DEA -Desfibrilador Externo Automático

DEA -Desfibrilador Externo Automático

DEA – Desfibrilador Externo Automático

O DEA é um aparelho que incorpora um sistema que analisa o ritmo e também um sistema de aviso de choque para vítimas de parada cardíaca. Ele avisa sobre o choque e o operador toma a decisão final de deflagrá-lo. As normas internacionais para RCP e cuidados cardiovasculares de emergência afirmam que a RCP precoce é o melhor tratamento de PCR(parada cardio-respiratória) até a chegada de um DEA e de uma unidade de suporte avançado de vida. A RCP inclui os seguintes tópicos: reconhecimento precoce da PCR; RCP precoce; desfibrilação precoce quando indicada; suporte avançado a vida. Sendo que a RCP precoce pode prevenir que a fibrilação ventricular (FV) evolua para assistolia, aumenta a chance de sucesso da desfibrilação, contribui para a preservação das funções cardíacas e cerebrais aumentando assim significativamente as chances de sobrevivência. Conclui-se através das condutas internacionais que o acesso público à desfibrilação, alcançado pela instalação de DEA em locais selecionados para uso imediato por leigos treinados, pode ser a intervenção chave para aumentar significativamente a sobrevivência de uma PCR fora do ambiente hospitalar.

Ressalta-se que o equipamento isoladamente não salva vidas, sendo recomendado e enfatizado a importância de política emergenciais escritas e procedimentos que sejam praticados e revisados regularmente. Sendo essenciais instalações de saúde e condicionamento físico com equipe bem treinada para manter fortes vínculos para sobrevivência dos seus clientes. Onde a instalação efetiva e o uso de DEA nessas instalações são incentivados e também permitido por lei, objetivando minimizar o tempo entre o reconhecimento da PCR e a desfibrilação com sucesso. A instalação de DEA é incentivada fortemente em instalações de saúde e condicionamento físico com grande número de membros (>2500 membros); aquelas que oferecem programas especiais para clínicas (programas para idosos ou população em cuidados médicos (nível 4)); instalações em que o tempo do reconhecimento de PCR até o primeiro choque pela equipe de emergência cardiovascular é maior que 5 minutos. Também incentivado em instalações que possuem salas não supervisionadas de exercício, como hotéis, condomínios e prédios de escritórios, instituições com grande número de clientes, como Shopings e também Estádios de Futebol. O DEA deve ser parte do planejamento do acesso público ao desfibrilador, em instalações supervisionadas é essencial que profissionais treinados em RCP estejam sempre presentes sendo que a RCP deve ser iniciada logo que uma parada for reconhecida e deve continuar até que o DEA seja instalado na vítima e ativado, sendo utilizado na fibrilação ventricular (FV) ou taquicardia ventricular (TV), além disso após a recuperação dessas situações o socorrista deve abrir as vias aéreas e manter a ventilação e circulação com compressões torácicas até a chegada do suporte de emergência cardiovascular. Devendo portanto no planejamento do estabelecimento do acesso público aos desfibriladores

Em instalações de saúde e condicionamento físico incluir políticas emergenciais escritas e praticadas regularmente pelo menos uma vez a cada três meses; uma equipe treinada em RCP e presente em todo o tempo de prática pelos clientes; treinar os instrutores para reconhecer PCR; designar uma equipe para receber a equipe de suporte em emergência cardiovascular na entrada das instalações para guiá-la prontamente até a vítima; fornecer RCP; instalar e operar DEA, onde instruções detalhadas devem ser fornecidas pelos fabricantes dos equipamentos e recomendações gerais estão descritas no Consenso 2000 para RCP e Suporte de Emergência Cardiovascular. O uso de DEA em crianças menores de 8 anos não é recomendado.

