estudo de caso

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ESTUDO DE CASO

1.0 PROBLEMA: COLELITÍASE

2.0 REVISÃO ANATOMOFISIOLOGICA

O sistema digestório humano é constituído por diversos órgãos é formado por um longo tubo musculoso, ao qual estão associados órgãos e glândulas que participam da digestão. Apresenta as seguintes regiões; boca, faringe, esôfago, estômago, intestino delgado, intestino grosso e ânus. A parede do tubo digestivo, do esôfago ao intestino, até desembocar no ânus logo acima do fígado a glândula que secreta a bile na cor esverdeada, a vesícula biliar órgão em forma de pêra colado sob o lobo direito do fígado é formada por quatro camadas: mucosa, submucosa, muscular e adventícia, a bile sai do fígado pelo canal hepático que se une ao canal ao canal cístico vesicular.

BOCA

A abertura pela qual o alimento entra no tubo digestivo é a boca. Aí encontram-se os dentes e a língua, que preparam o alimento para a digestão, por meio da mastigação. Os dentes reduzem os alimentos em pequenos pedaços, misturando-os à saliva, o que irá facilitar a futura ação das enzimas.

CARACTERÍSTICAS DOS DENTES

Os dentes são estruturas duras, calcificadas, presas ao maxilar superior e mandíbula, cuja atividade principal é a mastigação. Estão implicados, de forma direta, na articulação das linguagens.  Os nervos sensitivos e os vasos sanguíneos do centro de qualquer dente estão protegidos por várias camadas de tecido. A mais externa, o esmalte, é a substância mais dura. Sob o esmalte, circulando a polpa, da coroa até a raiz, está situada uma camada de substância óssea chamada dentina. A cavidade pulpar é ocupada pela polpa dental, um tecido conjuntivo frouxo, ricamente vascularizado e inervado. Um tecido duro chamado cemento separa a raiz do ligamento peridental, que prende a raiz e liga o dente à gengiva e à mandíbula, na estrutura e composição química assemelha-se ao osso; dispõe-se como uma fina camada sobre as raízes dos dentes. Através de um orifício aberto na extremidade da raiz, penetram vasos sanguíneos, nervos e tecido conjuntivo.

AS GLÂNDULAS SALIVARES

A presença de alimento na boca, assim como sua visão e cheiro, estimulam as glândulas salivares a secretar saliva, que contém a enzima amilase salivar ou ptialina, além de sais e outras substâncias. A amilase salivar digere o amido e outros polissacarídeos (como o glicogênio), reduzindo-os em moléculas de maltose (dissacarídeo). Três pares de glândulas salivares lançam sua secreção na cavidade bucal: parótida, submandibular e sublingual:

Glândula parótida - Com massa variando entre 14 e 28 g, é a maior das três; situa-se na parte lateral da face, abaixo e adiante do pavilhão da orelha.

Glândula submandibular - É arredondada, mais ou menos do tamanho de uma noz.

Glândula sublingual - É a menor das três; fica abaixo da mucosa do assoalho da boca.

FARINGE E ESÔFAGO

A faringe, situada no final da cavidade bucal, é um canal comum aos sistemas digestório e respiratório: por ela passam o alimento, que se dirige ao esôfago, e o ar, que se dirige à laringe.

ESTOMAGO E SUCO GÁSTRICO

O estômago é uma bolsa de parede musculosa, localizada no lado esquerdo abaixo do abdome, logo abaixo das últimas costelas. É um órgão muscular que liga o esôfago ao intestino delgado. Sua função principal é a digestão de alimentos protéicos. Um músculo circular, que existe na parte inferior, permite ao estômago guardar quase um litro e meio de comida, possibilitando que não se tenha que ingerir alimento de pouco em pouco tempo. Quando está vazio, tem a forma de uma letra "J" maiúscula, cujas duas partes se unem por ângulos agudos.

