Erros de Procedimentos de Enfermagem

Erros de Procedimentos de Enfermagem

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TEMA

Erros de Procedimentos em Enfermagem

INTRODUÇÃO

Durante o estágio supervisionado, sentimos a necessidade de aprender cada detalhe, executar cada técnica, minuciosamente perfeita. A enfermagem tem um papel especial, na vida de pessoas que procuram ajuda em centros especializados, hospitais, P.S.F.s

Sendo assim à necessidade, de sempre partir do inicio, com uma postura e autonomia para dizer não quando preciso. Errar é humano, mas persistir no erro, já não faz parte de um desenvolvimento de um bom profissional.

A idéia é ressaltar, não os erros do profissional de enfermagem, mas sim os erros do dia-a-dia, que acabam se tornando automaticamente parte dos procedimentos realizados. Em alguns casos, o cliente já convive há muito tempo com sua patologia, e sabe quando o profissional de saúde erra, em outros casos o cliente sai do estabelecimento contente, pois acredita que foi beneficiado, sendo que saiu mais contaminado do que quando entrou.

Não que todos os profissionais hajam da mesma forma, mas existem aqueles que pensam em terminar logo, para ir para o próximo e nessa pressa é onde se acometem os erros de procedimentos.

JUSTIFICATIVA

Enfatizando o problema, justifica-se que o profissional da saúde, sabe que para procedimentos invasivos é necessário usar EPIs, ou seja, mascaras, toucas, avental se necessário e principalmente luvas de procedimentos, mas a maioria, ou 98% dos profissionais dizem não e adaptar as luvas, e fazem procedimentos como punção venosa, troca de equipo, sem a mínima proteção, é ai onde ocorre acidentes e o profissional acaba se contaminando por descuido próprio.

E ainda acredita que esta no seu direito. Justifica-se ainda que são profissionais conscientes do erro mas a necessidade de se apressar, os tornam irresponsáveis quanto ao método perfeição.

PROBLEMATIZAÇAO

Porque mesmo alguns profissionais da saúde, sabendo que estão agindo errado ainda insistem em continuar com o mesmo tipo de procedimento em todos os seus plantões?

Qual a vantagem de continuar agindo erroneamente sabendo que esta errado?

HIPÓTESES

Mesmo que conscientes do ato erroneo, muitas vezes para o profissional, errar se torna automático, pois aprendeu assim e não teve interesse ou muitas vezes tempo para aprender o correto. Também se torna cômodo, pois o procedimento mal feito se torna mais rápido, há quem defenda esses profissionais, dizendo que como são poucos os contratados pela Instituição e cada setor conta com poucos funcionários, não existe tempo para “ficar enrolando” e quando se pensa assim é quando se comete erros absurdos que muitas vezes pode prejudicar o cliente e até mesmo o próprio profissional.

Não existe vantagem. Se o profissional não corrigir seus erros por si só, ou se ninguém notar que o mesmo esta agindo erroneamente não haverá conscientização e muitas vezes punição necessária. Onde sua única punição será mesmo a sua consciência, isto é se ele estiver consciente de que está agindo de maneira errônea e não por em pratica o que aprendeu na teoria e tecnicamente, sua consciência não permanecerá muito tempo tranqüila.

Objetivos

Conscientizar os estagiários de Enfermagem que não é porque os funcionários de uma Instituição Hospitalar agem erroneamente, tendo a consciência de que estão por assim a agir, os mesmos não terão que agir como os funcionários da instituição. Ressaltar a importância da Humanização e da conscientização quanto aos preceitos éticos e morais.

