Exame de urina - eas

Exame de urina - eas

  • Prof. Paulo

PRIMEIRA MICÇÃO DA MANHÃ

  • PRIMEIRA MICÇÃO DA MANHÃ

  • VOLUME : 50 – 100 mL

  • USAR FRASCOS LIMPOS E LIVRES DE RESTOS DE LÍQUIDOS

  • HOMENS: EVITAR CONTAMINAÇÃO – DISPENSAR O 1º JATO

  • MULHERES - HIGIENE iNTIMA

  • CRIANÇAS - COLETOR

GUARDAR NO REFRIGERADOR

  • GUARDAR NO REFRIGERADOR

  • EVITAR O CRESCIMENTO BACTERIANO

COLETAR EM FRASCOS LIMPOS DE VIDRO OU PLÁSTICOS

  • COLETAR EM FRASCOS LIMPOS DE VIDRO OU PLÁSTICOS

  • COLETAR TODO O VOLUME NAS 24H

  • DESPREZAR A 1ª MICÇÃO – COLETAR O RESTANTE

  • VOLUME IMPORTANTE ENTRA NO CÁLCULO DA PT

  • OBSERVAR TIPO DE EXAME E AMOSTRA BIOLÓGICA

  • PT E EAS

Conceito

  • Conceito

  • Objetivos

  • Características Físicas

  • Características Químicas

  • Estudo Microscópico do Sedimento

OBJETIVOS:

  • OBJETIVOS:

  • Avaliação da função renal.

  • Afecção do trato urinário.

  • Diagnóstico e avaliação da eficácia do

  • tratamento.

Características Físicas

  • Características Físicas

  • Volume

  • Cor

  • Aspecto

  • Odor

  • pH

  • Densidade

VOLUME

  • VOLUME

  • Adulto - 1000 a 2000mL

  • Volume diurno/noturno

  • Oligúria - menos de 50mL

  • Poliúria - maior 2000mL

COR

  • COR

  • Amarelo-citrino

    • Urocromo/urobilina
  • Incolor – ingestão de água

  • Castanho – icterícias

  • Vermelho – presença de hemácias

  • Verde – infecção por Pseudomonas

ASPECTO

  • ASPECTO

  • Reação – ácida, translúcida

  • Turvação – precipitação de cristais

  • ODOR

  • Urina odor – presença de ácidos voláteis

  • Amoniacal – hidrólise bacteriana da uréia

pH

  • pH

  • Acidez urinária – concentração de íons hidrogênio

  • Mudança de pH – dietas

DENSIDADE

  • DENSIDADE

  • Concentração de soluto presente na urina – varia inversamente ao volume

  • Normal – 1014 a 1025

GLICOSE

  • GLICOSE

  • Glicosúria – glicose na urina

  • Melitúria - qualquer açúcar na urina

  • Significado clínico da glicosúria

  • Diabetes melito

  • Reabsorção tubular deficiente

GLICOSE

  • GLICOSE

  • Provas de identificação

    • Testes com tiras reativas (glicose –oxidase) – positiva somente para a glicose
    • Prova de Benedict (redução do íon cúprico a cuproso) – positiva para todos os açúcares encontrados na urina menos sacarose
    • Outros açúcares : REAÇÃO DE BIAL- (cloridrato de orcinol)- positivo para pentose

GLICOSE

  • GLICOSE

  • Glicosúria sem hiperglicemia

  • Glicosúria da gravidez e Síndrome de Falcone

  • Glicosúria com hiperglicemia

  • Diabetes melito e enfarto do miocárdio

ALBUMINA

  • ALBUMINA

  • Quantidades insignificantes eliminadas não são detectadas na urina normal

  • Condições patológicas: albuminúria – pode oscilar 200mg até 50g / L

ALBUMINA

  • ALBUMINA

  • Interpretação do grau de Albuminúria:

  • Traços < 0,5 g / L

  • (+) 1 g / L

  • (++) até 3 g / L

  • (+++) de 5 – 10 g / L

  • (++++) superior a 10 g / L

ACETONA

  • ACETONA

  • Diabetes – deficiência do metabolismo da glicose

  • Acúmulo de aceto-acetil-coenzima A

  • Principal estímulo: restrição de carboidratos da dieta

  • Excesso de acetona – acidose metabólica

  • Método de Rothera (nitroprussiato de sódio + sulfato de amônia)

SAIS BILIARES

  • SAIS BILIARES

  • Urobilina e seus cromógenos (urobilinogênio)

  • Prova de Ehrlich

  • Casos de urobilinúria aumentada: icterícia hemolítica, cirrose hepática

HEMOGLOBINA / HEMÁCIAS

  • HEMOGLOBINA / HEMÁCIAS

  • Fita – normalmente detecta hemoglobina.

