Instalações hidráulicas

Instalações hidráulicas

(Parte 4 de 8)

Tabela 1 - Lista de Peças

No

DESCRIÇÃO

Quantidade

1

2

3

4

5

6

7

8

9

Tê de redução 90o soldável 50 x 25 mm

Adaptador soldável curto com bolsa e rosca para registro 25 x ¾”

Joelho 90o soldável 25 mm

Tê 90o soldável 25 mm

Tê 90o soldável 25 mm

Adaptador soldável curto com bolsa e rosca para registro 25 mm x ¾

Tê 90o soldável 25 mm

Luva soldável e com rosca 25 mm x ¾”

Joelho 90o soldável 25 mm

1

2

1

1

1

1

1

1

1

10

11

12

Joelho 90o soldável e com bucha de latão e reforço com anel de ferro zincado 25 mm x ¾”

Joelho de redução 90o soldável e com bucha de latão 25 mm x ½”

Joelho de redução 90o soldável e com bucha de latão 25 mm x ½”

2

2

2

13

14

Registro de gaveta ¾”

Registro de pressão para chuveiro ¾”

1

1

6 – ESPECIFICAÇÕES E CONSIDERAÇÕES A RESPEITO DOS TUBOS EMPREGADOS

6.1 – Materiais, Diâmetros e Pressões

De acordo com a NBR 5626, tanto os tubos como as conexões, constituintes de uma instalação predial de água fria, podem ser de aço galvanizado, cobre, ferro fundido, PVC rígido ou de outros materiais, de tal modo que satisfaçam a condição de que a pressão de serviço não deva ser superior a pressão estática, no ponto considerado, somada a sobre-pressão devido a golpes de aríete. Esses materiais devem ser próprios para a condução de água potável e devem ter especificações para recebimento, relativo a cada um deles, inclusive métodos de ensaio.

Segundo a mesma Norma, o fechamento de qualquer peça de utilização não pode provocar sobre-pressão, em qualquer ponto da instalação, que supere mais de 200 kPa (20 mca) a pressão estática neste ponto. A máxima pressão estática permitida é de 40 mca (400 kPa) e a mínima pressão de serviço é de 0,5 mca (5 kPa).

Os tubos e conexões mais empregados nas instalações prediais de água fria são os de aço galvanizado e os de PVC rígido.

Os tubos de aço galvanizado suportam pressões elevadas sendo por isso muito empregado. O valor de referência que estabelece o diâmetro comercial desses tubos é a medida do diâmetro interno dos mesmos.

Os tubos de PVC rígido são agrupados em três classes, indicadas pelas pressões de serviço:

  • classe 12 (6 kgf/cm2 ou 60 mca)

  • classe 15 (7,5 kgf/cm2 ou 75 mca)

  • classe 20 (10 kgf/cm2 ou 100 mca)

Para se conhecer a máxima pressão de serviço (em kgf/cm2) de cada classe, basta dividir o número da classe por 2.

As normas brasileiras dividem os tubos de PVC em duas áreas de aplicação:

  • tubos de PVC rígido para adutoras e redes de água (EB-183)

  • tubos de PVC rígido para instalações prediais de água fria (EB-892)

Os tubos de EB-183 são comercializados como PBA (Tubo de Ponta, Bolsa e Anel de Borracha), PBS (Tubo em Ponta e Bolsa para Soldar) e F (Tubo Flangeado) e só são usados em adutoras, redes de água, redes enterradas de prevenção contra incêndios e em instalações industriais. As classes destes tubos são: 12, 15 e 20.

Os tubos referidos na EB-892 são destinados às instalações prediais de água fria e são de classe 15. Estes tubos podem ser com juntas soldáveis ou com juntas roscáveis e a Tabela 2 mostra as suas referências e dimensões.

Os tubos de PVC rígido podem ser utilizados em instalações prediais de água fria desde que não sejam ultrapassados, em nenhum ponto da instalação, os valores estabelecidos pela Norma, desde que não hajam válvulas de descarga interligadas a esses tubos, e em prédios que não possuam grandes alturas.

A válvula de descarga é um dispositivo que produz valores elevados de sobre-pressão (golpe de aríete) na rede em que estiver interligada. Tal fato ocorre porque esta peça, que possui uma grande abertura ocasionando velocidades elevadas nas canalizações que a alimenta, causa golpes de aríete nas tubulações, se a mesma apresentar fechamento rápido. Esses golpes podem romper ou causar vazamentos nas canalizações, devendo-se por isso tomar cuidados especiais ao instalar tais válvulas.

Tabela 2 - Diâmetro e Dimensões de Tubos Plásticos

REFERÊNCIA

TUBOS COM JUNTAS SOLDÁVEIS

TUBOS COM JUNTAS ROSCÁVEIS

Ø Externo Médio

(mm)

Espessura Mínima das Paredes

(mm)

Ø Externo Médio

(mm)

Espessura Mínima das Paredes

(mm)

½”

¾”

1”

1 ¼”

1 ½”

2”

2 ½”

3”

4”

20

25

32

40

50

60

75

85

110

1,5

1,7

2,1

2,4

3,0

3,3

4,2

4,7

6,1

21

26

33

42

48

60

75

88

113

2,5

2,6

3,2

3,6

4,0

4,6

5,5

6,2

7,6

Atualmente são fabricados dois tipos de válvulas de descargas que permitem minimizar o problema do golpe de aríete por elas produzidas:

  • Com fechamento gradativo: modifica-se a manobra de fechamento, fazendo-se com que o fluxo de água ocorra paulatinamente durante o tempo de funcionamento da válvula.

