UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS - UFAM

FACUDADE DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS - FCA

ENGENHARIA DE PESCA

EDSON FERREIRA DE SOUSA JUNIOR

IURYCH NICOLAU BARROS BUSSONS

GUILHERME AUGUSTO SANTOS LIMA

RAWILSON SOUZA

PROFESSORA OTAVIA CUNHA DO SANTOS

Aparelho de Golgi

MANAUS - AM

MAIO 2008

EDSON FERREIRA DE SOUSA JUNIOR

IURYCH NICOLAU BARROS BUSSONS

GUILHERME AUGUSTO SANTOS LIMA

RAWILSON SOUZA

PROFESSORA OTAVIA CUNHA DOS SANTOS

Aparelho de Golgi

Trabalho de Bases Citológicas para Ciências Agrárias solicitado pela Professora Otavia Cunha dos Santos aos alunos de FG03 - Engenharia de Pesca 2008 como nota parcial do 1° Período.

MANAUS - AM

MAIO 2008

SUMÁRIO

1. Introdução ...............................................................................................................

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2. APARELHO DE GOLGI.................................................................................................

5

3. COMPLEXO DE GOLGI E A DIVISÃO DA CÉLULA VEGETAL...........................

7

4. SECREÇÃO CELULAR............ .....................................................................................

7

5. GOLGI E A FORMAÇÃO DO ESPERMATOZÓIDE...................................................

8

6. CONCLUSÃO..................................................................................................................

7. LISTA DE FIGURAS.......................................................................................................

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8. rEFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS.............................................................................

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  1. INTRODUÇÃO

No final do século XIX o cientista italiano Camillo Golgi descobriu no citoplasma de certas células, áreas que se coravam por sais de prata ou de ósmio. Mais tarde descobriu-se que nessas áreas havia uma estrutura definida, que foi denominada aparelho ou complexo de Golgi em homenagem a seu descobridor. Ao microscópio eletrônico, o aparelho de Golgi aparece como pilhas de sacos membranosos achatados.

A localização do complexo de Golgi varia de acordo com o tipo e a função da célula. Em geral, quando é uma estrutura única no citoplasma, localiza-se em uma região determinada, quase sempre ao lado do núcleo e perto dos centríolos. Nas células secretoras, por outro lado, é muito desenvolvido e situado entre o núcleo e os grânulos de secreção. Em outras células, aparece sob a forma de vários agregados que circundam o núcleo, como nos neurônios, ou se espalham pelo citoplasma, como nas células vegetais. Seu tamanho varia muito, podendo ser pequeno, como ocorre na célula muscular, média como nas células enteroendócrinas (células argentafins), e grande, como nas células que secretam glicoproteínas.

  1. APARELHO DE GOLGI

Aparelho de Golgi é um local onde substâncias são identificadas, transformadas, e novamente reunidas em vesículas para atuar dentro da célula (enzimas dos lisossomos, por exemplo), ou fora da célula (enzimas digestivas). Por exemplo, as enzimas digestivas produzidas nas células do pâncreas são sintetizadas no retículo endoplasmático granuloso e enviadas ao aparelho de Golgi; este empacota as enzimas em pequenas bolsas membranosas, que se desprendem dos sacos achatados do Golgi e migram para o pólo celular voltado para cavidade pancreática.Quando há alimento para ser digerido, as bolsas cheias de enzimas deslocam-se até a membrana plasmática, fundem-se com ela e secretam seu conteúdo no canal do pâncreas. Através deste, as enzimas chegam até o intestino delgado, onde participam da digestão dos alimentos. (Veja Figura 1).

Figura 1: Representação esquemática da localização e estrutura de uma célula ácinos do pâncreas, responsável pela secreção de enzimas digestivas.

Nas células animais, o complexo Golgiense normalmente localiza-se próximo ao núcleo e ao retículo endoplasmático rugoso e é composto por vários conjuntos interligados de sáculos lameliformes (cisternas), que formam um número variados de pilhas. Cada pilha recebe o nome de dictiossomo ou Golgiossomo.

Nas células vegetais os sáculos lameliformes aparecem espalhados pelo citoplasma, não formando um complexo como ocorre nas células animais. (Veja Figura 2).

Figura 2: Assim como o retículo endoplasmático rugoso o complexo Golgiense é mais abundante nas células animais com função secretora. Sua função, entretanto, não está ligada a produção das secreções protéicas, mas sim a concentração, modificação e eliminação dessas secreções.

Os sáculos lameliformes apresentam duas faces distintas:

  • A face CIS é voltada para o retículo endoplasmático granuloso; corresponde a face em que vesículas desprendidas do retículo e contendo proteínas e lipídios nele sintetizados unem-se, liberando essas substâncias para dentro dos sáculos lameliformes.

  • A face TRANS é voltada para membrana plasmática; corresponde a face de onde se desprendem vesículas contendo substâncias processadas nos sáculos lameliformes.

Figura 3: (A) Proteínas produzidas nos ribossomos, lançadas no retículo endoplasmático, são envolvidas em vesículas transferidas para o complexo de Golgi. (B) Essas proteínas serão identificadas ou transformadas no Golgi e novamente reunidas em vesículas para atuar dentro (enzimas dos lisossomos, por exemplo) ou (C) fora da célula (enzimas digestivas).

As vesículas que saem dos sáculos lameliformes podem seguir três caminhos principais:

  • Vesículas contendo secreções celulares fundem-se a membrana plasmática e lançam seu conteúdo fora da célula. Exemplo: enzimas digestivas produzidas e eliminadas por células do sistema digestório.

