Atadura - Fundamentos de Enfermagem

Atadura - Fundamentos de Enfermagem

Atadura (Resumo da Aula de Fundamentos de Enfermagem)

1- Definição:

É uma tira de pano de qualquer largura ou comprimento, que serve para fixar curativo-proteção contra fatores externos nocivos-, dar suporte a membro lesado, corrigir defeitos ou agir como hemostético-deter hemorragia e favorecer a circulação.

2- Tipos de Atadura:

2.1- Gaze = comumente usada para fixar curativos. É feita de material fino e maleável, o que facilita sua aplicação em qualquer superfície.

2.2- Crepom = mais usada para fixar curativos e imobilização, por promover maior segurança devido a sua elasticidade.

2.3- Elástico = mais indicada nos casos de hemorragia e varizes.

2.4- Flanela = serve como isoladora entre a epiderme e a atadura gessada. Conserva o calor facilitando a circulação.

2.6- Tartalana, escócia ou crinolina = é uma gaze torcida com fios frouxos que são endurecidos por meio de uma goma (ataduras gessadas).

3- Normas básicas:

3.1- Preparar todo o material antes da realização do procedimento.

3.2- Lavar as mãos antes e após contato com paciente.

3.3- Orientar o paciente sobre a necessidade do procedimento, antes de realiza-lo.

3.4– Aplicar a atadura sempre da esquerda para direita.

3.5- O corpo da atadura deve estar sempre voltado para cima.

3.6- Fixar a parte inicial com o polegar, fazer a lacínia (pequena dobra).

3.7- Fixar bem o extremo inicial e final.

3.8- Não ajustar muito para evitar transtornos circulatórios.

3.9- evitar pregas e rugas, use a atadura sempre esticada (evitar escoriações da pele).

3.10- Deixar, sempre que possível, a extremidade do membro descoberta, a fim de verificar condições da circulação.

3.11- Cobrir apenas 1/3 ou ½ da atadura em cada volta.

3.12- Não deixar duas superfícies em contato (evitar escoriações da pele).

3.13- Dar apoio ao local onde está sendo aplicada a atadura.

3.14- Verificar a largura da atadura de acordo com o diâmetro da superfície do corpo a ser enfaixada.

3.15- Encerrar a atadura fazendo 2 ou 3 circulares, afim de impedir o deslocamento.

3.16- Cortar parte da atadura quando a mesma sobrar.

3.17- Fazer uma pequena dobra na extremidade terminal para fixação.

3.18- Fixar com esparadrapo ou fita crepe.

3.19- Não fazer fixação sobre;

  • Local ferido;

  • Saliências ósseas ou face inferior do membro;

  • Lado em que paciente durma ou repouse;

  • Qualquer local que cause desconforto ao paciente.

3.20- Para retirar a atadura:

  • Cortar com tesoura apropriada (ponta arredondada);

  • Desenrolar para aproveita-la posteriormente;

  • Nunca aproveite ataduras de feridas ou em situações que estiverem muito sujas.

4- Formas de aplicação das ataduras:

4.1- Circular: a atadura é enrolada em volta da parte afetada, sobrepondo-se uma volta completa À volta anterior.

Locais: dedos, pescoço, tórax, abdômen, punho, tornozelo.

4.2- Espiral: enrolada obliquamente de maneira que a volta posterior recubra metade ou 2/3 de sua largura.

  • Ascendente = Começa na parte inferior do segmento corporal, de baixo para cima.

Locais: punho, dedos e tronco.

  • Descendente = começa na parte superior do segmento corporal, de cima para baixo.

  • Reversa = faz-se uma volta em espiral ascendente, fazendo-se o inverso na metade de cada volta.

Local: braço, antebraço, coxas e pernas.

4.3- Cruzada, em oito ou espica: consiste em se fazer voltas obliquas passando uma sobre as outras que ascendem e descendem alternadamente, sendo que cada uma segue a precedente e assim parece uma figura em oito.

Local: joelho, cotovelo, tornozelo e punho.

4.4- Capacete- fazer voltas recorrentes, iniciando e terminando em circular.

Local: cabeça, dedos, artelhos cotos após amputação.

