Amputações associadas a doenças vasculares periféricas

Amputações associadas a doenças vasculares periféricas

(Parte 1 de 2)

ISAVE

(Instituto Superior de Saúde do Alto Ave)

Unidade curricular: Enfermagem Médico-Cirúrgica

Docente:

Amputações associadas às

Doenças Vasculares Periféricas

Póvoa de Lanhoso

22/11/2008

ISAVE

(Instituto Superior de Saúde do Alto Ave)

Curso de Enfermagem

2º Ano / 1º Semestre

Ano lectivo: 2007/2008

Amputações associadas às

Doenças Vasculares Periféricas

Diagnósticos, Planeamentos e Intervenções de Enfermagem

22/11/2008

Quando um homem está doente, se não se encontra essencialmente realizado, dá-se conta de que quando estava de saúde tinha descuidado muitas coisas essenciais; que tinha preferido o acessório ao essencial.”

(Gustave Thibon)

Índice

Pág.

Introdução

5

Amputações associadas a doenças vasculares

periféricas

6

“Intervenções de Enfermagem a doente submetido a amputação.”

9

Conclusão

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Bibliografia

15

Introdução

Este trabalho surgiu no âmbito da unidade curricular de Enfermagem Médico-cirúrgica I, sendo elaborado pelos alunos do 2º ano, turno 10, da Licenciatura de Enfermagem. Para a realização deste trabalho tivemos como docente e orientadora a Enf. Elsa Sá.

O tema que nos foi proposto para a elaboração deste trabalho foi “Intervenções de Enfermagem a doente submetido a amputação” originada por uma deficiente circulação vascular periférica.

Ao longo deste trabalho iremos fazer uma breve introdução sobre o que é uma amputação, as suas causas e consequentes intervenções de enfermagem realizadas no pré e pós-operatório de um doente submetido a amputação. Iremos direccionar o nosso trabalho principalmente para amputações dos membros inferiores, no entanto, é de realçar que também existem amputações dos membros superiores.

Este trabalho tem como objectivos a reflexão geral da problemática a que um doente é sujeito quando submetido a amputação não traumática, assim como desenvolver as nossas capacidades de comunicação verbal, escrita e psíquica, culminando na elaboração de cuidados a serem prestados a um utente nesta situação.

Amputações associadas a

doenças vasculares periféricas

A intervenção cirúrgica mais comum no tratamento da doença vascular periférica avançada é a amputação. Normalmente esta técnica é utilizada apenas quando todas as outras técnicas médicas e cirúrgicas falham. É o último tratamento possível quando se quer conservar o que resta do membro.

A causa mais comum de amputação é devida a Doenças Vasculares Periféricas. Na maioria dos casos compromete em maior número pessoas na faixa etária com mais de 50 anos, sendo os membros inferiores (dedos, pés e pernas) os mais comprometidos. No entanto, hoje em dia também está a aumentar nas faixas etárias mais jovens, sendo estes mais afectados nos membros superiores.

A diabetes e o tabagismo são dois dos principais factores responsáveis por amputações. Existe quem defenda e saliente que a amputação de parte ou totalidade do membro se dá somente após o tratamento da doença original.

  • Técnicas de amputação:

As duas principais técnicas de amputação são a fechada e a aberta.

Na técnica fechada o osso é cortado cerca de 5 centímetros, mais curto que o retalho da pele, o que vai criar um coto adequado a suportar o peso com a prótese. Nesta técnica a incisão é fechada com suturas, em posição posterior, de modo que a linha de sutura não fique posicionada numa região de suporte de peso: isto reduz a possibilidade de irritação provocada pela prótese. Inserem-se drenos para prevenir edema excessivo e para permitir a drenagem do sangue acumulado, fluidos e substâncias infecciosas.

A técnica aberta de amputação é mais utilizada quando há infecção do membro. O osso e o músculo são cortados ao mesmo nível e deixa-se a ferida aberta para permitir a drenagem. O encerramento da ferida operatória é geralmente efectuado após uma segunda intervenção cirúrgica.

Entre as principais causas de complicações no coto estão:

- deiscência de suturas;

- edemas;

- dor fantasma;

- ulceração do coto;

- inflamações;

- infecções;

- retracção da cicatriz;

- neuromas;

- especulas ósseas.

Estes tipos de problemas costumam afectar o coto durante a segunda ou terceira semana após o acto cirúrgico. Os problemas decorrentes de causas como neuromas, hipotrofias, entre outras, acontecem mais tardiamente. A dor pode surgir em qualquer época, apresentando características das mais diversas, sendo frequentemente muito elevada.

Um aspecto comum nos portadores de amputação é o chamado fenómeno da "dor fantasma", dolorosa ou não, estará presente em 95% dos pacientes.

A percepção, por parte do paciente, de um membro fantasma doloroso pode manifestar-se em membro fantasma normal ou deformado. Essa dor pode ser de leve a moderada, tolerável, respondendo de forma satisfatória à terapêutica física ou medicamentosa. A sua duração pode ocorrer durante semanas ou anos.A dor fantasma (percepção de sensações, geralmente dolorosas em partes do membro que foram retiradas na cirurgia) é sempre grave e intensa, às vezes resiste a diversas formas de tratamento e consegue até impedir o programa de reabilitação.

A dor no coto tem uma localização específica, apresentando características de desprazer leve, moderado ou intenso em consequência de diversos tipos de complicações.

Outras complicações, especialmente nos membros inferiores, são os neuromas de amputação ou terminações de nervos no coto que formam um pequeno tumor neural que dá dor ou sensação de choque ao toque.

O tratamento global e integrado do paciente determinará o êxito de todo o trabalho reabilitador programado. O objectivo final é que o paciente tenha um melhor aproveitamento das suas potencialidades para que se possa tornar o mais independente possível nas suas actividades diárias.

É fundamental a integração da equipa multidisciplinar no tratamento dos pacientes amputados para identificar, qualquer sinal que possa comprometer o resultado do processo de reabilitação, assim como a sua adaptação à nova realidade, que se lhe irá apresentar no seu dia a dia.

Nota:

As intervenções abaixo indicadas foram planeadas para o Sr. X que sofreu uma amputação do terço médio da coxa esquerda devido a uma doença vascular periférica.

Intervenções de Enfermagem a doente submetido a amputação.”

Pré-Operatório:

  • Diagnóstico de enfermagem: Sofrimento sim, em grau elevado

- Intervenções de Enfermagem:

Tipo Observar: Interpretar os sentimentos que o doente exprime

Tipo Gerir: Providenciar ajuda psicológica

Tipo Executar: Estimular o doente a dialogar

Tipo Atender: Escutar o utente de modo a que se sinta mais confiante

Tipo Informar: Explicar ao utente dúvidas acerca da amputação

  • Diagnóstico de enfermagem: Aceitação do Estado de Saúde não, em grau elevado.

- Intervenções de Enfermagem:

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