Atenção à saúde da mulher

Atenção à saúde da mulher

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•Um processo de reorganização da

Atenção Básica a

Saúde que tenha por referência o acesso e a eqüidade, implica intenso trabalho, em várias vertentes e movimentos.

•Dois desses movimentos assumem papel de destaque, neste momento de reestruturação da rede, na cidade de São Paulo:

a capacitação dos profissionais e das equipes de trabalho para fazer que faça diferença;

a disponibilizaçãode instrumentos de apoio ao processo de trabalho dessas equipes, desses sujeitos responsáveis pela atenção prestada à população.

•Em 2001, a Secretaria Municipal de

Saúde decidiu investir nessa direção. Na oportunidade a

Coordenação do Programa Saúde da Família identificou a necessidade de subsidiar a prática dos profissionais da rede e elaborou, de forma participativa, os primeiros protocolos, entre os quais os

Protocolos de Enfermagem na

Atenção à Saúde do Adulto,

Atenção à Saúde da Criança e Atenção à Saúde da Mulher.

. Em 2004, após a caracterização geral da rede de Atenção Básica do Município, verifica-se que essa necessidade é ainda mais premente.

•Neste contexto, promove-se uma 3ª edição desses importantes protocolos, atualizados através de cooperação inter institucional, os quais, espera-se, que contribuíam para a organização do trabalho nas Unidades Básica de

Saúde e acompanhe a travessia para o cumprimento dos compromissos do Sistema Único de Saúde com os paulistanos.

Joana Azevedo da Silva Coordenação da Atenção Básica de PSF

1 -INTRODUÇÃO

•A Atenção Básica tem, entre suas propostas, a execução das atividades programáticas voltadas da saúde das mulher nas diferentes fases do ciclo de vida.

•As ações programáticas realizadas pelas(os) enfermeiras(os), com enfoque na mulher gestante, consistem em um conjunto de atividade assistenciais e educativas que se iniciam pelo acompanhamento da gestante e família, na visita domiciliar, nos grupos educativos e na consulta de enfermagem.

•A detecção precoce da gravidez e o início das ações voltadas ao pré- natal garantem a melhoria na qualidade de assistência a mulher.

1 -INTRODUÇÃO

•Um dos objetivos da assistência à mulher no período pré-natal é, o de escolher a gestante desde o período inicial da gravidez assistindo-a em todos os estágios de mudanças físicas e emocionais, além de intervir na redução dos índices de morbimortalidadematerna e perinatalbem como o de ampliar o conhecimento dos seus direitos como mulher trabalhadora.

•A(o) enfermeira(o) tem como uma das suas atribuições realizar ações que levem à promoção, prevenção e recuperação da saúde em todas as fases do ciclo de vida.

1 -INTRODUÇÃO

•Visando a organização das ações da(o) enfermeira(o), assegurada pela LEP 7498/86 e reafirmadas pela Resolução COFEN nº271/2002, um grupo de enfermeiras do PSF da capital de

São Paulo, indicadas no seminário promovido pela Coordenação do Programa Saúde da

Família, elaboraram o presente à assistência da mulher na gestação, durante o pré-natal e no puerpério, procurando instrumentalizar o profissional e proporcionar qualidade no atendimento.

2 -FLUXOGRAMA PARA DIAGNÓSTICO DE GRAVIDEZ E ACOMPANHAMENTO DO PRÉ-NATAL

*Inclusive para as mulheres da área adscrita que realizam pré-natal em instituições conveniadas.

2 -FLUXOGRAMA PARA DIAGNÓSTICO DE GRAVIDEZ E ACOMPANHAMENTO DO PRÉ-NATAL

1.Todo pré-natal normal pode tornar-se de médio ou alto risco. O pré-natal tardio deverá passar em CE imediata e agendar CM subsequente, de acordo com a idade gestacional.

2. O fluxograma apresentado é um indicativo de como a UBS deve organizar suas ações para atender a mulher no momento da gestação. Cabe ao gerente da unidade e a coordenadoria de saúde, organizar um sistema de referência que permita o acesso da gestante aos serviços de referência.

3. investigar o desejo da gravidez antes da realização do exame e, se necessário, solicitar o apoio da equipe no momento do “aconselhamento”.

4. A avaliação do risco é realizada O auxiliar de enfermagem deverá a cada consulta, permitindo que se identifique problemas que necessitam de atendimento com especialista, em qualquer fase da gestação.

3 -EXAMES DE ROTINA PARA INICIAR O PRÉ-NATAL

Anotar em prontuário o resultado do BHCG e/ou teste imunológico de gravidez (Pregnosticon) e a solicitação dos exames necessários para o início do pré-natal, que estão relacionados abaixo

•No caso de RH negativo comprovado solicitar

Coombs indireto; se negativo, repeti-lo a cada 04 semanas, a partir da 24ª semana. Quando o Coombs for positivo, referir ao pré-natal de alto risco. •Hemograma Completo

•Urina I

•Glicemia de Jejum

•Sorologia para toxoplasmose (IgG e Igm)

3 -EXAMES DE ROTINA PARA INICIAR O PRÉ-NATAL

•Sorologia para HIV (após esclarecimento e concordância verbal da mulher) •Sorologia de Hepatite B (HbsHg e AntiHBe)

•Sorologia para Rubéola

•Sorologia para Lues (VDRL)

•Tipagemsanguínea (ABO) com fator Rh (no caso de Rh negativo comprovado solicitar Cooms Indireto). No caso de Rh negativo comprovado solicitar Coombs

Indireto; se negativo repeti-lo a cada 4 semanas, a partir da 24ª semana. Quando o Coombs for positivo, referir ao pré natal de alto risco.

4 -ROTEIRO PARA PRIMEIRA CONSULTA DE ENFERMAGEM

A primeira consulta do pré-natal tem como objetivo:

•acolher a mulher respeitando sua condição emocional em relação à atual gestação, buscando esclarecer suas dúvidas, medos, angústias ou simplesmente curiosidades em relação a este novo momento em sua vida;

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