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INTRODUÇÃO

O presente trabalho abordará A CCIH e a Central de Material de Esterilização, onde o trabalho na CEM tem o enfermeiro como seu responsável. Antigamente a CME não era valorizada, situava-se em locais inadequados e com recursos insuficientes ou antiquados, onde o trabalho de enfermagem nesse local não era valorizado no conjunto da prática social da enfermagem, sendo permeado por um sentido desqualificatório e pejorativo e para lá encaminhados muitos profissionais da enfermagem que apresentavam problemas de relacionamento na assistência de saúde ou de desajustes no trabalho foram transferidos para lá.Nas ultimas décadas com a emergência e gravidade da infecção hospitalar endógena e multiresistente, exposição ocupacional a substâncias orgânicas e riscos de transmissão de doenças epidemiológicamente importantes causaram valorização a CME, onde revolução tecnológica dos instrumentos de intervenção, entre ele os artigos médico-hospitalares, o que demandou novos desafios para seu reprocessamento e reutilização, determinando então uma nova visão da CME, referente a local, instalações, equipamentos e metodologias de trabalho e de controle de qualidades baseados em conhecimento científico, exigindo-se assim um profissional qualificado e atualizado e cresceu a produção de estudos pelos enfermeiros, consolidando uma importante área de saber desses profissionais e configurando-lhe significativo grau de autonomia e especificidade. O trabalho na CME é gerenciado pelo enfermeiro e previsto por lei, e a CME é uma das unidades mais importantes do hospital, tanto do ponto de vista econômico, quanto técnico-administrativo e assistencial, onde de acordo com seu funcionamento pode-se avaliar a eficiência hospitalar prestada ao cliente.

COMISSÃO DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR

OS PROFISSIONAIS QUE ATUAM EM UMA CCIH

 Faz-se necessário que os profissionais que atuam em uma CCIH possuam treinamento para a atuação nesta área. Havendo uma exigência legal para manutenção de pelo menos um médico e uma enfermeira na CCIH de cada hospital, estando isto regulamentado em uma portaria do Ministério da Saúde. Outros profissionais do hospital também devem participar da CCIH, onde devem contribuir para a padronização correta dos procedimentos a serem executados, devendo estes profissionais possuir formação de nível superior e são eles: farmacêuticos, microbiologistas, epidemiologistas, representantes médicos da área cirúrgica, clínica e obstétrica. Sendo que representantes da administração do hospital devem atuar também na CCIH para colaborar na implantação das recomendações.

 O PAPEL DO ENFERMEIRO NA CCIH

O trabalho na Central de Material e Esterilização tem o enfermeiro como o seu responsável, sendo o trabalho realizado pela enfermagem e gerenciado pelo enfermeiro é previsto pela Lei do Exercício da Enfermagem e na Resolução SS-392, além de também ser defendido por vários autores.

“ O enfermeiro é a figura chave no setor de Controle de Infecção Hospitalar. Sua presença é indispensável na realização de tarefas inerentes ao trabalho.”(HOSPITAL UNIMED, 2005)Algumas de suas atribuições são:

  • Fazer rotineiramente uma visita ao hospital para detectar algum problema;

  • Elaborar plano de limpeza, desinfecção e esterilização das unidades;

  • Em conjunto com os demais profissionais da CCIH, normalizar a utilização de germicidas hospitalares;

  • Avaliar e orientar medidas de isolamento e precauções de doenças perante a equipe multiprofissional;

  • Verificar o funcionamento mensal das autoclaves, pressão, temperatura, controle de esterilização através de marcadores biológicos e químicos;

  • Treinar profissionais quanto à importância da lavagem das mãos;

  • Não deixar faltar sabão e álcool para a limpeza das mãos.

A lavagem de mãos é a arma mais importante e econômica na prevenção das infecções hospitalares, impedindo que os microrganismos presentes nas mãos dos profissionais de saúde sejam transferidos para o paciente e a infecção de um paciente pode ser transmitida de um paciente para outro (infecção cruzada), caso a lavagem de mãos não seja praticada. Não se deve comparar as taxas de infecção hospitalar entre os hospitais porque cada hospital possui uma clientela diferente e variados níveis de atendimento. Dentro de um mesmo hospital o risco de adquirir infecção hospitalar também varia, de acordo com os diversos serviços e procedimentos realizados. Só um profissional qualificado pode reconhecer as circunstâncias que permitem a comparação entre serviços. Caso contrário, as taxas de infecção hospitalar tornam-se um número sem sentido, podendo parecer muito ou pouco, conforme o entendimento pessoal, porém sem base científica.