  • Vesículas com enzimas que atuaram na digestão intracelular permanecem no interior da célula fazendo parte do lisossomo.

  • Vesículas contendo proteínas que farão parte da membrana plasmática fundem-se a essa membrana incorporando nela as proteínas contidas nas vesículas.

  1. COMPLEXO DE GOLGI E A DIVISÃO DA CÉLULA VEGETAL

Nas células vegetais, o complexo Golgiense exerce uma função adicional: durante a divisão da célula, produz vesículas que se fundem e formam uma nova membrana plasmática entre as duas células-filhas (figura 4). Produz também glicídios que formarão a lamela média (esta separara as duas células-filhas) e glicídios (que fará parte da parede celular). (Veja Figura 4).

Figura 4. Formação da parede celular e da lamela média pelo complexo Golgiense na divisão da célula vegetal.

  1. SECREÇÃO CELULAR

Muitas substâncias que passam pelo complexo Golgiense saem da célula e vão atuar em diferentes locais do corpo do organismo multicelular. É o que ocorre, por exemplo, com as enzimas digestivas, produzidas e secretadas pelas células do pâncreas e que irão atuar no intestino.

Além de enzimas, outras substâncias de natureza protéica, como hormônios e muco, também são secretados pelo complexo Golgiense. Os processos de produção e de eliminação dessas substâncias constituem a secreção celular.

Nas células vegetais, também, o complexo Golgiense desempenha função secretora. É por meio dele que são secretadas as glicoproteínas e alguns polissacarídeos (pectina e hemicelulose) que integram a parede celular e constituem o “cimento” que une as células vizinhas. Além disso, o complexo de Golgi pode originar e “abastecer” o vacúolo central, típico das células vegetais: vesículas liberadas do complexo estão constantemente se fundindo ao vacúolo da célula vegetal, lançando nele enzimas digestivas que atuam na digestão intracelular ali realizada.

Outro exemplo do papel secretor do aparelho de Golgi ocorre nas células produtoras de muco, substância lubrificante que recobre os revestimentos internos de nosso corpo. O muco é constituído por moléculas de glicídios e proteínas, que se combinam quimicamente no interior dos sacos do aparelho de Golgi. Bolsas contendo muco são constantemente liberadas e expelidas pelas células mucosas, lubrificando a superfície das células adjacentes.

  1. GOLGI E A FORMAÇÃO DO ESPERMATOZÓIDE

O complexo Golgiense também desempenha papel importante na formação dos espermatozóides dos animais, originando o Acrossomo (do grego acros, alto, topo, e somatos, corpo), uma grande vesícula repleta de enzimas digestivas, que ocupa o topo da cabeça do espermatozóide. As enzimas digestivas contidas na vesícula acrossômica têm a função de perfurar as membranas do óvulo na fecundação. (Veja Figura 5).

Figura 5: Formação do Acrossoma do espermatozóide pelo complexo Golgiense.

Outro exemplo do papel secretor do aparelho de Golgi ocorre nas células produtoras de muco, substância lubrificante que recobre os revestimentos internos de nosso corpo. O muco e constituído por moléculas de glicídios e proteínas, que se combinam quimicamente no interior dos sacos do aparelho de Golgi. Bolsas contendo muco são constantemente liberadas e expelidas pelas células mucosas, lubrificando a superfície das células adjacentes. (Veja Figura 7).

Figura 6: Células do revestimento interno da traquéia.

Entre suas diversas funções, o complexo de Golgi também é responsável pela produção da organela citoplasmática denominada lisossomo que atua na Digestão da célula animal.

Figura 7: Organela formada através do Complexo de Golgi denominada Lisossomo que faz a digestão intracelular.

  1. CONCLUSÃO

O complexo de Golgi desempenha papel fundamental na secreção celular onde substâncias são transformadas empacotadas e finalmente remetidas para outra organela ou para o meio externo.

O Golgi em diferentes células possui outras funções além destas citadas, por exemplo: nas células vegetais forma a membrana plasmática e a lamela média na divisão de duas células-filhas; síntese de polissacarídeos e sua posterior secreção, associando ou não a outras substâncias; produção do Acrossomo presente na parte anterior do espermatozóide; e produção de lisossomos.

7. LISTA DE FIGURAS:

1. Esquema de Células do Pâncreas.

2. Representação das Células Animal e Vegetal.

3. Esquema completo do processo de Golgi.

4. Divisão e Formação da lamela média na célula vegetal.

5. Formação do Acrossomo.

6. Esquema das Células de revestimento interno da Traquéia.

7. Formação do Lisossomo.

8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

AMABIS E MARTHO; Fundamentos da Biologia Moderna, São Paulo, Vol. Único, Editora MODERNA, 3 ª edição, 2002.

CESAR E SEZAR; Biologia 1, 8 ª ed., São Paulo, Editora Saraiva, 2005.

L.C Junqueira, Jose Carneiro; Biologia Celular e Molecular, 8 ª edição, Rio de Janeiro, Editora Guanabara Koogan, 2005.

LINHARES, Sergio; GEWANDSZNAJDER, Fernando; Biologia Hoje, 14 ª ed., São Paulo, Editora Ática, 2003.

LOPES, Sônia; BIO 1, Editora Saraiva, São Paulo, 2006.

UZINIAN, Armênio; BIRNER, Ernesto; Biologia 1, 3ª ed., São Paulo, Editora HARBRA, 2005.

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