Fundamentos da Enfermagem

Fundamentos da Enfermagem

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CAPITULO I – ENFERMAGEM

1 – CONCEITO E EVOLUÇÃO DA ENFERMAGEM

Enfermagem é uma arte e uma ciência que visa o indivíduo como um todo, prestando assistência bio – psico – social. O reconhecimento da enfermagem como arte e bem antigo. Arte é um conjunto de conhecimentos práticos que mostram como trabalhar para conseguir certos resultados. A ciência é um conjunto de conhecimentos baseados em um grande número de fatos cuidadosamente observados, dispostos e classificados de modo a estabelecer determinados princípios e leis.

Atualmente a enfermagem é conceituada por vários pesquisadores como:

“ Um processo ou sistema no que se utilizam métodos, normas e procedimentos específicos, organizados e fundamentados em uma filosofia e objetivos definidos de enfermagem, visando conhecer e atender as necessidades básicas afetadas da pessoa humana”.

A enfermagem em sua evolução passou por três fases distintas: a empírica ou primitiva, a evolutiva e a de aprimoramento. O cuidado de pessoas doentes significava, no geral, grande inconveniência para a sociedade, principalmente assistência aos indivíduos com distúrbios mentais ou doenças contagiosas.

O cuidado com o doente teve inicio na família e posteriormente passou para a responsabilidade dos sacerdotes, feiticeiros, mágicos e médicos antigos.

Na primeira fase, chamada de empírica ou primitiva, não havia profissionais e a assistência prestada aos doentes era praticada por leigos que usavam e abusavam dos mais condenáveis meios de tratamento, pondo em risco a vida daqueles que caiam em suas mãos, não só pela falta de recursos como desconhecimentos adequado para prestarem uma assistência eficiente. As ações das Irmãs de Caridade, na Europa e das diaconisas, na Alemanha, no fim deste período lançaram as bases da enfermagem.

A enfermagem entrou para uma nova fase com a extraordinária personalidade de Florence Nightingale, que contribuiu grandemente para que tal atividade, além de arte, iniciasse tentativas de um progresso cientifico. Isto, aproximadamente na metade do século XIX. A chamada dama da Lâmpada era destemida, brava e ao mesmo tempo suavíssima. Tinha uma grande capacidade de agir e sentir. Era inteligente, culta e seu grande talento elevou á enfermagem, em cinco decênios, de 1854 a 1907 a alcançar elevado conceito, capaz de dignificar uma profissão tão incompreendida combatida.

Foi necessário que se enfrentasse uma guerra para a enfermagem obter as conquistas de que hoje somos favorecidos. Após a sua chegada Guerra Triméia, Florence fundou a escola de Enfermagem do Hospital Saint Tomas, que receberia o nome de escola de Enfermagem Nightingale, onde foram lançadas as bases do ensino de enfermagem, com a preparação das primeiras enfermeiras, que muito tiveram que lutar para conseguir o patrimônio que hoje desfrutamos.

Como sua conseqüência lógica das conquistas da Segunda fase, está ultima representa um elevado privilegio para a enfermagem.

Com o decorrer do tempo, muito se descobriu no campo das ciências físicas, biológicas e sociais, contribuindo, tudo isso, para uma conceituação de prevenção, cura e reabilitação de distúrbios físicos e mentais. Passou então a enfermagem considerar o indivíduo como um centro de cuidados, com atendimento individualizado , visando salientar a inter – relação dos sistemas bio – psico – sócio – espiritual da pessoa humana.

2 – EVOLUÇÃO DA ENFERMAGEM NO BRASIL

Com o descobrimento do Brasil, iniciou-se o exercício da Enfermagem no Pais pelos jesuítas, com atuação preponderante, sobretudo, de Anchieta, missionário intrépido, que juntamente com os demais jesuítas, atendiam ás necessidades urgentes do povo, como catequistas, médicos, enfermeiros e educadores, como objetivos bem direcionados para prevenção e cura. Nesta época começaram a surgir as necessidades básicas, como Hospitais, constituídos pelas Santa Casa de Misericórdia, que, sem duvida, necessitavam de assistência de enfermagem para os clientes ali internados.