CENTRAL DE MATERIAL

É um centro especializado com área física de 94,03 m² que é destinado à lavagem, desinfecção, preparo, esterilização, guarda e distribuição de material por pessoal habilitado, visando oferecer condições máximas de segurança aos pacientes e a equipe. Seus objetivos principais são: fornecer material estéril com segurança e qualidade; seguir rigorosamente as técnicas de prevenção e controle de infecção; centralizar o fornecimento de material proporcionando controle de qualidade e otimização dos serviços; realizar o preparo de materiais de consumo para atendimento nas clínicas e centro-cirúrgico; promover ensino, pesquisa e treinamento. Deve ser localizado próximo das unidades que utilizam materiais esterilizados, em local próprio para receber ventilação, luz natural, instalações hidráulicas, elétricas e vapor. Se localizado fora do CC, deve manter um bom sistema de comunicação, como por exemplo, elevadores e monta-carga.

Existem três tipos de Centro de materiais:

  • Centralizado: todas as fases do processo são executadas em suas dependências;

  • Semi-centralizado: o material já vem limpo e acondicionado das unidades, para ser esterilizado;

  • Descentralizado: cada unidade ou conjuntos delas prepara e esteriliza seu próprio material.

TIPO CENTRALIZADO-VANTAGENS:

    1. Economia de pessoal, material, área, equipamento e energia, pois evita multiplicidade de recursos;

    2. maior controle de materiais, equipamentos e técnicas de esterilização;

    3. maior segurança;

    4. padronização de técnicas, evitando desgastes do material e pouca durabilidade;

    5. treinamento e eficiência do pessoal: gerando, conseqüentemente, maior produtividade;

    6. estímulo a ensino e pesquisa;

    7. flexibilidade no uso do material, atendendo prontamente às necessidades de qualquer unidade.

ORGANIZAÇÃO

Com relação à organização da Central de Material, não devemos esquecer a problemática enfrentada pelas instituições de saúde em que a descentralização ou a centralização parcial de processos ainda é uma realidade, os problemas advindos dessas práticas resultam em falta de controle de qualidade do produto, duplicação de pessoal, gasto com equipamentos e principalmente dificuldade no treinamento e supervisão de funcionários. A centralização do processamento dos artigos, ou seja, a definição de um local destinado à recepção e expurgo, preparo e esterilização, guarda e distribuição do material para as unidades do estabelecimento de Saúde, permite a otimização dos recursos materiais, desenvolvimento de técnicas seguras para o trabalhador e solução dos problemas mencionados. A estrutura física da CME deve proporcionar condições para que o desenvolvimento dos procedimentos ocorra de forma realmente centralizada, devendo atender a duas áreas distintas, uma delas denominada área suja (expurgo) que é destinada a receber materiais sujos, efetuar limpeza, descontaminação e secagem. A outra é chamada área limpa, é um local reservado à seleção de materiais, acondicionamento, identificação, esterilização, armazenamento e distribuição. Ambas devem ser separadas por uma barreira física, guichê que impeça o fluxo de pessoal de uma área à outra.

FINALIDADES

A central de material tem por finalidades:

  1. fornecer material estéril com segurança e qualidade;

  2. seguir rigorosamente as técnicas de prevenção e controle de infecção;

  3. centralizar o fornecimento de material proporcionando controle de qualidade e otimização dos serviços;

  4. realizar o preparo de matérias de consumo para atendimento nas clínicas e centro-cirúrgico;

  5. promover ensino, pesquisa e treinamento.

ESTRUTURA

A Central de material deve compor de salas como:

  • Área para recepção e triagem - além de receber os materiais e tria-los para limpeza, a devolução de materiais não conformes é feita nesta sala,depois de analisados na Sala de limpeza, sendo necessário neste ambiente a existência de uma bancada para o apoio dos materiais recepcionados e equipamentos, como a secadora e a seladora. A secadora serve para uso em materiais que chegam molhados e a seladora é usada para fechar as embalagens dos materiais que serão devolvidos. É importante a existência de prateleiras para acomodar os materiais recebidos até sua distribuição.

