Resumo Filme Nell

Resumo Filme Nell

Resumo

Filme: Nell (1994) de Michael Apted

Trabalho solicitado pelo professor Raimundo Luiz,

para fins avaliativos da disciplina Política Educacional e Científica

no semestre 2009.1.

Autora: Aline Cerqueira

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA

DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO

Novembro/2009

Ficha Técnica

Nell (Nell)

País/Ano de produção:- EUA, 1994Duração/Gênero:- 115 min., DramaDireção de Michael AptedRoteiro de William Nicholson e Mark HandleyElenco:- Jodie Foster, Liam Neeson, Miranda Richardson,Robin Mullins, Richard Libertini, Nick Sersi.

RESUMO SOBRE O FILME NELL

O filme trata de uma mulher de cerca de 30 anos que foi criada na floresta longe de toda sociedade e civilização, tendo contato somente com a sua genitora e sua irmã gêmea falecida entre 6 a 10 anos de idade. A mãe de Nell sofreu derrame e por isso não possuía uma dicção adequada, era afásica, e se escondia do “mundo” provavelmente por ter sido foi vítima de estupro e não possuía parentes para lhe amparar.

Sendo assim, Nell viveu por trinta anos uma vida simples, e possuía um dialeto próprio inspirado nas dificuldades da fala da mãe e da própria vivência da moça, até ser descoberta pelo Dr Lovell no momento em que ele foi constatar a morte de sua mãe.

Daí, Nell se tornou um caso curioso e interessante para este doutor e tantos outros que ele solicitou ajuda e o filme concentra-se na decisão: - O que fazer com Nell ? Ela era capaz de viver sozinha na floresta? Deveria ser internada num hospital? Era autista, deficiente mental, louca?... A trama gira em torno desta decisão e os médicos Dr Lovell e Drª Paula (pisocóloga) tentam defender suas opniões, inicialmente antagônicas, mas durante a observação mudaram de opnião e tentaram um consenso.

A aproximação de Nell, provocou no médico e na psicóloga uma imersão para si mesmos, quando eles passaram a vislumbrar as possibilidades diferentes que eles próprios poderiam ter em relação a sua própria vida.

Na penúltima cena, os personagens estão no tribunal decidindo o que fazer da vida da “Mulher Selvagem” é quando Nell decide se expressar em seu dialeto e o Dr Lovell serve de interpréte, neste momento fica clara a desenvoltura, a maturidade e a autonomia dela. Sendo assim, a personagem principal consegue provar que é capaz de viver sozinha e na cena final, ela já está em sua casa na floresta comemorando seu aniversário com os amigos.

ANÁLISE DO FILME:

O filme abre um leque para uma diversidade de questões da Educação:

- Nell representa a essência da humanidade, desprovida de qualquer tipo de educação civilizada (se é que existe), com autonomia nas suas decisões e sem as “máscaras” que a sociedade, de certa maneira, nos obriga a usar.

- A jovem construiu sua própria cultura, baseada na vivência com sua mãe e irmã, sendo assim, é possível analisar o que faz parte de nossa cultura e o que é realmente inato ao ser humano. Isto foi bastante revelador no filme, já que demonstrou uma possibilidade de, em contato com uma cultura diferente, as pessoas passarem a ter uma noção mais coerente de sua própria cultura.

- A trama do filme também propõe uma reflexão sobre o homem com ser social, para a configuração ou caracterização humana das pessoas. Não basta para tal a herança genética acumulada em nossos bancos de dados internalizados, passados dos pais para os filhos (o que, a princípio, não descarta a importância dessa informação transmitida. nos diz apenas que ela não é suficiente para que estejamos preparados para enfrentar o mundo em que viveremos).

- É possível fazer uma análise da linguagem, segundo Vygotsky, unificando o dueto pensamento linguagem, à questão cultural no processo de construção de significados pelos indivíduos. No filme, Nell expressava seu pensamento através de uma linguagem própria trazendo a forma para o seu pensamento, baseada nos símbolos que a rodeia e na linguagem da mãe.