  • A distinção entre hemoglobinúria e hematúria só pode ser feita pelo exame microscópico

NITRITO

  • NITRITO

  • Diagnóstico precoce de infecções da bexiga

  • Detecção de infecções do T. Urinário

  • Avaliar a terapia com antibióticos

  • Detectar periodicamente infecções recorrentes

NITRITO

  • NITRITO

  • Reação de Greiss – redução de nitrato a nitrito

Células Epiteliais

  • Células Epiteliais

  • Leucócitos ou Piócitos

  • Hemácias

  • Cristais

  • Cilindros

CÉLULAS EPITELIAIS

  • CÉLULAS EPITELIAIS

    • São úteis como índice possível de contaminação por secreções vaginais na mulher e pelo prepúcio em homens.

    • Podem vir de qualquer parte do T. Urinário
    • Somente a inclusão de piócitos em cilindros pode ser considerada como indício de sua origem renal
    • Podem vir de qualquer parte do T. Urinário
    • O achado de inúmeros leucócitos constitui um indicador razoavelmente bom de infecção urinária, embora relatos indiquem resultado falso-positivo.

    • Em condições normais, o número de hemácias no sedimento NÃO deve exceder 2 ou 3 por campo.
    • A distinção entre hemoglobinúria e hematúria só pode ser feita pelo exame microscópico.
    • Em geral seu aparecimento está relacionado à presença de cálculos renais, glomerulonefrite e tumores.

Causas de erro:

  • Causas de erro:

    • Fita negativa e presença de hemácias no sedimento:
      • CAUSAS: hemólise devido a urina alcalina; falta de homogeneização da amostra antes de realizar o teste

    • São formados pela precipitação de sais na urina.
    • Seu aparecimento deve-se à elevada concentração das substâncias que os formam.
    • CRISTAIS DE URINA ÁCIDA: urato amorfos, cistina, ácido úrico, bilirrubina, oxalato de cálcio etc.
    • CRISTAIS DE URINA ALCALINA: fosfatos amorfos, fosfato triplo, carbonato de cálcio etc.

    • A maioria dos cristais anormais tem forma característica, sendo também encontrados em urina ácida ou neutra.
    • Os mais importantes são:
      • Tirosina e Leucina  casos graves de hepatite
      • Bilirrubina  hepatopatias graves
      • Cistina  erro metabólico (não é absorvida no rim)
      • Colesterol  raros

São aglomerados protéicos que adquirem forma dos túbulos renais onde são formados.

  • São aglomerados protéicos que adquirem forma dos túbulos renais onde são formados.

  • Sua presença sugere um nefropatia e possível processo urológico.

HIALINOS:

  • HIALINOS:

    • Possuem o mesmo significado da albuminúria e podem aparecer em pequenas quantidades. Seu número pode aumentar depois do esforço físico.
  • GRANULOSOS:

    • São sempre patológicos e indicam descamação e lesão tubular. Aparecem na urina de pacientes com doenças renais, como nefrose necrótica.

CÉREOS:

  • CÉREOS:

    • Geralmente largos e de prognóstico mais grave . Correspondem a distúrbios degenerativos profundos e avançados dos túbulos.
  • HEMÁTICOS:

    • Resultantes da aderência de hemácias à superfície de cilindros hialinos. Refletem hemorragia glomerular.

LEUCOCITÁRIOS:

  • LEUCOCITÁRIOS:

    • São constituídos basicamente por leucócitos, piócitos e bactérias. São característicos da pielonefrite.
  • CELULARES:

    • Constituídos por células descamativas do epitélio.

Os testes realizados tem a finalidade de avaliar a função renal.

  • Os testes realizados tem a finalidade de avaliar a função renal.

  • Através desses exames é possível medir a rapidez com que os rins retiram uma substância do sangue (depuração) ou se o paciente é portador de insuficiência renal.

PROTEÍNA

  • PROTEÍNA

  • CREATININA

  • CLEARENCE DE CREATININA / URÉIA

  • CÁLCIO

  • ÁCIDO ÚRICO

Amostra: Urina de 24 horas

  • Amostra: Urina de 24 horas

  • Método: Folin e Denis

  • Reagentes: HCl 1,5% e Ác. Sulfossalicílico 3%

  • Valores de Referência: 15 a 150 mg/24 horas ou 0,02 - 0,15 g / 24 horas

  • CÁLCULO (Resultado expresso em mg/24 horas):

  • Abs x Fator x Vol (mL) 24 horas OU Abs x Fator x Vol (mL) 24 horas

      • 100 100000
  • Patologias associadas: glomerulonefrite, síndrome nefrótica e nefropatias tóxicas

Amostra: Urina de 24 horas

  • Amostra: Urina de 24 horas

  • Método: Jaffé mod.

