NBR 10719 - Apresentação de Relatórios Técnicos

NBR 10719 - Apresentação de Relatórios Técnicos

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ABNT-Associação Brasileira de Normas Técnicas

Palavras-chave: Documentação. Relatório técnico-científico9 páginas

Apresentação de relatórios técnicocientíficos

NBR 10719AGO 1989

Origem: ABNT - 14:002.02-001/1984 (NB-887) CB-14 - Comitê Brasileiro de Finanças, Bancos, Seguros, Comércio, Administração e Documentação CE-14:002.02 - Comissão de Estudo de Publicações Científicas NBR 10719 - Documentation - Presentation of scientific and technical reports - Procedure Descriptors: Documentation. Scientific and technical report Esta Norma foi baseada nas ISO-DIS 5966, BS 4811:1972 e ANSI Z39.18-1974

Procedimento

SUMÁRIO 1 Objetivo 2 Documentos complementares 3 Definições 4 Estrutura do relatório 5 Preliminares ou pré-texto 6 Texto 7 Pós-liminares ou pós-texto 8 Reprodução e impressão

1 Objetivo

1.1 Esta Norma fixa as condições exigíveis para a elaboração e a apresentação de relatórios técnico-científicos. Trata exclusivamente de aspectos técnicos de apresentação, não incluindo questões de direitos autorais.

1.2 Conquanto não sejam objeto desta Norma outros tipos de relatórios (administrativos, de atividades, etc.), é opcional sua aplicação, quando oportuna. Neste caso, os documentos devem sujeitar-se, tanto quanto possível, ao disposto nesta Norma.

1.3 Outros documentos, como livros, folhetos, teses etc., devem sujeitar-se a normas específicas.

2 Documentos complementares Na aplicação desta Norma é necessário consultar:

Decreto 79.099 de 06 de janeiro de 1977

CONMETRO - Resoluções nºs 1 e 12/8 de 12 de outubro de 1988

NBR 5339 - Papel e cartolina - Formatos e pesos - Padronização

NBR 6023 - Referências bibliográficas - Procedimento

NBR 6024 - Numeração progressiva das seções de um documento - Procedimento

NBR 6027 - Sumário - Procedimento NBR 6028 - Resumos - Procedimento

NBR 6029 - Apresentação de livros e folhetos - Procedimento

NBR 6822 - Preparo e apresentações de normas brasileiras - Procedimento

3 Definições

Para os efeitos desta Norma são adotadas as definições de 3.1 e 3.2.

3.1 Relatório técnico-científico

3.1.1 Documento que relata formalmente os resultados ou progressos obtidos em investigação de pesquisa e desenvolvimento ou que descreve a situação de uma questão técnica ou científica. O relatório técnico-científico apresenta, sistematicamente, informação suficiente para um leitor qualificado, traça conclusões e faz recomendações. É estabelecido em função e sob a responsabili-

2NBR 10719/1989 dade de um organismo ou de pessoa a quem será submetido.

3.1.2 Em geral, constitui um elemento de um conjunto e traz, normalmente, um número que identifica tanto o relatório quanto o produtor, distribuidor ou organismo responsável.

3.2 Classificação de segurança

3.2.1 Grau de sigilo atribuído ao relatório técnico-científico, de acordo com a natureza de seu conteúdo, tendo em

3.2.2 A necessidade de dar a um relatório tal classificação deve ser avaliada mediante estimativas dos prejuízos que a divulgação não autorizada pode causar aos interesses da entidade responsável.

3.2.3 Todos os órgãos, privados ou públicos, que desenvolvam pesquisa de interesse nacional (de conteúdo sigiloso), estão obrigados a providenciar a classificação adequada, de acordo com as prescrições do regulamento para salvaguardar de assuntos sigilosos (Decreto 79.099, de 06/01/7).

4 Estrutura do relatório

Para os fins desta Norma, um relatório técnico-científico compreende as seguintes partes:

a)preliminares ou pré-texto (incluindo primeira e segunda capas); c)pós-liminares ou pós-texto (incluindo terceira e quarta capas).