Segmento superior: é o mais volumoso, chamado "porção vertical". Este compreende, por sua vez, duas partes superpostas; a grande tuberosidade, no alto, e o corpo do estômago, abaixo, que termina pela pequena tuberosidade.

Segmento inferior: é denominada "porção horizontal", está separado do duodeno pelo piloro, que é um esfíncter. A borda direita, côncava, é chamada pequena curvatura; a borda esquerda, convexa, é dita grande curvatura. O orifício esofagiano do estômago é a cárdia.

As túnicas do estômago: o estômago compõe-se de quatro túnicas; serosa (o peritônio), muscular (muito desenvolvida), submucosa (tecido conjuntivo) e mucosa (que secreta o suco gástrico). Quando está cheio de alimento, o estômago torna-se ovóide ou arredondado. O estômago tem movimentos peristálticos que asseguram sua homogeneização.

INTESTINO DELGADO

O intestino delgado é um tubo com pouco mais de 6 m de comprimento por 4 cm de diâmetro e pode ser dividido em três regiões: duodeno (cerca de 25 cm), jejuno (cerca de 5 m) e íleo (cerca de 1,5 cm). A porção superior ou duodeno tem a forma de ferradura e compreende o piloro, esfíncter muscular da parte inferior do estômago pela qual este esvazia seu conteúdo no intestino. A digestão do quimo ocorre predominantemente no duodeno e nas primeiras porções do jejuno. No duodeno atua também o suco pancreático, produzido pelo pâncreas, que contêm diversas enzimas digestivas. Outra secreção que atua no duodeno é a bile, produzida no fígado e armazenada na vesícula biliar. O pH da bile oscila entre 8,0 e 8,5. Os sais biliares têm ação detergente, emulsificando ou emulsionando as gorduras (fragmentando suas gotas em milhares de micro gotículas).

O suco pancreático, produzido pelo pâncreas, contém água, enzimas e grandes quantidades de bicarbonato de sódio. O pH do suco pancreático oscila entre 8,5 e 9. Sua secreção digestiva é responsável pela hidrólise da maioria das moléculas de alimento, como carboidratos, proteínas, gorduras e ácidos nucléicos.

INTESTINO GROSSO

É o local de absorção de água, tanto o ingerido quanto a das secreções digestivas. Uma pessoa bebe cerca de 1 litros de líquidos por dia, que se une a 8 ou 9 litros de água das secreções. Glândulas da mucosa do intestino grosso secretam muco, que lubrifica as fezes, facilitando seu trânsito e eliminação pelo ânus. Mede cerca de 1 m de comprimento e divide-se em ceco, cólon ascendente, cólon transverso, cólon descendente, cólon sigmóide e reto. A saída do reto chama-se ânus e é fechada por um músculo que o rodeia, o esfíncter anal.( GUAYTON, 2002)

GLANDULAS ANEXAS

O pâncreas é uma glândula mista, de mais ou menos 15 cm de comprimento e de formato triangular, localizada transversalmente sobre a parede posterior do abdome, na alça formada pelo duodeno, sob o estômago. O pâncreas é formado por uma cabeça que se encaixa no quadro duodenal, de um corpo e de uma cauda afilada. A secreção externa dele é dirigida para o duodeno pelos canais de Wirsung e de Santorini. O canal de Wirsung desemboca ao lado do canal colédoco na ampola de Valter. O pâncreas comporta dois órgãos estreitamente imbricados: pâncreas exócrino e o endócrino. Além da insulina secreta enzimas digestivas que são lançadas no duodeno muito perto um do outro e isso têm importância para a localização da litíase biliar (NÉBIA M. A, DIRCE, 2008).

