Assistência de Enfermagem ao Paciente Cardíaco

Assistência de Enfermagem ao Paciente Cardíaco

Assistência de Enfermagem ao Paciente com Patologias do Sistema Cardiovascular.

  • Profº Rafael Lima

MANIFESTAÇÕES COMUNS DAS DOENÇAS CARDIOVASCULARES

  • Dor torácica

    • Características: natureza e intensidade, início e duração, localização e irradiação, fatores precipitantes e fatores que aliviam, sinais e sintomas associados
    • Significado: isquemia, dor “cortante”, intensa e irradiante, dor precordial aguda irradiante

Dispnéia

  • Dispnéia

    • Características: por esforço, paroxística noturna, ortopnéia, quantidade de travesseiros para dormir
    • Significado: Insuficiência ventricular esquerda ou Insuficiência cardíaca transitória

Palpitações

  • Palpitações

    • Características: sensação de bater rápido, forte ou falhar o batimento, tontura e/ou desmaio, duração, medidas de alívio
    • Significado: Sensação de soco ou coração pulando no tórax (taquicardia), ou ainda, ausência de batimentos

Fraqueza e Fadiga

  • Fraqueza e Fadiga

    • Características: momentos, local, precedida de dor ou edema
    • Significado: baixo débito cardíaco, doença arterial ou venosa periférica

Tonteira e Síncope

  • Tonteira e Síncope

    • Características: quantos episódios, que condições ambientais, tempo de duração, o que alivia a tonteira
    • Significado: Síncope pode ser uma perda transitória da consciência > isquemia cerebral
    • A semi-síncope refere-se à tonteira, confusão temporária. As arritmias relacionadas à cardiopatia podem causar síncope.

HISTÓRIA DE ENFERMAGEM

  • HDA

    • Que outros sintomas o paciente percebeu?
    • Há quanto tempo o paciente está doente? Qual foi a evolução da doença?
    • Realizar uma revisão dos sistemas.

História Pregressa

  • História Pregressa

    • História Clínica e Cirúrgica: HAS, DM, Hiperlipidemia, outras doenças crônicas, traumas torácicos (miocardiopatia), faringite ou cáries dentárias (endocardite), tromboembolia (IAM, embolia pulmonar), uso de medicamentos...
    • História Familiar
    • Estilo de Vida: fumo, obesidade, ganho de peso recorrente após fazer dieta, sedentarismo, estresse, alcoolismo...

EXAME FÍSICO

  • SSVV: PA, FC, Pulso, hipotensão postural ou ortostática;

  • Pele, Anexos e Membros: palpar p/ temperatura e evidenciar sudorese, mudança da coloração, presença de baqueteamento digital, presença de edema...

  • Tórax e Pescoço: palpar e auscultar focos e PIM, veias e artérias do pescoço...

EXAMES LABORATORIAIS

  • Enzimas e Isoenzimas

    • CK (creatina cinase) e CK-MB ( creatina cinase – miocárdica)/ LDH (desidrogenase lática) / AST (aspartato aminotransferase)/ As enzimas cardíacas são detectadas por exames laboratoriais, após lesão miocárdica.
    • CK: aumento em 12h, pico em 36 a 72h (35 a 232 UI) em 3 a 5 dias.
    • CK-MB: aumento em 4h; pico em 24h (< 5 UI) em 72h.
    • LDH: aumento em 12h, pico entre 12 e 24h ( 100 a 190 UI) em 10 dias.
    • AST: aumento entre 8 e 12h, pico entre 18 e 36h ( 31 a 37 UI) em 3 a 4 dias.

EXAMES DE IMAGEM E RADIOLOGIA

  • Raio-X

  • Cintilografia do miocárdio

  • Angiografia

  • Ecocardiografia (Com Doppler)

  • Pletismografia (volume do pulso)

  • Flebografia

OUTROS EXAMES DIAGNÓSTICOS

  • ECG

  • CATETERISMO CARDÍACO

MONITORIZAÇÕES CARDÍACAS

  • PVC

  • PAP

  • PCP

  • PAM...

