Prova de concurso

Prova de concurso

(Parte 2 de 9)

5.É correto afirmar que

(A)a conjunção quer, repetida (linhas 6 e 7), estabelece uma comparação entre os termos aproximados, indicando a superioridade de um sobre o outro.

(B)a forma verbal têm (linha 17) está em conformidade com as normas gramaticais, assim como a forma verbal destacada em “Embora eles não lhe dêm razão, ela sabe que está certa”.

(C)o emprego do sinal gráfico indicativo da crase está correto em sujeitos à superação (linha 19), assim como está em “Chegaram à propor um acordo, mas não foram ouvidos”.

(D)a transposição da frase essas constelações de idéias foram geradas quer pelas tradições étnicas (...) quer pelos grandes sistemas religiosos (linhas 5 a 7) para a voz ativa gera a forma verbal “costumam gerar”.

(E)o emprego de melhor, em Não há exemplo melhor (linha 30), está em conformidade com as normas gramaticais, assim como o do segmento assinalado em “Foram os exemplos mais bem escolhidos”.

dogma não passava senãode um equívoco.

6.Ernesto Sábato assinala com precisão que todas as vezes que se pretendeu elevar um enunciado científico à condição de dogma, de verdade final e cabal, um pouco mais à frente a própria continuidade da aplicação do método científico invariavelmente acabou por demonstrar que tal

O adequado entendimento daquilo que assinala Ernesto Sábato está expresso, de forma clara e correta, em:

(A)É perfeito o entendimento de dogma como verdade acabada, mas tem um desvio quando a ciência prova que o enunciado está ultrapassado, anulando o dogma equivocado, o que ocorreu em todas as vezes.

(B)Sempre que se tentou eternizar uma formulação científica, a ciência, ela mesma, desautorizou a pretensão, quando, por seus próprios instrumentos, desvelou a imperfeição daquele saber.

(C)Verdades finais e acabadas, verdadeiros dogmas, sempre existiram, mas, sendo do universo científico, a própria ciência se incumbiu de dar continuidade, tornando obsoleto o método.

(D)Muitas vezes houve tentativa de construir dogmas, mas se revelou impossível, porque a ciência, desenvolvendo, provou mais para frente que o enunciado científico não tinha fundamento real.

(E)É freqüente ver o que a continuidade faz, pois a ciência, responsável pelo método, mostra o erro dos dogmas que, antes precisos, acabam invariavelmente provocando equívocos, como universalmente demonstrado.

Atenção:As questões de números 7 a 15 referem-se ao texto apresentado abaixo.

Os vadios eram um grupo infrator caracterizado, antes de mais nada, por sua forma de vida. Era o fato de não fazerem nada, ou de nada fazerem de forma sistemática, que os tornava suspeitos ante a parte bem organizada da sociedade. Por não terem laços – a família, domicílio certo, vínculo empregatício –, constituíam um grupo fluido e indistinto, difícil de controlar e até mesmo de enquadrar. Passados os primeiros tempos dos descobertos auríferos, quando, como disse o jesuíta Antonil, os arraiais foram “móveis como os filhos de Israel no deserto”, a itinerância passou a ser cada vez mais tolerada. Em 1766 surge contra os vadios das Minas a primeira investida oficial de que se tem notícia: uma carta régia dirigida em 2 de julho ao governador Luís Diogo Lobo da Silva, e incisiva na condenação da itinerância de vadios e da forma peculiar de vida que escolhiam. Tais homens, dizia o documento, vivem separados do convívio da sociedade civil, enfiados nos sertões, em domicílios volantes, ou seja, sem residência fixa. Isto não podia ser tolerado, e deveriam passar a viver em povoações que tivessem mais de cinqüenta casas e o aparelho administrativo de praxe nas vilas coloniais: juiz ordinário, vereadores etc. Uma vez estabelecidos, ser-lhes-iam distribuídas terras adjacentes ao povoado para que as cultivassem, e os que assim não procedessem seriam presos e tratados como salteadores de caminhos e inimigos comuns.

(Laura de Mello e Souza. “Tensões sociais em Minas na segunda metade do século XVIII”, In Tempo e história, org. Adauto

Novaes. São Paulo: Companhia das Letras/Secretaria Municipal da Cultura, 1992. p. 358-359)

7.No texto, o autor

(A)põe em foco um determinado estrato social, particularizando uma tentativa de disciplinamento oficial.

(B)desenvolve considerações minuciosas a respeito do tema central de seu discurso: a carta de Luís Diogo Lobo da Silva.

(C)narra um específico episódio ocorrido em Minas, tomado como exemplo do que se pode esperar da ação de grupo de infratores.

(D)lança hipóteses sobre as causas de um determinado comportamento social, depois de caracterizá-lo a partir da teoria de pesquisadores, religiosos ou não.

(E)toma os dados de pesquisa histórica como apoio para expressar e justificar o seu próprio juízo de valor acerca de infratores.

MODELO − Caderno de Prova, Cargo 24, Tipo 001

4 MPUND-Conh-Basicos3

8.Considere as afirmações que seguem sobre a organização do texto.

I.No processo de argumentação, o autor valeu-se de testemunho autorizado.

I.A fala do jesuíta constitui argumento para a consolidação da idéia de que a itinerância passou a ser cada vez mais tolerada.

I.A data de 1766 foi citada como comprovação explícita de que o rei era realmente signatário da carta.

Está correto o que se afirma SOMENTE em

9.Observado o contexto, está corretamente entendida a seguinte expressão do texto:

(A)nada fazerem de forma sistemática – nada produzirem de modo tecnicamente plausível.

(B)um grupo fluido e indistinto – um conglomerado espontâneo e informal.

(C)difícil de controlar e até mesmo de enquadrar – não passível de organizar e mesmo dominar.

(D)Passados os primeiros tempos dos descobertos auríferos – esgotadas as primeiras jazidas de ouro.

(E)forma peculiar de vida que escolhiam – singular maneira que se concediam de estar no mundo. _

10.Em 1766 surge contra os vadios das Minas a primeira investida oficial de que se tem notícia.

Considerado o contexto, uma outra redação para o segmento destacado acima, que está correta e que não prejudica o sentido original, é:

(A)cuja existência se conhece. (B)da qual a notícia foi dada. (C)que a notícia foi veiculada. (D)na qual se tem o registro.

1.Observadas as 8 linhas iniciais do texto, é correto afirmar:

(A)A expressão por sua forma de vida constitui uma explicação.

(B)No segmento Era o fato de não fazerem nada, ou de nada fazerem de forma sistemática, a conjunção ou introduz uma retificação do que se afirmou anteriormente.

(C)Em que os tornava suspeitos, o deslocamento do pronome destacado para depois do verbo atenderia ao que a gramática aconselha como preferência.

(D)A preposição ante equivale a “versus”.

(E)Como em fluido, a grafia do particípio do verbo “imbuir” não admite o acento, estando, portanto, correta a forma “imbuido”.

12.Considerando as linhas 8 a 16, é correto afirmar:

(A)Em como disse o jesuíta, como equivale a “mediante”.

(B)Em “móveis como os filhos de Israel no deserto”, as aspas indicam que a frase deve ser entendida em sentido figurado.

(C)O emprego da palavra arraiais contribui para a produção do sentido de “morada provisional” tratado no fragmento.

(D)No segmento a itinerância passou a ser cada vez mais tolerada, a expressão passou a ser é a que exprime a idéia de progressão.

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