- Destaca, também, a questão investigativa: os dois médicos partem de bases diferentes para pesquisar o problema de Nell. Ele, mais humano, têm métodos distintos e ela, mais experimental, usa outros. A dimensão qualitativa se manifesta quando os dois reinventam seus métodos de observação e aproximação, chegando, até certo ponto, a um denominador comum.

- É possível, ainda, citar Piaget quando se percebe que a criança é concebida como um ser dinâmico, que a todo momento interage com a realidade, operando ativamente com objetos e pessoas. Essa interação com o ambiente faz com que construa estrutura mentais e adquira maneiras de fazê-las funcionar. O eixo central, portanto, é a interação organismo-meio e essa interação acontece através de dois processos simultâneos:a organização interna e a adaptação ao meio, funções exercidas pelo organismo ao longo da vida. No caso de Nell, apesar do seu círculo de relacionamentos sociais ser restrito, ainda assim resguardou sua capacidade humana de reflexão e organização interna.

- Apesar da possibilidade de relembrar estes estudiosos e tantos outros, o que mais sintetiza a coração da trama é o filósofo suíço Jean-Jacques Rousseau, ao defender que todos os homens nascem livres, e a liberdade faz parte da natureza do homem. Para Rousseau, a liberdade natural caracteriza-se por ações tomadas pelo indivíduo com o objetivo de satisfazer seus instintos, isto é, com o objetivo de satisfazer suas necessidades. O homem neste estado de natureza desconsidera as conseqüências de suas ações para com os demais, ou seja, não tem a vontade e nem a obrigação de manter o vínculo das relações sociais. Outra característica é a sua total liberdade, desde que tenha forças para colocá-la em prática, obtendo as satisfações de suas necessidades, moldando a natureza. Visto que Nell nunca teve a acesso a educação formal nem a sociedade, corrobora a natureza benigna do ser humano já predita pelo filósofo. Ninguém que viva no mundo moderno é mais livre que a personagem Nell, a seguir transcrevo uma frase de Rousseau que resume a cena do tribunal, quando a protagonista expressa seu pensamento de maneira tão eloqüente e intensa:

"A maioria de nossos males é obra nossa e os evitaríamos, quase todos, conservando uma forma de viver simples, uniforme e solitária que nos era prescrita pela natureza" Jacques Rousseau

desescolarização: art. 24,11, c; art. 1°.; art. 42; art. 38, § 2°.

O contraponto da flexibilidade é dado pela regulamentação a cargo dos órgãos normativos e das instâncias competentes pela interpretação dos artigos. A lei prevê campos e setores de regulamentação mínima indispensável abaixo da qual não se pode falar nem em lei e muito menos em lei nacional. É o caso dos duzentos dias letivos mínimos e as oitocentas horas. Essa regulamentação, tal como se pode ver, por exemplo, nos art. 4°, 5°,24,26, 27, 46, 55, além de todo o título VII (recursos financeiros). Essa regulamentação não se opõe à desregulamentação burocrática acima citada. Mas a lei repousa em uma vaguidão genérica, exigindo um competente apoio jurídico como intérprete da lei e a ousadia da autonomia. A flexibilidade não pode ser confundida nem como desregulamentação do direito à educação, nem com a vaguidão assinalada. A flexibilidade desburocratizante é positiva e efetivada pela autonomia institucional. Mas a vaguidão pode ser um convite para a oclusão dos vácuos através de medidas oficiais, nem sempre tramitadas pelos órgãos colegiados e normativos oumesmo estabelecidas por estes, que acabam por reduzir a própria flexibilidade ou retomar a esquemas engessadores.