Referêncial Teórico

Cabe ressaltar que ficar calado sobre um erro é um ato que se precisa evitar, só que por ser mais fácil esquecer, negar ou fingir que não sabe ou não viu é mais fácil do que assumir este erro. Sendo que a melhor maneira para melhorar a segurança e a qualidade das atividades relacionadas com o cuidar em saúde é reconhecer os erros e aprender com eles, olhando-o de frente, compreendendo-o e analisando-o atentamente de forma multidisciplinar, aproveitando-o para corrigir a prática. O erro pode resultar de ausência de conhecimento ou má interpretação de um fato, mas é passível de críticas e sanções a seu autor e é através da explicitação dos erros que foram cometidos que todos os envolvidos no cuidar em saúde poderão tirar suas conclusões para que não se repita novamente estes mesmos erros. Ressalta-se a importância do interesse individual de cada profissional de saúde em proteger o paciente sendo honesto sobre todas as circunstâncias ligadas a seu tratamento.

Quando um acidente ocorre no ambiente hospitalar, a organização desta instituição sofre as conseqüências a ela relacionada, sendo conseqüências de ordem social, material ou econômica, sendo a mais grave a perda da vida humana.Cabe ressaltar aqui os direitos do Paciente hospitalizado, concebidos pela CCOH (Comissão de Credenciamento de Organizações Hospitalares) onde todo paciente tem direito de ser recebido atenciosamente e respeitosamente, tendo sua dignidade pessoal respeitada, havendo sigilo sobre tudo relacionado a sua saúde, conhecer a identidade dos profissionais envolvidos em seu tratamento, deve ser informado de forma clara, numa linguagem que ele entenda sobre seu diagnóstico, tratamento e prognóstico, tem o direito de comunicar-se com as pessoas fora do hospital e quando necessário um tradutor, como também o direito de recusar um tratamento e ser informado as conseqüências sobre este ato, o direito de reclamar e esta reclamação não deve influir na qualidade do tratamento, o direito de ter acesso a sua ficha médica.

Na sua prática, as técnicas de enfermagem devem ser aliadas e, muito mais que isso, subordinadas a valores como respeito, solidariedade, tolerância e, acima de tudo, diálogo, a fim de que aquele que cuida não seja tão somente um assistente técnico da doença e se trone merecedor do título de Enfermeiro. (MURTA, 2007,vol. 2, p.30)

Quanto aos aspectos legais ressalta-se que quando se trata da segurança em saúde a negligência pode ser a principal causadora de acidentes, que acaba por provocar danos e até a morte, sendo a negligência a falta de precaução, de diligência, de cuidados no prevenir os danos, manifestando-se através da omissão, tornando passível de sanções, pois resulta em incidentes não esperados.

Quanto imperícia que nada mais é do que a não observância da regra técnica da profissão, onde o profissional conhece e sabe muito bem qual a técnica correta para a realização de determinado procedimento mas o realiza ignorando esta técnica,(MURTA, 2007). Por exemplo, furar o frasco do soro para retirar o ar quando o gotejamento para. O profissional de saúde tem por obrigação saber que para o bem do cliente isto não deve ser feito, pois a ponta da agulha empurra o minúsculo pedacinho de plástico do frasco de soro para dentro da solução, não sendo ele dissolvido e o mesmo percorre o equipo até a corrente sanguínea do paciente podendo causar-lhe um dano, ou até mesmo uma embolia pulmonar, pois o minúsculo pedacinho de plástico é um corpo estranho na corrente sanguínea deste paciente. Onde o correto é pinçar o equipo, retirar o frasco para a saída do ar e colocá-lo novamente no equipo, depois verificar se o gotejamento continua, caso isso não ocorra, observar a punção, pois muitas vezes a mesma pode estar obstruída, sendo necessário então injetar uma ampola de água destilada para desobstrução da mesma e se mesmo assim o gotejamento continuar parado é porque perdeu-se aquela punção, então é aconselhável uma nova punção.

Do código de ética dentre os princípios fundamentais consta no Art. 1º A enfermagem é uma profissão comprometida com a saúde do ser humano e da coletividade, atua na promoção, proteção, recuperação da saúde e na reabilitação das pessoas, respeitando os preceitos éticos e legais.

Dos Direitos no Art.7 Recusar-se a executar atividades que não sejam de sua competência legal. No Art.14 Atualizar-se seus conhecimentos técnicos, científicos e culturais.