  • Sala de Limpeza – o acesso a esta sala deve ser feito através de uma antecâmara, neste ambiente, são desenvolvidas atividades de limpeza utilizando ar comprimido, ultra-som e processos manuais. Após a limpeza os materiais são encaminhados para a Sala de preparo. Deve existir bancada de trabalho com boa iluminação e balde porta detritos, deve ser executada lavagem final com água deionizada pelo sistema de osmose reversa, em um balcão com cubas. Os materiais devem passar por um processo de secagem antes de serem enviados para a sala de preparo.

  • Sala de Preparo – o acesso a esta sala também deverá ser feito por antecâmara, neste ambiente os materiais após passarem pelo processo de limpeza, são embalados, classificados e encaminhados para a esterilização, nesta sala são desenvolvidas atividades de empacotamento e de classificação, sendo necessárias seladoras, etiquetadores em tamanhos diversos, prateleiras e/ou armários para guarda de embalagens, bancadas de trabalho, microcomputador com mesa de trabalho e impressora para a classificação.

  • Sala de Estoque, Armazenamento e Distribuição – ambiente destinado à guarda e à distribuição de materiais, neste ambiente são necessárias bancadas de trabalho, local para armazenamento dos materiais antes de serem distribuídos e equipamentos como seladoras, suporte para embalagens,pistola para fita adesiva.

  • Laboratório de Controle de Qualidade – deve possuir equipamentos como cromatógrafo, refrigerador com temperatura controlada, incubadora de bioindicadores, estufa de cultura, capela de fluxo laminar, dentre outros que permitam a realização das análises necessárias.

Além dos ambientes técnicos são imprescindíveis outros de apoio como: área de carga e descarga, área de degermação, depósito de material de limpeza, almoxarifado, administração, recepção, depósito de lixo, sanitário e vestiário para funcionários.

ATIVIDADES

Limpeza – é o processo pelo qual são removidos materiais estranhos (matéria orgânica, sujidade) de superfícies e de objetos, normalmente é realizada através de fricção mecânica, utilizando água e sabão ou detergente, ou através d máquinas de limpeza e ultra-som.

Descontaminação – é o processo de limpeza terminal de objetos e de superfícies contaminados com microorganismos patogênicos, de forma a torná-los seguros para a manipulação. Nesses casos, utiliza-se comumente a imersão em soluções desinfectantes.

Enxágüe – para o enxágüe, após a limpeza e/ou descontaminação, a água deve ser potável e corrente.

Secagem - a secagem dos artigos objetiva evitar a interferência da umidade nos processos posteriores e pode ser feita com pano limpo e seco, por secador de ar quente/frio, por estufa ou por ar comprimido medicinal.

Processamento – pode ser de dois tipos, esterilização ou desinfecção.

Estocagem – após submeter os artigos ao processamento adequado, a estocagem deve ser feita em área separada, limpa, livre de poeiras, em armários fechados, são proibidas áreas de estocagem próximas a pias, águas ou tubos de drenagem.

Além das etapas acima descritas, antes da limpeza, os artigos passam pela etapa de conferência e classificação. Na primeira, todo material a ser submetido à limpeza deve ser conferido, pois os incompletos ou danificados não serão submetidos ao processo. E na segunda, o artigo é classificado de acordo com o risco potencial de infecção. Entre as etapas de secagem e processamento é realizada a embalagem, onde é feito o acondicionamento adequado de cada artigo.