A dialética da flexibilidade é a coexistência de contrários. Ela é convite à criatividade que alça o vôo liberto da desregulamentação cartorial e burocrática, através da autonomia escolar e sua respectiva proposta pedagógica. Afirmativa, essa vertente da flexibilidade como princípio de desconstrução da heteronomia deve ser vista como positiva e não pode significar um medo à liberdade. Mas ela é também vertigem na medida em que pode se tornar um risco de descompromisso. A descentralização "para baixo" é também possibilidade de acobertamento daprecariedade dos sistemas. A precariedade como ausência de condições objetivas e adequadas para um salto de qualidade permite, através da fraseologia "moderna " ou "pós-modema ", a ocultação e o aprofundamento do fosso entre escolas de "primeiro mundo" e as de "terceiro mundo". Essas últimas, situadas em áreas e zonas onde a pobreza se cruza com a inorganização, compõem-se de pauperizados, excluídos e marginalizados. Na última hipótese, o deslocamento de responsabilidades "para baixo" e o descompromisso de dever do Estado provocam o risco de manutenção da dualidade e de seu aprofundamento. A precariedade, no Brasil, tem existência histórica e produz conseqüências efetivas. Ela não pode ser tomada nem como um "álibi estrutural" destinado a justificar a ausência da função específica da escola, nem como um modo de deslocar a responsabilidade de fracassos exclusivamente para o interior da escola. A desconstrução da precariedade não pode ser imputada, por exemplo, aos municípios, ignorando-se a história da produção da própria precariedade. Essa forma de se entender a flexibilidade rarefaz ainda mais o que já era precário e abre espaço para deslocar em direção das comunidades e dos indivíduos a responsabilidade das mazelas educacionais e por conseqüência (desviante) sua superação.

Resta ainda saber se, além da precariedade, não será lícito perguntar sobre uma possível improvisação. Não é incomum que, em reformas consentidas ou não, sejam educacionais ou de outra área, a figura da improvisação apareça quer sob a forma de despreparo, quer sob a forma de ausência de condições objetivas e subjetivas, quer sob a forma da pressa. A improvisação produz resultados dramáticos. Nesse caso, não será impróprio afirmar que a magnitude da mudança postulada pela flexibilidade acabe por significar a manutenção do estabelecido sob outras formas.

Entrevista: Francisco Cordão - Consultor Educacional

Outra crítica recorrente é que a LDB não define de quem são as responsabilidades sobre a Educação Profissional. Ela não é mencionada nos artigos que estabelecem as competências da União, dos estados e dos municípios. O que isso significa? Quais as conseqüências visíveis ao longo desses dez anos?

A Educação Profissional é tratada, na LDB, em um capítulo específico do Titulo V, que trata “dos níveis e das modalidades de Educação Ensino”. O Capítulo III desse Título trata a educação profissional como “integrada às diferentes formas de educação, ao trabalho, à ciência e à tecnologia”, destinada a conduzir “ao permanente desenvolvimento de aptidões para a vida produtiva”. Essa Educação Profissional é apresentada como uma “possibilidade”, tanto para o “aluno matriculado ou egresso do ensino fundamental, médio ou superior”, quanto ao “trabalhador em geral, jovem ou adulto”. Por outro lado, no Título IV, ao tratar “da organização da Educação Nacional”, a LDB definiu as incumbências da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, tão somente em relação aos estabelecimentos de ensino de Educação Básica e  de Educação Superior. Como a Educação Profissional corre paralelamente a esses níveis de ensino, entendo que as incumbências dos Estados e do Distrito Federal se concentram nos programas desenvolvidos no nível da Educação Básica e a União fica incumbida da Educação Profissional desenvolvida no nível da Educação Superior. Entretanto, trata-se de uma interpretação pessoal. A LDB é omissa em relação a esse particular. Ainda não dá para medir agora as conseqüências visíveis dessa situação legal. A mais visível é que ela acaba sendo regulamentada por Decreto e por Resoluções do Conselho Nacional de Educação, quando não por Pareceres do mesmo Conselho e por Portarias do Ministro da Educação, estas últimas atingindo diretamente apenas as Unidades de Educação Profissional da Rede Federal. 