FÍGADO

É o maior órgão interno, e é ainda um dos mais importantes. É a mais volumosa de todas as vísceras, pesa cerca de 1.5 kg no homem adulto, e na mulher adulta entre 1,2 e 1,4 kg. Tem cor arroxeada, superfície lisa e recoberta por uma cápsula própria. Está situado no quadrante superior direito da cavidade abdominal. O tecido hepático é constituído por formações diminutas que recebem o nome de lobos, compostos por colunas de células hepáticas ou hepatócitos, rodeadas por canais diminutos (canalículos), pelos quais passa a bile, secretada pelos hepatócitos. Estes canais se unem para formar o ducto hepático que, junto com o ducto procedente da vesícula biliar, forma o ducto comum da bile, que descarrega seu conteúdo no duodeno. As células hepáticas ajudam o sangue a assimilar as substâncias nutritivas e a excretar os materiais residuais e as toxinas, bem como esteróides, estrógenos e outros hormônios. O fígado é um órgão muito versátil. Armazena glicogênio, ferro, cobre e vitaminas. Produz carboidratos a partir de lipídios ou de proteínas, e lipídios a partir de carboidratos ou de proteínas. Sintetiza também o colesterol e purifica muitos fármacos e muitas outras substâncias. O termo hepatite é usado para definir qualquer inflamação no fígado, como a cirrose.(GUAYTON, 2002)

FUNÇÕES DO FÍGADO:

Secretar a bile, líquido que atua no emulsionamento das gorduras ingeridas, facilitando, assim, a ação da lípase; Remover moléculas de glicose no sangue, reunindo-as quimicamente para formar glicogênio, que é armazenado; nos momentos de necessidade, o glicogênio é reconvertido em moléculas de glicose, que são relançadas na circulação: Armazenar ferro e certas vitaminas em suas células, metabolizar lipídeos, sintetizar diversas proteínas presentes no sangue, de fatores imunológicos e de coagulação e de substâncias transportadoras de oxigênio e gorduras. Degradar álcool e outras substâncias tóxicas, auxiliando na desintoxicação do organismo. Destruir hemácias (glóbulos vermelhos) velhas ou anormais, transformando sua hemoglobina em bilirrubina, o pigmento castanho-esverdeado presente na bile. (GUYTON, 1998).

3.0 FUNDAMENTAÇÃO CIENTÍFICA

A vesícula biliar armazena e concentra a bile produzida pelo fígado. O hormônio colecistocina secretado pelo intestino delgado estimula a concentração da vesícula biliar e o relaxamento do esfíncter para liberação da bile dentro do intestino grosso. A bile é composta por três substâncias o colesterol, os sais biliares e lecitina, juntos em quantidades proporcionais mantêm a bile em estado líquido. Quando o colesterol e sais biliares são produzidos em excesso pelo fígado por alguma razão ocorre à precipitação desta substância formando pequenos grânulos e esses dão inicio as pedras. (JANICE BOUDY et al, 2004)

A bile auxilia na emulsificação (clivagem) das gorduras, absorção dos ácidos graxos, colesterol e outros lipídeos do intestino delgado e na excreção da bilirrubina conjugada do fígado, a secreção da bile é um processo contínuo. A bile flui da vesícula biliar conectada ao lado do canal do colédoco, grande parte do líquido e dos eletrólitos da bile é reabsorvida pela mucosa da vesícula retornando ao sangue. Isso produz a concentração por cerca de 12 vezes sais biliares, colesterol e bilirrubina nenhum dos quais pode ser reabsorvidos e permite que a vesícula que possui o volume máximo de cerca de 50 ml possa acomodar os componentes ativos esses sais estão presentes na secreção hepática total de um dia de bile. Os cálculos biliares são causados principalmente pelo produto de excreção gorduroso, o colesterol que é excretado na bile. O colesterol é relativamente insolúvel, mas é nas condições normais mantido em solução por atração física com os sais biliares. Muitas vezes a água ou sais biliares são absorvidos em demasia da bile vesicular. Nessas condições o colesterol não mais fica em solução, começam a precipitar cristais de colesterol e que crescem o que forma os cálculos Algumas vezes esses cálculos podem encher toda a vesícula.( SANDRA M. NETTINA,2003).

