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Razões da Contabilidade de Custos Razões da Contabilidade de Custos

Controle das operações: Controle das operações: e demais recursos produtivos como os e demais recursos produtivos como os estoques, com a manutenção de padrões e orçamentos, estoques, com a manutenção de padrões e orçamentos, comparações entre previsto e realizado; comparações entre previsto e realizado;

Determinação do lucro: Determinação do lucro: empregando dados originários dos empregando dados originários dos registros convencionais contábeis, ou processando registros convencionais contábeis, ou processando-- os de maneira os de maneira diferente, tornando diferente, tornando-- os mais úteis à administração; os mais úteis à administração;

Tomada de decisões: Tomada de decisões: o que envolve produção (o que, quanto, o que envolve produção (o que, quanto, como e como e quando quando fabricar); formações de preços, escolha entre fabricar); formações de preços, escolha entre fabricação própria ou terceirizada fabricação própria ou terceirizada

Por que estudar os Custos? Por que estudar os Custos?

Atender necessidades gerenciais de três tipos: Atender necessidades gerenciais de três tipos:

–– informações sobre a rentabilidade e desempenho de diversas informações sobre a rentabilidade e desempenho de diversas atividades da entidade; atividades da entidade;

–– auxílio no planejamento, controle e desenvolvimento das auxílio no planejamento, controle e desenvolvimento das operações; operações;

–– informações para a tomada de decisões. informações para a tomada de decisões.

Nascimento da Contabilidade de Custos Nascimento da Contabilidade de Custos

Após Revolução Industrial: Após Revolução Industrial: necessidade de maiores e mais necessidade de maiores e mais precisas informações, que permitissem uma tomada de decisão precisas informações, que permitissem uma tomada de decisão correta. correta.

Antes: Antes: praticamente não existia, já que as operações resumiam praticamente não existia, já que as operações resumiam basicamente à comercialização de mercadorias, e os estoques eram basicamente à comercialização de mercadorias, e os estoques eram registrados e avaliados pelo seu custo real de aquisição. registrados e avaliados pelo seu custo real de aquisição.

Origens da Contabilidade de Custos Origens da Contabilidade de Custos

Revolução Industrial: Revolução Industrial: registrar os custos que capacitavam o registrar os custos que capacitavam o administrador a avaliar estoques, determinar mais corretamente administrador a avaliar estoques, determinar mais corretamente resultados e levantar balanços. resultados e levantar balanços.

I Guerra e crise de 29: I Guerra e crise de 29: necessidades de melhorias nos controles. necessidades de melhorias nos controles.

I Guerra: I Guerra: maior necessidade de eficiência/eficácia; aumento da maior necessidade de eficiência/eficácia; aumento da co mpetição co mpetição. .

-> Contabilidade Financeira > tem por objetivo, controlar o patrimônio das empresas;

-> Contabilidade de Custos > Apurar o custo dos produtos e estoques, os valores dos fatores de produção utilizados para sua obtenção;

-> Contabilidade Gerencial > tem por objetivo fornecer informações extraídas dos dados contábeis, que ajudem os administradores das empresas no processo de tomada de decisões.

-> RECEITA: Venda de mercadoria, produto ou serviço. Também podem ser de capitais ou financeiras.

Venda de mercadorias; Venda de produtos; Venda de serviços; Receita com Aluguéis de móveis ou imóveis; Receita com aplicações financeiras; Receita com variações monetárias Ativas.

Exe mplos:

-> GASTO: Renúncia de um ativo pela entidade com a finalidade de obtenção um bem ou serviço, representada pela entrega ou promessa de entrega de bens ou direitos:

Gastos com mão-de-obra; Gastos com aquisição de mercadoria para revenda; Gastos com aquisição de máquinas e equipamentos; Gastos com aluguel de edifício; Gastos com energia elétrica; Gastos com Reorganização Administrativa.

Exe mplos:

-> DESEMBOLSO:Pagamento resultante da aquisição de um bem ou serviço. Pode ocorrer concomitantemente com o gasto (pagamento à vista) ou depois deste (pagamento à prazo)

Desembolso com mão-de-obra; Desembolso com aquisição de mercadoria para revenda; Desembolso com aquisição de máquinas e equipamentos; Desembolso com aluguel de edifício; Desembolso com energia elétrica; Desembolso com Reorganização Administrativa.

