E S E F A P

Bacharelado em Enfermagem

ANDRÉIA GONÇALVES

DAIANY MENINI

ERIKA DORETTO BLAQUES

RUBÉOLA CONGÊNITA E SÍFILIS CONGÊNITA

TUPÃ-SP

2008

E S E F A P

Bacharelado em Enfermagem

ANDRÉIA GONÇALVES

DAIANY MENINI

ERIKA DORETTO BLAQUES

RUBÉOLA CONGÊNITA E SÍFILIS CONGÊNITA

Trabalho apresentado a ESEFAP como requisito parcial à conclusão da disciplina de Saúde da Criança sob a orientação da Professora Mestre Larissa Mandanaro da Silva.

TUPÃ-SP

2008

RUBÉOLA CONGÊNITA

Definição: è uma doença congênita, decorrente da infecção da mãe pelo vírus da rubéola (vírus do gênero Rubivirus, família Togaviridae) durante as primeiras semanas da gravidez, a mãe infectada transmite o vírus ao feto por meio da placenta, sendo mais grave quanto mais precoce for a infecção em relação à idade gestacional. A infecção da mãe pode resultar em aborto, morte fetal ou anomalias congênitas, como diabetes, catarata glaucoma e surdez entre outras.

Evolução: Se a gestante adquirir a infecção primária à gravidez poderá evoluir para: nenhuma infecção do concepto; reabsorção do embrião (no 1º trimestre); aborto espontâneo e infecção da placenta e do feto. Além da perda fetal, a infecção congênita pode se manifestar por uma variedade de sinais e sintomas que vão do aumento do baço e do fígado, icterícia, manchas rochas na pela, até anomalias congênitas como surdez, catarata, diabetes e glaucoma, que aparecem em distintos estágios do desenvolvimento da criança. A surdez é o sintoma mais comum da Rubéola congênita.

Tratamento: Como não há um medicamento efetivo, o tratamento é voltado para más formações congênitas do RN, de acordo com as deficiências apresentadas, a detecção precoce facilita os tratamentos clinico, cirurgico e de reabilitação.

Cuidados de Enfermagem: a enfermagem atua quanto à prevenção da doença, sendo a vacinação a única maneira de preveni-la. O esquema vacinal vigente é de uma dose da vacina Tríplice viral aos 12 meses de idade e um reforço entre 5 ou 6 anos. Caso a mulher chegue à idade fértil sem ter sido previamente vacinada, deverá receber uma dose da vacina tríplice viral. Portanto a Enfermagem atua na orientação e educação referente a esta doença, devendo ressaltar a importância da imunização, exigindo empatia e responsabilidade por parte da enfermagem quanto à educação, a fim de promover a compreensão e aliviar qualquer culpa que a paciente possa a vir sentir. Sabendo que o Rn adquiriu rubéola durante a gestação, deverá ser acompanhado no primeiro ano de vida.

SIFILIS CONGÊNITA

Definição: a sífilis é uma doença infecciosa aguda e crônica causada pela espiroqueta Treponema Pallidum, é adquirida através do contato sexual ou pode ser de origem congênita. A sífilis congênita é resultado da infecção do feto pelo Treponema pallidum, bactéria causadora da sífilis. Essa infecção se dá através da placenta de uma mulher grávida que esteja infectada pela sífilis. É uma doença grave e pode causar má formação do feto, sérias conseqüências para a saúde da criança ou até a morte. A sífilis pode se manifestar logo após o nascimento ou durante os primeiros dois anos de vida da criança, na maioria dos casos os sinais e sintomas estão presentes já nos primeiros meses de vida.

Evolução: Na pessoa não tratada a evolução da sífilis pode ser dividida em 3 estágios: primário, secundário e terciário. Esses estágios refletem o intervalo de tempo desde a infecção até as manifestações clínicas observadas nesse período, sendo a base para as decisões de tratamento.

A sífilis primária ocorre em 2 a 3 semanas depôs da inoculação inicial com o organismo, uma lesão indolor no sitío da infecção é chamada cancro, sem tratamento, essas lesões geralmente resolvem de forma espontânea dentro de aproximadamente 2 meses.