Um método para a prevenção da formação de cálculos biliares é a dieta pobre em gordura, visto que o colesterol é formado pelo fígado em grandes quantidades em resposta ao teor de gordura na dieta. Uma vez tendo ocorrido de cálculo o tratamento usual é a remoção da própria vesícula junto com os cálculos A ausência da vesícula não modifica muito a digestão da gordura, pois a bile continua a ser excretada para o intestino, embora passe a fluir para ele de modo quase continuo ao invés de periodicamente. Os cálculos ou cristais geralmente se formam na vesícula biliar a partir dos constituintes sólidos da bile e variam muito no tamanho e se depositam no interior das vias biliares, quando os cálculos biliares localizam-se na vesícula essa condição é denominada colelitíase e pode causar todos os distúrbios associados à formação de cálculos. (BARBARA, T.K; E.N,2005).

A maioria dos cálculos biliares permanece assintomática durante longos períodos na vesícula biliar e somente quando ocorre obstrução é que o individuo apresenta dor. Existem dois tipos de cálculos biliares aqueles compostos predominantemente de pigmento e aqueles compostos principalmente de colesterol. Os cálculos dos pigmentos formam-se provavelmente quando os pigmentos não conjugados na bile precipitam para formar os cálculos e esses contribuem com cerca de 1/3 dos casos e aumenta o risco nos pacientes com cirrose. Os cálculos de pigmentos não podem ser dissolvidos e devem ser removidos por meio cirúrgico, e ocorrem quando a bilirrubina livre se combina com o cálcio, estima-se que 25 milhões de pessoas possuem cálculo biliar e descobre-se que cerca de um milhão de novos casos são descobertos a cada ano. (JANICE BOUDY et al, 2004).

Os cálculos de colesterol contribuem para a maior parte dos casos restantes de doenças da vesícula biliar. O colesterol é um constituinte normal da bile, é insolúvel em água, sua solubilidade depende dos ácidos biliares existe uma síntese diminuída de ácidos biliares a síntese aumentada de colesterol precipita para fora da bile para formar os cálculos. A bile saturada de colesterol predispõe á formação de cálculos e atua como um irritante, produzindo alterações inflamatórias na vesícula. A incidência de formação de cálculos aumenta em usuários que fazem uso de contraceptivos orais, estrogênio, clofibrato, além disso, a formação de cálculo ainda é desconhecida, porém o metabolismo anormal do colesterol e dos sais biliares certamente desempenha papel importante. (BRUNNER & SUDDARTH, 2002).

COLELITÍASE

È uma doença na qual corpo cristalino é formado dentro do corpo por concreção dos componentes normais ou anormais da bile.As pedras de colesterol geralmente são verdes, mas são às vezes amarelas ou brancas e são geralmente cerca de 80% das pedras da vesícula biliar. Elas são feitas primariamente de colesterol.As pedras pigmentadas são pedras escuras e pequenas feitas de bilirrubina e sais de cálcio que são encontrados na bile. Elas contribuem com os 20% restantes das pedras da vesícula biliar. Os fatores de risco para as pedras pigmentadas incluem cirrose, infecções do trato biliar e disturbios de células sanguíneas hereditários, como a anemia falciforme (sickle cell anemia). Pedras de origem mista também podem ocorrer.( SANDRA M. NETTINA, 2003).