Os escravos eram utilizados como voluntários, e muito contribuíram na assistência aos enfermos. Qualquer pessoas podia iniciar – se no cuidado aos clientes e, após pequena experiência, intular – se pratico.

Em 1890, o ensino da Enfermagem começou a Ter doma legal com o Decreto nº 791 de 27 de setembro, criando uma Escola Profissional de Enfermeiros e enfermeiras, para os hospícios e hospitais civis e militares ( Escola Alfredo Pinto).

Em 10 de novembro de 1932, o governo da República aprova o regulamento do :Hospital Geral de Assistência do Departamento Nacional de Saúde Publica e, anexa ao Hospital, a Escola de Enfermeiras do Departamento Nacional de Saúde Publica (Escola Ana Neri ).

1 – HOSPITAL

Palavra de origem do latim “hopes” – hospede, que significa “ lugar em que há pessoas hospedadas” . Foram diversas definições de hospital dadas ao longo dos tempos na tentativa de conceituar mais amplamente possível este ambiente fundamental no restabelecimento da saúde perdida.

“Hospital é a parte integrante de um sistema coordenado de saúde, cuja função e dispensar a comunidade completa assistência medica, preventiva e curativa, inclusive serviços extensivos a família, em seu domicilio e ainda um certo treinamento medico e para – medico, e de pesquisa biossocial”.

Funções

De acordo como a Organização Mundial de Saúde (OMS) agrupou as funções que podem, ser desenvolvidas no hospital, da seguinte forma:

Função restaurativas: diagnóstico, tratamento, reabilitação e emergência.

Função de prevenção: supervisão da gravidez e supervisão do crescimento e desenvolvimento normal da criança e do adolescente, controle das doenças transmissíveis, prevenção das doenças de longa duração. Prevenção da invalidez física e mental, educação sanitária e saúde ocupacional.

Função de ensino, educação e pesquisa: ensino pratico das profissionais de medicina, enfermagem, serviço social, etc., formação de pós-graduação e especialistas, aspectos físicos, psicológicos e sociais da saúde e doença, atividades hospitalares, técnicas e administrativas.

Classificação

Assim como podemos dar diversos conceitos ao hospital, também podemos classificá-lo de diversas formas, tais como:

De acordo com o atendimento, visando o aspecto clinico, o hospital , pode ser: geral e especializado.

Do ponto de vista gerencial, visando o aspecto administrativo pode ser: governamental, federais, municipais e particulares.

De acordo com a localização ou estrutura: horizontal, vertical, monobloco, pavilhonar.

a) De acordo com capacidade:

Pequeno porte: ate 49 leitos Médio porte: de 50 a 199 leitos

Grande porte: de 200 a 499 leitos Porte especial: acima de 500 leitos

De acordo com a permanência da clientela:

Hospital dia Hospital de curta permanência

Hospital de longa permanência Hospital de crônicas

Tipos de Unidade de Saúde

a)Posto de Saúde : é uma unidade de saúde que presta assistência a uma população determinada, estimado em ate 2.000 habitantes,

b)Centro de Saúde: é uma unidade de saúde que presta assistência a uma população determinada, contando com uma equipe interdisciplinar em caráter permanente, com médicos gerneralistas ou especialistas.

c)Unidade Regional de especialidades ( ambulatório de especialidades): é concebido para atender agrupamentos populacionais superiores a 30.000 habitantes.

d)Unidade Mista : é o estabelecimento de saúde destinada a prestar assistência á saúde, em regime ambulatórial e de internação. Deverá estar programada para atender agrupamentos populacionais que não ultrapassam 15.000 habitantes, e em locais onde o centro de saúde/hospital local ou regional é difícil , sendo coordenada pelo centro de saúde.