A sífilis secundária acontece quando a disseminação hematogênica dos organismos a partir do cancro inicial leva à infecção generalizada. O exantema da sífilis secundária geralmente ocorre em cerca de 2 a 8 semanas depois do cancro e afeta o tronco e os membros, inclusive as palmas das mãos e as plantas dos pés. A transmissão do organismo pode acontecer através do contato com essas lesões, os sinais generalizados da infecção podem incluir a linfadenopatia, artrite, meningite, perda de cabelo, febre, indisposição e perda de peso.

Depois do estágio secundário, existe um período de latência, durante o qual a pessoa infectada não apresenta sinais ou sintomas de sífilis, o período de latência pode ser interrompido por uma recidiva de sífilis secundária.

A sífilis terciária é o estágio final na história natural da doença. Estima-se que entre 20 e 40% daqueles infectados não exibem n\sinais e sintomas desse estágio final. Nesse estágio, a sífilis apresenta-se como uma doença inflamatória, lentamente progressiva, com o potencial para afetar múltiplos órgãos. As manifestações mais comuns nesse nível são a aortite e a neurossifilis, conforme evidenciado por demência, psicose, paresia, acidente vascular cerebral ou meningite.

QUANTO AO RECEM-NASCIDO

Ao nascer a criança infectada pode apresentar problemas muitos sérios, entre eles: pneumonia, feridas no corpo, cegueira, dentes deformados, problemas ósseos, surdez ou retardamento. A doença pode também levar a morte. Há ocorrências em que a criança nasce aparentemente normal e a sífilis se manifesta mais tarde, após segundo ano de vida. A transmissão da mãe infectada para o bebê pode ocorrer em qualquer fase da gestação ou durante o parto, estando presente na corrente sangüínea da gestante, após penetrar na placenta, o treponema ganha os vasos do cordão umbilical e se multiplica rapidamente, por todo o organismo da criança que está sendo gerada. A infecção do feto depende do estágio da doença na gestante. Quanto mais recente a infecção materna, mais treponemas estarão circulantes e, portanto mais grave será o risco de transmissão para o bebê.

Tratamento: Realizar testes em amostra de sangue dos RNs nascidos cujas mães apresentaram infecção pela sífilis ou em casos de suspeitam clinica de sífilis congênita. O tratamento deve ser imediato nos casos detectados e deve ser feito com penicilina, com o tratamento adequado, mães com sífilis podem dar à luz a crianças saudáveis. A notificação e investigação dos casos detectados, incluindo os que nascem mortos ou os casos de aborto por sífilis, são compulsórias e deve ser d todo cidadão, obrigatórias a médicos e outros profissionais de saúde no exercício da profissão bem como responsáveis por organizações e estabelecimentos públicos e privados de saúde (Lei nº6259). Como prevenção deve ser feito o teste diagnóstico em mulheres com intenção de engravidar, tratamento imediato dos casos diagnosticados nas mulheres e em seus parceiros.

Cuidados de Enfermagem: cabe a enfermagem observar a correta forma de tratamento dos pacientes, a plena integração de atividades com outros programas de saúde, o desenvolvimento de sistemas de vigilância locais ativos, interrupção da cadeia de transmissão com diagnóstico e tratamento adequados. Aconselhamento confidencial com orientações ao paciente sobre a importância do seu tratamento e de seus parceiros sexuais e de comportamentos preventivos, promoção do uso de preservativos, aconselhamento aos parceiros, ou seja, educação em saúde de modo geral.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRUNNER & SUDDARTH. Tratado de Enfermagem Médico-Cirúrgica. 10 ed. vol. 4. Rio de Janeiro S.A., 2005.p.2256-2258.

RUBÉOLA CONGENITA. Disponível em <http://www.portal.saude.gov.br >.Acesso em 14. abril. 2008.

SIFILIS CONGÊNITA. Disponível em <http://www.portal.saude.gov.br>.Acesso em 14. abril. 2008.

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