Os cálculos podem ocorrer em qualquer lugar dentro da árvore biliar, incluindo a vesícula biliar e o ducto biliar comum. A obstrução do ducto biliar comum é a coledocolitíase; a obstrução das saídas do sistema pancreático exócrino pode causar pancreatite. A colelitíase é a presença de pedras na vesícula biliar — cole- significa "vesícula biliar", liti significa "pedra", e -ase significa "processo".Os cálculos podem variar de tamanho e podem ser pequenos como um grão de areia e grandes como uma bola de golfe. A vesícula biliar pode desenvolver uma única pedra, frequentemente grande, ou muitas pedras pequenas, até mesmo uma centena.As pedras de vesícula biliar são um produto valioso no processamento de refeições, podendo ser usada com propostas afrodisíacas na medicina herbal de algumas culturas. A colelitíase é a presença de cálculo ou concreção pétrea no interior da vesícula biliar. A colelitíase é mais comum no sexo feminino, no obeso e nas pacientes com gestações múltiplas. Como principal sintoma pode ocorrer a dor tipo cólica em hipocôndrio direito após alimentação gordurosa ou simplesmente um desconforto abdominal após as refeições.(BARBARA, T.K; E.N, 2005).

Os cálculos biliares quanto a sua composição podem ser:

  • de Colesterol (10 a 15%)

  • de Pigmentos (biliares) (5 a 10%)

  • de Carbonato de Cálcio (raros)

  • Mistos, os mais freqüentes (aproximadamente 80%)

FATORES DE RISCO

Os riscos são maiores em pacientes com má absorção de sais biliares com doença GI, fístula biliar, íleo paralítico, carcinoma de vesícula biliar ou nos que sofreram ressecação íleal.

  • Dieta rica em calorias e colesterol associada á obesidade

  • Níveis elevados de estrogênio devido ao uso de anticoncepcionais orais

  • Multiplas gestações

  • Terapia de reposição hormonal

  • Obesidade

  • Diabetes mellitus, distúrbios hemolíticos, doença hepática

  • Coledocolitíase

  • pancreatite

ETIOLOGIA

Houve muito progresso no entendimento do processo de formação das pedras na vesícula biliar. Os pesquisadores acreditam que ela é causada por uma combinação de fatores, incluindo química corporal herdada, peso corporal, mobilidade da vesícula biliar, e talvez dieta. Adicionalmente, pessoas com Protoporfiria eritropoiética possuem um risco maior de desenvolver colelitíase. Cálculos de colesterol se desenvolvem quando a bile contém muito colesterol e não possui sais biliares suficientes. Além da alta concentração de colesterol, dois outros fatores parecem ser importantes para causar a colelitíase. O primeiro é com que freqüência e quão bem a vesícula biliar se contrai; o esvaziamento incompleto e infreqüente da vesícula biliar pode fazer com que a bile se torne muito concentrada e contribui para a formação dos cálculos. O segundo fator é a presença de proteínas no fígado e bile que ajudam a promover ou inibir a cristalização do colesterol em pedras na vesícula biliar. Além disso, níveis aumentados do hormônio estrógeno como resultado de uma gravidez, terapia hormonal, ou o uso de pílula contraceptiva oral, podem aumentar os níveis de colesterol na bile e também diminuir o movimento da vesícula biliar, resultando na formação dos cálculos.Não foram provadas relações claras entre a dieta e a formação dos cálculos. Entretanto, dietas pobres em fibras, com altos níveis de colesterol e com alto teor de amido já foram sugeridas como contribuintes para a formação dos cálculos na vesícula biliar. Outros fatores nutricionais que podem aumentar o risco de colelitíase são perda rápida de peso, constipação, pequeno número de refeições por dia, pequena ingestão de peixes e pequenas doses ingeridas de folato, magnésio, cálcio e vitamina C. (J Am Coll Nutr 1997 Feb;16(1):88-95). Por outro lado, café, vinho, peixe e pães podem ajudar a diminuir o risco de colelitíase. Eur J Gastroenterol Hepatol 1996 June;8(6):585-93. (GAYTON, 2002).

MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS

Os cálculos biliares podem ser silenciosos, não produzindo dor e gerando apenas sintomas GI brandos.Tais cálculos podem ser detectados acidentalmente durante outras cirugias ou avaliação para problemas não correlatos, os pacientes com doença da vesicula biliar podem apresentar dois tipos de sintomas que são gerados pela própria doença e aqueles provocados pela obstrução da passagem da bile por um cálculo biliar. Geralmente o cliente relata inicio súbito de dor persistente incômoda e grave no quadrante superior direito do abdome. Ele pode dizer que essa dor irradia-se para as costas, entre as omoplatas. Esse tipo de dor é conhecido como cólica biliar é o sintoma mais característico da doença da vesícula Em geral a dor é grave a ponto de levar o cliente a procurar o setor de emergência, essa cólica pode ser provocada por cálculos biliares caracterizada de dor contusa intensa e contínua ou sensação de pressão no epigástrio inicia de forma repentina e persite por uma há três horas até que o cálculo retrocede para dentro da vesicula ou é eliminado através do canal cístico. (BRUNNER & SUDDARTH, 2002).

Em muitos casos o cliente relata que a crise começou depois da ingestão de refeição gordurosa ou volumosa, depois de um período de jejum prolongado. Além disso também pode relatar nauseas, vômitos, calafrios e febre baixa. Esse surto de cólica biliar é provocado pela contração da vesicula biliar, a qual não pode liberar a bile por causa da obstrução pelo cálculo. Quando a vesícula biliar é distendida, seu fundo entra em contato com a parede abdominal, isso produz desconforto acentuado na quadrante superior direito á inspiração profunda palidez e sudorese são alguns sintomas que podem aparecer. A icterícia ocorre em alguns pacientes com doenças da vesícula biliar e em geral acontece com a obstrução do duto biliar comum. A bile não mais é transportada para o duodeno, é absorvida pelo sangue dando a pele e mucosas uma coloração amarelada. Isso frequentemente acompanhado por prurido na pele, a excreção do pigmento biliar pelos rins confere uma coloração muito escura a urina as vezes não mais tintas com os pigmentos biliares ficam acinzentadas. A obstrução do fluxo biliar também interfere com a absorção das vitaminas lipossolúveis A,D, E e k. Quando o cálculo biliar é deslocado e não mais obstrui o ducto cístico, a vesicula biliara drena e o processo inflamatório diminui depois de um período relativamente curto. Quando a vesícula continua a obstruir o duto pode sobrevir o abcesso, a necrose e a perfuração.(SANDRA M. NETTINA,2003)

QUADRO CLÍNICO:

MAIORIA É ASSINTOMÁTICA SINTOMA MAIS FREQUENTE É DOR

  1. Contínua, por isso é dor biliar e não cólica biliar;

  2. Aparecimento rápido;

  3. Forte intensidade;

  4. Duração de 30 min a poucas horas;

  5. Hipocôndrio direito e epigástrico esquerdo pode se irradiar para região dorsal;

  6. Acompanhada de náuseas e vômitos;

  7. Pode aparecer a qualquer hora do dia;

  8. Variável (de 1 episódio por ano a vários em 1 semana);

  9. Causada por obstrução do ducto cístico;

  10. Podem ocorrer ainda desconforto abdominal, intolerância a alimentos gordurosos, flatulências, eructações e dispepsia.

QUADRO CLÍNICO

Dor No Quadrante superior do abdômen, Difere da dor de Colelitíase Por Durar Mais de 6 Horas, Irradiação Para Dorso Contínua E Muito Severa, Anorexia, Náuseas E Vômitos

Grande parte dos portadores de colelitiase são assintomáticos.

  • Os pacientes sintomáticos podem apresentar dor na parte superior e central do abdome (região epigástrica) ou no quadrante superior direito do abdome.

  • Na cólica biliar a dor costuma iniciar-se subitamente e termina gradativamente.

  • A dor geralmente é intensa, contínua, com períodos de exacerbação, as vezes irradiando para as costas.

  • É freqüente a presença de náuseas e vômitos.

  • Devido a localização e irradiação da dor, pode ser confundida com problemas do estômago, renais, cardíaco ou até mesmo da coluna vertebral.