Aplicação de um aparelho gessado:

  1. Apoiar a parte a ser gessada, minimizando o movimento e mantendo a redução e o alinhamento.

  2. Lavar e secar a área a ser gessada, reduzindo a possibilidade de desenvolvimento de solução de continuidade da pele.

  3. Remover partículas de gesso da pele do paciente.

  4. Apoiar o aparelho durante o endurecimento e o ressecamento.

Parte médica:

    1. Colocar rolo de acolchoamento macio de maneira uniforme e regular tendo cuidado para usar maior quantidade nas áreas de proeminência óssea.

    2. Aplica o gesso de forma uniforme sobre a parte corporal.

    3. Escolher uma bandagem de largura apropriada.

    4. Cobrir a volta precedente em metade da largura da bandagem.

    5. Utilizar calhas na região das articulações.

    6. Fazer o acabamento do aparelho (bordas regulares).

OBS: A dureza máxima do aparelho gessado ocorre com o ressecamento (24 a 72 horas), dependendo da espessura do aparelho e do meio ambiente.

Remoção de um aparelho gessado:

  1. Informar o paciente acerca do procedimento, tranqüilizando-o garantindo que a serra elétrica(ou cortador próprio) não irá cortá-lo.

  2. Apoiar a parte corporal ao ser removida do aparelho.

  3. Usar protetor ocular (paciente e operador da serra)

  4. Cortar o acolchoamento com tesoura.

  5. Lavar e secar a área que estava imobilizada. Aplicar uma solução emoliente.

  6. Orientar ao paciente para não esfregar nem arranhar a pele e elevar a extremidade afetada nos momentos de repouso, até obter total recuperação.

OBS: a serra ou o aparelho de retirada do gesso deve ser usado por profissional treinado e capacitado (médico).

Exercícios que podem ser realizados durante o

período de imobilização:

Exercícios de contração, em decúbito dorsal com MMII estendidos, durante 5 a 10 segundos seguido de relaxamento.(10 vezes ao dia).

Contrair músculos das nádegas e abdome e/ou comprimir o joelho sobre um travesseiro.

Tração

A tração restringe a mobilidade e a independência do paciente, além de representar uma experiência assustadora.

Intervenções de enfermagem:

  • Orientar o paciente a cerca da necessidade da mesma, quantas vezes forem necessárias, para que o mesmo compreenda melhor e possa participar ativamente em seus cuidados.

  • Informar o paciente antes da colocação da mesma, informando a finalidade e possíveis complicações a fim de diminuir sua apreensão.

  • Fazer visitas freqüentes (enfermeiro, familiares e amigos), reduzindo sensação de confinamento e isolamento.

  • Cuidar para que não ocorra ulceras de pressão:

    1. Mudança de decúbito;

    2. Colocar coxins e almofadas especiais sobre o colchão;

    3. Manter roupa de cama seca e sem dobras;

    4. Investigar qualquer queixa do paciente imediatamente.

    5. Examinar a pele do paciente freqüentemente para possível evidência de pressão ou atrito, em especial nas proeminências ósseas;

  • Encorajar o paciente a exercitar os músculos e articulações que não estão imobilizados para minimizar a perda da força muscular (consultar fisioterapeuta em relação ao tipo de exercício). Verificar durante realização dos exercícios posição correta do paciente e manutenção da tração.

  • Incentivar o paciente a realizar exercícios respiratórios, a fim de evitar complicações respiratórias (respiração profunda e tosse – expansão plena dos pulmões).

  • Auxiliar o paciente a descobrir as melhores formas para se autocuidar.

  • Observar eliminações fisiológicas (a constipação e a perda de apetite acompanham a imobilização). Usar dietas ricas em fibras e líquidos.Consulta com nutricionista é importante para oferecer ao paciente aquilo que ele gosta.

  • Devido ao fato de ficar deitado a eliminação da urina da bexiga pode ser incompleta, predispondo o paciente ao surgimento de infecção do trato urinário. Deve-se fazer o balanço hídrico e verificar aspecto/coloração e densidade.

  • Incentivar o paciente a esvaziar sua bexiga a cada 2 ou 3 horas.

  • Encorajar o paciente a beber líquidos, para prevenir a desidratação e a hemoconcentração associada. Seguir prescrição médica corre.

Aluna: Evelyn Pacheco

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