Exe mplos:

-> INVESTIMENTOS:Gastos com bem ou serviço ativado em função de sua vida útil ou de benefícios atribuíveis a períodos futuros.

Aquisição de móveis e Utensílios; Aquisição de imóveis; Desp esa s pré- operacionais; Aquisição de Marcas e Patentes; Aquisição de Matéria-Prima.

Exe mplos:

-> CUSTO: Gasto relativo a bem ou serviço utilizado na produção de outros bens e serviços; são todos os gastos relativos à atividade de produção.

Salário do pessoal da produção;

Matéria-Prima utilizada no processo produtivo; Combustíveis e Lubrificantes usados nas máquinas da fábrica; Aluguéis e Seguros do prédio da fábrica; Depreciação dos equipamentos da fábrica; Gastos com manutenção das máquinas da fábrica.

Exe mplos:

-> DESPESA: Gasto com bens e serviços não utilizados nas atividades produtivas e consumidas com a finalidade de obtenção de receitas. Podemos propor um regra bem simples: todos os gastos realizados com o produto, até que este esteja pronto, são custos, e partir daí, são despesas.

Salários e encargos sociais do pessoal das vendas; Salário e encargos sociais do pessoal do escritório de administração; Energia elétrica consumida no escritório; Gasto de combustíveis e refeições do pessoal das vendas; Conta telefônica do escritório e das vendas.

Exe mplos:

-> PERDA:É um gasto não intencional, decorrente de fatores externos da atividade produtiva normal da empresa. Não se confunde com a despesa, muito menos com o custo, sua característica é de anormalidade e involuntariedade; não é um sacrifício feito com a intenção de obter receita.

Perdas com incêndio; Obsoletismo de estoque; Gasto de mão de obra durante uma greve;

Incêndio; Inundações;

Exe mplos:

-> GANHO:Da mesma forma que a perda, o ganho é bastante aleatório. É um lucro que independente da atividade operacional da empresa. Tanto a perda quanto o ganho refletem no PL, diminuindo ou aumentando o lucro no DRE.

Ganhos monetários; Venda de um imobilizado acima do seu custo.

Exe mplos:

Custos Despesas

Produtos ou

Serviços

Elaborados

Consumo associado à elaboração do produto ou serviço Consumo associado ao período Investimentos

Gastos

Demonstrativo de Resultado do Exercício

Cuidados na separação entre C e D Cuidados na separação entre C e D

•a) Valores irrelevantes devem ser considerados como despesas (princípios do conservadorismo e materialidade);

•b) Valores relevantes que tem sua maior parte considerada como despesa, com a característica de se repetirem a cada período, devem ser considerados na sua íntegra (princípio do conservadorismo);

•c) Valores com rateio extremamente arbitrário também devem ser considerados como despesa do período;

•d) Gastos com pesquisa e desenvolvimento de novos produtos podemter dois tratamentos: como despesas do período em que incorrem, ou como investimento para amortização na forma de custo dos produtos a serem elaborados futura mente.

-> CUSTOS DIRETOS: São aqueles que podem ser apropriados diretamente aos produtos fabricados, porque há uma medida objetiva de seu consumo nesta fabricação: Kilograma, materiais consumidos, embalagens utilizadas, etc.

Matéria prima e embalagens; Materiais de consumo;

Mão de obra (Trata-se dos trabalhadores utilizados diretamente na produção.

Depreciação das máquinas (quando este é utilizado apenas na produção de um produto;

Exe mplos:

-> CUSTOS INDIRETOS: São os custos que dependem de cálculos, rateios ou estimativas para serem apropriados aos diferentes produtos. O parâmetro utilizado para as estimativas é chamado de baseou critériosde rateio

Depreciação de equipamentos que são utilizados na fabricação de mais de um produto;

Salários dos chefes de supervisão de equipes de produção; Aluguel da fábrica; Gastos com limpeza da fábrica; Energia Elétrica que não pode ser associada ao produto.

