Instalações hidráulicas

Instalações hidráulicas

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Figura 5 - Variação do nível de água no tanque de pressão

4.2.3 – Vantagens dos Sistemas de Distribuição Indireta

  • Fornecimento de água de forma contínua, pois em caso de interrupções no fornecimento, tem-se um volume de água assegurado no reservatório;

  • Pequenas variações de pressão nos aparelhos ao longo do dia;

  • Permite a instalação de válvula de descarga;

  • Golpe de aríete desprezível;

  • Menor consumo que no sistema de abastecimento direto.

4.2.4 – Desvantagens

  • Possível contaminação da água reservada devido à deposição de lodo no fundo dos reservatórios e à introdução de materiais indesejáveis nos mesmos;

  • Menores pressões, no caso da impossibilidade da elevação do reservatório;

  • Maior custo da instalação devido a necessidade de reservatórios, registros de bóia e outros acessórios.

4.3 – Sistema Misto

Parte da instalação é alimentada diretamente pela rede de distribuição e parte indiretamente.

Vantagens:

  • Água de melhor qualidade devido ao abastecimento direto em torneiras para filtro, pia e cozinha e bebedouros;

  • Fornecimento de água de forma contínua no caso de interrupções no sistema de abastecimento ou de distribuição;

  • Permite a instalação de válvula de descarga.

Observação:

Geralmente em residências, sobrados, as pias de cozinha, lavatórios, chuveiros, têm duas torneiras: uma delas, abastecida pela rede pública e a outra, pelo reservatório.

IMPORTANTE:

A Norma recomenda como mais conveniente, para as condições médias brasileiras, o sistema de distribuição indireta por gravidade, admitindo o sistema misto (indireto por gravidade com direto) desde que apenas alguns pontos de utilização, como torneira de jardim, torneiras de pias de cozinha e de tanques, situados no pavimento térreo, sejam abastecidos no sistema direto. A utilização dos sistemas de distribuição direta ou indireta hidropneumática deve ser convenientemente justificada.

Figura 6 – Sistema misto de distribuição (Fonte: MACINTYRE, 1996)

5 – PARTES CONSTITUINTES DE UMA INSTALAÇÃO PREDIAL DE ÁGUA FRIA

Antes de se enumerar as diversas partes contribuintes de uma instalação de água fria, apresenta-se a seguir algumas definições extraídas da NBR 5626 (1), que são necessárias à compreensão dos textos que se seguem.

Definições

De acordo com a Norma são adotadas definições de 5.1 a 5.53.

5.1 – Alimentador predial

Tubulação que liga a fonte de abastecimento a um reservatório de água de uso doméstico.

5.2 – Aparelho sanitário

Aparelho destinado ao uso de água para fins higiênicos ou para receber dejetos e/ou águas servidas. Inclui-se nesta definição aparelhos como bacias sanitárias, lavatórios, pias e outros, e, também, lavadoras de roupa e pratos, banheiras de hidromassagem, etc.

5.3 – Automático de bóia

Dispositivo instalado no interior de um reservatório para permitir o funcionamento automático da instalação elevatória entre seus níveis operacionais e extremos.

5.4 - Barrilete

Conjunto de tubulações que se origina no reservatório e do qual se derivam as colunas de distribuição, quando o tipo de abastecimento adotado é indireto.

5.5 – Caixa de descarga

Dispositivo colocado acima, acoplado ou integrado às bacias sanitárias ou mictórios, destinados a reservação de água para suas limpezas.

5.6 – Caixa ou válvula redutora de pressão

Caixa destinada a reduzir a pressão nas colunas de distribuição.

5.7 – Coluna de distribuição

Tubulação derivada do barrilete e destinada a alimentar ramais

5.8 – Conjunto elevatório

Sistema para elevação de água.

5.9 – Consumo diário

Valor médio de água consumida num período de 24 horas em decorrência de todos os usos do edifício no período.

5.10 – Dispositivo antivibratório

Dispositivo instalado em conjuntos elevatórios para reduzir vibrações e ruídos e evitar sua transmissão.

5.11 – Extravasor

Tubulação destinada a escoar os eventuais excessos de água dos reservatórios e das caixas de descarga.

5.12 - Inspeção

Qualquer meio de acesso aos reservatórios, equipamentos e tubulações.

5.13 – Instalação elevatória

Conjunto de tubulações, equipamentos e dispositivos destinados a elevar a água para o reservatório de distribuição.

5.14 – Instalação hidropneumática

Conjunto de tubulações, equipamentos, instalações elevatórias, reservatórios hidropneumáticos e dispositivos destinados a manter sob pressão a rede de distribuição predial.

5.15 – Instalação predial de água fria

Conjunto de tubulações, equipamentos, reservatórios e dispositivos, existentes a partir do ramal predial, destinado ao abastecimento dos pontos de utilização de água do prédio, em quantidade suficiente, mantendo a qualidade da água fornecida pelo sistema de abastecimento.

5.16 – Interconexão

Ligação, permanente ou eventual, que torna possível a comunicação entre dois sistemas de abastecimento.

5.17 – Ligação de aparelho sanitário

Tubulação compreendida entre o ponto de utilização e o dispositivo de entrada de água no aparelho sanitário.

5.18 – Limitador de vazão

Dispositivo utilizado para limitar a vazão em uma peça de utilização.

5.19 – Nível operacional

Nível atingido pela água no interior da caixa de descarga, quando o dispositivo da torneira de bóia se apresenta na posição fechada e em repouso.

5.20 – Nível de transbordamento

Nível do plano horizontal que passa pela borda de reservatório, aparelho sanitário ou outro componente. No caso de haver extravasor associado ao componente, o nível é aquele do plano horizontal que passa pelo nível inferior do extravasor.

5.21 – Quebrador de vácuo

Dispositivo destinado a evitar o refluxo por sucção da água nas tubulações.

5.22 – Peça de utilização

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