4.1 Disposição e seqüência

Os elementos que integram as três partes fundamentais do relatório técnico-científico devem ser apresentados na seguinte ordem (ver Figura 1):

-folha de rosto (ou ficha de identificação do relatório);

- prefácio (apresentação);

- resumo;

-lista de símbolos, unidades, abreviaturas, etc.;

-lista de ilustrações;

- sumário;

- desenvolvimento;

-conclusões e/ou recomendações; c) pós-liminares ou pós-texto: - anexos;

- agradecimentos;

- referências bibliográficas;

- glossário;

- índice(s);

-ficha de identificação do relatório;

-lista de destinatários e forma de acesso ao relatório;

-terceira e quarta capas. 4.2 Numeração de volumes

Quando um relatório apresenta grande número de páginas, para facilitar seu manuseio, deve ser dividido em duas ou mais unidades, sob o mesmo título (ver 4.3). Estas unidades serão identificadas pela expressão “volume” (ou abreviatura v.), seguida do algarismo arábico cor-

4.3 Numeração de partes

Quando vários relatórios são elaborados dentro de um mesmo projeto, é freqüente reuni-los sob um mesmo título comum, identificando cada relatório como parte separada do conjunto com seu próprio subtítulo. Estas partes serão identificadas por uma seqüência de algarismos arábicos

4.4 Numeração de edições

Quando diversas edições (revisões, versões, etc.) de um relatório ou de suas partes são publicadas, devem ser identificadas e numeradas como tal. O número da edição deve figurar no anverso da folha de rosto ( não se enumera a primeira edição). No caso de reimpressão, deve ser indicada a sua data.

4.5 Numeração de seções

4.5.1 O texto do trabalho constitui a parte central do relatório, via de regra a mais longa, e, por isso, necessita de uma divisão mais detalhada de seções.

4.5.2 Deve-se dividir o corpo do relatório em seções numeradas através da utilização da numeração progressiva, aplicando-se as disposições das NBR 6024 e NBR 6822.Por exemplo:reservado, secreto, confidencial, etc.Por exemplo:v.1, v.2, v.3, etc.Por exemplo:Relatório da aplicação do sistema de transporte hidroviário urbano da Cidade de Santos.

Parte 1: Análise do sistema atual. Parte 2: Determinação da demanda futura.

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Preliminares (ou pré-texto)

PartesElementos integrantesExemplo de numeração

Capa (primeira e segunda) Folha de rosto (ou ficha de identificação) Prefácio ou apresentação* Resumo Lista de símbolos, abreviaturas ou convenções Lista de ilustrações Sumário

Conclusões e/ou recomendaçõesÚltima seção

Figura 1

FigurasFigura 2 Figura 3

Ilustrações

Tabela 1

TabelasTabela 2

Tabela 3 ...

Anexos A

Referências bibliográficasB.2 B.2.1
Índice(s)*
Capa (terceira e quarta)Figura B

Agradecimentos* B B.1 Glossário* B.3 B.2.2 Ficha de identificaçãoB.1 (Anexo B) Lista de destinatários*FigurasFigura B.2

IlustraçõesTabela B.1 (Anexo B)

Tabela B

TabelasTabela B.2

Texto Pós-liminares (ou pós-texto) çando pela introdução, a qual deve iniciar o texto do relatório em página ímpar (página 1), após o sumário. A numeração seqüencial de páginas continua até o final do relatório.

4.6.2 Quando os relatórios forem publicados, devem ser impressos frente e verso, evitando-se páginas em branco.

4.5.3 Os títulos devem ser impressos de forma a sobressair

4.6 Numeração de páginas

4.6.1 As páginas do relatório devem ser numeradas seqüencialmente através de algarismos arábicos, come-

Nota: Os itens marcados com um asterisco (*) são considerados elementos complementares (opcionais).

Figura 1 - Estrutura do relatório técnico-científicoPor exemplo:seção primária - 3 INSTRUMENTAÇÃO E CALIBRAÇÃO seção secundária - 3.1 Equipamento seção terciária - 3.1.1 Medidor de deformação: torquímetro

4NBR 10719/1989

Caso existam, devem ser contadas (embora não numeradas) de tal forma que as páginas de frente tragam sempre os números ímpares.