Exe mplos:

Indiretos Diretos

Rateio

Prod A Prod B

Prod C

Estoque

(=) Resultado (-) Despesas

Co mponentes principais: Co mponentes principais:

Material Direto (MD) Mão-de-Obra Direta (MOD) Custos Indiretos de Fabricação (CIF)

Custos

-> CUSTOS FIXOS: São aqueles cujos valores são os mesmos qualquer que seja o volume de produção. Observe que são fixos em relação ao volume de produção, mas podem variar de valor no decorrer do tempo.

Aluguel da fábrica;

Imposto predial; Prêmios de Seguros; Salários de vigias e porteiros da fábrica; Salários e encargos do supervisor da fábrica.

Exe mplos:

-> CUSTOS VARIÁVEIS: São os custos cujos valores se alteram em função do volume de produção da empresa. Se não houver quantidade produzida, o custo variável será nulo.

Matéria prima consumida; Depreciação dos equipamentos da produção; Gastos com horas extras na produção; Materiais indiretos consumidos.

Exe mplos:

-> CUSTOS SEMIVARIÁVEIS: São os custos que variam de acordo com a produção, mas no entanto, têm uma parcela fixa mesmo que nada seja produzido.

Conta da energia elétrica da fábrica; Gasto com o combustível para aquecimento de uma caldeira; Conta do Telefone;

Exe mplos:

-> CUSTOS SEMIFIXOS: São custos que são fixos numa determinada faixa de produção, mas que variam se há uma mudança desta faixa.

Salários de supervisores; Salários do pessoal da produção;

Exe mplos:

CSf

Custo

$ Custo

Custo $

Custo

CV CSv

-> DESPESAS DIRETAS: São aqueles que podem ser facilmente quantificada e apropriadas em relação às receitas de vendas e de prestação de serviços.

Despesas com comissões de vendedores; Despesas com impostos sobre as vendas; Despesas com fretes e seguros de transportes.

Exe mplos:

-> DESPESAS INDIRETAS: São aqueles que não podem ser identificadas com precisão com as receitas geradas.

Desp esa s administrativas; Desp esa s financeiras; Despesas com imposto de renda; (quando o regime for lucro real) Despesas com contribuição social. (quando o regime for lucro real)

Exe mplos:

-> DESPESAS FIXAS: São as despesas que não variam de acordo com o volume das vendas no mês.

Despesas com aluguéis do escritório; Despesas com o pessoal do escritório; Normalmente, as despesas administrativas são fixas.

Exe mplos:

-> DESPESAS VARIÁVEIS: São as despesas que variam de acordo com o volume de vendas no mês.

Despesas com comissões de vendedores; Despesas com impostos incidentes sobre as vendas; Despesas com fretes s/entregas de mercadorias; Despesas com combustíveis s/entrega de mercadorias;

Exe mplos:

-> DESPESAS SEMI-FIXA OU SEM-VARIÁVEIS: São as despesas que possuem uma parcela fixa e outra que varia de acordo com o volume de vendas.

Despesas com vendedores; Despesas com combustíveis para os vendedores; Despesas com telefone do departamento comercial;

Exe mplos:

-> CUSTOS DE PRODUÇÃO: São os custos incorridos no processo produtivo em um determinado período.

Material Direto

Mão de Obra Direta CIF

Matéria-Prima + Materiais Secundários + Embalagens.

Gastos com Mão-de-Obra.

Demais Gastos de Fabricação.

-> CUSTOS PRIMÁRIOS: Soma da matéria-prima com mãoobra- direta.

Para Eliseu Martins, não são a mesma coisa que custos diretos, já que no primário só estão incluídos estes dois itens. Assim a embalagem é um custo direto.

Custo Primário = Matéria Prima + MOD

-> CUSTOS DE TRANSFORMAÇÃO: Soma de todos os

Custos de Produção, exceto a matéria prima e eventuais componentes adquiridos prontos, embalagens compradas, estes sem nenhuma modificação pela empresa. Representa o esforço da própria empresa no processo de elaboração de um determinado ite m.