<!--[if !supportLists]-->e) <!--[endif]-->Hospital Local: é o estabelecimento de saúde destinado a prestar assistência medica em regime de internação e urgência, nas especialidades médicas básicas. Com agrupamentos populacionais com mais de 20.000 habitantes, o hospital local é referencia de internação.

<!--[if !supportLists]-->f) <!--[endif]-->Hospital Regional: é o estabelecimento de saúde destinada e prestar assistência médica em regime de internação e emergência nas especialidades médicas básicas. A população mínima da área não deve ser menor do que 20.000 habitantes.

<!--[if !supportLists]-->g) <!--[endif]-->Hospital Especializado: é o estabelecimento de saúde destinado a prestar assistência médica, em uma só especialidade em regime de internação e de emergência, aos clientes referidos das áreas de menor complexidade do sistema.

2 – INFECÇÃO HOSPITALAR

A infecção hospitalar é aquela que não estava presente e nem em incubação ( se desenvolvendo sem se manifestar, em silencio) no momento em que o cliente internou no hospital. A infecção comunitária é aquela que já estava presente no momento em que o cliente internou no hospital. Pode ate estar em incubação e aparecem os sintomas após a internação.

Portaria n.º 196, de 24 de julho de 1983 – M.S : “ E qualquer infecção adquirida após a admissão do cliente, e que se manifesta no decorrer da sua permanecia no hospital, ou mesmo depois da alta, em alguns casos conduzindo ate a morte, mas sempre relacionada com a hospitalização”.

Tipos de infecções hospitalares

<!--[if !supportLists]-->a) <!--[endif]-->De acordo com o local de instalação: infecção urinarias, infecções cirúrgicas, infecções respiratórias, Sepses.

<!--[if !supportLists]-->b) <!--[endif]-->De acordo com o agente causador:

<!--[if !supportLists]-->- <!--[endif]-->Cruzada: provocada pôr uma cepa que penetra no organismo enfermo com um sistema defensivo gravemente afetado, procedente de um portador ou dos fômites de outros doentes.

<!--[if !supportLists]-->- <!--[endif]-->Superinfecções hospitalar: é um quadro clinico, causado pôr uma nova bactéria que atua como agente continuador do processo infeccioso no qual o doente é portador.

<!--[if !supportLists]-->- <!--[endif]-->Infecções oportunistas: provocada pôr germes não patogênicos de um organismo comprometido.

Suscetibilidade do Hospedeiro

Os seguintes grupos de pessoas estão sob maior riscos de adquirir infecções, independentemente de hospitalares ou comunitárias.

1 – Pessoas nos extremos das faixas etárias, ou seja, recém nascidos e idosos. Os recém nascidos pôr sua imunidade ainda não complemente desenvolvida e os idosos em função de que os diversos sistemas do organismo aos poucos vão reduzindo sua perfeita capacidade funcional.

2 – Condições de imunização

3 - Tipo de doença básica

4 – Efeitos do procedimento de diagnostico e da terapêutica : biópsia, cateterização, aspirações de fluidos, cirurgias , uso de antibióticos, radiações ionizantes.

5 – Clientes com necessidades de drogas imunossupressoras como quimioterapicos e corticoiteróides.

6 – Clientes com determinadas doenças crônica, como diabéticos, leucemicos, Câncer, linfoma ou nefrose

7 – Clientes sob stress.

8 – Clientes com alterações de sua barreira naturais

9 – Clientes com problemas neurológicos afetando suas respostas reflexas.

10 – Clientes desnutridos

11 – Clientes obesos (pôr maior risco para infecção cirúrgicas)

12 – Fumantes ( maior risco para infecções cirúrgicas e respiratórias)

13 – Alcoolismo

14 – Hipogamaglobulinemia

Defesa

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