DISTÚBIOS CARDIO-VASCULARES

DOENÇA ARTERIAL CORONARIANA - DAC

  • Caracteriza-se por acúmulo de depósitos gordurosos ao longa da camada interna das artérias coronarianas, causando um estreitamento da luz dos vasos, resultando em uma diminuição do fluxo sanguíneo coronariano e no suprimento inadequado de oxigênio para o músculo cardíaco.

Fisiopatologia e Etiologia

  • Fisiopatologia e Etiologia

    • Acúmulo de lipídeos (LDL- lipoproteína de baixa densidade) e materiais fibrosos (células musculares lisas);
    • Fatores de risco: HAS, hipercolesterolemia, fumo, idade > 45 anos, sexo masculino e história familiar, obesidade, sedentarismo;

MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS

  • Angina do peito estável (esforço)

    • Quadro de dor torácica subesternal que é irradiada (compressão, peso, queimação, sufocação),dura de 1 a 5 minutos, sendo precipitada pelo estresse ou esforço físico, acompanhada sudorese, dispnéia, taquicardia e hipertensão;
  • Angina de peito instável (pré-infarto)

    • Quadro de dor torácica que ocorre em repouso, que dura + de 10 minutos.

Isquemia silenciosa

  • Isquemia silenciosa

    • Quadro de ausência de dor torácica com evidência documentada (ECG) de desequilíbrio entre fornecimento e demanda miocárdicos de O2.
    • Ocorre com maior frequencia entre 6h e 12h da manhã > o despertar produz aumento na estimulação simpática e na viscosidade do sangue, além do aumento do tônus vascular coronariano.

Complicações

  • Morte súbita devido arritmias cardíacas;

  • ICC

  • IAM

AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA

  • Dor torácica característica e história clínica;

  • Teste de nitroglicerina – alívio da dor

  • Teste de esforço com ECG;

  • Cateterismo cardíaco – presença, localização e extensão da lesão miocárdica;

  • Tomografia com emissão de pósitron (PET) – mapear a perfusão cardíaca com alta resolução.

DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM

  • Dor relacionado a um desequilíbrio no fornecimento e demanda de O2;

  • Débito cardíaco diminuído relacionado à pré-carga reduzida, pós-carga, contratilidade e frequencia cardíaca secundária para os efeitos hemodinâmicos da terapia medicamentosa;

  • Ansiedade relacionada à dor torácica, prognóstico incerto e ambiente ameaçador

TRATAMENTO

  • Terapia medicamentosa antianginosos

    • Nitratos: causam vasodilatação generalizada;
    • Beta-bloqueadores: inibem a estimulação simpática dos receptores que se localizam no sistema de condução do coração e músculo cardíaco;
    • Bloqueadores de # da Ca: promovem a vasodilatação e evitam/controlam o espasmo da artéria coronariana;
    • Agentes Antilipídicos: diminuem o colesterol e triglicérides

Angioplastia Transluminal Percutânea;

  • Angioplastia Transluminal Percutânea;

  • Aterectomia Intracoronariana;

  • Stent coronariano;

  • Cirúrgico

  • Modificação no estilo de vida

INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM

  • Alívio da dor;

  • Diminuição da ansiedade;

  • Educação para manutenção da saúde;

    • Instruir o paciente e a família sobre a DAC.
    • Identificar o nível de atividade adequado para evitar a angina.
    • Instruir sobre o uso apropriado de medicamentos e efeitos colaterais.
    • Aconselhamento sobre os fatores de risco e alterações do estilo de vida.

INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO - IAM

  • Popularmente conhecido como ataque cardíaco, é um processo que pode levar à morte (necrose) de parte do músculo cardíaco por falta de aporte adequado de nutrientes e oxigênio.

  • É causado pela redução do fluxo sangüíneo coronariano de magnitude e duração suficiente para não ser compensado pelas reservas orgânicas.