Das Responsabilidades no Art. 16 Assegurar ao cliente uma assistência de enfermagem livre de danos decorrentes de imperícia, negligência e imprudência. No Art. 19- Promover e ou facilitar o aperfeiçoamento técnico, científico e cultural do pessoal sob sua orientação e supervisão. No Art.20- Responsabilizar-se por falta cometida em duas atividades profissionais, independente de ter sido praticada individualmente ou em equipe.

Dos Deveres no Art.22-Exercer a enfermagem com justiça, competência, responsabilidade e honestidade. No Art.39- Alertar o profissional quando diante de falta cometida por imperícia, negligência ou imprudência.

Das Proibições no Art.47-Administrar medicamentos sem certificar-se da natureza das drogas que o compõem e da existência de risco para o cliente.

A responsabilidade pelas questões de segurança esta atrelada aos funcionários, onde cada um deles deve então seguir as práticas de segurança no trabalho, através do uso protocolado de regras e regulamentos que devem ser anunciados pelo programa de segurança do hospital. Havendo a necessidade de se estar alerta constantemente para os riscos de acidentes em qualquer setor do hospital, comunicando imediatamente a sua supervisão qualquer eventualidade, prática ou condição insegura.

METODOLOGIA

O estudo será desenvolvido com uma abordagem qualitativa tendo por objetivo o desenvolvimento de uma pesquisa exploratória, utilizando a pesquisa bibliográfica com consultas a livros nacionais, revistas, artigos científicos e artigos pesquisados na Internet.

Quanto a formatação e a configuração a presente pesquisa visará seguir as normas da ABNT(Associação Brasileira de Normas Técnicas), visando uma padronização.

CONCLUSÃO

Conclui-se que a adoção de conceitos de segurança por parte da instituição hospitalar aumenta o valor, a satisfação e a preferência do cliente, o que leva a uma melhora na relação cliente/hospital, assim com a redução de erros ou condições inseguras e a eliminação das causas de insatisfação acabam por contribuir para uma visão de qualidade pelo paciente e também funcionários sendo partes importantes da qualidade centrada no cliente. Devendo partir dos dirigentes uma atitude de criar metodologias para o encorajamento dos funcionários na participação dos mesmos em assuntos referentes à segurança. A melhora continua dos padrões de segurança requer enfoque definido e executado em todos os setores e atividades da instituição hospitalar. Cabe a instituição oferecer sempre a educação continuada e o treinamento básico nos assuntos relacionados com a qualidade de atendimento ao cliente a todos os seus funcionários visando sempre qualidade, interatividade, melhores resultados e satisfação por parte do cliente e dos funcionários. O presente trabalho veio por fim mostrar aos alunos estagiários em enfermagem que não há como ser perfeito, mas existe a necessidade de tentar de buscar ser o mais perfeitamente correto e honesto diante os procedimentos em enfermagem, porque o cliente hospitalizado ou em observação no hospital acaba por entregar sua vida diante as mãos do profissional e não sabe que às vezes muitos atos são falhos. Mas havendo força de vontade, interesse, respeito, valorização e amor a profissão, ainda existem meios de se corrigir estes “vícios” ou “erros” e ser um profissional dedicado, satisfeito e realizado. A execução de técnicas e procedimentos pode levar a vida ou a morte, não há o bom ou o ruim, há a capacidade de aprender com a vontade de ser o melhor.

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ERROS DE PROCEDIMENTOS EM ENFERMAGEM. Disponível em <HTTP://www.anvisa.gov.br>. Acesso em 18. Agosto. 2008.

MURTA, Genilda Ferreira. Saberes e Práticas: Guia para Ensino e Aprendizado de Enfermagem. 3º ed. Vol. 2. São Caetano do Sul-SP: Difusão Editora, 2007.

PORTELA, Cristina Rodrigues, CORREA, Gladis Tenenbojm. Manual de Consulta para Estágio em Enfermagem. São Caetano do Sul-SP: Difusão Editora, 2008.202 p.

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