções Ivonete T.S. Buss Heidmann Http:///www. Scielo.br/scielo.php?pid= s0104-07072006000200021& script

Comentários