FISIOPATOLOGIA E ETIOLOGIA

  • Trombose coronariana aguda (parcial/total) > 90% das causas, associada a hemorragias intramurais;

  • Espasmos da artéria coronariana, embolia da artéria, infecções que provocam inflamação arterial, hipóxia, anemias, esforço ou estresse intenso

  • De acordo com as camadas do músculo cardíaco envolvidas, os IAMs podem ser:

    • Infarto transmural e subendocárdico

MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS

  • Dor torácica

    • Subesternal intensa, contínua e difusa, sensação de esmagamento e compressão;
    • Não aliviada por repouso ou terapia vasodilatadora sublingual;
    • Pode irradiar-se para os braços (MSE), ombros, costas e/ou mandíbulas;
    • Contínua por mais de 15 minutos;
    • Pode induzir ansiedade e medo, resultando em aumento da frequencia cardíaca, pressão arterial e frequencia respiratória.

Sudorese, pele fria e úmida, palidez facial;

  • Sudorese, pele fria e úmida, palidez facial;

  • Hiper ou hipotensão;

  • Bradi ou taquicardia;

  • Palpitações, ansiedade intensa, dispnéia;

  • Desorientação, confusão e agitação;

  • Tonteira, fraqueza acentuada;

  • Náuseas, vômito, soluços...

  • Desconforto epigástrico ou abdominal, sensações de formigamento ou dor contusa e fadiga extrema!!!

COMPLICAÇÕES

  • Distúrbios do rítmo

  • IC

    • Reinfarto, choque cardiogênico, ICC, miocardiopatia isquêmica
  • Ruptura cardíaca

  • Tromboembolia

  • Aneurisma ventricular

  • Tamponamento cardíaco

  • Pericardite

  • Alterações psiquiátricas

AVALIAÇÃO DE ENFERMAGEM

  • Obter informações a respeito da dor;

  • Questionar presença de outros sinais/sintomas, uso de medicamentos/ procedimento anteriores;

  • Avaliar estado cognitivo;

  • Obter informações sobre a presença/ausência de fatores de risco cardíaco;

  • Identificar sistema de apoio social/ psicológico;

  • Identificar reação de outras pessoas significativas para as situação de crise.

AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA

  • ECG – alterações nas ondas geralmente ocorre dentro de 2 a 12h;

  • Elevação das enzimas e isoenzimas;

  • PET – determinar a presença de lesão do músculo cardíaco;

  • ECOCARDIOGRAFIA – disfunção do músculo cardíaco.

DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM

  • Dor relacionada a um desequilíbrio no suprimento e demanda de O2;

  • Ansiedade ligada à dor torácica, medo da morte, ambiente ameaçador;

  • Débito cardíaco diminuído relacionado à contratilidade comprometida;

  • Intolerância à atividade ligada à oxigenação insulficiente para realizar as AVDs, perda do condicionamento físico pelo repouso no leito;

Risco de lesão relacionada à dissolução dos coágulos protetores;

  • Risco de lesão relacionada à dissolução dos coágulos protetores;

  • Perfusão tecidual alterada relacionada ao infarto;

  • Ineficiências de como lidar com a auto-estima, ruptura do padrão sono-repouso, falta de sistema de apoio significativo e perda de controle.

TRATAMENTO

  • O tto dirige-se à proteção do músculo cardíaco isquêmico e lesionado, para preservar a função muscular, reduzir o tamanho do infarto e evitar a morte

  • Oxigenoterapia

  • Controle da dor

    • Analgesia/opiáceo = morfina e meperidina
    • Vasodilatadores = nitroglicerina
    • Ansiolíticos = benzodiazepínicos

Terapia Medicamentosa

  • Terapia Medicamentosa

    • Anticoagulantes/ tromboembolíticos
    • Betabloqueadores
    • Antiarrítmicos - lidocaína
    • Bloqueadores de # de CA
  • Angioplastia Coronariana Transluminal Percutânea – ACTP

  • Revascularização cirúrgica

INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM

  • Reduzir a dor e controle de SSVV;

  • Alívio da ansiedade;

  • Manter a estabilidade hemodinâmica;

  • Aumentar a tolerância à atividade;

  • Promover um ambiente agradável e com menos estresse;

  • Prevenir sangramento (evitar medicação IM)

  • Reforçar/ Estimular o paciente a lidar com a doença;

  • Educação para manutenção da saúde.

ENDOCARDITE INFECCIOSA

  • É uma infecção do revestimento interno do coração, provocada pela invasão direta de bactérias ou outros organismos, que leva à deformidade dos folhetos valvares.