AVALIAÇÃO CLÍNICA

Durante a crise o médico observa se o doente apresenta dor grave, detecta palidez, sudorese, exaustão, na palpação senti-se taquicardia mostra hipersensibilidade sobre a vesícula biliar que se acentua durante a inspiração na auscuta pode-se comprovar redução dos ruídos perístalticos.( DEBORA A. ANDRIS et al, 2006).

AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA

Ultrasonografia e as radiologias detectam os cálculos, radiologias simples de abodome mostram o cálculo, ultrasonografia da vesícula biliar confirma doagnóstico da colelitíase na maioria dos clientes, a colecistografia oral confirma apresença de cálculo embora esse exame esteja sendo substituído pela ultrasom, cintilografia da vesícula biliar com ácido iminodiacético marcado com tecnécio indica obstrução do ducto cístico, a colangiografia transepática percutânea exame realizado sobre controle radioscópico confirma o diagnóstico de icterícia obstrutiva e mostra os cálculos nos ductos, os exames de sangue podem mostrar os níveis séricos de leucocitose de 9 a 13mil, normal, 15.000/mm3 ou mais e as da complicações fosfatase alcalina e transaminases, aumentadas assim como a amilase e a bilirrubinas,mais de 4 mg/dl que indica coledocolitíase. (CELMO, CELENO PORTO, 2004).

DIAGÓSTICO DIFERENCIAL

Úlcera perfurada, pancreatite, apendicite aguda, Hepatite aguda, cálculo renal/ureteral, Pneumonia LID, infarto pulmonar, pleurite basal, Pielonefrite à direita, Abscesso hepático, diverticulite, Periepatite gonocócica (Fitz-Hugh e Curtis, 2004)

TRATAMENTO MÉDICO

Quando os cálculos na vesícula biliar causam epsódios recorrentes de dor, o médico pode recomendar a remoção da vesícula biliar, pois não acareta deficiências nutricionais e não são exigidas restrições alimentares Aproximadamente 1 em cada 5 individuos são submetidos a colecistectomia. A cirurgia é eletiva é recomendada se o cliente tiver sintomas a uma frequência suficiente para interferir na sua rotina habitual, se ele desenvolver alguma complicação devido a presença dos cálculos biliares. Muitas das condutas não cirurgicas inclui litrotripsia e a dissolução dos cálculos ou sejam são proporcionadas soluções temporárias para os problemas associados as pedras: Colecistectomia aberta ou laparoscópica, coledoscopia para exploração do canal biliar comum, colocação de um tubo T(kerr) afim de cumprimir o acesso para dentro da árvore biliar no período pós operatório, terapia oral com ácido quenodeoxicólico, ácido ursodeoxicólico ou uma combinação de ambos para diminuir o tamanho dos cálculos biliares para dissolver as pedras menores, terapia IV através de cateter biliar transepático percutâneo. Se os cálculos biliares forem radiotransparentes e constituirem total ou parcialmente o cliente pode ser candidato á terapia de dissolução. Durante as crises agudas, os farmacos utilizados são narcóticos para aliviar a dor, antiespasmódico, anticolinérgicos para relaxar os musculo liso e diminuir o tônus e espasmo no ducto cístico e antiemético para atenuar as náuseas e vômitos. Os requisitos nutricionais são considerados se estiver regular há necessidades de fornecer glicose EV para auxiliar na cicatrização da incisão cirurgica, além disso o paciente deve ser informado sobre a inserção de sonda nasogástrica e aspiração e podem ser necessárias no pós operatório imediato. Sendo assim se o tratamento farmacológico é usado como medida terapêutica de suporte, mas se mesmo assim não se conseguir controlar a doença biliar é necessário então a retirada da vesícula que recebe o nome de colecistectomia a qual ajuda a recuperar o fluxo biliar do fígado para o intestino delgado uma das formas citadas anteriormente. A colecistectomia pode ser realizada de duas formas: Colecistectomia convencional: Realizada sob anestesia geral e é feita através de uma incisão (corte) na parede superior direita do abdome.Colecistectomia vídeo laparoscópica: Realizada também com anestesia geral e Esse procedimento é realizado por meio de uma pequena incisão, a cavidade abdominal é insuflada com dióxido de carbono para ajudar na inserção do laparoscópio e o cirurgião pode visualizar o sitema biliar por meio de uma câmara presa ao aparelho o que permite a visão intra abdominal seja transmitida por um monitor de televisão. O procedimento cirurgico tradicional pode ser necessário caso sejam encontrados problemas durante o procedimento laparoscópico. A vantagem do procedimento laparoscópico é que o paciente não vivencia o ílepo paralítico que ocorre com a cirurgia abdominal aberta e o paciente sente menos dor no período pós operatório. O tratamento da colelitíase não complicada resume-se à colecistectomia (extração da vesícula biliar juntamente com os cálculos), podendo ser realizada a cirurgia por videolaparoscopia ou pela técnica aberta convencional.O tratamento clínico tem baixíssima resolução e grande número de complicações, sendo reservado para aqueles pacientes que não apresentam condições cirúrgicas.

