Resenha Crítica - Filme Sicko

Resenha Crítica - Filme Sicko

FACULDADE EVANGÉLICA DO PARANÁ CURSO DE PSICOLOGIA 2º PERÍODO NOTURNO

CURITIBA 2009

Resenha Crítica apresentada à disciplina do Núcleo Integrador em Saúde, Políticas Públicas de Saúde, 2º Período, Curso de Psicologia Noturno da Faculdade Evangélica Do Paraná, ministrado pela professora Rosecler Neto

CURITIBA 2009

SICKO - SOS SAÚDE - Ficha técnica:

Título original: Sicko Gênero: Documentário Duração: 01 h 53 min. Ano de lançamento: 2007 Site oficial: http://www.sicko-themovie.com/ Estúdio: The Weinstein Company / Dog Eat Dog Films Distribuidora: The Weinstein Company Direção: Michael Moore Roteiro: Michael Moore Produção: Michael Moore e Megham O'hara Música: Erin O'hara Fotografia: Christoph Vitt Edição: Geoffrey Richman, Chris Seward e Dan Swietlik Elenco: Michael Moore, Reggie Cervantes, John Graham, William Maher, Linda Peeno

Sicko S.O.S saúde foi um documentário gravado no ano de 2007 nos EUA com passagem por países como Cuba, Canadá, França e Inglaterra e tem como diretor e produtor o cineasta norte-americano Michael Moore. Moore descreve situações reais através das quais compara o Sistema de Saúde americano com o dos países citados acima. Com isto pretende mostrar como nos EUA, as seguradoras apesar de lucrarem absurdamente, não cobrem uma grande parte dos serviços procurados pela grande massa da população, e quando cobrem, o fazem apenas em parte. O documentário mostra vários casos de famílias americanas que apesar de terem seus planos de saúde pagos em dia, não tem suas despesas cobertas pelas seguradoras, nem o direito aos medicamentos que necessitam, ou a exames mais complexos e caros, e na maioria dos casos os motivos apresentados são infundados, preconceituosos e injustos. O filme mostra uma trama do presidente Richard Nixon e Edgar Kaiser, um milionário e dono de uma das maiores companhias de saúde dos EUA, que enriqueceu a custa dos segurados americanos. O resultado interessou ao presidente Nixon, e o que se viu posteriormente foi um modelo implantado onde a qualidade dos serviços prestados pelo sistema de saúde é péssima. Também é ruim a atenção dada aos pacientes que fazem filas nos hospitais públicos a procura de atendimento e as pessoas de famílias menos favorecidas formam um grupo de 37 milhões de norte-americanos completamente sem cobertura na área da saúde. Quando o presidente Clinton assumiu a presidência, anunciou a reforma nacional da saúde dirigida por sua primeira dama Hillary Clinton. Apesar de Hillary ter virado Washington de ponta cabeça, e ter anunciando cobertura universal na saúde para todos, independente de condição econômica pré-existente ou não, de trabalho ou categoria social, o que se viu depois de mais de uma década, foi que os EUA ainda não tinham cobertura universal de saúde para todos os americanos. Ao contrário disso apesar de ser o país mais rico do mundo, ocupavam apenas a 37º posição no ranking mundial, atrás de países como Chile ou Costa Rica, que tinham uma condição econômica completamente diferente dos americanos. As ações das companhias em Seguro de Saúde dos EUA dobraram ou triplicaram suas ações, e “colaboravam financeiramente” com membros do governo para que o sistema de saúde baseado em seguros continuasse em pleno vigor. Hillary Clinton foi a segunda senadora a receber mais dinheiro da indústria de medicamentos, aproximadamente $855.0 dólares. Enquanto as indústrias de medicamentos continuavam comprando congressistas americanos com super quantias em dinheiro os cidadãos americanos, inclusive os de classe média, continuavam sofrendo sem cobertura alguma de saúde, muitos morrendo injustamente simplesmente porque não tinham acesso a medicamentos ou exames mais sérios. Michael Moore compara esta situação mostrando a saga de alguns americanos que vão até o Canadá, por exemplo, a fim de conseguir atendimento médico, medicamentos, exames, etc. Neste país o cidadão tem direito a escolher seu médico, tem direito aos remédios, e tudo que precisar sem pagar nada por isso. Em Londres Moore mostra como é eficiente e justo o trabalho feito para incentivar médicos e pessoas que trabalham na área da saúde, e como os cidadão quando pagam, pagam pouco pelo serviço de saúde, e os que não podem não pagam. E o que se pode dizer a respeito de Cuba, hoje um modelo de sistema de saúde, educação, cultura, esporte, sem discriminação de qualquer tipo, onde há justiça social e respeito aos direitos humanos fundamentais a todo cidadão. Essas áreas são próprias do Estado Socialista, conquistas básicas desconhecidas pela maioria povo americano, que aprenderam que a ilha cubana “se trata de um presídio a céu aberto e que lá é a residência de Lúcifer”. O que eles não imaginam, é que as conquistas cubanas vão além de medalhas olímpicas, que o povo cubano certamente se orgulha em morar no único país latino americano sem favelas e sem crianças nas ruas pedindo esmolas. Pode-se concluir que o modelo de saúde norte-americano é tão doente, corrupto e injusto quanto às políticas de impostos que são cobradas aqui no Brasil. Isto porque assim como aqui o governo enriquece através das altas taxas cobradas através de muitos e muitos impostos, lá o que acontece é que a indústria de medicamentos colabora com alguns senadores e congressistas para que mantenham através de uma política suja e feita sem integridade, valores ou justiça este sistema apodrecido na área de saúde. O cidadão americano desconhece seus direitos básicos de saúde mesmo pagando quantias altas em dinheiro para as seguradoras daquele país. Desta forma conhecem a desonra e falta de dignidade, e esta dignidade que foi conquistada através do trabalho e fidelidade prestada às seguradoras de saúde durante anos, pode se perder em seis meses quando se necessita de um tratamento de saúde, e em muitos casos o que se perde não é apenas esta dignidade, mas a vida também.

Willian Rodrigo do Amaral

Curso de Psicologia Faculdade Evangélica do Paraná

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