FISIOPATOLOGIA E ETIOLOGIA

  • Endocárdio inflamado, forma-se um coágulo de fibrina (vegetação)

  • O coágulo de fibrina torna-se colonizado por patógenos durante procedimentos invasivos;

A vegetação pode migrar para diversos órgãos e obstruir o fluxo sanguíneo;

  • A vegetação pode migrar para diversos órgãos e obstruir o fluxo sanguíneo;

  • Os organismos causadores são:

    • Streptococcus viridans (trabalhos dentários e Infecção Respiratória alta)
    • Staphylococcus aureus ( cirurgias cardíacas, UDI)
    • Enterococos/ Estreptococos (Infecção TGI)
    • Fungos (C. albicans)
  • Pacientes hospitalizados com SVD, terapia venosa prolongada, uso de imunossupressores, esteróides...

MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS

  • GERAIS: febre, calafrios, anorexia, perda de peso, fraqueza, tosse, dores nas costas e esplenomegalia.

  • CUTÂNEAS e UNGUEAIS: petéquias (conjuntiva e mucosas), hemorragias em lascas nas unhas, nódulo de Osler, lesões de Janeway

CARDÍACAS: sopro patológico e taquicardia;

  • CARDÍACAS: sopro patológico e taquicardia;

  • SNC: cefaléias localizadas, AIT, estado mental alterado, hemiplegia, mancha de Roth.

  • FEN. EMBÓLICOS: hematúria, IAM, hemoptise, cegueira súbita, abcesso cerebral, melena...

COMPLICAÇÕES

  • Insuficiência cardíaca grave devido a insuficiência valvular;

  • Infecção descontrolada/ refratária;

  • Episódios embólicos.

AVALIAÇÃO DE ENFERMAGEM

  • Identificar fatores que predispõe à endocardite;

  • Determinar início de sinais/sintomas de endocardite;

  • Obter hemocultura, HC, exames renais e hepáticos e ECG;

  • Controle de ATB terapia;

AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA

  • Hemoculturas;

  • Velocidade de hemossedimentação aumentada, testes indicativos de anemia...

  • ECG – geralmente normal

  • Ecocardiografia – identificar as vegetações e avaliação da localização e tamanho das lesões

DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM

  • Débito cardíaco diminuído relacionado aos fatores estruturais (válvulas);

  • Perfusão tecidual alterada relacionada à interrupção do fluxo sanguíneo;

  • Hipertermia relacionada à doença, desidratação potencial e terapia agressiva com ATB;

  • Nutrição alterada: menor que os requisitos corporais, ligada a anorexia;

  • Ansiedade relacionada à doença aguda e hospitalização.

TRATAMENTO

  • ATB terapia;

  • Controle de infecção através de exames;

  • Acompanhamento constante com o Cardiologista;

  • Nutrição suplementar;

  • Intervenção cirúrgica: lesão valvular, embolia recorrente, drenagem de abscesso localizado...

INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM

  • Manutenção do débito cardíaco;

  • Manutenção da perfusão tecidual;

  • Manutenção da normotermia;

  • Melhorar o estado nutricional;

  • Reduzir a ansiedade;

  • Educação para manutenção da saúde;

INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CONGESTIVA - ICC

  • “A ICC acontece quando o coração é incapaz de bombear o sangue em uma taxa proporcional às necessidades dos tecidos metabolizantes ou é capaz disso, apenas com uma pressão de enchimento elevada.”

FISIOPATOLOGIA E ETIOLOGIA

  • Problemas primários

  • Miocardiopatias

  • Aterosclerose

  • Cardiopatia valvar

  • HAS

  • Eventos agudos (embolia pulmonar, hemorragia, anemias, anestesia, cirurgias, estresse, FAV...)

MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS

  • Congestão pulmonar (regurgitação sanguínea);

  • Dispnéia paroxística noturna, ortopnéia, edema pulmonar;

  • Tosse seca e não produtiva, fadiga, insônia, noctúria, inquietação;

  • Taquicardia – som de galope;

  • Veias cervicais distendidas, cardiomegalia...