FLUXOGRAMA DOS ARTIGOS MÉDICO-HOSPITALARES REPROCESSADOS NA CME

UNIDADES UNIDADES

CONSUMIDORAS FORNECEDORAS

CENTRAL DE MATERIAL

E ESTERILIZAÇÃO

RECEPÇÃO DE RECEPÇÃO DE ROUPAS RECEPÇÃO DE

ARTIGOS SUJOS ARTIGOS LIMPOS

LIMPEZA E

SECAGEM DOS

ARTIGOS

PREPARO E

ACONDICIONAMENTO

ESTERILIZAÇÃO

ARMAZENAMENTO DE

ARTIGOS PROCESSADOS

DISTRIBUIÇÃO DE ARTIGOS

LIMPOS E ESTERILIZADOS

FLUXOGRAMA INTERNO

O fluxo de trabalho numa Central de esterilização deve acontecer de forma direta, de modo que não haja retorno de materiais para um ambiente pelo qual já passou. Esse cuidado visa evitar a contaminação dos mesmos. Com esse mesmo objetivo, os materiais são recepcionados

na Área para Recepção e Triagem através de um guichê e levados para a Sala de Limpeza. Desta sala para a sala de Preparo a passagem do material também se dá através de guichê. Da sala de preparo os materiais saem devidamente empacotados, sendo transportados em carros para a Sala de Esterilização. Após o processo de esterilização, os materiais são levados para a Sala de Aeração e, em seguida, para a Sala de Estoque, Armazenamento e Distribuição.

SETORES E FUNÇÕES

Expurgo – a conscientização para a utilização dos EPIs pelos funcionários é ponto relevante para a prevenção de acidentes com secreções biológicas e perfurocortantes, são utilizados protetores auriculares adequados para o tipo de ruído dos equipamentos, botas impermeáveis com certificado de aprovação,luvas antiderrapantes, de procedimentos e aventais descartáveis.

  • Máquina ultra-sônica: facilita a limpeza do instrumental cirúrgico, pois lava por processo de cavitação, fazendo com que a matéria orgânica se desprenda dos instrumentais com maior rapidez que no método manual.

  • Máquina desinfetadora: utiliza jatos de água quente e fria, enxágüe e drenagem automatizado, que, junto como detergente enzimático, facilita a limpeza.

Preparo – as embalagens utilizadas para o acondicionamento dos materiais são selecionadas por testes realizados na CME, levando-se em conta não só seu custo, mas a qualidade para a manutenção dos materiais esterilizados.

  • Testes biológicos: a esterilização é monitorada por indicadores biológicos de terceira geração, cuja leitura é realizada em incubadora com método de fluorescência, obtendo resultado para liberação dos testes em três horas, trazendo maior segurança na liberação dos materiais.

  • Impressora: as autoclaves na CME são monitoradas por técnicos de enfermagem que são treinados para operar equipamentos de alta tecnologia, os parâmetros de esterilização são registrados a cada minuto por impressoras específicas para autoclaves e são arquivadas para controle.

  • Liberação do material esterilizado: os materiais submetidos à esterilização são liberados após cheque list feito pelo enfermeiro especializado no setor, garantindo o processo e minimizando as falhas.

  • Esterilização a baixa temperatura por vapor de folmaldeido: está sendo testada a esterilização por vapor e folmaldeido em autoclave, uma tecnologia nova para o Brasil, mas muito utilizada na Europa para materiais termossensíveis.

Processo de Validação das Autoclaves – é realizado anualmente por firma terceirizada.

EQUIPAMENTOS (EPIs)

Os EPIs são fornecidos gratuitamente por cada empresa, adequados aos riscos e em perfeito estado de conservação (NR-6 da portaria 3214, de 1978), cabendo ao usuário zelar por sua conservação, limpeza e guarda, o objetivo do uso dos EPIs é proteger a integridade física do trabalhador e são regulamentados pelo Ministério do Trabalho. È também de responsabilidade da empresa periodicamente realizar programas de treinamento para a correta utilização dos EPIs, a adequação desses equipamentos deve levar em consideração não só a eficiência necessária para controle do risco de exposição, mas também o conforto oferecido ao profissional,pois se há desconforto no uso do equipamento,é maior a possibilidade de o profissional deixar de incorporá-lo rotineiramente.Os EPIs mais utilizados pela equipe de Enfermagem são:

  1. Luvas de procedimento: descartáveis ao término de cada procedimento, indicadas para uso sempre que for previsto contato com matéria orgânica ou superfície contaminada e precaução de contato. Ao calçá-las verificar sua integridade sempre e optar por um tamanho adequado às mãos.

  2. Luvas cirúrgicas: descartáveis e indicadas quando se requer técnica asséptica, garante a não-contaminação do procedimento, ao calçá-las verificar sempre sua integridade e optar por tamanho adequado às mãos.

