Carbonato de Sódio

Carbonato de Sódio

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6.1 RESÍDUOS GASOSOS

Embora não seja diretamente produzido nenhum tipo de efluente gasoso, eventualmente, acaba por ocorrer perda de amônia ou gás carbônico de algum dos diversos equipamentos que utilizam estes gases durante o processo, o que pode ser caracterizado como poluição.

Esta poluição, no entanto, é ínfima e pouco significativa, uma vez que é do próprio interesse da indústria conter estes vazamentos, já que dióxido de carbono e amônia são insumos do processo que podem e devem ser retornados, uma vez que diminuem a quantidade de matéria-prima utilizada, barateando assim a produção.

6.2 RESÍDUOS SÓLIDOS

O principal resíduo sólido do processo é o cloreto de cálcio, este, porém, não apresenta grandes danos ao meio ambiente, oferecendo como principais riscos a salinização de rios ou corpos de água parados, quando descartado nestes.

Seu descarte adequado consiste na deposição em aterros apropriados ou ainda no descarte marítimo, do qual não se conhece ainda nenhum dano causado.

Além do cloreto de cálcio, são produzidos também resíduos dos processos de queima, estes resíduos, porém, vem em pequenas quantidades, e podem ser incorporados ou co-processados em diversos produtos, como tijolos, argamassa ou base para estradas.

6.3 POLUIÇÃO TÉRMICA

Os efluentes aquecidos, mesmo quando somente água, provenientes da indústria são um risco aos ecossistemas aquáticos, uma vez que alterando significativamente a temperatura da água tendem a afetar a fauna e a flora locais.

Este tipo de poluição pode ser facilmente combatido, com a normalização dos efluentes. Isto pode ser realizado com trocadores de calor ou apenas resfriamento natural. Uma vez resfriados, os efluentes não apresentam mais potencial danoso e podem ser normalmente descartados.

  1. RELAÇÃO COM A ENGENHARIA QUÍMICA

7.1 FUNÇÕES DO ENGENHEIRO QUÍMICO

A partir do estudo, pode-se perceber então que cabem ao Engenheiro Químico diversas funções durante todo o processo de idealização, construção e manutenção de uma planta industrial.

Dentre estas funções, destacam-se a necessidade da realização de pesquisa e estudo de mercado, a escolha do local da planta, levando-se em conta fatores como disponibilidade de recursos, escolha da melhor rota, dimensionamento de equipamentos, combate a corrosão e, é claro, o controle da planta.

7.2 RELAÇÃO COM AS DISCIPLINAS

Podem ser observadas relações com diversas das disciplinas da ementa do curso, sendo destacadas algumas das principais.

Assunto

Disciplina Relacionada

Projeto

- Projeto de Processos na Indústria Química

Calcinação

- Operações Unitárias

- Fenômenos de Transferência

- Cálculo de reatores

Filtração

- Operações Unitárias

Colunas de saturação

- Instrumentação de Processos

Coluna de destilação

- Operações Unitárias

- Fenômenos de Transferência

Manutenção da planta

- Controle de Processos

Controle de riscos

- Gestão de Qualidade, M.A. e Segurança

Tabela 7.2.1 Disciplinas do curso de engenharia química relacionadas ao processo

  1. BIBLIOGRAFIA

- ABIQUIM, Guia da Indústria Química Brasileira, 2009.

- HENRIQUE, Carlos A. Processos Inorgânicos, Rio de Janeiro, 2009

- BRASIL, Luciana. Alcanorte ganha nova esperança. Tribuna do Norte. 2007, Agosto, 19.

- FEMENICK, Tomislav R. Complexo Químico-Salineiro. Gazeta do Oeste. 2007, Agosto, 05.

- Alcanorte pode ressurgir no RN. Diário de Natal. 2007, Setembro, 12.

- AUGUSTO, Paulo C. Golpe da barrilha vira caso de polícia no RN. CMI Brasil. 2006, Agosto, 12.

- FLORA Celtica. A Brief History of Scottish Seaweed Use. Disponível em http://193.62.154.38/celtica/history.htm. Acesso em 1 outubro de 2009.

- MILLET William A. De quando garrafas davam em árvores... Disponível em http://www.eca.usp.br/nucleos/njr/voxscientiae/william14.html. Acesso em 5 dezembro de 2009.

- LENNTECH. The Soda industries.Disponível em http://www.lenntech.com/chemistry/soda-industries.htm. Acesso em 21 setembro de 2009.

- LENNTECH. The Ammonia Soda Process. Disponível em http://www.lenntech.com/chemistry/ammonia-soda-process.htm. Acesso em 21 setembro de 2009.

- U.S. Geological Survey. USGS 2005 Minerals Yearbook. 2006.

- KIEFER, David M. Soda Ash, Solvay style. Disponível em http://pubs.acs.org/subscribe/journals/tcaw/11/i02/html/02chemchron.html. Acesso em 18 setembro de 2009.

- European Chemical Industry Council Process Bref for Soda Ash, 2006. Disponível em http://www.cefic.be/files/Publications/ESAPA_Soda_Ash_Pro

cess_BREF3.pdf.

  • PÉREZ, Joaquin F. From the barrilla to the Solvay factory in Torrelavega: The manufacture of saltwort in Spain. Antilia. 1998, Dezembro, 21.

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