COMPLICAÇÕES

  • IC intratável ou refratária

  • Arritmias cardíacas

  • Insuficiência miocárdica

  • Infarto pulmonar, pneumonia e embolia...

AVALIAÇÃO DE ENFERMAGEM

  • Obter história de sinais/ sintomas, limites de atividades e resposta ao repouso;

  • Avaliar pulsos arteriais periféricos;

  • Detectar deslocamento de precórdio –PIM

  • Identificar padrões de sono e os dispositivos utilizados para dormir.

AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA

  • ECG – hipertrofia ventricular

  • Ecocardiografia

  • R-X tórax

  • Gasometria arterial

DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM

  • Débito cardíaco diminuído relacionado a contratilidade comprometida;

  • Troca gasosa comprometida relacionada a edema alveolar decorrente das pressões ventriculares elevadas;

  • Excesso de volume hídrico ligado à retenção de sódio e água;

  • Intolerância à atividade relacionada ao desequilíbrio entre o suprimento e demanda de oxigênio.

TRATAMENTO

  • O tto é dirigido para eliminar o acúmulo excessivo de água orgânica, aumentando a força e eficiência da contração miocárdica e reduzindo a carga do coração.

  • Uso de diuréticos

  • Agentes inotrópicos (+): digoxina, dopamina, dobutamina

  • Terapia vasodilatadora: nitratos, morfinas...

  • IECA: ação vasoconstricção - captopril

  • Bloqueadores Beta-adrenérgicos: protege contra arritmias e diminui a carga de trabalho - carverdilol

  • Dieta: restrição de sal e líquido

  • Transplante cardíaco

INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM

  • Manter débito cardíaco adequado;

  • Melhorar a oxigenação;

  • Restaurar o equilíbrio hídrico;

  • Melhorar a tolerância à atividade;

  • Educação para manutenção da saúde.

EDEMA AGUDO DE PULMÃO - EAP

  • Síndrome clínica que caracteriza uma emergência médica, determinada pelo acúmulo anormal de fluidos no compartimento extravascular pulmonar, resultando em hipoxemia, aumento do trabalho respiratório, diminuição da complacência pulmonar e alteração da relação ventilação- perfusão.

FISIPATOLOGIA E ETIOLOGIA

  • Aumento da permeabilidade capilar pulmonar

  • Pressão coloidosmótica intravascular reduzida

  • Aumento da pressão negativa intersticial

  • Insuficiência pós-transplantes

  • Causa neurogênico

Causas secundárias a cardiopatias:

  • Causas secundárias a cardiopatias:

    • Isquemia miocárdica aguda
    • Hipertensão arterial sistêmica
    • Vavulopatia
    • Miocardiopatia primária
    • Cardiopatias congênitas
    • Insuficiência mitral crônica(doença reumática)

MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS

  • Dispnéia aos esforços

  • Dispnéia paroxística noturna

  • Tosse com escarro espumoso de cor rosáceo ou esbranquiçado

  • Sibilância

  • Ansiedade

  • Agitação

  • Sentado, com os membros pendentes

  • Precordialgia...

COMPLICAÇÕES

  • Arritmias

  • Insuficiência respiratória

  • Óbito

AVALIAÇÃO DE ENFERMAGEM

  • Avaliar sinais/sintomas de hipóxia – inquietação, confusão e cefaléia;

  • Realizar ausculta cardio-pulmonar – perceber sibilancia/ sopros...

  • Identificar fatores precipitantes que colocam o paciente em risco para o desenvolvimento do edema pulmonar.

AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA

  • R-x do tórax

  • Ecocardigrafia – detectar doença valvular

  • Hemoculturas - suspeita de infecção

  • Enzimas cardíacas

DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM

  • Troca gasosa comprometida relacionada com o excesso de líquido nos pulmões;

  • Ansiedade ligada à sensação de sulfocamento e medo.

TRATAMENTO

  • Oxigenoterapia pressão (+)

  • Terapia vasodilatadora, diurética, ansiolítico e cardiotônicos

  • Medicações sintomáticas

INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM

  • Melhorar o padrão respiratório;

  • Diminuir a ansiedade;

  • Educação para manutenção da saúde.

“ Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe." Oscar Wilde

  • OBRIGADO!!!!

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