  • Fechamento lento: aumenta-se o tempo de funcionamento da válvula, havendo um acréscimo no consumo.

As caixas de descargas, principalmente as acopladas aos vasos, tem sido muito empregadas em lugar de válvulas de descarga, por apresentarem as seguintes vantagens: requerem diâmetros menores de tubulação, inexistência de problemas de pressões (golpes) e economia de construção.

6.2 - Velocidades

As tubulações devem ser dimensionadas de modo que a velocidade da água, em qualquer trecho de tubulação, não atinja valores superiores a 3,0 m/s.

7 – ESTIMATIVA DO CONSUMO DIÁRIO (CD)

A Tabela 3 fornece dados que possibilitam a estimativa do consumo diário de qualquer tipo de edificação.

Tabela 3– Estimativa de Consumo diário(*)

PRÉDIO

CONSUMO LITROS/DIA

Alojamentos provisórios

Ambulatórios

Apartamentos

Casas populares ou rurais

Cavalariças

Cinemas e Teatros

Creches

Edifícios públicos ou comerciais

Escolas – externatos

Escolas – internatos

Escolas – semi-internatos

Escritórios

Garagens

Hotéis (s/cozinha e s/lavanderia)

Hotéis (c/cozinha e lavanderia)

Jardins

Lavanderias

Matadouros-Animais de grande porte

Matadouros-Animais de pequeno porte

Mercados

Oficina de costura

Orfanatos, asilos, berçários

Postos de serviço p/ automóveis

Quartéis

Residências

Restaurantes e similares

Templos

80 per capita

25 per capita

200 per capita

120 a 150 per capita

100 por cavalo

2 por lugar

50 per capita

50 a 80 per capita

50 per capita

150 per capita

100 per capita

50 per capita

100 por automóvel

120 por hóspede

250 a 350 por hóspede

1,5 por m2

30 por kg de roupa seca

300 por cabeça abatida

150 por cabeça abatida

5 por m de área

50 per capita

150 per capita

150 por veículo

150 per capita

150 per capita

25 por refeição

2 por lugar

(*) Os valores citados são estimativos, devendo ser definido o valor adequado a cada projeto.

Por exemplo, o CD de um prédio residencial constituído de 10 pavimentos tipo, contendo 3 apartamentos por pavimento e 5 pessoas por apartamento, é:

CD = 10 pav. x 3 apto./pav. x 5 hab./apto. x 200 1/dia hab.

CD = 30.000 l/dia

ou simplesmente

CD 30.000 l ou CD = 30 m3

O valor de 200 l/dia pessoa é obtido na Tabela 3.

8 – RAMAL PREDIAL

De um modo geral, o diâmetro do ramal predial é fixado pela Concessionária de água local. A Norma prevê dois casos para que se possa determinar a vazão do ramal predial:

quando se tem distribuição direta, a vazão do ramal é dada por:

Q = C

onde:

Q é em l/s

C é o coeficiente de descarga = 0,30 l/s

P é a soma dos pesos correspondentes a todas as peças de utilização alimentadas através do trecho considerado (ver Tabela 6, extraída da NBR 5626)

Quando se tem distribuição indireta a Norma admite que a alimentação seja feita continuamente, durante 24 horas do dia e a vazão é dada pela expressão:

Onde:

Q é em l/s

CD é em l/dia

Uma vez conhecida a vazão do ramal predial, tanto no caso de distribuição direta ou indireta, o serviço de água deverá ser consultado para a fixação do diâmetro. Geralmente, na prática, adota-se, para o ramal predial, uma velocidade igual a 0,6 m/s, de tal modo a resultar um diâmetro que possa garantir o abastecimento do reservatório mesmo nas horas de maior consumo.

8.1 – Ligação do Alimentador Predial

As ligações do ramal predial e medidores (hidrômetros) são estudados com bastante propriedade por Nogami (1978) e apresentam-se aqui muitas de suas observações e ilustrações.

A ligação do ramal predial à rede pública de abastecimento pode ser efetuada através de três tipos de tomadas:

  • direta

  • com colar

  • com ferrule

No sistema com tomada direta, o ramal predial é ligado diretamente na tubulação distribuidora através de uma conexão (curva) que é rosqueada na mesma. Esse tipo de tomada só é utilizado em canalizações distribuidoras de ferro fundido com paredes relativamente espessas e desde que as mesmas se encontrem vazias.

A ligação do ramal predial através de um colar de tomada é realizada com a rede em carga e em tubos de ferro fundido com paredes finas, ou em tubos de cimento amianto ou em tubos de plástico. Esta ligação é constituída por um conjunto de peças que são presas à tubulação da rede de abastecimento conforme mostra a Figura 10.

Figura 10 - Colar de tomada e peças

A broca que aparece na Figura 11, atravessa o registro (que se encontra aberto) e perfura a canalização em carga. Em seguida, a broca é recuada, o registro é fechado e a peça que contem a broca é retirada e deste modo, a ligação encontra-se pronta para ser conectada ao cavalete, conforme mostra a Figura 12.

Figura 11 - Perfuração da canalização em carga

Figura 12 - Ligação ao cavalete

A tomada com o ferrule permite a ligação do ramal com a tubulação em carga e esse dispositivo é muito empregado para canalizações de ferro fundido. O ferrule é constituído por: base, corpo, vedador e tampa.

Um aparelho especial (catraca) faz o furo e a rosca na tubulação distribuidora, em carga, permitindo a conexão da peça base que contem o vedador no seu interior conforme mostra a Figura 12.

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