O tratamento é feito através de dieta sem gordura, administração de comprimidos de ácido ursodeoxicólico e antiespasmódicos. A grande maioria dos pacientes submetido a colecistectomia vídeo laparoscópica não fica mais que 24 horas internado no hospital. Em alguns casos o paciente é operado no começo da manhã, podendo ser liberado na noite do mesmo dia. Em média pode-se voltar as atividades plenas em 7 dias. É claro que depende do que se faz . Se o paciente tem um trabalho que exige grande ou médio esforço , o habitual é retornar as atividades em 3 a 4 semanas. A cirurgia de vesícula é uma cirurgia abdominal e portanto um pouco de dor pós-operatória você deverá ter. Náuseas e vômitos podem ocorrer nas primeiras 12 horas. O médico de ficar ciente Apresentar febre constante (acima de 38oC), começar a ficar com a pele ou os olhos amarelos ,tiver náuseas e vômitos sangrar a ferida operatória continuamente, aumento da dor abdominal ou o abdômen inchar,tiver calafrios, tosse persistente ou respiração curta, dificuldade deglutir líquidos ou sólidos após o período normal de recuperação, mostrar secreção pela ferida operatória. Uma vez que a dieta líquida é bem tolerada ou não haja vômitos, o paciente poderá receber alta no dia seguinte. Sair da cama já no pós-operatório é permitido e estimulado. Na manhã seguinte os curativos podem ser retirados e o paciente tomar banho. Em geral a recuperação é gradual e progressiva. Deve-se sempre estar melhor no dia seguinte. Em uma semana deve retornar para retirar os pontos.

I - O tratamento de eleição da litíase vesicular (sintomática) é a cirurgia (colecistectomia). A conduta em pacientes assintomáticos ainda é controversa, onde muitos argumentam que não devem ser operados, exceto aqueles que possuem cálculos com mais de 2cm de diâmetro. Constituem exceções à cirurgia os pacientes com elevado risco operatório ou com pouca expectativa de vida.

II - Apesar de ser uma cirurgia simples e comum, esta deve ser realizada por cirurgião experiente e que saiba abordar a via biliar quando necessário.

III - A cirurgia pode ser realizada pelo método tradicional, existindo diferentes opções de incisões (longitudinais, transversais ou oblíquas) e tamanhos variados de acordo com a preferência do cirurgião, biotipo do paciente e dificuldade do caso.

IV- Atualmente a maioria das cirurgias é realizada por Videolaparoscopia independente da gravidade do caso. Além da vantagem estética (cicatrizes mínimas ou imperceptíveis), possibilita um curto período de internação e uma rápida recuperação, não necessitando afastamento prolongado do trabalho e das atividades físicas.

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