Essas instalações devem por sua vez coordenar seu programa de acesso público aos desfibriladores juntamente com a equipe local de suporte em emergência cardiovascular, muitos sistemas de comunicação utilizam protocolos direcionados pelo telefone para auxiliar os socorristas no uso de DEA e notificam a equipe de emergência a caminho do local em que o DEA está sendo usado e a equipe de emergência pode auxiliar no planejamento de programas e melhoria da qualidade, incluindo direcionamento médico, protocolos para instalação, treinamento e monitoramento de DEA e revisão dos eventos relacionados ao DEA. Devendo ser praticadas simulações de emergência no mínimo a cada 3 meses ou mais freqüentemente quando houver troca de equipe, pois o uso simulado de DEA oferece oportunidade para manutenção das habilidades, manter o DEA em condições de uso adequado de acordo com as especificações do fabricante é essencial e o acesso público aos desfibriladores dever ser alcançado com regulamentação e legislação local ou regional.

Em várias cidades e estados brasileiros a presença do DEA em ambientes de grande circulação de público é obrigatório por lei municipal ou distrital. Sendo as doenças cardiovasculares a primeira causa de morte no país, são responsáveis pelo óbito de 38% dos homens e 29% das mulheres. A morte ou graves seqüelas podem ser evitadas com a utilização imediata do desfibrilador.

O Projeto DEA é um Programa Avançado em aquisição e treinamento da Desfibrilação Automática, bem como inserir conceitos e protocolos na comunidade para o atendimento de Urgência-Emergencia, sobretudo nos eventos de origem cardíaca e vascular, isto porque a doença cardiovascular é a principal causa de óbito no Brasil e no EUA. Na PCR em 90% dos ataques cardíacos graves o coração deixa de contrair em função da desorganização da atividade elétrica do músculo cardíaco (miocárdio), sendo chamada de arritmia, onde a FV é mais comum. A FV leva a PCR e o único tratamento imediato é a “Desfibrilação”, tão importante que a cada 1 minuto deixado de desfibrilar as chances caem em menos de 10% de revertê-la. O DEA foi projetado para ser utilizado também por leigos, consiste em equipamento que transforma energia elétrica e choque bifásico que fornece carga e desfibrilação de 200 Joules no tórax do paciente adulto e possui um sistema microprocessado que faz a leitura do traçado de ECG mediante eletrodos adesivos já colocados no tórax, após o choque elétrico, através de mecanismo de voz, orienta o socorrista a prioridade do atendimento tal como a massagem cardíaca externa e ventilação. A Sociedade Brasileira e Americana de Cardiologia e também a Sociedade Brasileira de Terapia Intensiva(SOBRATI) orientam o treinamento dos principais responsáveis nas urgências em estabelecimentos comerciais, segundo protocolo da SOBRATI pelo menos 5 socorristas deveriam ser treinados para cada DEA. Hoje vários municípios e estados solicitam em Lei que estabelecimentos comerciais com alto fluxo de pessoas devam adquirir o equipamento para eventual necessidade.

COMO PROCEDER:

  • Posicione o aparelho ao lado do paciente e ligue;

  • Conecte os eletrodos adesivos no tórax do paciente e no próprio equipamento (muitos equipamentos já vem com os eletrodos pré-conectados ao aparelho);

  • Aguarde as orientações que irão aparecer escritas ou sinalizadas no DEA e inicie a análise do ritmo cardíaco;

  • Após a análise do ritmo cardíaco, o equipamento orienta o socorrista a aplicar o choque;

  • Nos casos de arritmia cardíacas que não necessitam de choque elétrico, o DEA não indica o choque e orienta o socorrista a executar as manobras de RCP.

ANEXOS

Equipamento/ Características:

  • Desfibrilação de 1 a 200 Joules.(opcional: 1 a 360 joules)

  • Forma de onda bifásica

  • Sistema automático de avaliação de ECG que detecta complexos QRS e identifica automaticamente arritmias malignas que necessitam de desfibrilação

  • Adaptável a qualquer paciente

  • Analise da impedância torácica do paciente, aumentando a eficácia na desfibrilação e reduzindo o risco de danos causados ao coração.

  • Mensagem e comando por texto e voz.

  • Cartão para registro de eventos e voz (20 minutos).

  • Idioma: Português, Inglês, Espanhol, e outros (possibilidade de mudança do idioma através do software).