Ensino técnico é inserido na Lei de Diretrizes e Bases da Educação

 

A partir desta quarta-feira, 16, a educação profissional e tecnológica passa a integrar a Lei nº 9.394/96, de diretrizes e bases da educação. O projeto de lei que institui a mudança, aprovado pela Câmara dos Deputados, foi sancionado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.As alterações na LDB têm o propósito de transformar em lei as inovações trazidas pelo Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE). Portanto, passam a ser obrigatórias aos estados e municípios e tornam-se mais um componente da política de melhoria da qualidade da educação brasileira. O objetivo é preparar melhor e elevar a escolaridade dos trabalhadores. A nova redação dos artigos 37, 39, 41 e 42 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) propõe que a educação profissional integre-se aos diferentes níveis e modalidades de educação e às dimensões do trabalho, da ciência e da tecnologia. Os cursos poderão ser organizados por eixos tecnológicos; assim, possibilitam a construção de diversos itinerários formativos – um aperfeiçoamento do aluno na área escolhida.A lei também dispõe sobre os tipos de curso que a educação profissional e tecnológica abrangerá: de formação inicial e continuada ou qualificação profissional, técnica de nível médio e tecnológica de graduação e pós-graduação. As instituições de educação profissional também deverão oferecer, além de seus cursos regulares, cursos especiais, abertos à comunidade. Nesse caso, a matrícula não deve ser condicionada, necessariamente, ao nível de escolaridade, mas à capacidade de aproveitamento do aluno.Também foi acrescentada uma seção sobre a educação profissional técnica de nível médio, no Capítulo II do Título V da LDB. O dispositivo propõe que o ensino médio, atendida a formação geral do estudante, prepare para o exercício de profissões técnicas. Assim, a articulação deve ser feita de forma integrada (matrícula única, na mesma escola) ou concomitante (matrículas distintas, na mesma ou em outra instituição, para quem ingressa ou já cursa o ensino médio).Para o diretor de articulação e projetos especiais da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec/MEC), Irineu Colombo, a inserção do ensino técnico na LDB é fruto de cinco anos de debate entre educadores, gestores e a sociedade. “Um dos objetivos das alterações na lei é o de estabelecer melhores condições de capacitação dos alunos para aumentar suas chances de empregabilidade”, afirma.

 

Fonte MEC

 Esse art. 26-A foi inserido na LDB [...].

Esse mesmo art. 26-A foi modificado pela Lei nº 11.645, de 10 de março de 2008, de forma a acrescentar o estudo da questão indígena (história e cultura), temáticas esquecidas na primeira versão do artigo.

Concordamos integralmente com a importância [...].

Assim, os professores, de maneira geral, e especialmente os professores de Educação Artística e de Literatura e História Brasileiras, terão que receber, em sua formação inicial ou continuada, subsídios teóricos suficientes para poder ministrar conteúdos que versam sobre a “história da África e dos africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil, a cultura negra e indígena brasileira e o negro e o índio na formação da sociedade nacional”, sem os quais tal ensino não se efetivará.

LEI Nº 11.769 DE 18 DE AGOSTO DE 2008

Altera a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, Lei de Diretrizes e Bases da Educação, para dispor sobre a obrigatoriedade do ensino da música na educação básica.

O art. 26 passa a ter o § 6º.

Art. 26 – § 6º – A música deverá ser conteúdo obrigatório, mas não exclusivo, do componente curricular de que trata o § 2º deste artigo.

Interpretação e Comentários Já a inclusão do conteúdo “música”, determinada pela Lei nº 11.769, de 18 de agosto de 2008, como “conteúdo obrigatório, mas não exclusivo, do componente curricular” ensino da arte, que é o componente curricular tratado no § 2º desse art. 26 é muito interessante pois, por um lado, ao definir um dos conteúdos obrigatórios (mas não exclusivo) do ensino da arte, auxilia, na prática, o professor de Educação Artística na elaboração do conteúdo programático dessa disciplina. Porém, por outro lado, visto que especialmente a escola pública dificilmente terá condições de ter todos os professores de Educação Artística que também sejam especialistas em “música”, teremos que ficar muito atentos para que esse conteúdo não seja dado de forma voluntarista; por exemplo, a realização de karaokês. Como a Lei nº 11.769/2008 que determinou essa alteração na LDB concedeu aos sistemas de ensino o prazo de até três anos letivos para que a mesma se efetive, essa alteração passará a ter validade a partir do ano letivo de 2011, portanto, consideramos que os sistemas de ensino possuem todas as condições de evitar situações semelhantes ou parecidas com o exemplo citado anteriormente.

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