4.6.3 Os números de identificação das páginas devem ser colocados em evidência, sempre no mesmo lugar em cada página do relatório, ou seja, no canto superior direito (nas páginas ímpares) e esquerdo (nas páginas pares).

5 Preliminares ou pré-texto

Para os efeitos desta Norma são considerados elementos preliminares os itens de 5.1 a 5.8.

5.1 Primeira capa

5.1.1 Proteção externa do trabalho, que reúne um conjunto de informações sobre o relatório.

5.1.2 Os elementos de identificação que aparecem na primeira capa devem ser claros, concisos e específicos para um bom entendimento, facilitando a consulta e dando informação imediata sobre a apresentação do trabalho.

5.1.3 A informação essencial, a ser dada na primeira capa, inclui:

a)nome e endereço do organismo responsável (autoria); b)número do relatório; ISSN (no caso de relatórios que serão publicados); c)título e subtítulo; d)data (mês e ano); e)classificação de segurança, quando necessário.

5.1.4 Qualquer informação complementar deve aparecer na segunda capa (também conhecida como contracapa), quando necessário. Consideram-se informações complementares:

b)informações sobre produção gráfica: criação, arte final, diagramação, etc.

5.1.5 Se o relatório possuir uma lombada grossa, que permita impressão legível, nela devem figurar:

a)nome do autor ou sigla da instituição responsável; b)título do relatório; c)elemento de identificação (número do relatório). 5.2 Falsa folha de rosto

5.2.1 É opcional a existência de uma falsa folha de rosto, a qual deve conter apenas o título do trabalho no anverso.

5.2.2 A falsa folha de rosto antecede a folha de rosto; a sua existência não exclui a folha de rosto, principal elemento de identificação do relatório.

5.3 Folha de rosto

5.3.1 É essencial a qualquer documento e deve ser a fonte principal de identificação; por conseqüência, deve figurar logo após a primeira capa (ou após a falsa folha de rosto, quando houver).

5.3.2 É freqüente a utilização da própria folha de rosto como capa, incluindo-se também, neste caso, as informações próprias da primeira capa. Eventualmente a folha de rosto poderá ser substituída pela ficha de identificação (conforme 7.6).

5.3.2.1 Quando ambas existirem (capa e folha de rosto), as informações dadas na primeira capa e repetidas na folha de rosto devem aparecer em posições similares.

5.3.3 Para trabalhos divididos em partes, cada parte deve conter sua própria folha de rosto.

5.3.4 Os elementos essenciais de identificação que figuram no anverso da folha de rosto são:

e)nome(s) do(s) responsável(is) pela elaboração e respectivos títulos e/ou filiação científica;

5.3.5 No verso da folha de rosto devem aparecer informações complementares à identificação do relatório, como:

a)informações sobre direitos autorais e autorização para reprodução; b)associação do trabalho com outros, vínculos com outros projetos, contratos, etc.

5.4 Prefácio

O prefácio (ou apresentação) é constituído por esclarecimento, justificação e/ou apresentação do documento. Via de regra, é elaborado por outra pessoa que não o autor e seu uso deve ser restrito a relatórios a serem publicados (ver NBR 6029).

5.5 Resumo

5.5.1 Condensação do relatório, que delineia e/ou enfatiza os pontos mais relevantes do trabalho, resultados e conclusões.

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5.5.2 Deve ser informativo, dando uma descrição clara e concisa de conteúdo de forma inteligível e suficiente para que o usuário possa decidir se é ou não necessária a leitura completa do trabalho.

5.5.3 Nos relatórios, o resumo deve conter no máximo 500 palavras e sua elaboração deve corresponder ao disposto na NBR 6028.

5.5.4 Na dissertação do resumo, não se utilizam ilustrações.

5.5.5 O resumo deve aparecer em página de frente (anverso).

5.5.6 Em trabalhos de grande vulto, o resumo deve vir na língua original do texto, acompanhado de uma tradução em uma ou mais línguas estrangeiras (inglês, francês, italiano e espanhol, conforme o trabalho assim o exigir e na ordem apresentada).