  • Reagentes: Tungístico, Pícrico e Sol. Alcalina

  • Valores de Referência: Homens: 21 – 26 mg/kg/24 h

  • Mulheres: 16 – 22 mg/kg/24 h

  • CÁLCULO (Resultado expresso em mg/24 horas):

  • Creatinina Urina = Abs x Fator Fator = 50 .

  • Abs Padrão

Mede a rapidez (vol/24 horas) com que os rins são capazes de retirar uma substância filtrável do sangue (taxa de filtração glomerular).

  • Mede a rapidez (vol/24 horas) com que os rins são capazes de retirar uma substância filtrável do sangue (taxa de filtração glomerular).

  • A depuração da uréia é utilizada também na avaliação da taxa de filtração glomerular; entretanto a creatinina é mais usada, pois independe da ingestão de proteínas na alimentação e não é afetada pelo volume urinário.

Amostra: Urina de 24 horas

  • Amostra: Urina de 24 horas

  • Método: Jaffé mod.

  • Reagentes: Tungstico, Pícrico e Sol. Alcalina

  • Valores de Referência: Homens: mg/kg/24 horas

  • Mulheres: mg/kg/24 horas

  • CÁLCULO (Resultado expresso em mL/min/24 horas):

  • Depuração da Creatinina = Cr. Urina x vol x 1,73

  • Cr. Soro x 1440 x Sup. Corporal

  • CÁLCULO (Resultado expresso em mL/min/24 horas):

  • Depuração da Creatinina = Cr. Urina x vol x 1,73

  • Cr. Soro x 1440 x Sup. Corporal

  • A superfície corporal é calculada por meio de um nomograma, a partir da altura e peso do paciente

  • Patologias associadas: glomerulonefrite, IRA, IRC...

Amostra: Urina de 24 horas

  • Amostra: Urina de 24 horas

  • Método: DOLES Reagentes: HCl p.a. e reagente de cor

  • Valores de Referência: 50 a 150 mg/24 horas

      • Nas dietas ricas em cálcio, pode chegar até 300 mg/24 horas
  • CÁLCULO (Resultado expresso em mg/24 horas):

  • Cálcio = Abs x Fator x Vol (mL) 24 horas

      • 100
  • Principais patologias: mieloma múltiplo, carcinoma, litíase

Amostra: Urina de 24 horas

  • Amostra: Urina de 24 horas

  • Método: DOLES

  • Reagentes: Bicromato de Potássio e Bicarbonato de Sódio

  • Valores de Referência: 250 a 750 mg/24 horas

  • CÁLCULO (Resultado expresso em mg/24 horas):

  • Ácido Úrico = Abs x Fator x Vol (mL) 24 horas

      • 100
  • Principais patologias: gota...

A menstruação interfere no exame de urina?

  • A menstruação interfere no exame de urina?

  • Sim, pois o sangue menstrual pode misturar-se a urina. O ideal é fazê-lo fora do período menstrual. Mas, se for urgente, lave a vulva e coloque tampão vaginal imediatamente antes de colher a urina.

A urina precisa ser a primeira da manhã?

  • A urina precisa ser a primeira da manhã?

  • Não. Pode ser colhida em qualquer horário. Sempre que possível fique pelo menos 4 horas sem urinar antes de colher a amostra para exame. Para exames comuns (EAS)- e cultura, (necessita ser colhido em frasco estéril. É preciso colher jato médio; para outros exames a amostra poderá ser diferente.

Cremes e óvulos vaginais interferem no exame de urina?

  • Cremes e óvulos vaginais interferem no exame de urina?

  • Não, mas para não misturar esses medicamentos na amostra introduza um tampão vaginal e faça assepsia antes de colher.

Remédios interferem em exames laboratoriais?

  • Remédios interferem em exames laboratoriais?

  • Alguns, sim. Antibióticos, antiinflamatórios e aspirina, por exemplo, alteram os testes de coagulação do sangue.

  • Antes do exame informe todos medicamentos que esteja tomando.

O fumo interfere ?

  • O fumo interfere ?

  • As alterações provocadas são lentas. Ao que se saiba fumar horas antes de colher sangue altera apenas a curva glicêmica (usada no rastreamento de diabetes) e os testes de agregação plaquetárias.

Pode-se fazer exame de sangue gripado, resfriado ou com febre?

  • Pode-se fazer exame de sangue gripado, resfriado ou com febre?

  • Apenas se os exames destinam-se ao estudo das sintomas relatados. Salvo orientação médica exames de rotina devem ser feitos com o paciente em seus estado normal.

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