  • Descarga interna automática após 30 segundos se não houver disparo.

  • Tempo de Carga: Até 200J menor que 4 segundos.

  • Cronômetro (contador de segundos), relógio.

  • Utilização de pás adesivas descartáveis (conector para pás internas opcional), comando de seleção de carga e disparo pelas mesmas.

  • Display de cristal liquido que visualiza os parâmetros de programação pré e pós-choque, indicando a energia real armazenada a ser entregue.

  • Memória de evento continuo de ECG, incluindo curva de ECG (opcional) (20minutos), eventos críticos e os procedimentos realizados.

  • Possibilidade através de conexão para comunicação com microcomputador, para visualização de dados da memória.

  • Possibilidade de realizar auto-teste periodicamente.

  • Situação do status da bateria com alarmes para nível baixo.

Lei nº14.621 que institui a obrigatoriedade do Desfibrilador Externo Automático (DEA) em locais públicos.

LEI MUNICIPAL Nº14.621, DE 11 DE DEZEMBRO DE 2007.

Diário Oficial da Cidade;São Paulo, SP, 12 dez. 2007.P.1

(Projeto de Lei nº 18/06, do Executivo)

Altera o art. 1º da Lei nº 13.945, de 7 de janeiro de 2005

GILBERTO KASSAB, Prefeito do Município de São Paulo, no uso das atribuições que lhe são conferidas por lei, faz saber que a Câmara Municipal, nos termos do disposto no inciso I do artigo 84 do seu Regimento Interno, decretou e eu promulgo a seguinte lei:

Art. 1º.O Art. 1º da Lei nº 13,945, de 7 de janeiro de 2005, que dispõe sobre a obrigatoriedade da manutenção de aparelho desfibrilador externo automático em locais que designa concentração/circulação média diária de 1.500 (mil e quinhentas) ou mais pessoas, passa a vigorar com a seguinte redação:

“Art. 1º Os aeroportos, shopping centers, centros empresariais, estádios de futebol, hotéis, hipermercados e supermercados, casas de espetáculos e locais de trabalho com concentração acima de 1.000 (mil) pessoas ou circulação média diária de 3.000 (Três mil) ou mais pessoas, os clubes e academias com mais de 1.000 (mil) sócios, as instituições financeiras e de ensino com concentração ou circulação média diária de 1.500 (mil e quinhentas) ou mais pessoas, ficam obrigados a manter, em suas dependências, aparelho desfibrilador externo automático.

§ 1º Com a finalidade de estabelecer os parâmetros de conduta a serem seguidos na utilização do desfibrilador externo automático, a capacitação deverá ser promovida por meio de curso ministrado de acordo com as recomendações do Conselho Nacional de Ressuscitação.

§ 2 º Os estabelecimentos e órgãos públicos abrangidos pelo disposto no “caput” deste artigo deverão promover a capacitação de todos os integrantes da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes- CIPA, de todo o efetivo da Brigada de Incêndio e da Brigada de Emergência, além de mais dois funcionários por turno, por aparelho.

§ 3º Os estabelecimentos que contarem com serviço médico em suas dependências deverão manter responsável técnico médico presente durante todo o período de funcionamento.”(NR)

Art. 2º. Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação

PREFEITURA DO MUNICIPIO DE SÃO PAULO, aos 11 de dezembro de 2007, 454º da fundação de São Paulo.

GILBERTO KASSAB, PREFEITO

Publicada na Secretaria do Governo Municipal, em 11 de dezembro de 2007.

CLÓVIS DE BARROS CARVALHO, Secretário do Governo Municipal.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

DEA. Disponível em <http://www.acsm.org> Acessado em 10. outubro. 2008

DEA. Disponível em <http://www.medicinaintensiva.com.br>Acessado em 10. outubro. 2008

DEA. Projeto DEA. Disponível em <http://www.projetodea.com.br> Acessado em 11. outubro. 2008

DEA. Desfibrilador Externo Automático. Disponível em <http://www.sobrati.com.br> Acessado em 11. outubro. 2008

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