5.5.7 No caso de um relatório ser dividido em volumes, o resumo deve figurar somente no primeiro volume. Quando em partes, cada uma tem seu próprio resumo.

5.5.8 Por motivo de economia, o resumo pode ser colocado na página de rosto quando não for muito extenso.

5.6 Lista de símbolos e abreviaturas

Elemento preliminar que reúne símbolos e/ou convenções utilizadas no decorrer do texto, com as respectivas significações, a fim de dar ao leitor condições de melhor entendimento do trabalho.

5.7 Lista de ilustrações

Este elemento preliminar destina-se, a exemplo do sumário (ver 5.8), a relacionar as ilustrações existentes no texto, na ordem em que aparecem, com a indicação da página respectiva. É recomendado que sejam feitas listas separadas para cada tipo de ilustração (tabelas e figuras).

5.8 Sumário

5.8.1 Um sumário é recomendado a todo trabalho por menor que seja e sua apresentação deve obeceder ao disposto na NBR 6027.

5.8.2 O sumário deve proceder a parte textual do relatório, sendo o último elemento pré-textual.

5.8.3 No sumário as indicações dos títulos dos anexos aparecem logo após as indicações das seções do texto, seguidas de sua paginação. Na seqüência aparecem as indicações do material de referência, isto é, referências bibliográficas, índices remissivos, glossários, etc.

5.8.4 No caso de um relatório ser encadernado em volumes, o sumário completo deve figurar no primeiro volume.

5.8.5 Quando houver mais de uma parte, cada uma deve ter seu próprio sumário. É recomendado também, para este caso, acrescentar o plano geral, isto é, o conteúdo de todas as partes do trabalho, na última parte.

6 Texto

Parte principal do relatório, que abrange introdução, metodologia, procedimentos experimentais e resultados, conclusão e recomendações. Deve ser dividido em seções e subseções intituladas e numeradas, conforme disposto na NBR 6024, e conter as ilustrações essenciais à clara compreensão das idéias expostas.

6.1 Introdução

6.1.1 Primeira seção do texto, que define brevemente os objetivos do trabalho e as razões de sua elaboração, bem como as relações existentes com outros trabalhos.

6.1.2 A introdução não deve repetir ou parafrasear o resumo, nem dar detalhes sobre a teoria experimental, o método ou os resultados, nem antecipar as conclusões e as recomendações.

6.2 Desenvolvimento

6.2.1 O desenvolvimento do assunto é a parte mais importante do texto, onde é exigível raciocínio lógico e clareza.

6.2.2 Deve ser dividida em tantas seções e subseções quantas forem necessárias para o detalhamento da pesquisa e/ou estudo realizado (descrição de métodos, teorias, procedimentos experimentais, discussão de resultados, etc.).

6.2.3 As descrições apresentadas devem ser suficientes para permitir a compreensão das etapas da pesquisa; contudo, minúcias de provas matemáticas ou procedimentos experimentais, se necessários, devem constituir material anexo.

6.2.4 Todas as ilustrações ou quadros essenciais à compressão do texto devem ser incluídos nesta parte do relatório (ver 6.4).

6.3 Conclusões e/ou recomendações

6.3.1 Nesta seção, devem figurar, clara e ordenadamente, as deduções tiradas dos resultados do trabalho ou levantadas ao longo da discussão do assunto.

6.3.2 Dados quantitativos não devem aparecer na conclusão, nem tampouco resultados comprometidos e passíveis de discussão.

6.3.3 Recomendações são declarações concisas de ações, julgadas necessárias a partir das conclusões obtidas, a serem usadas no futuro.

6.3.4 As conclusões e recomendações constituem uma seção (capítulo) à parte, a qual deve finalizar a parte textual do relatório. Dependendo da extensão, as conclusões e recomendações podem ser subdivididas em várias subseções, tendo em vista manter a objetividade e clareza.

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