  3. Luvas de borracha: reutilizáveis, oferecem proteção à pele no manuseio de material biológico e produtos químicos, devem possuir cano longo quando se prevê exposição até o antebraço, após o uso lavá-las com água e sabão e desinfecção com hipoclorito de sódio a 1%.

  4. Óculos de acrílico: reutilizáveis, oferecem proteção da mucosa ocular, devem ser de acrílico e não interferir com a acuidade visual do profissional e permitir uma perfeita adaptação à face, oferecendo ainda proteção lateral, após o uso, devem ser lavados com água e sabão e desinfecção com germicida.

  5. Protetor facial de acrílico: reutilizável e oferece proteção à face, deve ser de acrílico de modo que não interfira com a acuidade visual do profissional e permita uma perfeita adaptação à face, deve oferecer proteção lateral, é indicado durante a limpeza mecânica de instrumentais (CME, expurgos, laboratórios, sala de necropsia), após o uso deve ser lavado com água e sabão e desinfecção com germicida.

  6. Máscara cirúrgica: de uso único devendo ser descartada ao término do procedimento ou quando o profissional avaliar que está úmida, comprometendo a proteção, é indicada para a proteção da mucosa oronasal em situações assépticas e proteção ambiental de secreções respiratórias.

  7. Avental impermeável e capote de manga comprida: artigos reutilizáveis e oferecem a proteção à roupa e à pele do profissional, após o uso devem ser reprocessados com lavagem e desinfecção.

  8. Bota ou sapato fechado impermeável: são artigos reutilizáveis, mas devem ser utilizados individualmente, oferecem proteção à pele do profissional em locais úmidos ou com quantidade significativa de material infectante, devem possuir um solado antiderrapante, são de uso exclusivo das áreas de trabalho e necessitam ser guardados em local ventilado.

  9. Gorros: artigos descartáveis que oferecem proteção aos cabelos e couro cabeludo de matéria orgânica ou produtos químicos, e em situações assépticas, propiciam proteção relativa à cabeça.

  10. Jaleco e calça em TNT para uso diverso: vestimentas de segurança que além de hidro-repelência, oferecem impermeabilidade e resistência mecânica as névoas e partículas sólidas. Sua durabilidade é limitada e havendo deteriorização deverá ser trocada, e este tipo de material não deve ser usado próximo ao calor de fogo, faísca ou em ambientes que contenham produtos inflamáveis ou ainda explosivos, pois sua consumação é rápida.

RECURSOS HUMANOS

A gestão de recursos humanos é a função que permite colaboração eficiente e eficaz das pessoas para alcançar objetivos organizacionais e individuais.AS organizações atualmente reconhecem que as pessoas são parceiras das empresas, e não mais simples empregados contratados, é por meio da administração de Recursos Humanos que se estabelece políticas e práticas para conduzir grupos, incluindo recrutamento, seleção, desenvolvimento e avaliação de desempenho. Nos serviços de Enfermagem a gestão de recursos humanos é conduzida pelo Serviço de Educação Continuada onde este serviço e chefes ou responsáveis pela Equipe de Enfermagem devem trabalhar em conjunto para estabelecer a gestão dos recursos humanos, desenvolvendo um planejamento que atenda as necessidades de pessoal da instituição e a alocação e desenvolvimento dos profissionais de Enfermagem, dessa forma, a Educação Continuada é vista como estratégia de promover transformações e oferecer oportunidades de capacitação e desenvolvimento.

RECUSROS MATERIAIS

Os recursos materiais representam 75% do capital das organizações e na área da saúde são responsáveis por 30 a 45% das despesas, tornando necessário o aprimoramento de sistemas de gerenciamento desses recursos para garantir assistência de qualidade com custo aceitável e menor risco para pacientes, Normalmente os hospitais dispõem de departamentos específicos para desenvolver a administração de materiais, acompanhando todas as suas fases e levando em consideração 3 aspectos fundamentais:

  • A grande quantidade de material utilizado;

  • A diversidade de materiais hoje num mercado em constante mudança;

  • E as ações de saúde que envolvem uso de recursos materiais e não podem sofrer interrupções.

Antes da compra devem-se executar alguns passos para melhor escolha dos produtos:

- padronização: determina o produto específico para procedimentos específicos;

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