Custo de Transformação: Mão de Obra Direta + CIF

Materiais Diretos Matéria- Prima

Mão-de-Obra Direta Mensurada e identificada de forma direta

Custos Indiretos

Custos que não são MD nem MOD

Despesas

Gastos não associados à produção

Custos de Produção

Custo de transformação Custos primários

Gastos Totais

Classificações: Base Monetária Classificações: Base Monetária

•Históricos:custos em valores originais da época em que ocorreu a compra, de acordo com a Nota Fiscal.

•Históricos corrigidos:custos acrescidos de correção monetária, trazidos para o valor monetário atual.

•Correntes:também denominados custos de reposição. Custo necessário para repor um item no total.

•Estimados:custos previstos para o futuro.

•Custo padrão:custo estimado com maior eficiência, valor ideal a ser alcançado.

Custos de Produção

Mão- de- obra Indireta Máquinas indiretas Energia Elétrica (Parcela Fixa) Outros Custos Indiretos

Mão-de-obra Direta Máquinas Diretas

Insu mos Agropecuários Energia Elétrica (Parcela Variável)

Despesas com Vendas e

Administrat ivas

Custos Variávei s

Custos Fixos

Produção

Em Anda mento

Estoque de Produtos acabados

Receitas C/Vendas

(=) Lucro Bruto

Despesas Administrativas

Despesas Administrativas Fixas

Despesas com VendasVariáveis Despesas com Vendas

Despesas Financeiras

Despesas com Vendas

Despesas Financeiras

Resultado Líquido

Fixas Fixas

Exercício Proposto Exercício Proposto

Conceito de MOD Conceito de MOD

Refere Refere-- se apenas ao pessoal que trabalha diretamente sobre se apenas ao pessoal que trabalha diretamente sobre o produto em elaboração, o produto em elaboração, "desde que seja possível a "desde que seja possível a mensuração do tempo despendido e a identificação de quem mensuração do tempo despendido e a identificação de quem executou o trabalho, sem necessidade de qualquer executou o trabalho, sem necessidade de qualquer apropriação indireta ou rateio" apropriação indireta ou rateio"

Remuneração (MOD + MOI): Engloba os salários, horas extras, adicionais, aviso prévio, indenizações, etc.;

Horas Extras: caso o montante seja pequeno e incontrolável, adicionado a re muneração;

Pró-labore: remuneração dos dirigentes da empresa;

Bola estágio: remuneração a estagiários em destaque, pois não incidem encargos sociais e provisões trabalhistas;

Encargos Sociais: INSS, FGTS, PIS ( em empresas filantrópicas, calculado sobre a folha de pagamento;

Previsão para licença-prêmio: Período adicional de férias conferido ao empregado assíduo e dedicado, a cada cinco ou dez anos de trabalho, que pode ser trocado pelo montante equivalente em dinheiro;

Participação nos Lucros: Concedida segundo normas gerais aplicáveis, sem discriminação a todos os empregados que se encontrem na mesma condição. (instituída pela CF em 1988 e regulamentada pela Lei Federal nº 10.101 de 19/12/2000;

Gratificações à Empregados. Benefícios c/pessoal: Alimentação, transporte, assistência médica/social e treinamento;

Provisões trabalhistas: Provisões para 13° c/ES e Férias c/ES.

Provisão para 13º Salário: duodécimo (1/12 –um doze avos) por mês completo de trabalho e arredondamento para cada 15 dias ou mais de fração mensal, adicionando os ES –Encargos Sociais

Provisão para Férias: duodécimo (1/12 –um doze avos) por mês completo de trabalho, arredondando, se for igual ou maior que 15 dias, reduzidas em função de faltas ao trabalho, conforme a seguinte tabela: até 5 dias defaltas => 30 dias de férias; até 14 dias de faltas => 24 dias de férias; até 23 dias de faltas => 18 dias de férias; até 32 dias de faltas => 12 dias de férias; acima de 32 dias de faltas => 0 dias de férias. Adicionar ao duodécimo o abono de 1/3 de férias, instituído pela constituição de 1988. Se acumular dois períodos de férias normais sem o gozo, calcula-se a provisão em dobro. Sobre a provisão calculada acrescenta-se os ES –Encargos sociais.

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